De Primeira: Futebol, Futebol e Futebol

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Foto ilustrativa

Out 27

O prefeito tem culpa sim

por Jones Rossi15h56

A morte de João Henrique Mendes Xavier Vianna, 21 anos, também é culpa do prefeito de Curitiba, Beto Richa. O mesmo Beto Richa que gosta de posar em fotos com membros das torcidas organizadas. Também é culpa do governador. E também é culpa do secretário de segurança e principalmente do ineficaz Ministério Público, um órgão decorativo no que se refere à violência cometida pelas organizadas.

Além da morte de João, houve alguma novidade no pós-Atletiba de domingo? Dezenas de ônibus depredados, brigas na periferia, bombas no estádio. Tudo isso constitui um roteiro previsível em dia de Atletiba. Então, por que nada foi feito? Por que nenhuma precaução foi tomada? Por que os culpados por vandalismos e agressões de outros Atletibas não estão presos ou ao menos impedidos de ir aos estádios?

Vamos dar nome aos bois - ou aos burros. Começando pelo Ministério Público, que não faz cumprir o Estatuto do Torcedor. A lei manda que envolvidos em atos violentos nos estádios sejam proibidos de frequentar estádios em dia de jogo. Têm de ficar na delegacia. Não é isso o que acontece. Houve uma iniciativa isolada da justiça em São José dos Pinhais e só. O MP também teve a chance de extinguir as torcidas organizadas no Paraná. Preferiu passar a mão na cabeça e exaltar supostos programas sociais realizados por elas. Normalmente os promotores aparecem depois de eventos trágicos como o que aconteceu com o João para propor alguma solução mirabolante e que os faça ganhar destaque na mídia.

Passemos ao governo do estado. Claramente a secretaria de segurança não considera o Atletiba um problema. Ou, se considera, toma medidas inócuas para prevenir e controlar os estragos. A Polícia Militar não prende ninguém, nunca. É só fazer o levantamento e ver quantas pessoas estão na cadeia por eventos violentos relacionados ao Atletiba. Arrisco dizer, sem medo de errar: ninguém. É como se portadores de camisas de torcidas organizadas tivessem um salvo-conduto para tocar o terror. Sabem que não serão presos. Pior fica quando a Polícia Militar resolve dar combate. Sai por aí batendo em inocentes. Em um Atlético x Paraná, a PM cegou com um tiro de borracha uma menina que foi ao estádio com o namorado. E existe um setor de inteligência na Polícia Civil, que se infiltre nas torcidas organizadas e saiba quem são os bandidos lá dentro? Se não existe, deveria existir. Se existe, devem estar pastando na grama dos estádios paranaenses em busca de pistas.

E, finalmente, o prefeito galã, o carinha que curte posar ao lado dos membros das torcidas que aprontam essas atrocidades. Um cara que surfou na onda da Copa 2014 sem ter movido um dedo para levá-la para Curitiba. Mas, que na hora de procurar soluções para o flagelo do Atletiba, preferiu não fazer nada. É inconcebível que diante de todas as informações que se têm sobre o que acontece em dia de clássico o prefeito simplesmente lave as mãos. Se o que falo está errado, que a assessoria da Prefeitura me envie a agende de compromissos dele antes do clássico e mostre o que ele fez para evitar a barbárie de domingo. Publicarei aqui no blog.

Gostaria de ver ele posar hoje, dia 27 de outubro de 2009, com a mesma cara sorridente ao lado dos organizados da Império - ou Fanáticos, ou Fúria, ou qualquer uma dessas facções. Em um mundo no qual os dividendos políticos valem mais que a moral, mortes como a de João Henrique continuarão acontecendo. E daqui a dez anos, em um Atletiba qualquer, tudo estará igual.

PS: Alô, pessoal que defende clássicos de uma torcida só. Vou mais além. Está na hora de simplesmente acabar com os clássicos. Sim. Sem mais Atletibas. Extinguam o clássico até que todas as providências que evitem as barbáries sejam tomadas. Quando vereadores pegos usando armas estejam na cadeia. Quando quem se envolver em brigas nunca mais pise novamente nos estádios. Aí o Atletiba pode voltar. Até, deve ser adotado o W.O. obrigatório nos clássicos. Já começam sem os eventuais pontos do clássico no Campeonato Brasileiro. Quem sabe assim aprendem.

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Feliz, prefeito? pt. 2

por Equipe De Primeira03h06

A foto acima mostra um torcedor do Coritiba desmaiado na calçada e seu carro tombado ao fundo. Segundo relatos de integrantes da comunidade do orkut onde a imagem foi postada, ela é resultado de um incidente entre organizadas de Coxa e Atlético no dia do clássico. A briga ocorreu na região leste de Curitiba.

Parabéns, prefeito. Um já morreu. Por pouco não aumentam as estatísticas.

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Out 26

Feliz, prefeito?

por Jones Rossi20h35


Morre torcedor atleticano atropelado por rival após o clássico

Segundo balanço preliminar da Urbs, 28 ônibus foram quebrados no clássico

No maior público do ano, festa dentro do estádio e arruaça pela cidade

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Out 24

Blitz na peixaria do Globoesporte.com

por Ana Carolina Moreno19h42

Vender o peixe da empresa é uma coisa (aliás, uma coisa infelizmente necessária), mas o Alexandre Abreu passou um pouco dos limites da sem-vergonhice.

