A gratidão do povo de Antonina pelo primeiro título sulamericano da seleção brasileira de futebol, em 1919, parece eterna. Fez até mesmo com que antecipassem as comemorações do aniversário da Associação Atlética 29 de Maio para alguns dias antes de sua fundação. Quase 90 anos atrás, entorpecidos pela conquista do primeiro grande campeonato pelo escrete nacional, patrícios engomados do município litorâneo festejaram por três dias.
Na ocasião, os vizinhos Atlético e Itapema esqueceram rivalidades para clamar um amor tão patriótico que desfez suas desavenças. Se uniram e terminaram o exaustivo processo de comemoração dia 1º de junho, no Bar Capelista: pela honra e pela glória antoninense, surgia o 29 de Maio - autoproclamado 6º mais antigo clube do futebol paranaense, entre amadores e profissionais.
Com intuito de repetir os dias de festejos de seus ancestrais, a comunidade organizou festa similar em Antonina. Desde sexta-feira, não é apenas a pelota que rola nos gramados vintenovenses. Paixões e tradições locais fazem parte do saudável contágio social. Toda cidade está envolvida nos 90 anos do Alviverde Capelista, desde a sinuquinha entre amigos até a missa que será realizada domingo pela manhã na Igreja Nossa Senhora do Pilar – a virgem responsável pelo povoamento do município.
Não é para menos. Foi essa a equipe quem melhor representou o futebol da cidade no cenário estadual, diz Joubert Gonzaga Vieira, 93 anos, filho de um dos fundadores do clube: “Quando eu me dei por gente, com meus 5 a 6 anos, eu só ouvia falar em Britânia, que era o campeão do Paraná. E no 29, que era o campeão de Antonina”.
A melhor fase do clube ocorreu em 1940. Na ocasião, o alviverde capelista superou outras equipes litorâneas, se credenciando a enfrentar Atlético Paranaense e Operário de Ponta Grossa na fase final do Campeonato Paranaense. Não deu para levar o caneco, o título ficou com o rubro-negro da baixada, mas o povo de Antonina morre de orgulho apenas de saber que ficaram entre os três melhores do estado.
Contra os próprios atleticanos, no dia 31 de outubro de 1937, o 29 de Maio conseguia outro de seus grandes feitos: vitória em casa sobre o atual campeão estadual. O placar de 4 a 2 jamais foi esquecido pelos moradores da cidade, que eternizaram atletas como Estoquero, Vitório e Franklin na memória local.
A tradição era tanta que de acordo com Joubert, as torcidas uniformizadas do futebol surgiram no Paraná, nos anos 30. O povo de Antonina se vestia de verde para acompanhar e torcer pelo 29 contra os conterrâneos Matarazzo e Ipiranga, além de Cruzeiro e Operário da vizinha Morretes, terra do barreado – prato típico paranaense.
“Naquele tempo, nós tínhamos arquibancada aqui no 29. Eu organizei a torcida uniformizada. Então, de um lado era só torcida e no lado da arquibancada ficava o restante do povo. Começava o jogo e os adversários tinham pavor da nossa torcida organizada. A torcida do Matarazzo vinha, pegava [pedaços de] pau e batia no forro da arquibancada para fazer barulho, porque não encobriam os nosso gritos de guerra:29…29…29! O Zezito Moreira gritava: alê alê…! E a torcida respondia guáááá”.
Nos dias de hoje, o clube tornou-se somente uma boa recordação do povo local. Promove apenas eventos internos e que dificilmente ganham grande destaque na comunidade, como nos tempos áureos ou na festa de 90 anos. Vivem de lembranças que jamais poderão ser apagadas, como a da presença de Arthur Friedenreich, “El Tigre”, que cerca de 21 anos depois da fundação do 29 de Maio, veio até Antonina para receber homenagens e assinar a ata de fundação do clube. Lembranças que de acordo com nota no próprio site, “infelizmente também estão ficando pelo caminho”.
*Informações retiradas do site oficial do 29 de Maio e registradas por conversas com moradores da cidade.
O nomadismo do futebol paranaense descambou para a completa falta de vergonha. É uma esbórnia imoral e desgraçada com o bicho do Paraná. Em 2009, três equipes estão na lista daquelas que mudaram ou pretendem mudar de praça esportiva. Iraty e Engenheiro Beltrão juntam-se ao Amérios de Umuarama nessa grande amostra da falta de comprometimento com a pelota local.
Comandado pela SM Sports, o Iraty já deixou claro: construiu um novo centro de treinamento em Londrina e vai pra lá com malas e pertences. Mais que isso, também querem transferir o registro do quase centenário azulão para o norte do Paraná. Ou seja, isso faz com que o povo iratiense perca seu tradicional clube fundado em 1911 para interesses capitais dos senhores Malucelli, Figger e Luxemburgo. Na antiga capital do café eles juntam-se com outros empresários que nunca explicaram onde foi parar o dinheiro de atletas do Londrina Esporte Clube – entre eles, Iran Campos.
