Nov 26
por Alessandro Manoel15h39
Usando esse simulador da Globo.com e baseado no fato de que serão de fato estes os potes do sorteio dos grupos da Copa da África do Sul, fiz uma tentativa de grupos equilibrados (dando uma facilitada pra gente):

O companheiro Raphael acha que o negócio é complicar as coisas pro Brasil e prefere essa realidade.

Como diz o texto no simulador, não é certeza ainda que os potes serão de fato esses:

Até tentei montar um grupo da morte, mas hoje eu não penso que exista uma seleção africana forte o bastante. Acredito que Portugal é a seleção mais perigosa no pote 1 e fico com o México na liderança do 3, com EUA e Austrália talvez assustando. Já no pote 2 a briga pra ver quem pode mais ficaria entre Costa do Marfim e Nigéria. Não consigo temer Uruguai e Paraguai longe de casa.
Será que Argentina, Portugal, Costa do Marfim e México seria o mais pauleira possível?
Nov 25
Ronaldo brilha muito no Corinthians
por Equipe De Primeira17h43
Por Daniel Soares
Ronaldo é mesmo tão decisivo? Merece estar na Seleção do Campeonato Brasileiro? Fiz as contas. Ele foi tão irregular quanto a campanha do Corinthians. Ficou vários jogos fora no início, sendo poupado para as finais da Copa do Brasil, e perdeu 10 rodadas após se machucar contra o Palmeiras, na 14ª jornada. Até ali vinha fazendo um bom campeonato, e voltou a fazê-lo depois de ganhar algum ritmo de jogo. Em geral, com o Gordo em campo, o Corinthians ganha se ele vai bem e vai mal se ele vai mal. Apenas na última partida, a derrota de 3x2 para o Náutico no Pacaembu, o Fenômeno foi bem e o time perdeu.
De resto, em 19 partidas jogadas (de um total de 36), Ronaldo marcou 12 gols em oito partidas diferentes, que terminaram com 5 vitórias, 2 empates e 1 derrota. Das 11 partidas em que ele jogou mas não marcou, o Corinthians venceu 3, empatou 2 e perdeu 6.
Como fui conferindo as atuações dele pelo GloboEsporte.com, fiz a média. A geral ficou em 6,45. Em geral, o Ronaldo foi decisivo em todos os jogos em que marcou gols, não apenas marcando, como dando passes e sendo coletivo. Quando não marcou, foi apagado.
Chama a atenção a concentração de partidas em São Paulo (incluindo as duas partidas contra o Palmeiras em Presidente Prudente): 13. Das seis que disputou fora de casa, não repetiu nenhuma cidade: Rio de Janeiro, Goiânia, Porto Alegre, Belo Horizonte, Salvador e Florianópolis. Marcou apenas um gol fora dos gramados paulistas: no Mineirão, contra o Cruzeiro, mais uma partida em que foi decisivo.
Abaixo o quadro (meio zoado, mas dá para entender) com o resumo dos números:
Ordem Rodada Jogos Gols Nota GE.com
1 2 Botafogo 0x0 Corinthians 4,5
2 6 Goiás 0x0 Corinthians 5
3 7 Corinthians 3x1 São Paulo 5
4 9 Corinthians 4x2 Fluminense 3 9
5 10 Grêmio 3x0 Corinthians 5,5
6 11 Corinthians 4x3 Sport 2 8
7 12 Cruzeiro 1x2 Corinthians 1 7
8 13 Corinthians 2x1 Vitória 6,5
9 14 Corinthians 0x3 Palmeiras 5
10 25 Corinthians 1x4 Goiás 6,5
11 26 São Paulo 1x1 Corinthians 1 7
12 27 Corinthians 1x3 Atlético Paranaense 6
13 29 Corinthians 2x1 Grêmio 1 8
14 31 Corinthians 0x1 Cruzeiro 5
15 32 Vitória 0x1 Corinthians 5,5
16 33 Palmeiras 2x2 Corinthians 2 8
17 34 Corinthians 2x0 Santo André 1 8
18 35 Avaí 3x1 Corinthians 5,5
19 36 Corinthians 2x3 Náutico 1 7,5
TOTAL/Média
12 6,45
Nov 19
Ninguém sabe nada
por Ana Carolina Moreno22h23
Um dia depois que Obina e Maurício foram expulsos por brigar em campo, decidem por fim denunciar outra briga igual em um jogo que aconteceu na rodada anterior.
Punições diferentes para o mesmo contexto de invasão de campo.
Punições iguais para cartões vermelhos motivados por contextos completamente distintos.
Tá todo mundo tão confuso nessa onda de "justiça deportiva" que nem a assessoria de imprensa do tribunal sabe o que está acontecendo. Acho que nem os juízes sabem o que decidiram hoje. Só estão pensando em como ser manchete amanhã.
E a CBF, coitada, não pode fazer nada, atolada que está com suas próprias lambanças. Só agora ficaram sabendo que marcaram jogo do Palmeiras em casa no mesmo dia do jogo do Corinthians em casa.
Não bastasse a difícil logística de montar uma tabela de campeonato de primeira divisão no único país pentacampeão do mundo no esporte, ainda precisam manejar o "apito de compensação", o espetáculo anual de fim de ano, que está ameaçando o trono do balé Quebra-Nozes como tradição natalina.
A estratégia das entidades extra-campo, quando a coisa degringola do jeito que está acontecendo agora, é atirar para todos os lados e tentar ferir o maior número possível de clubes. Aí pode pelo menos se esquivar da acusação de favorecer um mais que o outro. "Ferramos todos igualmente" é o lema com o qual seremos representados a partir de hoje. Que ganhe quem conseguir mancar menos.
TRICOLOR CELESTE: é hoje!
por Equipe De Primeira16h21