Eis o texto que publicou no blog Conexão Gontijo na última sexta-feira (link direto):

O reconhecimento internacional da Musa do Brasileirão

A edição britânica da revista “FourFourTwo” descobriu e se encantou com a promoção “Musa do Brasileirão”. A revista dedicou uma página de sua última edição a falar sobre a promoção que agita este site. Todas as etapas da competição foram explicadas e uma foto foi para publicada para que o leitor tivesse uma completa idéia do evento, que já está virando uma tradição no futebol brasileiro. A ultima campeã foi dissecada pela publicação, que fez questão de mostrar o grande esforço das candidatas. A “FourFourTwo” é a maior multinacional das revistas de futebol em todo mundo; são seis edições além da matriz e a brasileira começou a circular no ano de 2009, podendo ser encontrada em todo o território nacional.

Estaria tudo muito bem, não fossem as incongruências que, espero, tenham sido fruto da falta de conhecimento do idioma e da situação da revista em questão. Porque me custaria aceitar que o GE necessita agir com tanta falta de rigor jornalístico.

O estilo "assessoria de imprensa", para mim, é inaceitável, mas se ele quiser, que o use à vontade. "Descobriu e se encantou"? "uma foto foi para(sic.) publicada para que o leitor tivesse uma completa idéia do evento"? "fez questão de mostrar o esforço das candidatas"? Só lamento.

Agora, mentira já é demais. E duas no mesmo texto, para distorcer os fatos e dizer que esse concurso já está virando "tradição no futebol brasileiro"?

A revista não se encantou com coisa nenhuma. Como os próprios leitores comentaram no blog do GE, a publicação ridiculariza o concurso e brinca com todos os possíveis esteriótipos brasileiros. Me diz o que Carnaval tem a ver com a Musa do Brasileirão? A própria linha fina, um dos elementos de primeira leitura da página, usa a expressão "a frankly exploitive competition", que em português se traduz por "uma competição francamente exploratória". Outro elemento de destaque é a legenda no topo da página: "E o vencedor é... todos os machos com sangue quente do mundo inteiro". Não é a mulher que vence, Alexandre Abreu.

Ela só não é mais direta para não atacar frontalmente o absurdo machismo praticado pelo Globo Esporte nessa competição, que para começar nem é uma competição. O regulamento diz claramente que é a equipe do GE quem escolhe as finalistas, ou seja, a mocinha inocente que compra mil biquinis com as cores do suposto time do coração e pede para os amigos produzirem ensaios sensuais caseiros é só massa de manobra para aumentar a audiência do site. A vencedora do concurso em 2007, por exemplo, já tinha feito curso de manequim, títulos de miss e acumulava no currículo aparições na novela global Marmelad... quero dizer, Malhação.

Mas voltemos à reportagem... Se por "bizarre challenges" (desafios bizarros) Alexandre de Abreu presume que o repórter Celso de Campos Jr. quis explicar o concurso passo a passo, para que o leitor tivesse a idéia completa do evento, eu diria que seria só uma versão resumida, mas que dá sim para pintar a imagem da competição. Os destaques da reportagem, que afirma que não é preciso muito mais do que um top rasgado para ganhar a contenda: um torneio de bambolê, usado "justificar o zoom de um minuto em cada garota chacoalhando os seus bens", o talento de cada candidata em sambar sobre salto alto e biquini característico da fantasia carnavalesca (é essa parte da tradição futebolística?), e, claro, o desfile em traje de festa, ainda que o autor ache estranho que a maioria delas pareça mais uma assistente de palco de um mágico do que uma mulher vestida para uma festa elegante.

Pelo nome, você já deve saber que Celso de Campos Jr. é brasileiro. Ele é jornalista formado pela Cásper Líbero e, entre outros trabalhos, publicou uma biografia de Adoniran Barbosa, depois de três anos de pesquisa. Celso é correspondente da 4-4-2 inglesa há anos, além de colaborar com outras publicações internacionais sobre futebol. Portanto, ele conhece o tema, conhece o público da revista lá fora e sabe muito bem que imagem as pessoas têm das brasileiras: mulheres pouco cultas que usam pouca roupa porque aqui faz calor e também porque é a única maneira de elas chegarem a ser algo na vida. Não é à tôa que ele guarda para o final de seu texto as aspas da mãe da vencedora da última edição: "esse título mudará nossas vidas", para depois concluir que é ainda mais chocante ouvir da menina vencedora que ela é virgem e está se guardando para o casamento. Tanta hipocrisia depois de tanta submissão choca as pessoas do mundo desenvolvido. Mas parece que ao GE só importa vender seu peixe. Seja ele fresco ou podre.

Abaixo a página escaneada da reportagem.

PS: A Four-Four-Two, apesar de ter bastante renome internacionalmente, bem que tentou publicar uma edição verdadeiramente brasileira, mas hoje se limita a circular traduções de textos produzidos lá fora.

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Out 22

O fundo do poço está longe?

por Equipe De Primeira20h14

Por Núbia Tavares, após Santo André 2 x 0 Palmeiras

O jogo: Desencanei geral. Futebol pra ninguém ver e que ninguém merece ver.

Defesa: Marcos calou a boca ontem (falou muita merda no jogo anterior) e sofreu com o pior ataque do campeonato. Sem culpa na palhaçada. Sobre a zaga é volta Maurício Ramos e Danilo, please! O Maurício é bom, mas tá pipocando bonito. O Figueroa é um bom ala, mas péssimo na marcação. O Armero é fundamental – para o time de atletismo do Palmeiras.

Meias: Fora Edmilson. Agradeço pelas boas partidas, mas ele não sabe jogar de volante, pensa que é terceiro zagueiro e deixa um espaço gigante no meio de campo. O Souza tá igual o Maurício, sentindo o peso das decisões. Não dá pra jogar no 4-4-2 com essa dupla de volantes nem fodendo. Volta, Pierre, pelamordedeus. E acrescento que não dá pra jogar no 3-5-2 também. Cleiton Xavier não tem o que comentar, futebol ridículo e desprezível. Marquinhos fez ontem sua melhor partida pelo Palmeiras e por isso espero que ele possa ter uma sequencia agora, seja jogando no lugar do CX ou como companheiro de ataque do Vagner Love. Ontem percebi que assim como no jogo contra o Flamengo, o Diego Souza não tocou nenhuma vez a bola para o Vagner Love, que só tocou a bola para o Diego Souza uma vez, no final do jogo - aos 40 minutos do segundo tempo.

