Estados Unidos derruba a Espanha da nuvem*
por Ana Carolina Moreno17h46
O título deste post é a tradução do título da notícia que o meu jornal aqui da Galícia publicou sobre a semifinal da Copa das Confederações.
Nem me lembro há quantos meses espero para escrever este texto. Todas as análises iam em contra ao meu desejo, mas ele ardia cada vez que se fechava mais um ciclo de 90 minutos. No começo, gostei das vitórias contra a Estônia e a Bélgica, mesmo sabendo que, bem, os adversários eram a Estônia e a Bélgica. Daí veio o Chile, e ganharam, a Inglaterra, e ganharam, a Turquia, e ganharam duas vezes, um amistoso contra o Azerbaijão, e ganharam de lavada.
Chegaram à Copa das Confederações e estrearam com um kiwi achocolatado. Cozinharam o Iraque e passearam contra os anfitriões para comemorar o tal do recorde histórico de vitórias seguidas. Até hoje, aliás, parece que o título da Eurocopa vive na flor da pele de todos (menos, claro, os independistas que defendem a participação das seleções galega, basca e catalã nos campeonatos internacionais. Mas isso é outra história).
Já faziam a contagem regressiva para o tal do outro recorde de partidas sem perder e ligaram a televisão hoje às 20h30 apenas para cumprir tabela, porque só falavam e pensavam no jogo contra o Brasil do próximo domingo.
E por isso agora só lhes resta torcer contra a África do Sul para poder jogar contra o Brasil no sábado. Bom, também porque faltaram duas peças chaves do meio de campo espanhol, Iniesta e Marcos Senna. E um pouco de reflexão sobre os motivos pelos quais foram os EUA que a Espanha enfrentou, e não a Itália. Pensaram muito mais nos pontos fracos dos italianos que nos méritos desses moleques que chamam o nosso esporte de soccer.
Para os mais curiosos, digitei algumas frases soltas que os jornalistas aqui do meu trabalho disseram depois do segundo gol estadunidense (algumas frases traduzi, outras nao):
- Las claves son la ausencia de Iniesta e Marcos Senna.
- Brasil campeón del mundo.
- Está claro que Xavi no puede jugar con Xabi Alonso.
- Faltan 15 minutos. Está muerto ya el partido.
- Esos tíos practican deportes desde que son chavales. (Esses caras –os americanos– praticam esportes desde pirralhos)
- Telecinco (o canal de televisao dono dos direitos de transmissao) ya estaba vendendo la final el domingo...
- Ostia, roja! Que huevos tiene el árbitro. No es roja, es para una amarilla. (Caralho, cartão vermelho! Que cara-de-pau tem esse juiz. Nao é vermelho, é para cartão amarelo.)
- Hay tres periodistas de Estados Unidos cubriendo esto.
- Nunca jugamos una Copa de estas, no es nada. – Ni volveremos a jugar.
- 0-2 contra esta potencia mundial que es Estados Unidos... Hay más licencias de billar y patinaje artístico en Estados Unidos que de fútbol.
- Menudo ridículo... (Que ridículo...)
- Mañana van a decir que era el césped. (Amanha vao dizer que foi o gramado.)
2 comentáriosPermalink
Futebol
Posts similares:
A vitória do Novo Mundo
Clases de Español #1: LA REMONTADA
Ayrton Senna do Brasil, Japão, 1988, há 20 anos
(Os comentários abaixo exprimem a opinião dos visitantes, o autor do blog não se responsabiliza por quaisquer consequências e/ou danos que eles venham a provocar.)
Atalho pra o formulário
Comentários:
Eu tava sentindo o mesmo que voce. Moro em madrid, vivo com uma espanhola e no começo até tava achando bacana o futebol da fúria. Mas, como é caracteristico da cultura deles, bastou uma boa sequencia de vitorias pros caras começarem a se achar os maiorais. Depois da declaracao do Torres dizendo que esse time era o maior de todos os tempos, nao teve como nao torcer pros EUA.
Agora vao ter que ver o Brasil na final pela telecinco, hahaha!
Grandes jogadores e grandes times são as raras exceções que se crescem em jogos de muita importância não o contrario ''como pasa con la coñolandia'' Espanha esta mais para San Caetano nem chegam a ser um Santo André que se cresce quando o bicho pega...