De Primeira: Futebol, Futebol e Futebol

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Jan 29

Robinho e a inflação salarial no futebol

por Núbia Tavares15h23

Deu no terra hoje:

Confirmado pelo Santos na última quinta-feira, Robinho terá um salário de R$ 1 milhão por mês durante o empréstimo que vai até 4 de agosto, de acordo com informações do Jornal Placar. Os valores, no entanto, não devem ser provenientes dos cofres santistas, já que empresas parceiras viabilizaram a contratação.

O jornal ainda afirma que Robinho ficará com 50% dos valores em contratos publicitários firmados pelo Santos que envolvam sua imagem. Para ter o jogador por empréstimo, os santistas ainda concederam ao Manchester City a prioridade de compra por Neymar e Paulo Henrique Ganso.

Notícias como essa me assustam de verdade. Não consigo imaginar qual será o resultado final dessa inflação no futebol brasileiro. Essa penca de jogadores que estão voltando para o Brasil buscando uma vaga na copa (Robinho, Vagner Love, etc) estão elevando os níveis salariais a patamares nunca antes atingidos (se alguém puder me informar qual era o salário do Robinho em 2004, eu agradeço).

Não quero nem discutir se o futebol do Robinho vale ou não um milhão de reais mês. A grande questão é que essas cifras milionárias engordam os bolsos não só dos craques, mas acabam por inflacionar os salários de jogadores medianos. A história é simples: você está lá, carregando o time nas costas, ganhando seus R$ 60 mês. Ai, chega o fulano de fora pra ganhar uma milheta. O que seu empresário faz? Pressiona o clube até te darem um aumento salarial. Simples assim.

Só que, após a Copa, sabemos que Robinho & cia voltarão para a Europa. E sobrará para os clubes pagar cem, duzento mil reais, para jogadores como Jumar, Souza, Marlos e afins. E se os patrocinadores pagam os salários dos astros, o clube é o responsável pela folha salarial do resto do elenco. Alguma dúvida de que isso vai deteriorar seriamente as finanças dos clubes em médio prazo?

Se tem uma coisa que aprendemos em economia é que dinheiro não aparece do nada. Se você gasta hoje, terá que pagar a conta alguma hora. Mesmo que você seja um dirigente de futebol. E, como não acho que o futebol brasileiro proporcione o retorno para o patamar de gastos que tem hoje, eu só posso prever um futuro ainda mais no vermelho do que temos hoje.

É muito bom ver Robinho, Adriano, Love, Ronaldo, Roberto Carlos e afins jogando aqui de novo, sem dúvida nenhuma. Mas, até que ponto vale fazer uma loucura e destruir as finanças do clube por uma jogada de marketing? Bem faz o São Paulo, que diante do salário, desistiu de repatriar o Cicinho.

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Futebol

Jan 27

Parâmetros da mensuração

por Leonardo Bonassoli00h12

Após três rodadas, o Campeonato Paranaense tem mostrado uma faceta curiosa: nenhum zero a zero. E mais: nenhum jogo do Trio de Ferro acabou com ele sem marcar gol. E um jogo de cada marca essa volúpia ofensiva. Contra o Engenheiro Beltrão, na segunda rodada, o Paraná fez quatro. Contra o mesmo adversário, na terceira, o Coxa meteu cinco. Mais que isso foi o Atlético, praticamente um Tiger Woods, metendo oito no Serrano. E daí?

Podemos pensar nos objetivos das equipes no ano. Coritiba e Paraná querem voltar para a Série A do Brasileirão. O Atlético quer ser mais que o coadjuvante ameaçado das últimas temporadas. Logo, tais vitórias largas não podem servir de alento. por outro lado, perder, como fizeram Atlético contra Operário e Paraná contra Rio Branco, ambos em casa, pode sempre servir de alerta e escancarar as falhas.

Logo, a maioria dos times do campeonato está abaixo do nível técnico que será visto perto da metade do ano. Serrano e Engenheiro Beltrão têm fragilidades defensivas patentes. Entre os algozes, notemos que Rio Branco e Operário são equipes aguerridas, mas não se comparam tecnicamente a times como Ponte Preta e Avaí, só para ficar em exemplos mais medianos. O bicho realmente pegará a partir das fases mais avançadas da Copa do Brasil e nos clássicos. Por enquanto é aquela: sucessos são sussurros, fracassos são brados retumbantes. Nada que possa servir de referência clara para o resto do ano.

Pó de Guaraná

* Incrível que nenhum técnico caiu em três rodadas do Paranaense. Outros tempos? Apesar que o Nacional de Rolândia trocou de treinador uma semana antes da disputa, por ter entrado novo grupo investidor. Claudemir Peixoto deu lugar a Celso Fernandes.