Ataque: No primeiro lance em que fez uma jogada e deu um passe, Wagner Lovel colocou o Diego Souza na cara do gol. Chega de bola na área e chutão, combinado? Aqui não é o São Paulo. No mais, Robert, Obina e Ortigoza são todos jogadores medianos.

Muricy: Não sabe o que fazer com o time depois que o Pierre se machucou. Cada hora aparece com um time diferente e deixa os jogadores inseguros e sem saber o que vai acontecer. A verdade é que a última vez que o Palmeiras jogou um futebol bonito, foi contra o Corinthians, quando do Jorginho estava no comando.

Lamentavelmente, gastamos todas as nossas reservas de pontos. Mas ainda estamos em vantagem, porque a tabela dos outros times será complicada nessa rodada, exceto o Atlético.Ainda acredito no caneco porque teremos um tempo até o jogo contra o Goiás, então, dá pro Muricy tentar arrumar a casa (e ele disse que o faria, ontem, após a partida, curiosamente de uma maneira muito fria e calculista). Mas, por preucaução, vou esperar um pouco mais pra comprar a passagem para o Rio.

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Out 17

Driblando a Síndrome do Time Pequeno

por Ana Carolina Moreno20h12

Ainda bem que eu tenho amigos fanáticos por futebol aqui na Espanha. Quase que perco o jogo do Dépor contra o Sevilla porque achei que era amanhã, e amanhã estarei viajando. Fui avisada a tempo, ufa!

Primeiro porque finalmente consegui calcular a distância entre a minha casa nova e Riazor, o estádio do Deportivo La Coruña: foram pouco menos de 800 passos dados pelas minhas pernas curtas, uma sensação indescritível. Uma mistura de felicidade e alívio por ter acesso tão fácil a algo tão divertido.

E essa temporada promete ser ainda mais divertida que a anterior. O Dépor tem 15 pontos em 7 rodadas, e só está atrás do invicto Barcelona, o Real Madrid e o Sevilla. Esse último foi a sensação da última rodada: acabou com a invencibilidade dos merengues e a briguinha entre os dois grandes para ver quem perdia primeiro. Temos um brasileiro a mais esse ano: Juca, que desembarcou aqui vindo da Sérvia e agora não precisamos mais depender do Guardado para cobrar o escanteio, ufa!

Filipe vai voltando ao que era antes depois da decepção de estar tão perto do Barça, e agora tão longe. Já deveria ter entrado em campo com a amarela do Dunga, mas isso é história para outro post reclamão.

Lógico que de vez em quando o Dépor volta a sofrer da STP (Síndrome de Time Pequeno). Murcha, desaparece e só realmente começa a jogar o que sabe quando já é tarde demais para garantir a vitória ou até um mísero empate. Vide o Deportivo X Espanyol há umas semanas, que sofrimento!

Mas hoje veio o Sevilla, o fenômeno do campeonato, o maior entre os não-galáticos. Entramos em campo sem o Juca, que está lesionado. E eles sem o Luís Fabiano. Mas Kanouté ainda estava ali, ainda que esse Kanouté parecia bem diferente do que deslizou por Riazor com elegância, educação e uma incrível visão de jogo. Jogamos três vezes seguidas com eles (a Liga e a Copa do Rei). Perdemos as três, uma delas de virada, graças ao camisa 12 deles.

Dessa vez, perderam eles, em um jogaço que, como sempre é o caso dos herdeiros de Bebeto, começou feio. Guardado "metia a pata", como dizem aqui, de maneira consecutiva. Atacávamos mais que eles, só que pior. Até os 37 do primeiro tempo, quando uma bola que eu tinha certeza que ia fora entrou no gol, não sei como.

Estava ali, atrás do gol, e vi o Juán Rodríguez chutar de fora da área. A bola vinha retinha na minha direção e eu vi como ela passou a uns 20 centímetros da trave direita. Só que ela entrou. Viva a brisa do Atlântico Norte!

No segundo tempo, se o Dépor fosse um time sul-americano, voltaria com uma bela retranca para garantir a vitória simples e sortuda. Mas Miguel Ángel Lotina não gosta de mudar seu estilo. E por estilo quero dizer: espera sempre até os 15 minutos do segundo tempo para começar suas alterações, que geralmente têm a ver com colocar o Valerón ou tirá-lo, se ele começou a partida como titular. Valerón, ex-seleção espanhola, é um craque. Passa a bola como um gênio e é o único poder realmente criativo do time. Mas já é mais velho, tem histórico de lesões e infelizmente não agüenta mais o tranco.

Para um jogo como o contra o Sevilla, que ataca muito bem, melhor mesmo ter deixado o Valerón no banco na primeira parte, para o caso de os andaluzes marcarem e o time precisar arrancar pelo menos um empate. Mas o Dépor não tem vocação (nem talento) para a retranca. Então entrou Valerón para dar mais gás ao ataque. Não foi aos 15, devo admitir... Foi aos 12'50''. Ê Lotina...

Dépor e Sevilla lutaram por meia hora. Sufoco pros dois lados, faltas feias, manha, indignação de torcedores. Sorte nossa que Luís Fabiano foi poupado, porque faltou ao Sevilla justamente um matador dentro da área. Kanouté errou passes demais, tinha a mira descalibrada e estava visivelmente irritado com a produção do time. Nem de longe parecia o exemplo de dedicação e pacifismo pelo qual é conhecido.