Quem também está negociando deixar suas trouxinhas para trás e começar vida nova é o Engenheiro Beltrão. Com o Willie Davids em reforma, e o estádio de Marialva reprovado pela comissão de vistorias da Federação Paranaense, o novo Grêmio Maringá não irá mais disputar a terceirona do estadual e está interessado em ficar com a vaga do clube de Luiz Linhares.
Vergonha é o mínimo que poderia sentir o maringaense honesto, afinal...estão tentando mandar o galo, predador nato de nosso campeonato, de trampolim para a disputa da primeira divisão do próximo ano. Como se fossem pintinhos, entrariam pela razão social do Beltrão.
Já não basta o ato desonesto do Foz do Iguaçu que, rebaixado da elite em 2009, negociou disputar a segundona no mesmo ano da queda. Joga com a vaga do Amérios de Umuarama.
Realmente, depois do J. Malucelli virar Corinthians Paranaense, com bandeira paulista e que não descarta a possibilidade de realizar diversas turnês por todo estado, o futebol do Paraná descambou de vez. Infelizmente, nessa situação, são os honestos que lembram de Sid Vicious para gritar: Matem-me, por favor! Se a Federação não toma atitude, e continua ausente, é melhor pedir extinção.
Jamais imaginei que teria saudades de Severiano. Pensei que o extremo do ridículo era ver o Real Brasil treinar em Curitiba com uniformes do Grêmio de Maringá. Imaginei que o caso do Matsubara em Londrina havia servido de lição. Bom, diante de todas essas situações, não me espantaria ao escutar notícias afirmando que a Federação Paulista pode intervir e tomar conta do futebol paranaense. Com certeza, ninguém iria reclamar. Com o que tem aqui, não tem jeito! A moral futebolística daqui decretou falência.
Quando os atletas do clube inglês Easton Cowboys and Cowgirls não vestiram seus fardamentos para disputa da partida amistosa contra o Autônomos Futebol Clube, e os times se misturaram, parecia que uma simples pelada de final de semana estava por ocorrer. Algo visualmente desorganizado, sem estruturas, pretensões e com boleiros de habilidades duvidosas. Futebol extremamente amador em Santo André, no ABC Paulista.
A passagem de carros e pedestres, interrompendo peleja disputada na cancha de asfalto, ganhava novas dimensões quando seu contexto era analisado. A Rua Alcides Queirós foi parte integrante de um evento idealizado com o intuito de discutir futebol, política e princípios como a Autogestão, como meio de quebrar os preconceitos da sociedade.
“O futebol de rua é um dos jogos mais anárquicos do mundo. Não por ser desorganizado, mas por ser um jogo de livre acesso para qualquer pessoa, seja homem, mulher, homossexual, criança ou jovem. Todos têm o direito de jogar, sem necessitar de muitos recursos. Basta qualquer coisa redonda e um espaço qualquer”, explica João Borghi, um dos idealizadores do evento.
Os visitantes ingleses foram a grande atração do Anarchy in the UK and ABC, onde puderam, além de jogar bola, compartilhar com os camaradas brasileiros um pouco mais dos princípios norteadores do Easton Cowboys and Cowgirls.
Trata-se de um clube desportivo e social diferenciado, fundado por alguns punks em 1992 e que hoje conta com centenas de adeptos. Apesar de possibilitar a prática de modalidades que vão do futebol ao críquete e basquete, o maior vínculo do Easton é ideológico: não existe a presença de um craque em qualquer um dos times. A vida social de cada integrante e os debates sobre questões e pensamentos libertários são mais importantes que vitórias em qualquer competição.
Um dos orgulhos exaltados pela equipe de Bristol é seu patrocinador: o Plough bar, localizado nas redondezas do território dos cowboys e cowgirls, que o consideram como um segundo lar – mesmo nos minutos de concentração que antecedem as partidas em casa.
Fora de casa A caravana dos Easton Cowboys e Cowgirls em terras brasileiras foi agitada. Chegaram no dia 16 de maio, participaram de torneio de futsal em verdurada, torceram pelo Santo André no Bruno Daniel, estiveram em debates com presença desde professor da USP até líder da Gaviões da Fiel, questionaram o “futebol negócio”, relacionaram política e futebol, gênero e preconceito, entre outros.
Antes de ir embora das terras tupiniquins, no dia 27, houve uma série de partidas de futebol masculino e feminino contra times como Hermanos de Pelé, Rio Punxxxx e os próprios Autônomos, além de outros times mistos. Por aqui, além do futebol de rua, jogaram em locais como canchas de salão e futebol de areia.
Além da turnê pelo Brasil, excursões inusitadas para o futebol convencional fazem parte do auge do Easton. Foram até Chiapas, no sul do México. Por lá, além de jogarem uma série de torneios contra equipes de futebol zapatistas, auxiliam as comunidades locais com recursos financeiros e voluntários para aplicação de projetos desportivos. Foram eles também a primeira equipe de futebol inglesa a disputar uma partida no território palestino. Outro feito fora de seus domínios é a participação anual da Copa do Mundo AntiRacista, que ocorre na Itália. Literalmente, anarquizaram a pelota.