* Com três rodadas, a artilharia é de Marcelo Toscano do Paraná Clube. E de pensar que chegou no clube como ala. O retorno dele à posição original foi o maior ganho técnico do Paraná na temporada passada.

* Jully Julhierme Araujo Santos é volante do Toledo e atende por Vasconcelos. Mas por que isso? A explicação é que o jogador de 22 anos, natural de Açu-RN, era considerado parecido fisicamente com um Vasconcelos da cidade natal. Vale pela curiosidade.

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Jan 24

Renaldo: o bom velhinho

por Felipe Lessa15h28

Artilheiro do Campeonato Paranaense 1993 pelo Atlético, Renaldo chegou ao clube um ano antes, vindo de Brasília. Apesar do saudosismo, cerca de 17 anos depois de colocar seu nome entre os ídolos da torcida atleticana, ele voltou a disputar o Estadual para ter seu nome gritado por torcedores do Serrano-PR.

Mesmo vestindo outra camisa, Renaldo, 39 anos, se diz eternamente grato ao Furacão. Apesar de já ter atuado por clubes como o Atlético-MG, onde foi artilheiro do Brasileirão em 1996, e La Coruña (Espanha), o atacante afirma ser fanático pelo rubro-negro. “Foi o clube que me projetou para o futebol. Sou um cara que devo muito ao Atlético (Paranaense)”.

Nos seus tempos de Baixada, o clube treinava no antigo estádio Joaquim Américo e jogava no hoje interditado Pinheirão. “Na minha época o Atlético ainda estava crescendo, era muito diferente. Hoje segue o mesmo padrão dos grandes clubes europeus. Tem CT moderno, estádio em formato arena. Fico feliz por ter feito parte dessa história”, explica.

Dessa época, Renaldo lembra de dois funcionários que ainda permanecem no Atlético. “O Bolinha e o Dr. (Edilson) Thiele estão no clube até hoje. Só de falar neles já me lembro dos bons tempos”, lembra.

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Ânimo, Filipe

por Ana Carolina Moreno14h32

Cada cultura tem o seu jeito de se expressar. Nós brasileiros fazemos alguns gestos com as mãos para indicar quando algo "dá na mesma" (batendo os dedos para frente e para trás), quando um lugar está "assim de cheio" (juntando as pontas dos dedos) ou quando queremos que alguém "vá o mais rápido possível" (o estalar do indicador e o dedo do meio que nenhum gringo consegue imitar).

Na Espanha as pessoas preferem expressar-se verbalmente. E a palavra mais usada pelos torcedores do Deportivo La Coruña desde as 23h de ontem é "ánimo". Segundo a Real Academia Española, "ánimo" é uma interjeição usada quando alguém quer "alentar ou esforçar" outra pessoa. É o que querem fazer com Filipe Luís, que ao apoiar o pé no chão depois de uma disputa de bola que acabou em gol para o Dépor, sofreu uma fratura exposta no tornozelo direito.

Só no site Riazor.org, que abriu hoje de manhã um canal para que os torcedores enviassem mensagens de apoio, a palavra "ánimo" se repetiu mais de mil vezes, entre as mensagens e comentário. O jornal Depor Sport recebe recados dos fãs do lateral pelo email animofilipe@deporsport.com. A página pessoal de Filipe no Facebook, onde ele tem mais de 2.500 amigos, foi inundada com centenas de recados, e a página "ÁNIMO FILIPE LUÍS" continua crescendo.

Rancor definitivamente não é o forte dessa torcida que canta até hoje uma música agradecendo ao time pelo feito de ganhar uma Liga Espanhola. O romance de verão entre o lateral e o Barcelona não tinha como não ser perdoado após um semestre de dedicação integral do brasileiro, que é uma das peças-chave do esquema tático deportivista.

Agora ele enfrentará um semestre de recuperação e parece decidido a não jogar a toalha. Apoio, definitivamente, é o que não lhe faltará.

PS: Isso que eu escrevi todo mundo já sabe (até no Brasil, porque notícias boas sobre o Filipe nunca ganhavam atenção, mas essa foto trágica ninguém cansa de publicar).

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Jan 20

De olho na taça

por Ana Carolina Moreno11h13

Hoje começam as quartas-de-final da Copa do Rei e claramente se nota uma coisa: se ganhar alguém do lado direito da tabela, vai ser zebra.

