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Ago 25

El Arenazo Sub-20

por Felipe Lessa00h42

Na chuvosa tarde desta segunda-feira, a Seleção do Uruguai venceu o Atlético Paranaense em amistoso válido pela categoria Sub-20. Apesar do clima de jogo que não vale nada, os desocupados de plantão aproveitaram para seguir até a Arena da Baixada acompanhar a peleja internacional e apoiar o Rubro-Negro.

La Celeste Olímpica, representada por jogadores de tradicionais uruguaios como Peñarol e Nacional, mostrava então sua fina forma de tratar a pelota. Mostrava ao curitibano como joga a vieja escuela, mesmo quando não poupou grosserias. Desde o apito inicial, aproveitaram da falta de pulso do árbitro, desceram o sarrafo e ainda iniciaram um tumulto para ganhar tempo. Para conter a situação, os jogadores rubro-negros encararam. Partiram para os empurrões e deram sua pequena amostra de “patriotismo”.

No entanto, foi só o que os atleticanos tiveram para apresentar. O time da casa jogou sem vibração, personalidade ou vontade de vencer, forçando então os favoritos uruguaios a mostrar um pouco da classe de seu futebol para vencer a peleja por 1 a 0.

Após escanteio pela esquerda, no fundo do gol onde estavam as esvaziadas dependências da organizada Os Fanáticos, Sebastian Coates, o camisa 10 da Albiceleste, subiu para cabecear com requinte platino. Balançou as redes do Furacãozinho e festejou abraçando a los parceros.

Pouco depois, o destaque celeste, um jovem de número 14 e que até agora não descobri o nome, foi substituído. Parecia acabar a graça do espetáculo dentro de campo. Foi ele o autor da cobrança do escanteio no gol uruguaio. Também realizou pelo menos três grandes jogadas de ataque no mano a mano, fora as inversões de jogo com perfeição. No entanto, o carregador de piano da roja alviceleste de hoje teve que dar seu lugar a um companheiro, de futebol mediano e igual ao dos outros.

Chegava a hora das atenções na Arena voltarem a ter o povão das arquibancadas como protagonistas. Os cerca de 300 “plantonistas” atleticanos não perdoaram o cumprimento dos atletas uruguaios que trocavam beijinhos logo após cada substituição. Elogios não faltaram por parte dos torcedores, que a cada cena de carinho também gritavam: “Ronaldo”, imitando o personagem Zina, corinthiano que aparece aos domingos no programa Pânico na TV...mas com simbologia um pouco diferentes para o aceno. Isso quando não gritavam “beija, beija, beija” ou algo mais agressivo, relacionado com a sexualidade de cada atleta.

Uma turma de maria chuteiras também não perdeu sua pose na hora de “participar” do jogo. A cada dividida, passe de bola ou tentativa de ataque, a mais velha delas, uma loira que aparentava não ter mais que 25 anos, gritava: “Vai amor, força”. Porém, apesar de ser a única pessoa que sabia o nome de cada um dos jogadores atleticanos, não foi somente um deles que escutou o incentivo carinhoso.

Um casal de estudantes também pagou seus R$ 2 da aposta da Time Mania para entrar no estádio. No entanto, os adolescentes ao invés de olhar a partida, ficavam brincando de pega-pega. Depois passearam pelo estádio. Olharam um pouco das bolas, amarelas ou brancas que estavam no gramado. Fizeram de tudo. Mas para a agonia da platéia, além de não verem a bola entrar, não se beijavam. Esse jogão ficou no oxo brabo.

Na hora de ir embora, antes mesmo de acabar a partida, a garota parecia emburrada. Nem parecia dar bola para os cerca de 20 garotos que se juntaram atrás do gol para cantar as músicas do Atlético. Ficaram lá tietando os juniores do Furacão, mas não ganharam camisas e ainda ficaram tristes com o futebol de péssima qualidade apresentado pela sua equipe. O mesmo motivo também deixou a turma dos aposentados com cabeça dolorida.

Faz parte. Apesar do Arenazo, sempre é bom acompanhar um combate diferenciado, como o que foi visto na tarde de hoje. Mas algo inquestionável foi comentado pelos atleticanos presentes: a qualidade dos futuros sucessores de Palo Baier, Alex Mineiro, Galatto & cia.

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Ago 07

Que o Léo Moura queime!

por Equipe De Primeira01h41

*por Felipe Oliverote

Arrancaram o couro do Léo Moura por conta dos palavrões dirigidos à torcida do Flamengo após o gol de empate contra o Náutico. O sujeito já não é uma das figuras mais legais do futebol, longe disso, e na bocada de seus 30 anos, o surto de raiva pode mesmo ter sido o que de mais bacana aconteceu na carreira do lateral direito.

Talvez, no caso do flamenguista, a única coisa que poderia entrar na galeria dos acontecimentos que fazem o futebol ser o que é - tudo aquilo que não representa rios de dinheiro, nem toneladas de troféus.

E aí o pessoal que reclama do mecanicismo das respostas dos jogadores posa de tribunal da inquisição ao receber o pedido público de desculpas de Léo Moura - como se o jornalismo esportivo fosse mesmo essa bancada de jurados, pessoas que representam e defendem os valores de uma sociedade ideal.

Engrosso o coro de Mauro Cézar Pereira, da ESPN: o politicamente correto está aleijando o futebol brasileiro, o deixando careta e corporativo(no pior sentido da palavra). Em nome de um ideal de profissionalismo tacanha e na tentativa de produzir, em série, bons moços à lá Kaká, acabamos construindo robôs que, se nunca serviriam como modelo, muito menos representam ídolos.

Por isso, o que sobra é essa carência de figuras que alimentem a mitologia do futebol. Nada mais triste. Nada mais distante da verdade. Nada mais entediante para o torcedor.

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