A choradeira correu forte pelo vestiário principal do Beira-Rio. Tite, com o talento de um ator principiante de Malhação, por pouco não chorou ao lamentar a contusão de Nilmar produzida pelos predadores de verde e branco. Predador que Vitória Piffero identificou rapidamente: era Carlinhos Paraíba. Compreensível com aquela cabeleira e a carinha que Deus lhe deu e o Diabo esculpiu.
Quem apenas viu as entrevistas coloradas após o jogo de quarta-feira ficou com a impressão de uma carnificina promovida pelo Coritiba, que elegeu Nilmar, o lesionado, como mártir. Teoria que rapidamente desmancha como óstia em boca de beata.
Nos números, o Inter bateu mais. 20 a 15, segundo estatística do gauchíssimo Clic RBS. No qualitativo, até Nilmar reconheceu que não houve maldade de Felipe no lance que lesionou seu quadril.
No comparativo a coisa começa a complicar para o Colorado. O que dizer de Magrão? Se a bola está nos pés do adversário, Magrão está deitado, aplicando um de seus carrinhos assassinos. Preste atenção no próximo jogo. Se a disputa é pelo alto, seu cotovelo nervoso logo sai à caça de um nariz, uma garganta ou qualquer osso adversário.
Guiñazu, suspenso no Beira-Rio, também na alivia. Não é maldoso como Magrão, mas pega firme. Sandro, o novato, aprendeu rapidinho com os companheiros. Não perde a viagem, chega firme, vai para o choque. Algo normal no futebol. O Coritiba joga assim. O Inter joga assim. É o futebol do Sul. Tite e Piffero sabem disso desde que nasceram.
Mas, claro, é muito mais cômodo posar como o time habilidoso que apanha dos botinudos para condicionar a arbitragem.
Hoje o Barça joga em Roma contra o Manchester United pela final da Liga dos Campeões. Eu vivo na Espanha há 203 dias e torci pelo Barcelona apenas durante os últimos 45 minutos da semi-final contra o Chelsea. Mas me sinto tao “culé” quanto os azulgranas que rondam a minha cidade deportivista e se acham o “crème de la crème” do futebol mundial. Até a meia-noite, claro, quando me deitarei enviando pensamentos positivos rumo ao Tricolaço em Belo Horizonte.
Enfim, chega de enrolação. Aqui estão os motivos que eu encontrei para te convencer a anunciar a Unicef no peito hoje, nem que seja por 90 minutos. Sim, você mesmo, que lê todos os textos sobre a morte do futebol, escritos pelo fatalista Jones Rossi, sobre as estatísticas do fundo do baú, cozinhadas pelo robótico Daniel Soares, sobre o futebol gaúcho, publicizadas pelo gremista Fabrício Kichalowsky (hehehe zoeira!) e sobre as curiosidades mais interessantes das arquibancadas paranenses que Felipe Lessa, o hooligan mais fofinho do mundo, descobre durante as suas andanças. No fim, você vai perceber que são motivos pouco contundentes. O que importa mesmo é o primeiro.
1. Como é que você não vai torcer para o futebol mais bonito da atualidade? É a chance de todos nós, que sofremos com o tal do futebol de resultado, eficiente, essa coisa sem graça que acontece em 90% dos jogos, mais feia que basquete. A vitória do Barcelona da temporada 2008-2009 é a prova cabal de que dá para ser os dois. Da seleção brasileira do Mundial de 1982 à holandesa da Eurocopa de 2008, se sentirão vingados todos os times que engrenaram, que nos fizeram babar, que todos queriam que ganhassem e que no final perderam o troféu, mas ganharam um espacinho no nosso coração. Isso não é coisa de mulherzinha, você sabe muito bem qual é esse pedacinho mole do seu coração, onde estão guardadas todas as jogadas inacreditáveis que já envolveram um punhado de grama, uma bola suja, alguns pares de chuteira, uma rede de nylon e os seus olhos marejantes. Depois não venha reclamar dos retranqueiros, do chuveirinho, da tal “falta do meia de ligação”, expressão obrigatória no currículo de qualquer corneteiro que se preze. Senta no sofá e aproveita o espetáculo.
2. O Barcelona nunca conseguiu a façanha do “triplete” (ganhar a Liga Espanhola, a Copa do Rei e a Liga dos Campeões), e poderia finalmente entrar para a seleta lista de equipes que, em uma só temporada, paparam os principais títulos que disputaram: Ela inclui, até agora, o Celtic de Glasgow, o Ajax de Amsterdam, o PSV Eindhoven e o próprio Manchester United. Ok, não é assim uma elite tão poderosa... Mas o Madrid não está lá. E isso já é motivação suficiente.
3. Daniel Alves está contundido, o que significa que os cruzamentos na área do Manchester United não se convertirão automaticamente em lateral ou tiro de meta. Ou seja, mais chance de gol.