Faz só uma semana que o Deportivo conseguiu uma virada inacreditável em casa contra o Valencia. Tínhamos a vantagem do 1x2 do jogo de ida, mas duas jogadas aéreas no primeiro tempo deixaram o time incrédulo. Os desfalques no setor ofensivo fizeram com que o treinador Lotina mexesse com a ala esquerda: Filipe Luís subiu e fez as vezes de interior, já que o dono da posição, o mexicano Guardado, estava fora de combate. Acabou um pouco perdido em campo e a equipe adversária aproveitou a brecha para virar o placar da eliminatória. No fim do jogo, Filipe reconheceu que esse não é exatamente seu ponto forte: “Já joguei como interior outras vezes com Caparrós (antigo técnico do Dépor, que hoje treina o Athletic de Bilbao) e me custa”, explicou o brasileiro. Mas só haveria tensão no ar se essa entrevista coletiva tivesse acontecido no intervalo do jogo, porque aos cinco minutos do segundo tempo Filipe mostrou mais uma vez que é um dos brasileiros que mais tem chamado a atenção no futebol espanhol.

Em jogada individual, ele aproveitou uma falha da defesa e marcou o primeiro gol, empatando a eliminatória. O time da casa reagiu e passou a pressionar, mas quando todos já se preparavam para a inevitável prorrogação (David Villa, o craque valenciano, já se aquecia para matar os deportivistas de cansaço), Filipe invadiu a área e deu um passe para Juan Rodríguez afundar o Valencia de vez.

Os dois, aliás, são os que mais estão em alta no time pelos gols salvadores (o problema, claro, é que nenhum é atacante). Juan Rodríguez já tinha se destacado na rodada anterior da Liga Espanhola, quando fez o gol da vitória contra o Osasuna. Lotina não poupou elogios a Filipe, e disse abertamente que ele foi imprescindível para a vitória. Mas agora a situação é diferente.

Primeiro porque no domingo o time fez um jogo apático contra o Mallorca, perdeu de 2 a 0 e irritou todo mundo, menos Lotina, para quem o Dépor parece já estar fazendo milagre por ter chegado até aqui. Segundo porque pode ser que Filipe Luís e Kanouté estejam em campo. O camisa 9 da seleção brasileira estava lesionado desde 5 de dezembro, mas já treina normalmente. Já o africano nascido na França estava defendendo o Mali na Copa Africana de Nações, mas seu time foi eliminado precocemente e ele pode voltar ao time hoje. As duas ausências coincidiram com a repentina queda de rendimento do Sevilla na Liga Espanhola, inclusive porque o time, depois da vitória no Camp Nou e da eliminação de Barcelona, Real Madrid e Valencia, vem priorizando a Copa do Rei e é franco favorito. Vide o chocolate que tomaram sábado do Barça, que não parece um time muito vingativo, mas dessa vez foi.

Outro que pode levar o caneco é o Atlético de Madrid, o único time que conseguiu reverter o resultado do jogo de ida, meteu 5 no pobre Recre e vai pegar o Celta nas quartas. Mas, como indica a tabela acima, só um desses quatro times chegarão à final. A turma da Galícia ainda aposta por uma final Dépor-Celta, e o Filipe Luís, que mora em La Coruña desde 2006 mas nunca jogou uma partida oficial contra o arqui-rival de Vigo, já mandou avisar que ninguém dentro da equipe pensa em qualquer adversário além do Sevilla. Vai ver é por isso que fizeram tão feio contra o Mallorca...

PS: Com a outra vaga ninguém se importa muito. Mallorca, Getafe, Racing e Osasuna têm pelo menos a vantagem de correr pelas bordas.

Mais sobre Filipe Luís

O Ás divulgou que o Real Madrid quer pagar 16 milhões de euros pelo lateral brasileiro. Os jornais na terrinha repercutiram, mas aqui o pessoal não anda especulando muito. Marcelo, que quando se lesionou deu a vaga na seleção pro Filipe, ainda que o Dunga continue buscando laterais-esquerdos até na ala direita dos campos europeus, é o titular dos merengues e, sinceramente, o Filipe tem muito mais a cara do Barça. Tá bom, eu não simpatizo com o Real Madrid, e eles já tiveram a opção de aproveitar o Filipe e a desperdiçaram. Mas enfim, 16 milhões de euros não são os 20 que constam no contrato do brasileiro, mas o Deportivo não tem condições de desdenhar essa quantia. Sem contar que o novo empresário de Filipe sabe como agradar o presidente do time.

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Jan 18

Começou bem

por Equipe De Primeira11h41

Por Núbia Tavares

Ao comemorar o quinto gol, marcado por Claiton Xavier de pênalti, os quase 17 mil torcedores que estiveram no Palestra Itália na tarde de sábado, 16, pareciam ter deixado para trás toda mágoa, dor e ranço que traziam no peito, após o trágico fim do Brasileiro. Também pudera: 5x1 é um ótimo placar para se começar o ano. É claro que não se pode superestimar o resultado porque o Mogi Mirim (primeiro adversário do Palmeiras em jogos oficiais em 2010) é, desde já, um dos cadidatos ao rebaixamento no Paulistão. Mas o clima de felicidade pós-jogo, que não de desfez nem com o temporal que desabou sobre São Paulo, era bem diferente daquele que pairava no Palestra Itália antes da bola rolar.

