Um time de luxo na segundona paranaense
por Felipe Lessa05h47

Não são muitos jogadores que atuam na Divisão de Acesso do Campeonato Paranaense que chegam a ter carro próprio. Existem atletas que supostamente recebem apenas por jogo, como nos torneios amadores, e passam o mês a base de sopa de galinha em alojamentos improvisados. Em alguns times, o maqueiro também acumula a função de gandula – correndo risco de receber um cheque voador no fim do mês.
Ciente que na segundona estadual o luxo pode aparecer somente dentro de campo, com diversos operários em busca de riqueza material num futuro próspero que pode não existir, o Foz do Iguaçu tenta dar aos seus contratados um tratamento pelo menos digno. "Mimos" considerados pouco peculiares entre os participantes do mesmo certame.
Por consequência, a receita dos cartolas é considerada um ponto chave para que o time virasse favorito ao título. Vice-líder da fase inicial, o Azulão da fronteira ganhou grife de time grande no torneio. Oferece conforto básico e paga mensalmente em dia, recebendo como contribuição uma campanha notável. Principalmente para um campeonato em que um dos rebaixados perdeu a classificação na última partida.
O Foz, pelo contrário, garantiu sua vaga na fase final com três rodadas de antecedência. Até então estava líder e invicto. A situação é explicada com tranquilidade por um dos principais responsáveis pelo sucesso na segundona paranaense. “Aqui a diretoria nos fornece um conforto similar ao que se recebe nos times da capital. Desde ônibus, local de treinamento e hospedagem, é tudo de primeira”, conta o goleiro Cleberson, um dos líderes do grupo.
A possibilidade de viver com esposa e filha na cidade onde joga é outra questão primordial para que o goleiro se diga feliz no Foz do Iguaçu. "No ano passado, quando joguei no Rio Verde de Goiás, a família teve que ficar com parentes no interior do Paraná. Era uma situação complicada. Passei muitos momentos de preocupação. Isso influi dentro de campo", explica o camisa 1, sobre uma das regalias oferecidas pelo clube: solteiros vivem em um alojamento básico, mas confortável, com direito a internet, sala de jogos e cardápio variado. Já os casados têm o aluguel de casa pago pela diretoria.
Nas horas de lazer, funcionários do Foz chegam a organizar passeios turísticos com os jogadores. "Faz alguns dias, fomos de bote nas Cataratas do Iguaçu. Foi uma sensação única para o grupo", fala Cleberson, recordando também do dia que conheceu a paraguaia Cidade de Leste e a argentina Porto Iguaçu.
Para o diretor financeiro do Foz, Arif Osman, a valorização dos atletas é o grande trunfo do clube, que foi rebaixado para a Segundona em 2009. "Passo a passo, queremos voltar para a Primeira Divisão. Esse é o objetivo que repassamos ao elenco. Em estrutura, não falta nada pra eles. O mínimo que deve ocorrer é a dedicação. Está dando resultado", conclui o dirigente, pouco antes de ter a fala completada pelo goleiro Cleberson: “Cobrança tem em todo lugar. Só que nesse time dá até gosto de lutar por algo mais”.
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Comentários:
Muitos dirigentes e gestores de futebol do interior paranaense e brasileiro acreditam que atletas que disputam segunda e terceira divisão não são seres humanos. E acreditam que podem classificar equipes e lucrar vendendo esses heróis que sobrevivem em condições sub-humanas sonhando com dias melhores.
Um abraço, Brother.
Infelizmente, tudo isso é verdade.
Certos 'empresários', se entrassem em campo, vestiriam a camisa número 171....ou 288.
Abraço
FONTE:
http://jorgejr9.blogspot.com/2010/07/portuguesa-com-problemas.html
"É verdade que a Portuguesa pediu a Federação para não participar da segunda fase do Paranaense? Esse é o boato da semana! E também, segundo o meio esportivo da cidade, o clube da Vila Santa Terezinha ainda não efetuou nenhum pagamento aos seus jogadores!
Outro caso e esse é fato: Jogadores estariam sem alimentação e estão sendo ajudados por outro clube da região. Nossa! E eu pensei que estava tudo muito bem organizado! Vou averiguar e trazer mais informações! Gostaria que alguém da Portuguesa pudesse falar sobre o assunto".
abçs