É o hoje o lançamento do livro TRICOLOR CELESTE, de autoria do grande repórter Luís Augusto Símon, colaborador deste blog. Quem estiver em São Paulo, por favor, compareça às 19 horas, na rua Mourato Coelho, 1194, Pinheiros, Bar Boleiros.
Se Menon escreve bem sobre o Corinthians, tema de seu último livro, imagine sobre os grandes jogadores do Uruguai (país que adora) que passaram pelo São Paulo (time pelo qual torce com fervor).
Nas palavras do próprio Menon, "o livro fala de Pablo Forlán, Pedro Rocha, Dario Pereyra e Diego Lugano, uruguaios que viraram ídolos do São Paulo."
Tem mais. "Fala também sobre eles no futebol uruguaio. Quem ler vai saber
1) quem ensinou Lugano a arregalar os olhos daquele jeito. A mesma pessoa que jura cabecear a bola com tanta força que ia de sua área até a área do adversário.
2) por que Dario Pereyra só come gema do ovo. E como Estevam Soares, graças a Dario, conheceu Julio Iglesias
3) O que o presidente Henri Aidar pediu a Pablo Forlán minutos antes do início da partida que garantiria o título paulsta de 1970, após 17 anos de jejum
4) Quem é Hobberg, o primeiro Verdugo, ídolo de Pedro Rocha.
Tem muito mais. Foi um livro que me deu muito prazer fazer. Fui até Montevidéu falar com a família de Dario e de Lugano e pesquisei na bibliotea municipal."
As apresentações são de Luis Augusto Monaco, Mauro Beting e Milton Neves.
O preço ainda não está definido, mas o autógrafo do Velho Homem de Imprensa é grátis.
Espero vocês todos por lá."
Não vai poder ir? Compre o livro aqui.
Nov 16
Winck é do Leão
por Equipe De Primeira15h29
Por Andye Iore

O ex-craque da Seleção Brasileira de Futebol, Luís Carlos Winck, 46 anos, é o novo técnico do Cianorte Futebol Clube. Ele foi apresentado oficialmente semana passada, em Cianorte. A solenidade lotou o auditório de um hotel com a diretoria, comissão técnica, imprensa, empresários, políticos e convidados. “Acho que Cianorte é um trampolim muito bom para quem quer chegar a um time grande”, comentou Winck. “É um clube bem estruturado, organizado e com visão futurista”. Ele citou o técnico e amigo Caio Jr., que depois que saiu do Leão do Vale já treinou o Palmeiras e Flamengo e trabalhou no Japão e Qatar.
Winck foi revelado pelo Internacional. Com 17 anos ele era titular do Colorado gaúcho, no qual jogou por 11 temporadas e ganhou seis títulos estaduais. Ele também foi vitorioso no Vasco da Gama (RJ), onde ganhou um título estadual e um brasileiro.
O lateral direito fazia parte de uma seleção de craques que tinha Acácio, Mazinho, Bebeto, Tita, Quiñonez, Bismarck, Sorato, entre outros. Ele também jogou pelo Corinthians (SP), Grêmio (RS), Atlético (MG), Botafogo (RJ), Flamengo (RJ) e São José (RS).
Winck teve 40 convocações para a Seleção Brasileira principal. Participou do tricampeonato da Seleção de Novos, no Torneio de Toulon, na França (1983) e ganhou duas medalhas de Prata em Olimpíadas: Los Angeles (1984) e Seul (1988). Ele disputaria a Copa do Mundo da Itália (1990), mas não foi convocado por ter se machucado.
A carreira como treinador começou em 1998 com o São José (RS). Depois passou por Pelotas (RS), XV de Campo Bom (RS), Mogi Mirim (SP), Nacional (AM), Rio Negro (AM), Grêmio Coariense (AM), São Raimundo (AM), Sampaio Corrêa (MA), Bacabal (MA), River (PI), Operário (MT) e estava no Manaus Compensão (AM), classificando o time para a primeira divisão.
Já foi campeão no Grêmio Coariense em 2005 e Sampaio Corrêa em 2007. “Meus times marcam da intermediária para a frente, na saída de bola do adversário. E é objetivo no ataque com a posse de bola”. Entre os esquemas preferidos estão o 3-5-2 e o 4-4-2. Winck pretende trabalhar em Cianorte com um grupo com 27 atletas, dos quais sete indicados por ele. O presidente do time, Marco Antonio Franzato, elogiou a mobilização do empresariado local para montar o time. São 40 patrocinadores entre uniforme, ônibus e estádio.
CIANORTE
Cianorte está no Noroeste do Paraná (a 520 quilômetros de Curitiba), com 68 mil habitantes e economia girando em torno do vestuário.
O Cianorte Futebol Clube foi criado em 2002 e já no primeiro ano subiu para a Primeira Divisão. Em 2004 foi campeão do Interior. Em 2005 disputou a Copa do Brasil, onde venceu, em uma partida histórica, o Corinthians por 3 a 0 jogando em Maringá. Na partida de volta, perdeu por 5 a 0 e foi eliminado. Em 2006 o Leão do Vale foi campeão paranaense na Copa Tribuna Júnior. E em 2008 foi vice-campeão da Copa Paraná com o time profissional.
O time sempre revelou talentos nas categorias de base. O planejamento para 2010 é se consolidar como um dos principais times do interior, aproveitando o momento de instabilidade em tradicionais clubes do Paraná.
CRÉDITOS FOTOS:
Agência: MZ&M
Nov 13
O caso do treinador elástico e a incrível busca pelo belo
por Álvaro Fagundes00h08