E pensar que eu quase perdi tudo isso. Ainda bem que fiz os amigos certos.

PS:
Quarta-feira parece que vou ao Porto X APOEL lá no Estádio do Dragão. Duvido que eu faça um post sobre isso, mas sempre pode chover né?
PS2: Filipe Luís é um dos jogadores mais populares do Deportivo, mesmo depois de quase ter ido ao Barça. Todo mundo pede fotos com ele, as meninas suspiram, os moleques pedem que ele não vá pra Catalunha e ele me disse que o Luís Fabiano foi poupado porque joga a Champions na terça. Bendita Champions! Ano que vem o Dépor chega lá... ;)

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Out 16

O Império Sudaca na Copa 2010

por Equipe De Primeira20h30

Por Daniel Soares e Felipe Lessa

O gol de Bolatti contra o Uruguai no final do segundo tempo garantiu não somente a Argentina na Copa do Mundo da África do Sul em 2010. Com a presença dos discípulos de Maradona, ao lado de Brasil, Chile e Paraguai, os sulamericanos formaram uma linha de frente representativa para tomar o velho continente de assalto no combate a ocorrer nas terras de Nelson Mandela.

Caso os uruguaios avancem na repescagem, diante da Costa Rica, a artilharia sudaca terá a força máxima de suas nove conquistas mundiais contra os europeus na disputa pelo maior número de títulos da competição, atualmente empatada. Entre os campeões do velho continente, Itália, Alemanha e Inglaterra estão na lista de representantes da Uefa. São velhos conhecidos de peleja, que fazem valer o ditado de que a Copa não existe apenas para prolongar os feriados brasileiros.

O Brasil garantiu sua classificação com três rodadas de antecedência, vencendo a Argentina no berço de Che Guevara. Apesar da frustrante última jornada, onde entorpecida pela altitude a seleção canarinho perdeu para a Bolívia e depois esbarrou em casa no ferrolho venezuelano, o complexo de vira-latas tão criticado nos tempos de Nélson Rodrigues deu lugar ao otimismo. Após alguns anos desprezada pelo seu povo, a Seleção voltou a ter verdadeiros ícones de identificação nacional como Luís Fabiano, Kaká e Julio Cesar. O escrete de Dunga está praticamente pronto. Ainda assim, precisa aperfeiçoar sua técnica de furar retrancas que deixaram o brasileiro angustiado com outros empates, como a Colômbia e Bolívia em casa.

O segundo posto sulamericano veio com a vitória chilena sobre o Equador. A condição de aríete do artilheiro das eliminatórias com 10 gols, Humberto Suazo, é digna de um possível ensaio de capa no HQ El Condorito - que já ilustrou sua seleção em um passado não muito distante. Junto de Benitez e do Mago Valdivia, o selecionado de El Loco Bielsa fez renascer a nostalgia de 98, quando com Salas e Zamorano demarcavam território no ataque do Chile. No entanto, se o treinador argentino quiser manter o status de herói por las calles de Santiago, problemas defensivos como a desatenção que os fez tomar de 4 do Brasil em Salvador precisam ser solucionados.

Com os mesmos 33 pontos dos chilenos, os paraguaios decepcionaram e ficando com o terceiro lugar. Ao perder para a Colômbia em casa, o time liderado por Salvador Cabañas desperdiçou a chance do simbólico título das Eliminatórias, o combustível que faltava para o êxtase de toda nação. Vestimentas albirojas passaram a figurar no cotidiano de todo país que, apesar do tropeço no final da fase classificatória, pela primeira vez almeja o sonho de vencer a Copa do Mundo. Mas para permanecer sonhando, precisam invocar o espírito que ganhou as ruas e transformou o período da Eliminatória em momentos tão patrióticos quanto aquele início dos anos 30, quando nossos vizinhos derrotaram os bolivianos na Batalla Del Chaco. O Paraguai precisa driblar a incapacidade na hora de definir, evitando que se repita qualquer recordação de 98. Na ocasião, o forte time com Arce, Gamarra e Chilavert caiu diante da França no mata-mata da Copa do Mundo.

O inverso da falta de superação paraguaia na hora de definir foi o que deu aos argentinos a quarta e última vaga direta. A seleção albiceleste penou com a derrota expressiva para a Bolívia fora de casa e o vexame de perder para o Brasil em Rosário. Maradona balançou no cargo de treinador, mas no fim desabafou com alegria. Seu time brigou até o fim para garantir sua vaga sem precisar da repescagem. Apesar da suposta displicência de Messi, valeu o espírito combative de Verón e Palermo. Contra o Peru, em Buenos Aires, por duas vezes passaram perto da tormenta. Cederam o empate no final do jogo, passaram na frente e quase tomaram um gol do meio de campo. Contra o Uruguai, o gol veio apenas no fim. Mas veio, e com a ajuda do Equador ainda permitiu que a Celeste Olímpica de Diego Forlán ainda possa garantir a última vaga do continente para o Mundial, contra o representante da Concacaf.

Vale lembrar que o adversário uruguaio na repescagem será o time de Renê Simões. No jogo contra os EUA, em Washington, a Costa Rica precisava vencer para garantir a vaga no Mundial. Fizeram 2x0 em menos de 30 minutos e passaram a aguardar o fim do jogo. Tomaram um gol no início do segundo tempo e continuaram aguardando o fim do jogo. O castigo veio aos 49m30: empate americano. Com a vitória de Honduras sobre El Salvador, os hondurenhos estão na Copa.