Meia hora antes de começar o jogo, a repórter da CBN questionava se a expectativa de público (16 mil torcedores) seria atingida. Estádio com pouco público, setor Visa completamente vazio. Nesse horário, eu já estava na arquibancada e tinha lá minhas dúvidas se ia encher também. Mas, conforme foi chegando o horário da partida, a arquibancada foi ficando lotada, o que me obrigou, inclusive, a mudar de lugar.

Fui, pela primeira vez, a um jogo do Palmeiras sozinha. Minha amiga de jogo “desistiu” por enquanto do time. Diego Souza foi hostilizado por aquela parte da torcida que nunca ganha um carnaval, mas adora bater em jogadores, brigar entre si e se dizer “diferente”. Nada que atrapalhasse o desempenho do camisa 7 em campo. Ok, era o Mogi, mas Diego Souza jogou muita bola no sábado à tarde, e selou o início de um novo ano, finalmente, para a torcida do Palmeiras.

Em campo, oito jogadores que estiveram em campo no fatídico Botafogo 2x1 Palmeiras. Os dois estreantes, Leo (zagueiro) e Márcio Araújo (volante), foram bem – Leo errou duas vezes, mas fez um gol para compensar. O novo companheiro de Pierre foi melhor, saindo para jogar e não comprometendo. Quando a bola rolou o jogo começou, hum... horrível. Tão chato que eu me divertia muito mais tuitando do que vendo a pelada em si. Até que saiu o primeiro gol – e ai, a história mudou. Os últimos 15 minutos do primeiro tempo foram muito bons, com o Palmeiras jogando bem pelas laterais. No final, o time ainda conseguiu fazer 2x0.

Na segunda etapa, apesar do gol do Mogi Mirim marcado logo no início, só deu Palmeiras – ou melhor, só deu Diego Souza e Claiton Xavier. Saiu o terceiro, saiu o quarto, saiu o quinto e saiu o sexto gol – anulado pelo árbitro. Só não saiu o sétimo porque Robert meteu a bola no travessão. No final das contas, a conta ficou pequena para o Sapão, porque o placar poderia ter ido além de “sete” gols facilmente.

De qualquer forma, foi uma tarde boa para quem sofreu pelo time do coração no período sem futebol. Nada que deva empolgar ninguém – afinal, tomar um gol de um time horroroso feito o Mogi Mirim (Marcos ainda fez um milagre em outro lance) é preocupante. Mas, por ora, prefiro acreditar que com o entrosamento, a defesa vai melhorar. Até porque, esse é um time do Muricy. O Palmeiras ainda não tem um elenco, mas tem um time razoável para jogar o Paulistão. Resumindo: apesar da apreensão no último mês, o Palestra começou 2010 bem.

Ainda sobre o Paulistão:

- Diego Souza rende absurdamente melhor quando joga ao lado de Claiton Xavier e vice-versa.

- Corinthians x Monte Azul foi uma pelada bacana. Mas os dois times poderiam jogar três dias e o resultado continuaria sendo o empate. Mas que ninguém se engane: o Corinthians vai dar muito trabalho esse ano. Principalmente quando o Paulista estiver na fase final.

- Não vi São Paulo X Portuguesa. Mas, pelo resultado, é hora de observar a Lusinha.

- O Santos jogou muito bem também. Se continuar assim, é favorito ao título paulista ao lado do Palmeiras e um dos favoritos na Copa do Brasil. E 80% do mérito é do Dorival Júnior. Obviamente, assim como o Mogi Mirim, o Rio Branco não é o melhor parâmetro do universo, mas é bom ver que esse pode ser um ano diferente para o Peixe.

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Jan 17

Baierdependência

por Equipe De Primeira23h43

por Leonardo Bonassoli

O ano é outro, a temporada é outra, mas o problema do Atlético Paranaense continua o mesmo: a Baierdependência. Paulo Baier, camisa 10 usual, capitão, armador, dono do time, foi muito importante para o Furacão na última temporada com gols, passes e mera liderança. Foi um termômetro do time no ano que se passou e mostra que assim continua sendo. O que tem de problemático nisso? Simples: a falta de opções.

