Guia da Terceirona do Campeonato Brasileiro
por Daniel Soares22h56
Se no De Primeira tem Série D, tem Série C também. A Terceirona nacional também começa hoje e vai até novembro. A terceira divisão foi disputada de forma intermitente no Brasil a partir de 1981, quando o Olaria A.C., do Rio de Janeiro, foi campeão da Taça de Bronze, e hoje é reconhecido pela CBF como primeiro campeão brasileiro da terceira divisão. A Terceirona só voltou a ser disputada em 1988. Daí pra frente, era ano sim, ano não, com as tradicionais trapalhadas e viradas de mesa do futebol brasileiro. Se alguém que não deveria cair pra terceira caía, extinguia-se a divisão e promovia-se uma segundona inchada. A partir de 1994, o campeonato passou a se chamar Série C e garantiu-se sempre o acesso dos primeiros colocados para a Série B, exceto por 2000, quando foi disputada a Copa João Havelange. Até 2008 era disputada por 64 clubes, os quatro rebaixados da Série B e mais 60 clubes classificados por competições estaduais. Naquele ano, a CBF avisou que criaria a Série D e a Série C passaria a contar com apenas 20 clubes. Quem ficasse entre os 20 primeiros colocados garantiria a vaga. Em 2009, a competição estreou nesse formato. O regulamento é simples: na primeira fase as equipes são divididas em 4 grupos, com 5 equipes cada. Jogam entre si em turno e returno. Oito equipes, as duas primeiras de cada grupo, classificam-se para as quartas-de-final. A partir daí, eliminatória simples com jogos de ida e volta até sair o campeão. Os quatro semifinalistas são promovidos para a Série B. Outras quatro equipes, as últimas colocadas de cada grupo, são rebaixadas para a Série D. A seguir, os clubes que tentam retornar ou estrear na segundona, podendo sonhar a partir do ano que vem com a elite.
Grupo A
Águia de Marabá (PA): O Azulão do sul do Pará é um clube jovem. Disputa o Campeonato Paraense desde 1999, mas não teve maior destaque até 2008, quando surpreendeu ao conquistar um dos turnos e se classificar para a final, perdida para o Remo. O vicecampeonato paraense valeu ao Águia uma vaga na Série C 2008 e outra na Copa do Brasil 2009. Em sua estreia na Série C o clube novamente surpreendeu. Nas duas primeiras fases, classificou-se para a fase seguinte em primeiro lugar no seu grupo, que nas duas fases contou com o Paysandu. Só a presença na terceira fase, entre os 16 melhores do torneio, já lhe garantia a participação na Série C no ano seguinte. Mas o Águia foi além. Em segundo no seu grupo, classificou-se para a quarta fase, o octogonal final. Fez boa campanha, terminando em quinto. Apenas por ter marcado menos gols que o Duque de Caxias, não conquistou a quarta posição e a promoção para a Série B.O ano de 2009 começou bem, com o clube eliminando o América (MG) na primeira fase da Copa do Brasil e atraindo a atenção da mídia nacional ao vencer o Fluminense na segunda fase. Não resistiu ao jogo de volta no Maracanã e foi eliminado. Depois disso, não conseguiu repetir o brilho. Não chegou às finais no Pará e, na Série C, ficou em terceiro no seu grupo, um ponto atrás dos classificados Rio Branco (AC) e Paysandu, e foi eliminado. Em 2010, o clube conquistou novamente um turno do estadual, e fez sua segunda final, ficando novo vicecampeonato ao perder para o Paysandu.