4. Estão falando por aqui que este é o confronto entre os cracaços Messi e Cristiano Ronaldo. No jornal de hoje, o especial da partida literalmente considerou os outros jogadores como “o resto do time”. O primeiro tem na mente a principal fonte de sua genialidade. Vê o jogo como poucos e domina a técnica com leveza e precisão. O segundo faz mágica porque tem um físico tremendo. Messi ainda não ganhou o título de melhor do mundo. No ano passado, achei que ele merecia mais do que o Cristiano Ronaldo. Nessa temporada, ele andou fraquejando um pouco. Mas na final contra o Athletic de Bilbao reascendeu, e tem tudo para manter meu voto de confiança hoje.
5. Henry ou Rooney? Nem tem o que dizer, né? É o Pernalonga contra um Elmer Fudd cabeludo.
6. Iniesta e Anderson? Veja o tamanho da multa rescisória de cada um. E o corte de cabelo. (ok ok, esse é o tipo de comentário que eu jurei nunca fazer... retiro o que disse, cabelo é cabelo, não faz diferença nem na posição de impedimento).
7. Xavi ou Park? Tudo bem... Talvez o primeiro instinto seria escolher a maquininha sul-coreana em comparação com o veterano catalão. Mas esse é o tipo de jogo que não se ganhará em jogadas individuais, mas sim em um esforço do grupo. Xavi é uma das peças principais da engrenagem mais encaixada da Europa.
8. Ferguson anda dizendo que não vai cometer o mesmo erro do Chelsea e montar um paredão pra receber os tiros do Barcelona. Mas... Quem vai ser louco de ir para cima em vez de cuidar da retaguarda em um jogo desses? Só quem tem Henry, Messi e Eto’o na mesma manga, convenhamos.
9. O motivo são-paulino que não poderia faltar: se o Barça ganhar, em dezembro reencontraremos nossos fregueses depois de 16 anos.
10. Até a Nike, que fornece o uniforme dos dois times, está torcendo pro Barcelona... No site oficial, o destaque está bem neutro, com fotos idênticas dos jogadores comemorando gols (a que está lá no começo do texto). Mas eu passei meia hora revirando o YouTube e nao encontrei nenhuma produção da Nike em homenagem ao Manchester por ocasiao da final. Do Barça, tem uma, e é das boas, para quem anda acompanhando toda a temporada desse grupo fabuloso:
O texto já acabou, mas quem está com tempo livre e quer se aquecer para o jogo pode ver esses dois vídeos criados por fãs com os hinos dos times. Nesse caso, as duas canções perdem igual, a do Barça só é tragável a partir do ponto 1’50’’ do vídeo, e a do Manchester, que espero não ser o hino oficial, mas parece ser a mais famosa, é impressionantemente juvenil.
Raio X do Daniel: Quartas-de-final, Libertadores 2009
por Equipe De Primeira12h11
Por Daniel Soares
Grêmio x Caracas
Histórico do Grêmio FBPA na Libertadores Títulos: 1983 e 1995 Finais disputadas: 1983, 1984, 1995 e 2007 Edições entre os 4 primeiros*: 1983, 1984, 1995, 1996, 2002 e 2007 Última campanha: 2007 (vice-campeão)
Histórico do Caracas FC na Libertadores Títulos: nenhum Finais disputadas: nenhuma Edições entre os 4 primeiros*: nenhuma Última campanha: 2008 (eliminado na fase de grupos)
Encontros pela Libertadores: Confronto inédito na competição.
Últimas partidas: Confronto inédito em partidas oficiais.
São Paulo x Cruzeiro
Histórico do São Paulo FC na Libertadores Títulos: 1992, 1993 e 2005 Finais disputadas: 1974, 1992, 1993, 1994, 2005 e 2006 Edições entre os 4 primeiros*: 1972, 1974, 1992, 1993, 1994, 2004, 2005 e 2006 Última campanha: 2008 (eliminado nas quartas-de-final)
Histórico do Cruzeiro EC na Libertadores Títulos: 1976 e 1997 Finais disputadas: 1976, 1977 e 1997 Edições entre os 4 primeiros*: 1967, 1976, 1977 e 1997 Última campanha: 2008 (eliminado nas oitavas-de-final)
Confrontos na competição: Confronto inédito na competição.
Últimas partidas (Série A Brasileiro 2008): Cruzeiro 1x1 São Paulo, em Belo Horizonte São Paulo 2x0 Cruzeiro, em São Paulo
Defensor x Estudiantes
Histórico do Defensor SC Títulos: nenhum Finais disputadas: nenhuma Edições entre os 4 primeiros*: nenhuma Última participação: 2007 (eliminado nas quartas-de-final)
Histórico do C Estudiantes de La Plata na Libertadores Títulos: 1968, 1969 e 1970 Finais disputadas: 1968, 1969, 1970 e 1971 Edições entre os 4 primeiros*: 1968, 1969, 1970, 1971 e 1983 Última participação: 2008 (eliminado nas oitavas-de-final)
Confrontos pela Libertadores: Confronto inédito pela competição.