No jogo contra Toledo deste domingo ficou patente. Com Paulo Baier em campo, o Furacão batia o Toledo por 1 a 0. O 10 perdeu um pênalti bem defendido por Gottardi. Mas foi ele sair contundido, com dores no adutor da coxa esquerda, para o time desmoronar e sofrer o empate, sem desmerecer a equipe do Toledo, armada de modo matreiro por Agenor Picinin. Falta reposição no meio de campo. Netinho, que entrou no lugar de Baier, está vários furos abaixo. Em certos momentos, parecia jogar rugby, devido à ausência de passes para a frente.

E não há, a princípio, quem supra isso, ainda mais que Paulo Baier se machucou e pode ficar algum tempo fora. Agora resta saber se algum reforço assume o papel ou como Antônio Lopes fará para substituir Paulo Baier quando ele não puder jogar. O Atlético carece de reposição, pois mostrou ter armação acéfala sem seu capitão.

Pó de Guaraná

* Vendo o passado recente e a atuação contra o Rio Branco, eu afirmo: Juninho não é goleiro para o nível do Paraná Clube.

* O Operário meteu cerca de 1.300 pessoas no Eco-Estádio, distante mais de 100 km de Ponta Grossa. Talvez tenha sido o público mais espetacular, devido as circunstâncias, na rodada.

* Em sete jogos do Campeonato Paranaense, nenhum 0 a 0. Por outro lado, nenhum jogo teve mais de três gols.

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Síndrome de abstinência

por Equipe De Primeira01h40

CAHUÊ MIRANDA

Não, a minha não é reação pela falta de nenhum tipo de droga. Pelo menos não dessas drogas tradicionais. Estou sentido os efeitos da falta de futebol no estádio. Da falta do Atlético e da Baixada, para ser mais específico. Desde o pré-histórico 7 de outubro de 2009 que meus pés anseiam pelo solo sagrado e o espírito sente a falta da comunhão com os irmãos de fé.

Culpa de uma tal doença de Crohn, que invadiu meu intestino e me mandou pra mesa de cirurgia. Foram dez dias na UTI e mais uns trinta no quarto do hospital. E foi nesse ambiente hospitalar que vivi, pelo radinho, os últimos momentos da deliciosa e doentia (mais do que nunca!) relação com o Furacão.

Não sabia se gritava gol ou gritava de dor, nos 3 a 0 sobre o Santo André. Quase arremessei o rádio na parede quando o Cruzeiro empatou no último minuto naquele cruel 1 a 1. E o jogo contra o Botafogo? Naquele dia, não estava no hospital. A Baixada me chamava, mas eu quase não podia andar, estava com 57 kg (tenho 1,87m de altura).

Não fui. Uma das decisões mais sensatas e mais infelizes da minha vida. Sabe quando o doutor recomenda àquele cara cardíaco que não vá mais ao futebol? Pois para mim seria a sentença de morte. Ouvir pelo rádio me deixa vinte vezes mais nervoso. Não ficar sabendo de nada, então, é uma verdadeira tortura. Ouvi no rádio, quase fiquei sem unhas e sem cabelo, mas comemorei emocionado a vitória por 2 a 0.

Falei que estou em síndrome de abstinência e esqueci de relatar os sintomas. Em primeiro lugar, ansiedade. A sensação de que alguma coisa está faltando, mas você não sabe o que é. Ou sabe muito bem, mas só lembra disso quando chega em casa e vê uma camisa rubro-negra dentro do armário. Daí vem aquele sentimento de nostalgia. A vontade de entrar na internet e ver todas as notícias. De rever aquele DVD do título brasileiro ou aquela fita com o gol do Berg... E tudo isso só serve para aumentar a saudade e o deixar o exílio ainda mais doloroso.

“Atlético, você não presta mas eu te amo”, já disse um torcedor, lá pelos idos de 1960 e poucos... Na época, o time não ganhava nada, mas continuava mostrando que é imbatível na hora de conquistar o coração de seu povo. Não existe atleticano que não seja um romeu apaixonado, um tarado futebolístico. Mesmo os mais discretos nutrem um amor secreto e enrustido, que hora ou outra transborda para todos verem.

Mas Cahuê! Você é jornalista. Não tem medo de mostrar tanta adoração por um clube? Pois não tenho, nem poderia ter. Esse sentimento é parte essencial de minha personalidade. Esconder isso do leitor seria uma desonestidade, um embuste, uma tremenda mentira. João Saldanha, Nelson Rodrigues, Armando Nogueira, Juca Kfouri... Eles nunca esconderam o time pelo qual torcem. Por que eu, que provavelmente nunca chegarei aos pés deles, iria esconder?