Fortaleza (CE): O Leão é o atual tetracampeão cearense. Nove dos últimos onze Campeonatos Cearenses foram vencidos pelo Tricolor de Aço, que totaliza 39 títulos estaduais. Duas vezes vicecampeão da Série B do Brasileiro (2002 e 2004), o Fortaleza era o único representante do estado a ter disputado a Série A nacional nos últimos 15 anos, tendo, ao longo deste período, disputado a elite em 2003, 2005 e 2006. Depois de quase subir novamente em 2007 (ficou em quinto), o Leão teve duas temporadas muito ruins. Quase caiu em 2008 (16º). Em 2009, desgraça máxima. Não só o clube ficou em 18º lugar na Série B, sendo rebaixado para a Série C pela primeira vez na década, como o eterno rival Ceará subiu pra Série A pela primeira vez desde 1993. Na Copa do Brasil, que disputa ininterruptamente desde 1999, o maior destaque do Fortaleza foi em 2001, quando chegou às quartas-de-final. Em 2010, passou na primeira fase pelo Tigres, de Duque de Caxias/RJ. Na fase seguinte, caiu nos pênaltis para o Guarani.
Paysandu (Belém/PA): O Papão da Curuzu busca voltar aos seus melhores dias. Campeão da Série B em 1991, disputou seguidamente a Série A de 1992 a 1995. Rebaixado para a Série C em 1999, foi salvo da degola pela Copa João Havelange, onde integrou o módulo amarelo, segundo nível do torneio. Ficou em quarto, quando os três primeiros se classificavam à finais da Copa, contra os primeiros da elite. Alocado pela CBF de volta à Série B em 2001, conquistou seu segundo título da competição, e iniciou sua melhor fase em termos nacionais. Em 2002 conquistou a Copa dos Campeões, primeiro título nacional de elite da região norte do país. A taça lhe valeu vaga na Copa Libertadores de 2003, quando após vitória histórica sobre o Boca Juniors na Bombonera, nas oitavas-de-final, deixou a vaga nas quartas escapar em pleno Mangueirão, de virada. Foram quatro temporadas seguidas na Série A entre 2002 e 2005. O melhor resultado, o 14º lugar de 2004. Após o grande início de década, a derrocada. Em 2006 o Bicolor ficou em 17º lugar na Série B e foi rebaixado novamente. E dessa vez não teve jeito, o clube teve que encarar a Série C. E a campanha de 2007 em busca da redenção foi desastrosa. Em seis partidas, o clube somou apenas um ponto. Foi eliminado em últim lugar no grupo. Em 2008, teve de garantir a classificação para a Série C pelo Campeonato Paraense. Ficou em terceiro lugar e só se classificou porque o campeão Remo tinha vaga como rebaixado da Série B e o estado tinha direito a duas vagas. Na competição, sua campanha novamente ficou longe do esperado: foi eliminado na terceira fase, ficando de fora do ocotogonal final que definia os quatro promovidos. Entretanto, a posição entre os 16 melhores ao menos o qualificou para permanecer na Série C, ao contrário do eterno rival Remo, que no seguinte passaria a vergonha de sequer se classificar para a Série D. Em 2009, na estreia do novo formato da Série C, o Paysandu novamente não fez o que dele se esperava. Ficou em segundo lugar em seu grupo e conquistou a vaga no mata-mata. Porém, nas quartas-de-final, após empatar com o Icasa em Belém, foi impiedosamente goleado por 6x2 no jogo de volta, selando a sentença de mais um ano na terceirona. O ano de 2010 começou com o bicampeonato Paraense, seu 44º título estadual, dois à frente do Remo. Em 2010, o Paysandu voltou à Copa do Brasil, que não disputava há três anos. Na primeira fase, eliminou o Potyguar Seridoense. Na fase seguinte, caiu frente ao Palmeiras.