Últimas partidas: Confronto inédito em competições oficiais.
Nacional x Palmeiras
Histórico do C Nacional de Fútbol na Libertadores Títulos: 1971, 1980 e 1988 Finais disputadas: 1964, 1967, 1969, 1971, 1980 e 1988 Edições entre os 4 primeiros*: 1962, 1964, 1967, 1969, 1971, 1972, 1980, 1981, 1983, 1984 e 1988 Última participação: 2008 (eliminado nas oitavas-de-final)
Histórico da SE Palmeiras na Libertadores Títulos: 1999 Finais disputadas: 1961, 1968, 1999 e 2000 Edições entre os 4 primeiros*: 1961, 1968, 1971, 1999, 2000 e 2001 Última participação: 2006 (eliminado nas oitavas-de-final)
Confrontos pela Libertadores:
Fase Semifinal 1971 Palmeiras 0x3 Nacional, em São Paulo Nacional 3x1 Palmeiras, em Montevidéu
Fase de Grupos 1973 Palmeiras 1x1 Nacional, em São Paulo Nacional 1x2 Palmeiras, em Montevidéu
Últimas partidas (Copa Mercosul 1998 Fase de Grupos): Nacional 0x5 Palmeiras, em Montevidéu Palmeiras 3x1 Nacional, em São Paulo
* Em 1966, 1967 e entre 1971 e 1987 a fase semifinal foi disputada no formato de grupos. O critério de escolha dos 4 primeiros colocados foi ter conquistado um dos dois primeiros lugares de cada grupo semifinal.
1 - Pegue um time tradicional, tradicionalmente acostumado a viradas de mesa, que está na primeira divisão vindo diretamente da terceira, sem escala na segundona
2 - Péssimas atuações, mesmo tendo um patrocinador que simplesmente despeja (lava?) dinheiro no clube
3 - Um bando de desocupados, marmanjos, e uma pu*a gorda que não gosta de trabalhar
4 - Falta total de estrutura para treinamento
5 - Permissividade com o bando de palhaços supracitado
6 - Junte tudo em um estádio caindo aos pedaços
Fez tudo isso? Então confira o belo resultado abaixo AQUI. E não esqueça de ver o VÍDEO.
Torcedores criam sistema de investimento para salvar LEC pela base
por Felipe Lessa21h34
Torcedores do Londrina estão organizando um sistema de investimento em cotas para salvar o clube a partir das categorias de base. O mutirão agrega torcida organizada, adeptos comuns, comerciantes e conselheiros do alviceleste, que devem apresentar o projeto ainda nessa semana. O carro chefe é a tão sonhada transparência, feita por gente que jamais imaginou investir no futebol. Gente que tem o interesse único de manter o alviceleste vivo e projetar o clube, pela revelação de jogadores.
A empresa denominada Londrina Empreendimento Esportivo Ltda (Leel) foi uma iniciativa da Torcida Falange Azul e de alguns empresários fanáticos pelo Tubarão. Necessita apenas finalizar processos burocráticos para entrar em prática. Ao todo, serão 1530 cotas vendidas ao valor de R$ 1.000 por ano. Os valores investidos passarão a financiar desde já a existência do Tubarãozinho, que no final de semana venceu por 2 a 1 o Iraty, de Sérgio Malucelli, em casa.
O jogo válido pela Copa Tribuna de Juniores foi o primeiro da equipe a contar com a Leel, que buscou parceiros para o pagamento de dívidas rotineiras como manutenção do estádio, pagamento de funcionários e arbitragem, além da locomoção de atletas.
Uma média de 50 torcedores participou de cada uma das reuniões. Foi definido que o investimento poderá ser feito em parcelas, para facilitar a vida dos interessados. Os lucros líquidos no caso da negociação de atletas serão divididos em 49% para o LEC e 51% Leel – que irá reinvestir 26% do montante na empresa e dividir o resto entre cotistas.
Um acordo com a atual diretoria do clube também prevê desde já que haverão placas publicitárias nos jogos da equipe profissional do Londrina direcionados ao grupo gestor das categorias de base. Assim sendo, organizadores comentam que aceitam trocar determinada quantia de pães, leite, comida, material esportivo, entre outros produtos da necessidade do clube por publicidade nos jogos da equipe profissional.
Por Guilherme Voitch (já que ele não posta, posto eu!)
Há uma intensidade e um calor no futebol amador que há muito parecem ter se perdido nos grandes clubes profissionais. A cada bola dividida domingo, no estádio Egídio Ricardo Pietrobelli, em Santa Felicidade, essa máxima ganhava força. Em partida das semifinais da Taça Paraná, o Iguaçu, time da casa, enfrentou o Urano, da Vila São Jorge, tentando não decepcionar sua torcida.
