Parâmetros da mensuração
por Leonardo Bonassoli00h12
Após três rodadas, o Campeonato Paranaense tem mostrado uma faceta curiosa: nenhum zero a zero. E mais: nenhum jogo do Trio de Ferro acabou com ele sem marcar gol. E um jogo de cada marca essa volúpia ofensiva. Contra o Engenheiro Beltrão, na segunda rodada, o Paraná fez quatro. Contra o mesmo adversário, na terceira, o Coxa meteu cinco. Mais que isso foi o Atlético, praticamente um Tiger Woods, metendo oito no Serrano. E daí?
Podemos pensar nos objetivos das equipes no ano. Coritiba e Paraná querem voltar para a Série A do Brasileirão. O Atlético quer ser mais que o coadjuvante ameaçado das últimas temporadas. Logo, tais vitórias largas não podem servir de alento. por outro lado, perder, como fizeram Atlético contra Operário e Paraná contra Rio Branco, ambos em casa, pode sempre servir de alerta e escancarar as falhas.
Logo, a maioria dos times do campeonato está abaixo do nível técnico que será visto perto da metade do ano. Serrano e Engenheiro Beltrão têm fragilidades defensivas patentes. Entre os algozes, notemos que Rio Branco e Operário são equipes aguerridas, mas não se comparam tecnicamente a times como Ponte Preta e Avaí, só para ficar em exemplos mais medianos. O bicho realmente pegará a partir das fases mais avançadas da Copa do Brasil e nos clássicos. Por enquanto é aquela: sucessos são sussurros, fracassos são brados retumbantes. Nada que possa servir de referência clara para o resto do ano.
Pó de Guaraná
* Incrível que nenhum técnico caiu em três rodadas do Paranaense. Outros tempos? Apesar que o Nacional de Rolândia trocou de treinador uma semana antes da disputa, por ter entrado novo grupo investidor. Claudemir Peixoto deu lugar a Celso Fernandes.
* Com três rodadas, a artilharia é de Marcelo Toscano do Paraná Clube. E de pensar que chegou no clube como ala. O retorno dele à posição original foi o maior ganho técnico do Paraná na temporada passada.
* Jully Julhierme Araujo Santos é volante do Toledo e atende por Vasconcelos. Mas por que isso? A explicação é que o jogador de 22 anos, natural de Açu-RN, era considerado parecido fisicamente com um Vasconcelos da cidade natal. Vale pela curiosidade.
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