Sei que isso nunca me atrapalhou em minha profissão. Sei muito bem separar as coisas na hora de trabalhar. Já fui setorista do Coritiba, indo durante meses a fio no CT da Graciosa e no Couto Pereira. E sempre contei com o respeito de todos. No ano passado, até torci para o Coxa não cair. Pensando no bem do futebol do estado e no melhor profissionalmente. Mas, confesso, principalmente pela mágoa eterna contra o Fluminense.

Enfim... todo esse papo é para dizer que hoje a máquina de arrebatar corações chamada Atlético Paranaense entra em campo pela primeira vez em 2010. O jogo é lá em Toledo e está longe de ser um dos mais importantes do ano. Mas o time tem a obrigação da vitória, para fazer jus ao favoritismo e não maltratar a alma desse povo, que já se conta na casa do milhão.

A estréia para valer, porém, é na próxima quarta, contra o Operário, no nosso campo dos sonhos, a eterna Baixada. Não sei se poderei ir e já começo a roer as unhas...

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Jan 16

Relaxa e goza

por Equipe De Primeira02h24

CAHUÊ MIRANDA

O Campeonato Paranaense começa hoje e desta vez nem adianta ter esperança. Mais uma vez, o estado terá dos estaduais mais fracos do país. Não, os clubes não são piores que baianos, cearenses, catarinenses ou pernambucanos. A diferença são os cartolas. Maus dirigentes não são exclusividade, mas no Paraná eles se superam.

Acima de todos, claro, está a Federação Paranaense de Futebol. Mas os clubes não ficam muito para trás, não. Afinal, aqui nestas bandas parece ser impossível o mínimo entendimento entre o pessoal que manda na bola. Mais uma vez teremos o regulamento mais bizarro da história do futebol no Brasil. Vejam só! No Brasil, campeão do mundo dos regulamentos bizarros.

O “supermando” (o nome pode até parecer de super-herói, mas a parada é um monstro daqueles bem feiosos mesmo) está de volta. Incrível! De volta! Não tiveram a capacidade de concertar a caca que surgiu do amadorismo, da incompetência e da “malandragem”.

Acompanhei de perto o arbitral onde foi parido o monstrengo, no início de 2009. E digo, foi um tremendo freakshow. Uma baderna generalizada que começou com a briga entre os árbitros. Eles mesmos, os encarregados de zelar pelas regras do jogo. A velha disputa entre sindicato e associação dos apitadores abriu com chave de ouro a reunião.

Mas o pior estava por vir. Os clubes só tiveram acesso ao regulamento proposto pela FPF no dia do arbitral. Um documento onde qualquer detalhe pode comprometer a competição, que é a mais importante do ano para a maioria dos participantes. E o presidente da federação propôs que os clubes o aprovassem sem ao menos ler. Isso mesmo! Hélio Cury queria que os clubes avalizassem assim, de uma vez só, o regulamento inteiro.

Graças ao bom senso de uns poucos, se decidiu ler artigo por artigo. A maioria achou um saco ter que perder um tempão ali lendo toda aquela papelada. E o negócio se deu em meio a um blá, blá, blá, uma confusão tão grande, que não foi surpresa um erro ter passado despercebido. Mesmo uma tremenda cagada como o “supermando”.

O negócio foi feito de forma tão relaxada, que alguns decidiram abandonar o arbitral pela metade. Um deles foi o Coritiba, representado pelo então gerente (?) Paulo Jamelli. Ele mesmo, o ex-jogador do Santos. O Nacional de Rolândia, clube que deveria encarar o estadual como sua Champions League, também saiu antes e deixou que os demais deliberassem sobre taxas de arbitragem, preço de ingressos, direitos de televisão...

Ah, os direitos de televisão. Pois eis que a FPF tentou incluir, na mocada, na maciota, um artigo que dava a ela o direito exclusivo de negociar com as redes de tevê, sem interferência dos clubes. E se os clubes tivessem acatado a sugestão do Hélio Cury e aprovado tudo sem ler? Hum...

Pois bem. Para quem não sabe o que é “supermando”, só digo que é uma fórmula que dá ao primeiro colocado na primeira fase o direito de jogar em casa todas as sete partidas do octogonal final. E o oitavo lugar joga as sete fora. É claro que os clubes não decidiram por uma insanidade dessas, nem a FPF propôs isso. Mas em meio à baderna, foi o que apareceu escrito no documento final.

A FPF preferiu ignorar as tentativas de uma saída negociada e tentou impor, através da justiça desportiva, uma tabela que contrariava totalmente o regulamento. Também estive no julgamento no STJD, no Rio. Poucas vezes passei tanta vergonha. Fomos (nós, paranaenses) motivo de chacota para os auditores. Enquanto os advogados do CAP e da FPF se digladiavam, eles riam da nossa cara, incrédulos com tamanha barbaridade.