Para isso, abusava da vontade. Quem vê um jogo de Libertadores pela televisão e sai impressionado com a raça dos times deveria assistir uma partida da Suburbana. É difícil um lance em que não sobre uma canela pra lá e um cotovelo para cá. A bola fica rodando ali no meio de campo, com as faltas se revezando lada a lado. Jogador do outro time que sai de maca pro lado da torcida adversária tem de se acostumar com gritos que não são exatamente exemplos de fair play.
"Isso é jogo para homem e não para mocinha", grita um torcedor. Tudo isso, é claro, dito a uma distância não maior que três metros. Um caldeirão de verdade.
Os atletas da casa também precisam estar espertos. Até porque a torcida sabe bem quem são e o que andaram fazendo durante a semana. "Fica no baile a semana toda e agora não cruza uma bola", reclama um torcedor. "Tu só tem lugar no time porque teu pai tá na diretoria. Pede pra sair", emenda outro.
A torcida do Iguaçu leva a sério a mística da torcida da colônia italiana. Reclama bastante com os jogadores, técnico, juiz e o bandeirinha. No intervalo, reúnem-se em rodinhas, lembram grandes jogos do passado e explicam como o atacante deveria ter batido na bola. "O jeito é bater de chapa, assim ó", diz o senhor de boina e agasalho do Iguaçu.
O pessoal da casa não assimila a dica e o Iguaçu não faz. Mas toma. Rogerinho marca para os visitantes, aproveitando o escanteio, aos 28 minutos do primeiro tempo. "Só faz gol de bola parada esse Urano", lamenta outra torcedora. Aos 38 minutos, Laurinho aumenta e aos 45 Marquinhos define o placar: 3x0.
Como em toda boa família italiana, as críticas severas são rapidamente perdoadas e tornam-se afagos. "O time do Urano é muito forte. Tem gente que veio do profissional. O nosso é limitado, mas a gurizada correu. Estão de parabéns. Não é porque perdemos que vamos baixar a cabeça. Eu estou com esse time desde 1960 e não é por isso que vou abandoná-lo", diz José Antônio Soba, 75 anos, o Pipite, ex-presidente, diretor e técnico do Iguaçu.
Do lado do Urano, alegria. Cerca de quarenta torcedores foram ao jogo em um caravana de dez carros, com percussão, bandeiras e faixas. É a Torcida Jovem.
"Sábado que vem a torcida está de aniversário. Faz um ano. No domingo, o Urano nos dá a classificação como presente. Aqui deixamos essa coisa de Atlético, Coritiba e Paraná de lado. Somos todos Urano, o time do nosso bairro", diz o metalúrgico Ricardo Carvalho, 33, um dos "barra bravas" da Vila São Pedro.
Ricardo e os companheiros sobem nas grades. Tem cantos de incentivo e prometem acompanhar o Urano "onde e como estiver". O melhor de tudo é que nem polícia é necessária na disputa. Um monte de crianças e mulheres se fazem presentes nas duas torcidas e o pessoal da Vila São Pedro anda no meio da italianada para ir até o bar.
Tem uma provocação ou outra, mas tudo na santa paz. A cerveja está gelada, custa R$ 2,50 e o time do bairro está em campo. Precisa mais do que isso?
Cheque voador de Iran Campos faz LEC perder 30% de sua sede campestre
por Felipe Lessa18h44
O Londrina Esporte Clube perdeu 30% de sua sede campestre. O jogador Jackson, que atuou no alviceleste nos anos 90, entrou com uma ação judicial para receber a grana referente a um cheque voador, entregue pelo ex-presidente do Tubarão, Iran Campos. Até mesmo a escritura referente a esse pedaço do clube já está na mão do ex-atleta londrinense. E aí, Iran? Não é você o homem forte, financiador do futebol londrinense? E os jogadores da Copa de São Paulo de 94 que ficaram na sua mão, após o suposto pagamento de algumas dívidas feitas por você mesmo nessa mesma época em que o jogador Jackson recebeu o cheque frio?
Você ainda não se engajou na campanha social da Império? Ainda há tempo. Escute a música social abaixo e seja você também um agente do bem entre nossa sociedade.
Repare na letra.
Duvido que ela e o vídeo, disponível no YouTube, pudessem ser de alguma forma interpretadas como apologia ao crime.
Na verdade, na letra a torcida Império proclama seus altos valores e dá uma boa ideia de como pretende promover a justiça e principalmente a igualdade entre as pessoas. É só ir no Mercadorama e distribuir o bens da elite igualitariamente. Graboski e Dr. Clóvis aprovam.
Jovem, cabe a você fazer o bem. Bons exemplos não faltam.