Rio Branco (AC): 26 vezes campeão acreano, o Estrelão disputou a Série B do Brasileiro em três edições, entre 1989 e 1991. A partir da reestruturação das divisões nacionais, passou a disputar a Série C de forma intermitente, dependendo de sua classificação no campeonato estadual. O Acre não possui representantes nas Séries A e B e o estado tinha direito a apenas uma vaga no antigo formato da competição. Nos anos 1990, seu maior destaque nacional não viria da Série C, mas da Copa do Brasil. Em 1997, o Alvi-rubro eliminou o Goiás, na primeira fase, e nas oitavas-de-final chegou a vencer o Flamengo por 2x1, em Rio Branco, antes de ser goleado no Maracanã na partida de volta. Após conquistar a vaga na Série C de 2008, o clube surpreendeu. Vencendo grandes clubes do Norte como Paysandu e Remo, foi passando de fase, sempre em primeiro em seu grupo. Não só garantiu a permanência na Série C em 2009, como chegou ao octogonal final. Chegou a ter chances concretas de promoção, porém numa disputa muito equilibrada, terminou em oitavo lugar, mas apenas dois pontos atrás do quarto colocado. Em 2009, o Estrelão chegou mais perto ainda. Primeiro colocado em seu grupo, chegou às quartas-de-final. Voltou da partida de ida contra o ASA, em Arapiraca, com um empate de 1x1. No jogo de volta, um empate de 2x2 eliminou o Rio Branco pelo critério do gol fora de casa, e pôs fim mais uma vez ao sonho da Série B. Em 2010, o Alvi-rubro vem embalado para a disputa após mais um título de Campeão Acreano.
São Raimundo (Santarém/PA): O Pantera Negra nunca tinha tido maior destaque no Campeonato Paraense. No cenário nacional, chegou a disputar a Série C em 2005, sem maior brilho. A sorte mudou quando o clube venceu o tradicional Clube do Remo na final do segundo turno de 2009. O feito, além de lhe garantir o título de turno e a inédita vaga na final do estadual, garantiu-lhe a única vaga do estado na Série D, alijando o tradicional clube da capital de qualquer divisão do futebol nacional naquele ano. Depois de perder as finais para o Paysandu, parecia que o São Raimundo seguiria sua rotina de coadjuvante. Porém veio a disputa do Brasileiro. O alvinegro saiu da primeira fase em primeiro lugar em seu grupo e foi eliminando seus rivais no mata-mata. Nas quartas-de-final, enfrentou o Cristal. Após um empate em 1x1 em Macapá, uma vitória por 2x0 em Santarém classificou o São Raimundo para as semifinais e o promoveu à Série C. Depois de passar pelo Alecrim nas semifinais, o clube protagonizou uma emocionante final contra o Macaé Esporte. Após ser derrotado por 3x2 em Volta Redonda, o São Raimundo venceu, de virada, por 2x1 no Colosso dos Tapajós, em Santarém, e foi Campeão Brasileiro da Série D de 2009, primeiro título nacional de um clube do interior da região Norte. O ano de 2010 não começou tão bem para o Pantera. Em sua estreia na Copa do Brasil, o clube surpreendeu e venceu o Botafogo por 1x0 em Santarém. Entretanto, o clube perdeu seis pontos devido à escalação irregular de três atletas na partida. Assim, precisava da vitória na partida de volta, no Rio de Janeiro. Perdeu por 4x3, placar que o classificaria pelos gols fora de casa, caso não tivesse perdido os pontos. No Paraense, campanha ruim: oitavo lugar.
Grupo B:
ABC (Natal/RN): 51 vezes campeão potiguar, o ABC transita entre as Séries B e C do Campeonato Brasileiro desde os anos 1990. Quinto colocado na Série C de 1995, acabou entrando na Série B de 1996 por causa de quatro desistências. Permaneceu na segundona por seis temporadas (incluindo o módulo amarelo da Copa João Havelange, em 2000), sempre com participações discretas (a melhor campanha foi a 11ª posição em 1998) até o rebaixamento em 2001. Em 2007, obteve a 4ª posição na Série C, garantindo a volta à Série B, no mesmo ano em que seu rival América fez na Série A a pior campanha de um clube na era dos pontos corridos. Foram mais duas temporadas na segunda divisão, com um 13º lugar na temporada de reestreia e a lanterna da competição em 2009, sendo novamente rebaixado. Na Copa do Brasil, que não disputou este ano, sua melhor campanha foi em 2000, quando eliminou Treze, Vitória e Goiás, antes de ser eliminado pelo Palmeiras nas oitavas-de-final. O ano de 2010 começou bem para o alvinegro potiguar, com mais um título estadual.