Recordando um passado próximo: nossas participações desde 98
Na Copa do Mundo de 1998 também tínhamos a representação de Brasil, Argentina, Paraguai e Chile. Somava-se a Colômbia. A campanha sulamericana foi a melhor em solo europeu dos últimos 30 anos. Quatro seleções se classificaram para as oitavas. O Paraguai foi eliminado pela França no gol de ouro, conforme comentado acima e Brasil e Chile tiveram que se pegar. 4X1 pra nós. O Brasil terminou vice-campeão e um gol holandês no finzinho evitou que a Argentina nos encontrasse nas semifinais.

Em 2002, Uruguai, Equador e até a Argentina ficaram fora na primeira fase. O Paraguai foi mais uma vez eliminado nas oitavas, daquela vez pela Alemanha. O Brasil seguiu representando a América do Sul até a conquista do título. Em 2006, Brasil e Argentina não passaram das quartas-de-final. O Paraguai decepcionou e ficou em terceiro no seu grupo, perdendo para Inglaterra e Suécia e vencendo apenas Trinidad & Tobago. A boa surpresa foi o Equador, que num início arrasador venceu Polônia e Costa Rica. Depois perdeu duas vezes ao enfrentar duas seleções européias de tradição: a Alemanha (3x0), em jogo que valia a primeira colocação do grupo (o Equador tinha a vantagem do empate) e para a Inglaterra (1x0), nas oitavas-de-final.

Resultados nas 3 últimas Copas:
Brasil

1998 - vice
2x1 Escócia
3x0 Marrocos
1x2 Noruega
4x1 Chile
3x2 Dinamarca
1x1 Holanda (4x2 penaltis)
0x3 França

2002 - Campeão
2x1 Turquia
4x0 China
5x2 Costa Rica
2x0 Bélgica
2x1 Inglaterra
1x0 Turquia
2x0 Alemanha

2006
1x0 Croácia
2x0 Austrália
4x1 Japão
3x0 Gana
0x1 França

Argentina
1998
1x0 Japão
5x0 Jamaica
1x0 Croácia
2x2 Inglaterra (4x3 penaltis)
1x2 Holanda

2002
1x0 Nigéria
0x1 Inglaterra
1x1 Suécia

2006
2x1 Costa do Marfim
6x0 Sérvia-Montenegro
0x0 Holanda
2x1 México
1x1 Alemanha (2x4 penaltis)

Paraguai
1998
0x0 Bulgária
0x0 Espanha
3x1 Nigéria
0x1 França

2002
2x2 África do Sul
1x3 Espanha
3x1 Eslovênia
0x1 Alemanha

2006
0x1 Inglaterra
0x1 Suécia
2x0 Trinidad & Tobago

Chile
1998
2X2 Itália
1x1 Áustria
1x1 Camarões
1x4 Brasil

Uruguai
2002
1x2 Dinamarca
0x0 França
3x3 Senegal

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Out 11

Parabéns, prefeito

por Jones Rossi16h02

Parabéns ao prefeito de Curitiba, Beto Richa. Ao posar fazendo gestos das torcidas organizadas ele mostra que endossa:

- toda a violência causada em dia de clássicos
- os ônibus quebrados pelos vândalos
- as bombas que estouram nos terminais de ônibus
- as pessoas que morreram pela ação de Império Alviverde, Fanáticos, Fúria e outras facções do crime

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Out 09

O Flamengo e a reta final do Brasileirão...

por Equipe De Primeira01h11

Por Daniel Soares

Primeiro tempo maluco no Barradão, no jogo Vitória x Flamengo. Pra quem não tomava gol há 6 jogos, tomar dois de bola parada e mais um de contra-ataque foi fogo. E eu que achava que o principal problema seria o ataque formado por Dênis Marques e Zé Roberto. O Zé está em ascensão e jogou muito bem, principalmente no primeiro tempo.

O Dênis Marques só consegue fazer gol quando a bola desvia no zagueiro. Tá com cara de que vai se consagrar no Campeonato Carioca 2010 fazendo muitos gols em cima de Boavista, Resende, Tigres et caterva. Depois de um segundo tempo sonolento, o Flamengo achou um gol aos 46 minutos. O ponto em Salvador acabou sendo lucro dadas as condições do jogo.

Mas o Flamengo continua tendo que vencer todos os quatro jogos que tem em casa (São Paulo, Santos, Goiás e Grêmio), mais o clássico contra o Botafogo (o jogo será no Engenhão) e vencer as três partidas teoricamente mais fáceis fora de casa (Barueri, Náutico e Corinthians) pra continuar com chances de Libertadores. Muito difícil encaixar uma sequência tão regular, mas é possível até os resultados me provem em contrário.

Os outros jogos....

-O Internacional conquistou uma vitória obrigatória no Beira Rio. Nem as vitórias obrigatórias vinham acontecendo. Voltou a ser candidato sério à Libertadores.

-Acabou o fôlego do Jason? O São Paulo empatou com o Coritiba no Morumbi num daqueles momentos do campeonato em que isso é quase entregar a Taça pro adversário. Alias, no final do jogo o travessão salvou o time do Morumbi de perder em casa. E lá vai o Marcelinho Paraíba mantendo o Coxa na Série A. Esqueci de falar, no texto sobre o Fla x Flu, que ele foi um dos reforços que acertaram o Flamengo no segundo semestre de 2008.

-O Fluminense é um condenado à morte. Ainda está vivo, mas aguarda apenas marcarem a data da execução. Dead man walking. Corinthians? Feliz Natal!

-O Santos fez o que tinha que fazer pra ter um pouco de paz e o Sport já tem o veredito. Aguarda apenas a marcação da data, como o tricolor carioca.

-O 0x0 na Arena da Baixada não chegou a ser tão ruim para os dois clubes. O Atlético segue mantendo distância segura do rebaixamento e mantém proximidade da zona da Sulamericana (alguém se importa?). O Grêmio mantém respirando por aparelhos as chances de Libertadores.

