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Mar 19

Garrincha, a estrela cadente

por Jones Rossi17h21

Fiz o texto abaixo para a revista Aventuras na História, da Editora Abril. O link está aqui. A matéria foi publicada na época do lançamento do filme sobre Garrincha, com André Gonçalves e Taís Araújo. A história é, obviamente, sobre o craque bicampeão mundial e ídolo do Botagofo, que infelizmente morreu na sarjeta. Mas poderia ser sobre jogadores que hoje seguemo pelo mesmo caminho. Mais grave, vão para o buraco na companhia de traficantes, dirigentes aproveitadores e bajuladores da imprensa.
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Garrincha, a estrela cadente
Filme mostra como o triste fim do mitológico jogador de futebol abalou a imagem que o Brasil tinha de si mesmo
por Jones Rossi

O desfile das escolas de samba na Marques de Sapucaí, no Rio, é o ponto alto do Carnaval brasileiro. Em 1980, porém, não foi bem assim. Quando a Mangueira entrou na pista, com o dia já claro, o país tomou um susto. Um dos carros da agremiação trazia o célebre jogador Garrincha, mas um Garrincha dopado, vestindo a camisa número sete da Seleção Brasileira. Com o tema “Da Pelada à Jules Rimet”, o carro alegórico fazia parte do enredo Coisas Nossas e procurava valorizar nosso futebol tricampeão.

É em torno desse cenário melancólico que começa o filme Garrincha, Estrela Solitária, de Milton Alencar Júnior, que estreou em outubro. Em 1980, Garrincha foi convencido a desfilar pelo jornalista Sandro Moreyra, um botafoguense notório, e por um cachê hoje equivalente a 2 mil reais. Sandro queria mostrar para o jogador como ele ainda era bem-quisto pelo povo. O resultado não foi o esperado. Três dias antes, Garincha estava numa clínica se recuperando de uma crise de alcoolismo, e esperou 16 horas para entrar na Sapucaí. Quando entrou, sob efeito de remédios, não era mais a “alegria do povo”, alcunha recebida nos tempos dos ágeis dribles. Estava diante do Brasil o que havia se tornado um dos seus maiores heróis.

“Nós fechávamos os olhos para os problemas de Garrincha. Todo mundo sabia que ele bebia, mas preferíamos enfatizar o folclore em torno dele. Quando aquela figura degradada apareceu no desfile, houve um impacto”, afirma o jornalista João Máximo, que conviveu durante toda sua carreira com o jogador. Cada vez mais alcoólatra, Garrincha morreria quase três anos depois.

Mas o filme não mostra só a decadência do maior ponta-direita da história. Também retrata as peladas em Pau Grande, no Rio, e suas conquistas amorosas. E não deixa de lembrar os grandes momentos em campo.

Pela Seleção Brasileira, o jogador foi campeão mundial em 1958 e 1962. A derrota na Copa de 1966, quando o Brasil não passou da primeira fase, já indicava o fim de sua carreira. Com dores crônicas no joelho, Garrincha passaria a jogar cada vez menos. Depois de sair do Botafogo, em 65, perambulou por outros clubes até acabar no Olaria, em 1972. Então passou a jogar só mediante cachê. Seu último jogo foi em Planaltina (DF), menos de um mês antes de morrer, no dia 20 de janeiro de 1983, sozinho num hospital público do Rio de Janeiro.

1 comentário
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Comentários:


Comentário de: Ouvir musica on line · http://www.musicaevangelica.net

Uma pena que nao deram o devido valor ao Garrinha e o alcolismo destruiu ele.
Nao deixem de visitar meu site
Ouvir Musica on line
http://www.musicaevangelica.net

PermalinkPermalink 11.02.11 @ 16:51



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