Alecrim (Natal/RN): O tradicional Verdão do bairro do Alecrim, na capital potiguar, tem história. Talvez seja o único clube profissional pelo qual tenha jogado um presidente da República: João Café Filho (1899-1970), que ocupou o Palácio do Catete entre 1954 e 1955, substituindo o suicida Getúlio Vargas, de quem era vice. Sete vezes campeão potiguar (a última em 1986), o Alecrim não disputava uma competição nacional desde 1995, quando foi eliminado logo na primeira fase da Série C. Em 2009, devido às desistências de Potyguar (Currais Novos), ASSU, Santa Cruz, Baraúnas e Potiguar (Mossoró), o Alecrim acabou convidado a participar da Série D, apesar de ter sido apenas o oitavo colocado no estadual. O Periquito acabou fazendo uma grande campanha. Segundo colocado em seu grupo na primeira fase, eliminou Central e Sergipe no caminho até as quartas-de-final contra o Uberaba. No jogo de ida, em Natal, venceu o clube mineiro por 1x0. O empate em 1x1 na volta em Uberaba colocou o Alecrim na Série C. O clube acabou eliminado nas semifinais contra o São Raimundo (Santarém). Em 2010, o Alecrim repetiu a fraca campanha no Campeonato Potiguar, reprisando a oitava colocação.
Campinense (Campina Grande/PB): 17 vezes campeão paraibano (a última em 2008), o Campinense tinha participações intermitentes em competições nacionais. Disputara a Série B pela última vez em 1992. Desde então, disputara a Série C apenas 4 vezes (incluindo o módulo azul da Copa João Havelange, em 2000). Em 2008, o título paraibano valeu a classificação para a Série C. A Raposa do Nordeste, que já havia feito ótima campanha com o quarto lugar de 2003 (subiam apenas duas equipes, naquele ano), novamente fez boa figura, avançando de fase sempre em segundo lugar no grupo, até chegar ao ocotogonal final. Nesta fase, obteve a terceira colocação, e foi promovido para a Série B. Em seu retorno à segundona após 17 anos, o rubronegro fez uma campanha muito irregular, e terminou apenas na 19ª posição, que lhe devolveu este ano para a Série C. Em 2010, foi o terceiro colocado do Campeonato Paraibano. Participou da Copa do Brasil pela última vez em 2009, sem jamais ter conseguido passar de fase.
CRB (Maceió/AL): O Clube de Regatas Brasil, 25 vezes campeão alagoano (a última vez em 2002), disputou a Série B ininterruptamente por 15 temporadas a partir de 1994. As participações foram discretas em sua maioria. A melhor campanha, o 5º lugar de 1997. Em 2008, o Galo da Pajuçara ficou na lanterna da competição e foi rebaixado pela primeira vez desde 1991. Em 2009, a campanha na Série C não foi muito melhor. Com apenas duas vitórias em oito partidas, o CRB foi salvo de um novo rebaixamento pelo saldo de gols.
Salgueiro AC (PE): O jovem Caracará do Sertão - profissionalizou-se há apenas cinco anos - já disputa a Série C pelo terceiro ano seguido. Campeão da segunda divisão pernambucana em 2007, o SAC ficou em quarto lugar no Pernambucano de 2008, qualificando-se para disputar sua primeia competição nacional. Na Série C surpreendeu e fez boa campanha, chegando à terceira fase. Entre os 16 melhores da competição, garantiu a vaga para o ano seguinte. Em 2009, o Salgueiro voltou a fazer boa campanha. Foi o terceiro colocado em seu grupo, com três pontos a menos que o classificado ASA. Ficou em 10º na classificação geral. O ano de 2010 não começou com a mesma boa campanha dos anteriores. No Campeonato Pernambucano, ficou apenas com sétima colocação.
