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Dez 02

Palmeiras - um pouco de política

por Núbia Tavares15h11

É oficial: Paulo Nobre oficializou sua candidatura à presidência do Palmeiras. A candidatura do 1º VP, Salvador Hugo Palaia, deve ser oficializada nesta quinta.

Dado o cenário, milhões de perguntas começam a pipocar. É o fim do sonho para a nação alviverde? Mustafá, na figura do Tirone, voltará a mandar no clube? Voltaremos para a série B? O bom e barato estará de volta? Piraci voltará com a sindicância e a lista negra? Sócios serão novamente proibidos de se expressarem livremente dentro do clube? O que esperar dos próximos dois anos? O caos? O fim do mundo?

Essas duas últimas semanas estão bem agitadas na política palmeirense. O destino do clube nos próximos anos está nas mãos de 292 pessoas que compõem o Conselho Deliberativo da Sociedade Esportiva Palmeiras. Tudo o que se diga, faça, articule e barganhe, neste momento, tem como principal objetivo a conquista de votos. Sim, é revoltante saber de 292 pessoas decidem quais serão os rumos de uma nação com quase 20 milhões de pessoas. Mas, como ainda não temos eleições diretas, toda a articulação política se dá em cima dos conselheiros, esse imenso tabuleiro de xadrez cheio de jogadas que podem levar alguém à vitória ou arruinar completamente a carreira política de quem quer que seja.

Na oposição, o cenário é claro: Mustafá Contursi (precisa de apresentações?) e Afonso Dellamonica (idem ao comentário anterior) estão fechados em torno da dupla Arnaldo Tirone/Roberto Frizzo. Se a situação (que é uma colcha de retalhos que explicarei melhor à frente) realmente se dividir em duas candidaturas, a oposição estará eleita. Esse é o fato número 1. O fato 2, no qual entrarei em detalhes agora, é o calcanhar de Aquiles dessa eleição.

Em resumo: Paulo Nobre lançou sua candidatura nesta terça e Salvador Hugo Palaia deverá lançar a sua na quinta. A pergunta que não quer calar é: por que não temos apenas um candidato? A resposta para essa questão começa na composição da chapa que foi feita para eleger o presidente Belluzzo.
Dois grupos (União Verde e Branco e Palestra) se uniram na eleição do atual presidente. Belluzzo (UVB), com Palaia de 1º vice (Palestra) compuseram o atual governo. Desde o início, o Palaia sempre disse que gostaria de ser candidato à presidência do Palmeiras. E, por um costume questionável na política do clube, existe a lenda que o 1º vice em um pleito deve ser o candidato à presidência no próximo, independente de quem seja ele. É com base nesse argumento que o Palaia sempre se colocou como o candidato da situação, INDEPENDENTE da opinião tanto dos membros da UVB quanto dos membros da chapa Palestra.

Com a destituição ditatorial (opinião minha) do departamento de futebol que ele conduziu em seu primeiro dia como presidente interino do Palmeiras, o Palaia rachou a UVB, que é/era composta por cinco principais líderes: Belluzzo, Cipullo, Pescarmona, Pompeu de Toledo e Seraphim Del Grande. A gestão Palaia rachou o grupo.

Hoje, Cipullo, Seraphim e Pompeu de Toledo demonstram simpatia à candidatura do Paulo Nobre; Pescarmona está com Palaia; e o presidente Belluzzo é a incógnita da história, porque, em diversas oportunidades, ele se manifestou favorável tanto à candidatura de um, quanto de outro e, até o momento, só abriu a boca para dizer que está cansado do Palmeiras. Além da UVB em si, há diversos grupos menores no clube que, até o momento, não se posicionaram oficialmente sobre quem irão apoiar – provavelmente porque, outra lenda do Palmeiras, a eleição, dizem, só se resolve após o dia 18 de dezembro.

E, além disso, há a chapa Palestra, no qual o Palaia é um dos cardeais. E ai está um dos fatos mais curiosos dessa eleição: o outro líder da chapa Palestra, Clemente Pereira, se mostrou favorável à candidatura do Paulo Nobre. E o que isso significa? Que Palaia não é unanimidade nem mesmo em seu próprio grupo. Ou seja: o Palaia está tentando impor sua candidatura de qualquer maneira, independente da vontade da maioria dos sócios e conselheiros que compõem a base do que hoje temos como situação.

E o que eu quero dizer com isso? É simples. Hoje, a base política da situação quer que o candidato seja o Paulo Nobre. E por razões óbvias: é um cara que defende a profissionalização do futebol, a implantação do voto direto incluindo os sócios torcedores, a separação do social do futebol, o cumprimento dos contratos em andamento, entre outros temas que são urgentes e necessários para o Palmeiras. Por outro lado, temos o Palaia tentando se impor como o candidato porque “ele foi o 1º vice e agora chegou a hora dele ser presidente”. Temos um candidato que é desejo da maioria e outro tentando se impor. Ai, eu pergunto: quem está rachando a situação? Quem deve abrir mão e ajudar na composição da chapa?

Essa é a pergunta a ser respondida e que determinará qual será o caminho que o Palmeiras irá percorrer nos próximos anos.

3 comentários
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Comentário de: danielcaetano · http://batatais

meu nome é danielcaetano meu sonho é jogador de futebo
e queria ser jogador porque eu costo

PermalinkPermalink 08.12.10 @ 20:29



Comentário de: danielcaetano · http://batatais

meu nome é danielcaetano meu sonho é se jogador de futebol eu quero jogar eu costo muito

PermalinkPermalink 08.12.10 @ 20:30



Comentário de: danielcaetano · http://batatais

meu nome é danielcaetano meu sonho é se jogador de futebol eu quero jogar eu costo muito

PermalinkPermalink 08.12.10 @ 20:36



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