É claro que a FPF perdeu. E por isso, tivemos que ver o estadual do ano passado terminar dessa forma. E teremos que ver de novo em 2010, já que o estatuto do torcedor não permite mudanças em regulamentos com menos de dois anos de vigência.

E para deixar a coisa ainda mais bacana, o campeonato já começa sob o risco de ser paralisado. Graças a uma confusão ainda maior que rolou na segunda divisão. É mole? Sem falar na decisão de marcar o jogo do Coritiba na Vila Capanema, enquanto o regulamento diz que clube com estádio interditado não pode jogar na mesma cidade...

E lá vamos nós, para mais um fracasso. Relaxa e goza, torcedor.

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Jan 14

Com a cara na porta

por Equipe De Primeira22h24

CAHUÊ MIRANDA

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Alex Sandro é uma das principais promessas do atual elenco do Atlético Paranaense. Aos 18 anos, já disputou posição de titular no ano passado e é uma das apostas para 2010. A versatilidade faz o guri, lateral-esquerdo de origem, brigar também por uma posição no meio-campo.

A seleção já faz parte da vida de Alex. O sonho de vestir a amarelinha virou realidade cedo, nas equipes sub-18, sub-19 e sub-20. O Atlético deveria tratar o garoto como jóia rara, com toda a atenção que um potencial craque, criado em casa, merece.

Para tê-lo junto ao elenco na pré-temporada, pediu que fosse dispensado da seleção. Por isso, Alex não disputou o torneio que terminou na última quarta-feira, no Uruguai.

A decisão por si já é questionável. Afinal, mais alguns jogos pela seleção seriam importantes, como experiência e valorização profissional para Alex. Com a idade que tem, os dias de preparação física puxada no CT do Caju certamente não fariam falta para ele. Teria ainda todo o Campeonato Paranaense para se adaptar à função que o treinador quer e se entrosar com os novos companheiros.

Mas Antônio Lopes quis que o garoto ficasse por perto e assim foi feito. Sua dispensa da seleção saiu no dia 11 de dezembro. O problema maior é que ninguém avisou Alex. Se passaram 24 dias, até 4 de janeiro, quando ele se apresentou no aeroporto, de terno, gravata e malas prontas, para embarcar para o Uruguai. E bateu com a cara na porta do avião. Só lá ficou sabendo de sua dispensa, a pedido de seu clube.

Um tremendo e inexplicável papelão. Do clube para com o jogador, que certamente sentiu uma terrível frustração. E diante de toda a comissão técnica e elenco da seleção, perplexos com tamanha gafe, e muito provavelmente com a impressão que o Atlético se tornou um clube de várzea.

Alex ainda almoçou no aeroporto com os “colegas” do time brasileiro. E voltou para Curitiba num vôo providenciado pela CBF, que, constrangida pela situação vivida pelo guri, bancou as passagens.

A explicação do clube para o fato foi a pior possível. Alex teve que ouvir que foi o departamento jurídico quem pediu seu afastamento e por isso deveriam ser eles, os advogados, que deveriam informá-lo de sua dispensa. Como se não houvesse no departamento de futebol gente ganhando muito bem para isso...

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Jan 13

Os arquirrivais galegos podem finalmente matar saudades

por Ana Carolina Moreno10h13

Deportivo La Coruña e Celta de Vigo alimentam uma rivalidade um pouco diferente dos dérbis regionais brasileiros. Nenhum dos dois tem sede na capital da Galícia (que é Santiago de Compostela). Pelo contrário: La Coruña está ao norte e Vigo ao sul, a primeira é uma cidade mais financeira e a segunda mais industrial, e isso influi na cultura local, o que ajuda a acirrar ainda mais os torcedores das duas equipes.

Os êxitos históricos que o Dépor usa para sustentar sua superioridade: ganhou uma Liga Española (viva o Djalminha!). No maior Gauchão do planeta, quebrar a hegemonia de Barcelona e Real Madrid é um feito deveras extraordinário. Também tem duas Copas do Rei (uma delas com a ajuda de Bebeto, que também quase foi campeão espanhol, mas aí veio aquele pênalti e... ah, deixa pra lá). E levou três vezes a Supercopa da Espanha (decidida entre o campeão da Liga e o campeão da Copa do Rei).

Os êxitos históricos com os quais o Celta contra-ataca: tem mais temporadas jogando na primeira divisão da Liga. Aqui, no maior Gauchão do planeta, é uma honra poder receber Barcelona e Real Madrid no seu estádio para um jogo que vale pontos de verdade. A casa está sempre lotada, os ingressos custam o dobro e a gente até faz uma rosquinha da vovó para oferecer aos anfitriões antes deles nos atropelarem. E o treinador ainda diz no microfone que “devemos estar satisfeitos” pelo chocolate não ter sido pior (história verídica).