Grupo C:
Gama (Brasília/DF): Dez vezes campeão brasiliense (a última em 2003), o Gama foi campeão brasileiro da Série B em 1998, que o fez o primeiro representante do DF na Série A do Brasileiro depois de 1987. Logo em sua primeira participação em 1999, o Gama acabou protagonizando o último grande imbróglio jurídico do futebol brasileiro. 15º colocado entre 22 clubes, o Verdão acabou sendo rebaixado pelo critério de média de pontos nos últimos três campeonatos, adotado naquele ano. Entretanto, o Botafogo só não caiu porque ganhou os pontos de uma partida que havia perdido para o São Paulo, devido à escalação ilegal de um jogador, quando a praxe nestes casos era retirar 6 pontos do clube infrator, ao invés de inverter os pontos da partida. Sentindo-se prejudicado, o Gama apelou à justiça comum, que o deu ganho de causa e proibiu a CBF de organizar o Brasileiro sem o Gama na Série A. Isto acabou levando à desistência da CBF de organizar o campeonato e à criação da Copa João Havelange, com a participação de mais de 100 clubes, divididos em quatro módulos organizados em três níveis, organizada pelo Clube dos 13. A enorme relação de clubes não incluiu o Gama, que entrou com nova ação na justiça comum, pleiteando vaga no módulo verde, o principal da Copa. Obteve novo ganho de causa, e o clube foi incluído de última hora no módulo verde. Quando a CBF reorganizou as divisões para o campeonato de 2001, o Gama foi relacionado novamente para a Série A. Permaneceu na elite por mais duas temporadas, até o 25º lugar de 2002, que o devolveu à Série B. Foram quatro temporadas na Série B, sempre na metade de baixo da tabela, até 19º lugar de 2008, que o rebaixou à Série C, pela primeira vez desde 1995. Em 2009, o Gama fez má campanha na Série C, em quarto lugar no seu grupo, salvou-se de novo rebaixamento por um ponto. Em 2010, o Gama ficou apenas em quinto lugar no Metropolitano do DF. Na Copa do Brasil, seus maiores destaques foram em 2004, quando eliminou o Botafogo na segunda fase; e em 2007 - sua última participação - quando eliminou o Vasco da Gama vencendo dentro do Maracanã. Nas duas oportunidades, foi eliminado nas oitavas-de-final.
Ituiutaba (MG): Profissionalizado em 1998, o Coruja chegou à elite do futebol mineiro em 2005. Já na primeira participação, classificou-se para a Série C. Disputou a cometição seguidamente até 2008, quando fez sua melhor campanha até então, chegando à terdeira fase e, entre os 16 melhores, garantindo vaga na competição para o ano seguinte. Em 2009, ficou em terceiro lugar no seu grupo e foi eliminado na primeira fase. Disputou a Copa do Brasil apenas uma vez, em 2008, quando foi eliminado na primeira fase. Em 2010, o ano começou muito mal para o clube. Lanterna, foi rebaixado pela primeira vez em sua curta história.
Luverdense (Lucas do Rio Verde/MT): O Verdão do Norte disputou seu primeiro campeonato profissional em 2004. Naquele mesmo ano conquistou a Copa Governador do Estado e faturou uma vaga para a Série C do ano seguinte, quando eliminado na primeira fase. Em 2007, venceu a Copa Mato Grosso, e se classificou novamente para a Série C. Numa boa campanha em 2008, chegou à terceira fase, garantindo a vaga para o ano seguinte. Em 2009, depois de ter sido Campeão Mato-grossense pela primeira vez no primeiro semestre, ficou em quarto lugar em seu grupo na Série C, sendo eliminado. Em 2010, estreou na Copa do Brasil, sendo eliminado na primeira fase pelo Coritiba. No Campeonato Mato-grossense, não foi longe, sendo eliminado nas quartas-de-final.