-Quantas pessoas terão pago ingresso para assistir o "clássico" Barueri x Santo André? Ninguém precisa de dois clubes paulistas sem torcida na Série A, a não ser os grandes paulistas, que assim ganham um número maior de partidas em casa.

-A Nação Rubro Negra, mais uma vez comovida, agradece os esforços atleticanos e esmeraldinos de dar emoção ao campeonato. O Botafogo respira e ganha confiança. O Cruzeiro se permite sonhar com a Libertadores.

-O São Paulo provavelmente também agradece ao Palmeiras, que com o empate suado de hoje dá ânimo novo ao tricolor após a ducha fria do empate de ontem. Dois empates em 2x2 com times do sul do país.

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Out 08

O torcedor atleticano esperava mais contra o Grêmio

por Felipe Lessa01h10

Depois de atuar bem contra o Palmeiras e vencer o Corinthians fora de casa, o torcedor atleticano se encheu de confiança. Uma vitória contra o Grêmio poderia indicar que o rubro-negro terminaria o Brasileirão com tranquilidade. Mas infelizmente não deu, o jogo foi ruim e o placar da noite desta quarta-feira foi 0 x 0 na Arena da Baixada.

O Atlético Paranaense até que tentou impor o ritmo do jogo. Foi para cima e dominou o adversário nos minutos iniciais da partida. Quase marcou com Paulo Baier, em cobrança de falta aos 15 minutos do primeiro tempo. Parou numa bela defesa do goleiro Marcelo.

Depois da maior chance de gol rubro-negra, prevaleceu a antiga técnica dos tricolores: quando não ganha na bola, mata a jogada como der. Ficou barato amarelar apenas Rochemback, Tcheco e Lúcio, já que o grande número de faltas inibiu a equipe atleticana e ajudou o Grêmio a ganhar força no jogo. O time do técnico Paulo Autuori pôde assim avançar o campo de marcação, deixando o Atlético desesperado, muitas vezes sem saber o que fazer com a bola.

No segundo tempo, o Grêmio começou com perigo. Logo aos 2 minutos, Tcheco finta pelo lado direito de Galatto e chuta. Por sorte, Rafael Miranda estava em cima da linha. Apesar da demora, o que deixou a torcida apreensiva, ele manda a pelota para longe da área atleticana.

Contou também para o resultado a atuação de Marcinho. Abaixo do que vinha jogando nas últimas partidas, ele saiu na virada de tempo. Entrou Alex Mineiro que jogou bem e volta a ser cogitado como titular para o jogo contra o Inter, em Porto Alegre. Quem também saiu, pouco depois, foi Márcio Azevedo. Este mancando, vítima da violência dos visitantes.

Alex Sandro entrou bem, articulou a jogada que aos 36 do segundo tempo deixou seu xará de sobrenome Mineiro em posição de girar e fuzilar o goleiro gremista. No rebote, Valência isola a bola nas arquibancadas.

Foi um jogo de certa forma feio de se ver. Faltaram mais oportunidades de gol e até mesmo uma maior presença de jogadores como Jonas e Tcheco pelo lado gremista. Diante do que foi a partida, esse 0 x 0 até que foi um placar justo. O torcedor atleticano esperava mais contra o Grêmio.

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Out 06

Top 10 “fins da picada” no futebol

por Equipe De Primeira21h41

1. Machismo
Ronaldo está namorando, sai na noite atrás de prostitutas e a história só vira notícia porque elas eram travestis, tentaram extorquir o jogador e foram todos parar na polícia. Infidelidade e financiamento da exploração de mulheres são fatores perdoáveis, normais até. Afinal, ele é um craque do futebol. Faz parte do jogo!

2. Homofobia
Richarlyson pode não ser o jogador mais talentoso ou técnico do seu clube, mas é um dos que mais estão em forma e mais se esforçam para defender o time. E ainda que leve e dê porrada em campo, é humilhantemente discriminado pela maior torcida organizada do time, a Independente, que se acha boa demais para se misturar com um jogador por causa de um boato nunca confirmado sobre sua preferência sexual. (Ah, sim, você tem certeza absoluta de que ele é gay só porque ele mexe demais os braços quando corre. Não importa o que ele diga sobre si mesmo. É você quem sabe das coisas. Seu tonto.)

3. Racismo
Argentinos xingam brasileiros de macacos e são logo levados para a delegacia. Um cúmulo, onde já se viu. Mas tudo bem a torcida ficar atrás do gol adversário gritando as ofensas racistas mais escabrosas para o Felipe do Corinthians. Vamos fazer o quê? Pedir um mínimo de civilidade? Pedir que torcedor tenha cérebro para insultar e distrair o goleiro sem apelar para todas as bobeiras que ele já está cansado de ouvir? Cérebro e futebol? Só posso estar brincando, não é mesmo? Ainda mais num país predominantemente branco, como é claramente o caso do Brasil.

4. Sem carreira
Noventa e quatro milhões de euros pelo Cristiano Ronaldo, mais os sessenta e cinco milhões por Kaká, fazem os seis lá quantos milhões pagos pelo passe do Benzema quase uns trocados para o Real Madrid. Enquanto isso, a maioria dos jogadores ganha bem, em comparação com os restos do mortais, mas só por pouco tempo. E depois passam o resto da vida tentando se sustentar como podem, pois o futebol tomou deles todo o tempo que nós dedicamos ao estudo e à experiência profissional. E ainda precisam implorar por dinheiro para comprar remédios, como é o caso do Washington (http://joaomarciojr.blogspot.com/2009/10/vamos-ajudar-o-washington.html).

