Valmir Gomes é de carne e osso...eu vi
por Felipe Lessa21h51

Quinta-Feira fui até o centro de Curitiba. Minha irmã precisava do carro, e assim eu já agilizava meu deslocamento para o encontro com um amigo que está vendo um esquema de trampo pra mim.
Era cerca de 18hrs, e um acidente na região ajudou a piorar a situação do congestionamento habitual de cada dia. Entre os diversos carros embaralhados, quando o caos estava prestes a acabar, tive meus 2 ou 3 minutos de glória e um bom motivo para sorrir. O mestre Valmir Gomes estava dentro de um carro, dirigindo e falando ao celular.
Primeiro eu o vi pelo retrovisor, atrás do meu meio de locomoção. Fiquei olhando e tive certeza que era a lenda quando estrategicamente dei um jeito de trocar de faixa. Eu estava lado a lado com Valmir Gomes, separado apenas pela estrutura física do veiculo. Baixei a janela e mandei uns berros. Algo tipo "AOOOO, VALMIR. É NÓIS. RIO BRANCO ATÉ MORRER!".
Ele ainda estava no telefone. Deu um sorrisinho, fingiu que não era com ele e continuou conversando. Acho que o chapéu pescador da Seleção Paraguaia (doado posteriormente ao Marcão) que eu estava usando e o óculos na cara devem ter feito ele ficar cabreiro. Talvez pensando que eu era um legítimo estivador do Porto de Paranaguá, estilo os que certa vez tentaram pegar Valmir na Estradinha, dando um rolé na capital. Se pá, ele sentiu vergonha pelo comportamento. O meu, claro.
Mantive a tentativa de contato. Mandei novos berros e dessa fez fui mais ousado. Joguei uma pequena bolinha de papel, feita na hora com uma folha de revista feminina que minha irmã havia esquecido no carro. Tentei jogar no carro dele para chamar atenção, não para atingi-lo, que fique claro. Mas eu errei a disparada. Apesar do trânsito lento, acertei no carro errado. Por sorte, o mestre olhou - mesmo que ainda falando ao telefone.
Fiz um sinal de positivo e dei um sorriso faceiro. Valmir Gomes retribuiu, sorrindo para mim mais uma vez. Infelizmente o congestionamento acabou, perto ali da rua dos fundos do Terminal Guadalupe. Pouco depois a lenda arrancou, caiu fora e sumiu pela urbanização central de nossa terra querida chamada Curitibá. Mas eu o vi ao vivo, sei que ele existe. Uma pena que não tinha ninguém comigo, pra escrever o endereço do De Primeira em um papel e mostrar ou entregar para nosso ídolo representante da crônica esportiva paranaense. Nem dá nada. Pelo menos já sei que ele existe, de carne e osso. Eu vi!
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