Paulo Autuori afirmou que não acredita que tenha perdido prestígio com a sua saída do Grêmio, mas o único troféu que a sua passagem pelo Olímpico merece é o da mediocridade, afinal 13 vitórias, 12 derrotas e 11 empates são a definição mais pura de mediocridade.
E, para o Grêmio, mais uma vez, não deu certo esmurrar a sua própria imagem no espelho: o nariz não ficou mais bonito nem o time apresentou melhores resultados.
Eu não entendo o porquê - talvez seja o fato de os dirigentes recentes serem sofrido com a hegemonia nos anos 70 do Inter e seus Falcões, Carpegianis e Príncipes Jajás -, mas volta e meia o Grêmio desiste de jogar o seu futebol (força, competitivo, violento, leiam como vocês quiserem) e escolhe um técnico que todo mundo sabe que vai para o outro caminho, que, em geral, é um fracasso.
A convicção não impera nem quando a direção. O time vai de Mano Menezes para Vágner Mancini, pula de Sérgio Cosme para Luiz Felipe, de Celso Roth (com todas restrições que devem ser feitas) para Paulo Autuori, como se houvesse uma necessidade de afirmar “nós conseguimos bons resultados jogando o nosso futebol, mas também podemos ganhar jogando do jeito que vocês querem”.
E a resposta é não, não consegue. E o motivo fundamental, ainda que não único, é que a torcida não aceita, não abraça esses times, há uma rejeição na arquibancada que logo toma conta do gramado.
Isso ajuda a explicar por que nos últimos 25 anos só um técnico de fora do Rio Grande do Sul deu certo no Grêmio. Todos os outros (Luiz Felipe, Mano, Tite, Otacílio Gonçalves e, por que não?, até Cláudio Duarte, Ernesto Guedes e Celso Roth) são gaúchos.
Não que a maioria desses técnicos seja melhor que os Minellis, Autuoris, Sanis, Anjos, Mujicas, Procópios e Lazaronis que passaram pelo Olímpico. Não é, mas eles entenderam e conseguiram colocar em prática o futebol jogado pelo Grêmio.
Sim, colocar em prática, porque de nada adianta o sr. Autuori chegar em Porto Alegre e falar que o time vai jogar com a cara do Grêmio, e não com a dele, se o time um mês depois só fracassa fora de casa e ainda consegue passar um jogo inteiro fazendo dez faltas. A credibilidade - e o campeonato - se perde aí.
Ainda assim, mesmo fadado ao fracasso, ele não poderia ter pedido para sair, mostrando convicção mais elástica do que seus resultados (nenhum dos bons treinadores do país oscila tanto entre um grande título e campanhas medíocres). Quem chega fazendo promessas, e recebendo garantias, de que vai fazer grandes mudanças no clube, de que vai mudar as categorias de base e contrata gente sua para isso não pode abandonar o barco assim, tem que enfrentar o fracasso e ser demitido. Não pode olhar para o espelho, não gostar do que viu e sair zunindo como elástico em atiradeira.