Macaé Esporte (RJ): o Alvianil Praiano disputou a Série C pela primeira vez em 2003, antes mesmo de chegar à elite do futebol carioca, pois não havia critérios técnicos claros para a participação. Em 2007, terceiro colocado da segunda divisão carioca, finalmente foi promovido para a elite. Logo na estreia, em 2008, o Macaé ficou em oitavo lugar, e garantiu uma das vagas cariocas para a Série C. Eliminado na primeira fase, poderia almejar apenas a classificação para a Série D no ano seguinte. A boa campanha no Campeonato Carioca de 2009 que resultou na quinta colocação, classificou-o para a Série D. No Brasileiro, o clube fez grande campanha. Nas quartas-de-final, contra o Tupi, perdeu o jogo de ida em Juiz de Fora por 3x2. Na volta, mandando o jogo em Campos dos Goytacazes, venceu por 2x1, e no critério dos gols fora de casa, obteve a vaga nas semifinais e na Série C para o ano seguinte. Depois de passar pela Chapecoense nas semifinais, perdeu a final para o São Raimundo (Santarém) e foi vicecampeão. Em 2010, não começou bem o ano. No Campeonato Carioca, foi apenas o 11º colocado.
Marília (SP): O MAC foi uma das principais forças do interior paulista ao longo da última década. Depois de diversas participações na elite paulista, o Marília obteve dois acessos no ano de 2002. Foi campeão da Série A2 do Campeonato Paulista, sendo promovido à elite estadual, e vicecampeão brasileiro da Série C, chegando à Série B. Logo no primeiro ano na Série B, o MAC chegou ao quadrangular final, que tinha naquele ano ainda Palmeiras, Botafogo e Sport Recife. O clube ficou em quarto lugar. Disputou mais cinco temporadas na Série B, sempre na metade de cima da tabela, exceto por 2008, quando foi o 17º colocado e rebaixado. Meses depois foi rebaixado também no Campeonato Paulista. Em 2010, o MAC não fez boa campanha na Série A2 paulista. Em 13º lugar na primeira fase, foi eliminado.
Grupo D
Brasil (Pelotas/RS): Campeão Gaúcho de 1919, o Xavante teve como maior destaque nacional o 3º lugar no Campeonato Brasileiro de 1985. Sem conseguir vaga no torneio principal do Brasileiro de 1986 (classificavam-se via estaduais) e feito má campanha na Taça de Prata (equivalente à segunda divisão), não disputou campeonatos nacionais até 1995, quando estreou na Série C. Disputou a Série C por diversas vezes, sem maior brilho, até que em 2008 chegou ao octogonal final. Em sexto lugar, garantiu a permanência para o ano seguinte. Em 2009, voltou a fazer boa campanha. Chegou às quartas-de-final, onde foi eliminado pelo América (Mineiro).
Caxias (Caxias do Sul/RS): Um dos dois principais clubes de Caxias do Sul, na Serra Gaúcha, o Caxias sempre foi uma dos principais clubes do interior do estado dominado pela dupla Gre-Nal. Depois de participar sem sucesso da Série C entre 1995 e 1999, 2000 foi um ano histórico. No primeiro semestre, o Caxias foi Campeão Gaúcho pela primeira vez. No segundo semestre, foi relacionado no módulo amarelo, segundo nível da Copa João Havelange. Sétimo colocado, foi relacionado pela CBF para a Série B em 2001. Logo na estreia, foi quase conseguiu o acesso para a Série A, ficando em terceiro lugar. Disputou mais quatro temporadas na Série B, até que a lanterna em 2005 o rebaixou. De volta a Série C, não fez campanhas de maior destaque até 2008, quando ficou em 9º lugar e se manteve na série. Em 2009, chegou às quartas-de-final, quando foi eliminado pelo Guaratinguetá. Em 2010, começou bem o ano, ficando em terceiro lugar no Campeonato Gaúcho.
Chapecoense (Chapecó/SC): Três vezes campeã catarinense, o Furacão do Oeste nunca disputou a Série B a partir de 1987. Jogou a Série C, sem maior destaque, entre 1995 e 1998. Voltou a disputa-la, sem maior sucesso, em alguns anos da última década, a última vez em 2007. Em 2009 a Chapecoense foi vicecampeã catarinense, e se classificou para a Série D. Na competição, chegou até as quartas-de-final e eliminou o Caxias, sendo promovido para a Série C. Nas semifinais, foi eliminada pelo Macaé. Em 2010, na Copa do Brasil a Chapecoense chegou até a segunda fase e, depois de vencer o Atlético Mineiro em Chapecó, sofreu uma goleada de 6x0 em Belo Horizonte. Mas o pior aconteceu no Campeonato Catarinense. Penúltimo colocado, foi rebaixado para a segunda divisão estadual.