A letra, escrita em um dialeto muito bonito, parecido com o português (esse pessoal é criativo, não é mesmo?), tem até link e segue abaixo:
Festa Na Sede Império Idioma original: algo parecido com o português
se liga nessa parada que agora eu vo conta chegou fim de semana eu vou pra sede festejar!
chamo todas as minas e o parcero sangue bom! desenrolamo uma intera pra nois tomar um tubão mais que tubão que nada lá na sede nois é VIP nois só come picanha e toma bebida de elite! eu mando um papo reto se liga nessa parada tubão aqui na Império é pros parceros de escada aqui não tem cao só curte quem é mais chegado se alemão atravessar é tiro pra todo lado
pra começar a festa vamo faze uma inteira, cinco para carne e mais cinco para bera! é so nego quebrado não da nem pra compra pão! vamo no mercadorama e leva uns tres ladrão! os cara da Lesto Oeste são ladrão profissional tem mais dois no Bigorrilho aprendiz de marginal eles voltam no mercado com wisk e redbull doze quilos de picanha mano vai toma no cu! os cara são profi e mano eu falo sério quer escola de ladrão? se matricula na império!
Festa na império é uma curtição cerveja, smirnoff é mato bacardi so de limão! guerra de picanha e um funk pra curti, futebol com os parcero so pra descontrai o churrasqueiro que se cuide, não pode vacilar é papum pra todo lado sua cabeça vai rolar!
bora corredor lado A e lado B! a lei é do mais forte, e ninguém pode correr!
aqui nois curte um funk e o resto é meu peru axé é a pra viado coisa de fanatiCÚ
essa é minha familia aqui o chicote estrala Império Alviverde pode vir, os irmão metralha!!
Benazzi: Não tem como subir com por favor e com licença
por Leonardo Mendes Jr.23h24
Já escrevi algumas vezes que Vágner Benazzi era o nome ideal para treinar o Paraná na Série B. O cara sabe como fazer um grupo limitado (algo comum em divisões de acesso) fazer milagres dentro de campo. A Portuguesa é a prova mais recente dessa fórmula.
O Paraná não acertou com Benazzi, que hoje foi apresentado no Vila Nova. Bati um papo rápido com ele, no começo da noite, logo após uma palestra em que se apresentou aos novos comandados. Foi ótimo. Benazzi fugiu da cartilha do politicamente correto. Disse que dinheiro (salário em dia e premiação) é fundamental para fazer um time subir, que com por favor e com licença não se vai a lugar algum na Série B e revelou ter sido pego de surpresa com o anúncio de Zetti no Paraná.
O que você falou na palestra?
Falei de tudo que aprendi no futebol. É hora de erguer a autoestima deles, mostrar que quem joga na B, joga em qualquer divisão. Mas quem joga nas outras, nem sempre consegue jogar na B. Depois conversei com eles de dois em dois, para ouvi-los. A maioria bateu nessa tecla, de que precisava ser ouvido. Vim para ajudar, não atrapalhar. Costuma dar certo se o grupo aceitar a ideia.
Você já tem 16 acessos na carreira. Qual o segredo?
Se gostar. Um grupo unido, em que um defenda o outro, defenda o treinador. Falei que gosto de cobrar, mas eles têm de entender que é o melhor para eles, aceitar minha reclamação. Gosto de manter a família junto a eles, de ligar para as esposas, para as mães.
Dá para conseguir sucesso na Série B falando “por favor” e “com licença”?
Não dá. Não chega a lugar nenhum. Ou até chega, lá nos quatro últimos. Às vezes só é possível se fazer compreender com a voz bem alterada.
O que funciona mais para conseguir um acesso: união, salário em dia ou premiação?
Se chama jogo, tem dinheiro. Logicamente há motivação, e se chama dinheiro. Claro que nem sempre dá certo. Às vezes gasta um tubo de dinheiro e não sobe.
Por que não acertou com o Paraná?
Me surpreendi quando apresentaram o Zetti. Tinha me reunido com o Márcio (Vilella) em São Paulo, só faltava ele conversar com investidor para dar o xeque-mate. Aí no outro dia anunciaram o Zetti. Faz parte do futebol.
Te deram alguma satisfação?
Se fossem dar satisfação no dia, com 90% combinado, iam ouvir o que não queriam. Como não houve, estou normal, continuam sendo meus amigos. Se precisar lá na frente, a gente vai com o maior carinho. Não sou de guardar mágoa, a vida é muito curta para isso.
Aqui, um pouco de Benazzi, no teaser do dvd O Caminho dos Campeões, sobre o retorno da Lusa à Série A do Brasileiro, em 2007.