Realidade atual do Dépor: ocupa a quarta posição da Série A espanhola. Sério, estaríamos na Champions se o campeonato acabasse hoje. Pena que ainda faltam 21 rodadas... Tem uma defesa sólida, mas um ataque pífio, e só vai tão bem porque seus clássicos rivais diretos (em especial o Atlético de Madrid e o Villarreal) estão às voltas com suas próprias crises.

Realidade atual do Celta: 14º colocado da segunda divisão. Não recebe uma metade do Grenal mais rico do mundo há anos demais. Em 2009 quase caiu para a 2ª-B (o equivalente à Série C). A piada entre os deportivistas era que finalmente voltaríamos a ver o grande clássico galego: Celta contra o Fabril (o Dépor B ).

Pois parece (se você acredita que o Ronaldo ainda não chegou ao seu “auge”) que o derby pode sim acontecer, e em grande estilo: a final da Copa do Rei, que equivale à Copa do Brasil, só que mais prestigiada, porque inclui os primeiros colocados da Liga Española. Veja só como anda essa carruagem:

Ano passado um timeco do povoado de Alcorcón (perifa de Madrid) meteu quatro gols nos merengues em casa e assim eliminou o time que do Cristiano Ronaldo num vexame épico. Semana passada o Sevilla foi ao Camp Nou e venceu o jogo de ida das oitavas da Copa contra o Barcelona e hoje às 19h de Brasília pode despachar os azulgranas. Já na noite passada, na outra chave, o Celtinha conseguiu eliminar o Villarreal lá na casa deles e passou pras quartas, um feito inédito desde que eles foram rebaixados. Não que eles tenham alguma Copa do Rei no bolso, mas já chegaram bem perto disso no passado.

Pois bem: hoje vai dar ou Sevila ou Barcelona (que está “em crise pós-ano perfeito”, apesar de ser líder na Liga, vai entender...). Tudo bem, o Barça precisa de dois gols para se classificar, e o Sevilla não conta com o Kanouté, que está em Angola fazendo milagres com a seleção de Mali, mas o Sevilla tem lá seus atributos e espero que ganhe mesmo.
Espero porque é hoje também o jogo de volta do Dépor contra o Valencia, o time mais chatinho da Espanha. Ganhamos também na casa deles, mas aqui vamos jogar com o goleiro reserva e outros remendos. Mas, como eu falei acima, a defesa é sólida e a gente pode passar pras quartas sim. E aí é aqui que começa a ganhar força o movimento Dépor-Celta na Galícia.

Previsões em curto prazo para o Dépor: Tudo indica que vai encarar o Sevilla (se bem que não se pode pré-eliminar um Barcelona, vá, estou só pensando positivo) nas quartas. Vai ser punk (fomos fregueses do time do Luís Fabiano ano passado, três jogos consecutivos, três derrotas consecutivas, mas nesse ano já ganhamos deles), mas se fosse o Barça, só com o Djalminha mesmo a gente teria chance.

Previsões em curto prazo para o Celta: Vai jogar as quartas contra o Recreativo de Huelva, um timeco adorável, porque foi o primeiro clube fundado na Espanha e ainda está em atividade. Apesar de ter sido rebaixado na última temporada. Mas, e a Copa do Rei nunca segue o mesmo passo da Liga, o querido ancião fez 3 a 0 e está prestes a eliminar o Atlético nas oitavas.

As semi-finais são mais difíceis de prever. O Celta, se passar pelo Recre/Atlético, pega um desses: Alcorcón, Racing, Hércules ou Osasuna. O Dépor teria Rayo Vallecano, Mallorca, Málaga ou Getafe. Mas vem crescendo a expectativa de que a Galícia supere seu isolamento geográfico, sua população envelhecida, sua fama de “tontos” e o fato de que representam apenas 6% de toda a Espanha. E que dê um sapeca em todos esses times, aproveitando que os grandes já estão fora ou quase saindo.

Aí então os rivais matariam a morriña que sentem um pelo outro. E entrariam para a história. Uma final galega, entre os dois principais times da Comunidade. Ia ser épico. E é claro que o Dépor ganharia.

Mas tudo indica que o Sevilla, depois de calar o Camp Nou, vai tratorar todos nós.

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FutebolFutebol Espanhol

O futuro de K9

por Felipe Lessa10h06

Ontem, Naor Malaquias voltou de Barcelona. Hoje, Marquinhos Malaquias foi até Lisboa. Qual o destino de Keirrison? O Barcelona não quer. O Benfica não quer. K9 não quer times brasileiros, mas não parece estar em posição de querer algo. Em breve essa novela acaba.

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