Criciúma (SC): Nove vezes campeão catarinense (a última vez em 2005), o Tigre foi, durante as décadas de 1980 e 1990, o principal clube de Santa Catarina no cenário nacional. Mesmo após a boa campanha (9º lugar) no Brasileiro de 1986, o Criciúma foi relacionado para o módulo amarelo, segundo nível da Copa União. 6º colocado, acabou sendo relacionado pela CBF na Série A de 1988, qua incluiu os 7 primeiros colocados daquele módulo. Penúltimo colocado, o Criciúma foi rebaixado para a Série B. E durante sua estada lá, conquistou sua maior glória. Em 1991, treinado pelo desconhecido Luis Felipe Scolari, foi chegou à final da Copa do Brasil e bateu o Grêmio, conquistando o primeiro e até hoje único título nacional de primeira divisão do estado. O título valeu ao clube uma vaga na Copa Libertadores de 1992, onde fez excelente campanha, chegando às quartas-de-final, onde foi eliminado pelo São Paulo. Naquele mesmo ano, foi 3º colocado na Série B. Como a CBF mudou o regulamento e promoveu os 12 primeiros colocados da Série B ao invés de apenas os dois primeiros, o Tigre foi beneficiado. Acabou disputando mais 4 temporadas seguidas na Série A, até o 24º lugar de 1997, que o rebaixou novamente. Foram então mais cinco temporadas na Série B (incluindo o módulo amarelo da Copa João Havelange em 2000), até 2002, quando o Criciúma foi campeão brasileiro da Série B. De volta à Série A, foram apenas duas temporadas. Penúltima colocada em 2004, o clube foi novamente rebaixado. Na volta à Série B, foi novamente penúltimo colocado e, pela primeira vez, rebaixado para a Série C. Em sua estreia na Terceirona, conquistou mais um título: campeão brasileiro da Série C 2006. Em 2007 fez uma boa campanha e terminou a Série B em 7°. Mas em 2008 voltou aser rebaixado, com 18ª colocação. Na volta à Série C, campanha ruim: 4º colocado no grupo, apenas o suficiente para escapar do rebaixamento. Em 2010, o Criciúma ficou apenas em sétimo lugar no Campeonato Catarinense.
Juventude (Caxias do Sul/RS): O Juventude era desconhecido no cenário nacional até a chegada da Parmalat. Logo no primeiro ano, conquistou uma vaga para a Série B de 1994, na seletiva de 1993. E no seu primeiro ano na segundona, o alviverde foi campeão brasileiro da Série B. Iniciou-se aí uma era de ouro do clube, que passaria 13 temporadas seguidas na Série A, com destaque para 1997 e 2002, quando chegou entre os oito melhores. Em outras competições, conquistou títulos inéditos. Em 1998 foi pela primeira e única vez, Campeão Gaúcho. No ano seguinte, a maior glória de todas: campeão da Copa do Brasil, derrotando o Botafogo na final. No fim do ano o clube seria rebaixado para a Série B, mas foi salvo pelo advento da Copa João Havelange. Quando voltou o Campeonato Brasileiro, em 2001, continuou na elite. Em 2007 iniciou-se a queda livre: 18ª colocação e rebaixamento. De volta à Série B após 14 anos, em 2008, fez campanha razoável, ficando em oitavo. Em 2009, porém, foi um desastre: 17º lugar e novo rebaixamento. Em 2010 o ano começou de forma muito ruim: 13º colocado na primeira fase, foi eliminado sem mesmo ter disputado as quartas-de-final.
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Protagonizou a maior vergonha do futebol do RN em todos os tempos,quando escalou jogadores irregulares no Brasileirão de 1972 e foi punido com um ano de suspensão de todas as competições oficiais pela antiga CBD.