5. Futebol amish
Vai chegando o fim do campeonato e os holofotes se voltam, como sempre, para os árbitros. Toda rodada tem pelo menos três lances completamente discutíveis que prejudicam e muito pelo menos uma equipe com reais chances de qualquer coisa, seja o título, a Libertadores ou até escapar do rebaixamento. Os pontos corridos são positivos porque você precisa manter uma regularidade e tentar sempre escapar de uma pisada de bola, para não ficar suspirando por esses dois ou três pontinhos daquela partida lá na décima-quinta rodada. Mas o árbitro só está ali para garantir que as regras se cumpram. Não é professor nem babá para ficar dando lição de moral canalizada em cartões amarelos que provocam a maioria dos vermelhos. E muito menos se passar por infalível em lances onde claramente só o apito eletrônico poderia garantir que o futebol determinasse o resultado, e não um idiota vesgo e temperamental que passa noventa minutos assoprando como uma besta desenfreada.

6. Centenários fracassados
Historicamente, os clubes do futebol brasileiro realizam campanhas pífias no ano do centenário. Foi assim com Flamengo, Fluminense, Botafogo, Ponte Preta, Grêmio e Vitória. O único a comemorar um título brasileiro foi o Remo, ainda que a conquista de 2005 seja a Série C. Em 2009, dificilmente haverá uma quebra de rotina. Internacional e Coritiba planejaram (prometeram) que a comemoração do centenário dos clubes seria gloriosa. Não foi. Os colorados perderam a Copa do Brasil, a Sulamericana e depois da derrota para o Coxa, pelo Brasileirão, já se cogita que mesmo a classificação para a Libertadores da América 2010 pode ir para o espaço. A saída de Nilmar e a chegada de Mario Sérgio reforçam o temor de quem queria levar tudo, mas só venceu torneios menores como o Gauchão e a Copa Suruga. Já o Coritiba, mesmo com planos mais modestos, conseguiu frustrar a ainda mais sua torcida. O campeão do Paranaense 2009 foi o rival, Atlético. Na Sulamericana sequer chegaram a enfrentar equipes estrangeiras, já que o Coritiba caiu diante do Vitória. Quem sonhava em afogar as mágoas bebendo todas e curtindo o rock do ACDC no Couto Pereira vai ter que se contentar com Zezé Di Camargo & Luciano no comportado jantar de aniversário. Quem sonhou com Alex (Fenerbahçe) voltando a vestir a camisa alviverde precisou fazer figas até os minutos finais da janela internacional para comemorar a permanência de Marcelinho Paraíba. Ano que vem é a vez do Corinthians. Façam suas apostas.

7. A “nova” geração
Quase metade das 14 equipes que irão disputar o Campeonato Paranaense de 2010 não chegou nem a completar sua “maioridade penal”. Os “times adolescentes” do Paraná são uma espécie de clones, que nascem supostamente para escapar de antigas dívidas trabalhistas de suas antigas gerações - um reflexo de gestões amadoras e de interesses pessoais da cartolagem. Embora as diretorias neguem qualquer relação, equipes como Cascavel Clube Recreativo , de 2001, e Toledo Colônia Work, de 2004, utilizam uniformes muito similares aos usados na época em que essa partida era digna de ser chamada “o Clássico da Soja”. Permanecem também os respectivos mascotes: a Serpente e o Porco. Já o Engenheiro Beltrão é de 2003 e apesar de não clonar nenhuma equipe notável do passado, pretende ajudar Maringá a burlar a necessidade de disputar séries B e C do Campeonato Paranaense. Negocia com a prefeitura a mudança de sede, devendo trocar seu nome para Cidade Canção Futebol Clube – reforçando referências como as cores e o Galo, mascote do antigo Grêmio de Maringá fundado em 1961. Poucos quilômetros dali, figura o Cianorte. Criado em 2002, sucede o Café, de 1958, e o xará com sobrenome Esporte Clube, de 1993. Outro novato é o recém promovido Serrano, fundado em 2007. Substituiu o Prudentópolis que recentemente figurou na elite do futebol paranaense. Por fim, o mais polêmico estreante do próximo campeonato estadual. Fundado em 2009 na desesperada busca por torcedores (com resultado negativo), o Corinthians Paranaense surge em substituição ao J. Malucelli, herdando sua respectiva vaga.

8. É com W ou com V mesmo?
Vanderlei Luxemburgo sempre que esquecido arranja um jeito de aparecer. Desde a elitização do perfil do "professor" até briga com organizada ele já promoveu. Dessa vez o treinador do Santos resolveu utilizar seu blog pessoal (http://luxemburgo.blog.uol.com.br/) para criar polêmica. No sábado ele acusou dois repórteres do jornal A Tribuna de distorcerem suas palavras. Como resposta, ganhou uma nota de repúdio do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo: “Ele (Luxemburgo) tenta desviar o foco do seu trabalho que vem sendo questionado até pela diretoria santista, atacando os profissionais que cobrem o dia a dia do clube e o editor-chefe de A Tribuna”.

9. Cantorias "cívicas"
Houve um tempo em que as torcidas organizadas faziam músicas bacanas e cheias de humor baseadas em canções populares ou em algum rock porreta. Mas, de um tempo pra cá, acompanhando a violência e a imbecilidade crescente entre elas, as organizadas estão cheias de músicas falando de Deus e Pátria, dois conceitos que estão cada dia mais ultrapassados. Coisa de aspirante a fascista. Espero a volta de versões alegres de "Asa Branca", de Luiz Gonzaga, ou mesmo The Wall, do Pink Floyd, e não uma imitação barata de alguma música tosca vinda de uma torcida grega.

10. A Globo e os patrocinadores
A Globo e o SporTV usam de dois posicionamentos na hora da entrevista coletiva após os jogos. Ou podemos contar todos os pelos do nariz no entrevistado ou não conseguimos sequer reconhecer aquele ser minúsculo que está respondendo no fundão. Mesmo reclamando e pedindo apoio ao esporte, nunca falam o nome dos times de futsal, vôlei e basquete. E por algum motivo obscuro gritam Ferrari, Toyota, Renault etc, mas as Red Bull viram STR e RBR. Acho que os assessores de imprensa do times precisam orientar melhor os "treineiros". A gente sabe que as perguntas não variam muito nestas horas:
- Perguntador: O Palmeiras vai conseguir deixar os jogadores ligados na corrida pelo título?
- Muricy: Olha, eu tenho ligado com meu samsung star para todos os jogadores sempre pra garantir isso. Lá no CT tem vários home theaters que a samsung nos deu e o pessoal está adorando ficar na concentração. Especialmente depois que a Adidas nos mandou uns pijamas espetaculares. Falando nisso, depois desta chuva toda este meu agasalho da Adidas aguentou que é uma beleza. Coisa de outro mundo. Vou te contar...

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Futebol

O que o Flamengo pode fazer neste Brasileiro?

por Equipe De Primeira02h10

Por Daniel Soares

Estive no Maracanã no domingo. No primeiro tempo, a invenção do Andrade de escalar o time no 4-3-3, com Adriano, Dênis Marques e Zé Roberto não deu certo. Com o meio campo todo desarticulado, Adriano mal foi percebido em campo, Dênis Marques só errou e o Zé foi apenas disposição. Desguarnecida, a defesa ficou aberta e permitiu ao Fluminense fazer alguns contra-ataques perigosos. Parecia que a escrita estava mantida: Fla-Flus são jogos duros e equilibrados, independente da posição dos clubes na tabela.

Só que no intervalo o Andrade fez o que devia fazer: sacou o Dênis Marques e colocou o volante Willians no lugar, que além de ser um carrapato e roubar muitas bolas sem fazer falta, tem alguma qualidade no passe, velocidade e faz um bom apoio no ataque caindo pela direita. Com a marcação acertada lá atrás, Pet, Zé Roberto e o próprio Leo Moura tiveram mais liberdade. As várias opções de ataque desarticularam a marcação do Flu, espaços foram abertos e aí foi só tocar no Imperador que ele resolveu. Aos 20 minutos o jogo estava definido, com o Fluminense sem qualquer capacidade de reação.

O momento é bom. O Flamengo virou um time de futebol e ganhou estabilidade. Seis jogos invicto e sem sofrer gols. 14 pontos conquistados em 18 disputados. O problema é a instabilidade do Flamengo em campeonatos longos, que fica evidente desde 2007, quando bons times começaram a ser montados. O time se desmonta no início da janela e só se recompõe no final dela. Naquele ano, depois de freqüentar o rebaixamento durante todo o primeiro turno (com vários jogos a menos por conta do Pan), o time fez uma arrancada histórica e chegou à Libertadores, com o 3º lugar na tabela. Não foi só milagre do Papai Joel. O time montado para a Libertadores e campeão carioca começou o campeonato claudicante, ainda na ressaca da eliminação da Libertadores. Depois perdeu Renato Augusto e Renato Abreu. Foi se recompor apenas no fim do primeiro turno com as chegadas de Fábio Luciano e Ibson.

No primeiro semestre de 2008 o Flamengo montou o seu melhor time em muitos anos. Foi bicampeão carioca com facilidade e só não foi mais longe na Libertadores por causa de um oba-oba tipicamente rubronegro que terminou no vexame histórico contra o América do México no Maracanã. Mesmo assim, começou o Brasileiro de forma espetacular. Na décima rodada liderava com seis pontos de vantagem. Aí perdeu Marcinho e Souza, na janela. E, de novo, só foi se recompor no final da janela, no início do returno. Voltou a atuar bem e a conquistar boas vitórias. Deixou de ir à Libertadores por dois pecados imperdoáveis: empates no Maracanã contra a Portuguesa (2x2) e Goiás (3x3), este último depois de fazer 3x0 no primeiro tempo.

Em 2009, foi tricampeão carioca meio no embalo e na falta de adversários. Fez uma Copa do Brasil meia boca, apesar de ter crescido nos jogos contra o Inter e ter sido eliminado no Beira Rio com um gol no final. Começou o campeonato de forma errática. Adriano deu gás no início, mas fora de forma, alternava atuações boas e ruins. Mesmo assim, o time passou a ter um ataque, que não tinha até ali. Nos 13 jogos com Cuca, conquistou apenas 17 pontos e era o 11º. A entrada do Andrade deu um embalo que durou dois jogos: Santos fora e Atlético Mineiro em casa. Aí começou a sentir a perda de Ibson, que tinha ido embora pouco antes do Cuca, de Émerson que voltou pras Arábias, de Kléberson, estourado pela Estônia e do próprio Adriano, convocado. Nos seis jogos entre 16ª e a 21ª rodadas, o Flamengo viveu sua tradicional fase ruim do final do primeiro turno. Foram 4 pontos conquistados em 18 disputados. Com as chegadas de Álvaro e Maldonado, a defesa se acertou. Adriano entrou em forma e o Pet surpreendentemente entrou em forma e passou a fazer belas partidas.

Agora, vai ter que fazer sua já quase tradicional reação. Pode até chegar na Libertadores. Há muitos jogos difíceis: São Paulo, Goiás, Grêmio, Palmeiras e Atlético Mineiro, estes dois últimos fora de casa. Perderemos o Adriano, convocado, justo contra o São Paulo. Mas a reação é possível. O problema é que com os apagões da janela, o Flamengo perde a chance de disputar o título brasileiro que não vem há 17 anos.

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