Raio-x histórico das semi-finais da Copa do Brasil 2009*
por Equipe De Primeira11h00
Por Daniel Soares
1- Vasco X Corinthians
Histórico do C.R. Vasco da Gama na Copa do Brasil: Título: Nenhum Finais disputadas: 2006 Semifinais disputadas: 1993, 1994, 1995, 1998, 2006, 2008 e 2009 Última participação: 2008 (semifinalista)
Histórico do S.C. Corinthians Paulista na Copa do Brasil: Títulos: 1995 e 2002 Finais disputadas: 1995, 2001, 2002 e 2008 Semifinais disputadas: 1995, 1997, 2001, 2002, 2008 e 2009 Última participação: 2008 (vice-campeão)
Encontros pela Copa do Brasil:
Semifinais 1995 Vasco 0x1 Corinthians, no Rio de Janeiro Corinthians 5x0 Vasco, em São Paulo
Últimas partidas (Série A 2007) Vasco 2x0 Corinthians, no Rio de Janeiro Corinthians 0x1 Vasco, em São Paulo
2- Coritiba X Internacional
Histórico do Coritiba F.C. na Copa do Brasil: Títulos: nenhum Finais disputadas: nenhuma Semifinais disputadas: 1991, 2001 e 2009 Última participação: 2008 (eliminado na segunda fase)
Histórico do S.C. Internacional na Copa do Brasil: Títulos: 1992 Finais disputadas: 1992 Semifinais disputadas: 1992, 1999 e 2009 Última participação: 2008 (eliminado nas quartas-de-final)
Encontros pela Copa do Brasil: Confronto inédito na competição.
Últimas partidas (Série A 2008): Internacional 3x0 Coritiba, em Porto Alegre Coritiba 4x2 Internacional. em Curitiba
Somos contra o fechamento do Londrina Esporte Clube
por Felipe Lessa20h07
Estão querendo fechar o Londrina em 2009. Montar um novo clube e esquecer todas suadas glórias e conquistas do passado. Querem falir o alviceleste para escapar de auditorias nas contas, seguidas de processos na justiça. Para tal, orquestraram o caos, similar ao funcionalismo público, apenas para privatizar. Enlataram toda história de um Tubarão como se fosse uma sardinha.
Gente que não torce pelo Londrina, não deveria nem mesmo assumir o clube no passado. Queridinhos que batem no peito e falam as abobrinhas de sempre, mas que torcem por qualquer time de São Paulo e por uma boa quantidade de moedas no seu bolso.
Definitivamente, estão matando com o futebol. Estarão matando a história de jogadores como João Neves e Alexandre Bianchi, que por muito tempo defenderam o LEC e têm quantias absurdas a receber. O zagueiro, autor do gol da conquista do estadual, em 92, hoje é carcereiro. Foi praticamente esquecido por “clube” e pela cidade. O segundo está em crise financeira, trabalha pesado como motorista de caminhão e até pouco tempo atrás estava desempregado. Pior: precisou vender diversas fardas de guerras alvicelestes para pagar dívidas.
Esses caras são gente que gosta do clube. Estão certos em cobrar suas dívidas na justiça. Jamais serão taxados de traidores. Estão indignados de saber que não recebiam salários, enquanto seus queridos diretores utilizavam carros novos.
Fechar o clube da cidade é motivo de vergonha, daquelas que nem mesmo um título nacional protagonizado pelo tal Igapó Futebol Clube apagaria de nossa pequena Londrina.
Quero que expliquem a dívida que fez em 94, que segundo boatos, estava na casa de R$1 milhão – e que por causa dela boa parte dos jogadores semifinalistas da Copa São Paulo de tal ano ficou com um excelentíssimo senhor de Ibiporã. Quero que algum doutor explique a dívida de R$200 mil pela quebra de contrato com Rui Barbosa – que me perdoe, pois seu futebol não valia mais que três balas e dois clicletes de multa rescisória. Quero saber onde está o dinheiro do Rafinha. Como um atleta pede dispensa para voltar ao futsal e depois aparece no Coritiba? Tem muitas questões a serem respondidas. Nós queremos as respostas.
Chegou a hora de deixar de hipocrisia. Enquanto Londrina não torcer por um time da cidade, continuará sendo uma cidade pequena e fracassada. Uma cidade que odeia os curitibanos, mas que jamais conseguirá se igualar a eles. E depois ainda falam de bairrismo, protecionismo, etc...
Com essa mentalidade, Londrina merece mesmo é ver futebol pela TV. Isso até o dia em que as grandes emissoras decidirem que para ver futebol na tv TODOS TERÃO QUE PAGAR. Ou acham que a transmissão dos estaduais foi por amor?
Gente de espírito pobre continua sempre pobre. Como o futebol de Londrina. Empobrecido, pela mente pobre, fraca e egoísta dos "empresários QUE FICARAM fortes" às custas do trabalho sujo realizado no alviceleste. E depois falam que Londrina é forte e grande. É uma grande província, que não tem estrutura mental para manter seus bons frutos nos domínios de terras vermelhas. Fechar o Londrina Esporte Clube é um crime contra os honestos que existem na cidade.
Surge aí uma nova versão do Galo Adap. Clube que encheu nossa tradicional e querida cidade rival, Maringá, de lágrimas ao anunciar desistência do Campeonato Paranaense de 2009. Será um time daqueles que quando a cidade mais precisará, pode fechar as portas - desde que haja uma previsão de cálculos e negócios para isso.
Vale ressaltar que o interesse do Malucelli não é fazer Londrina feliz. Nada contra ele, mas é questão de princípios. Quem não impede de o mesmo abandonar nossas terras, quando conveniente, como fez a Adap em Campo Mourão? Assim como fizeram aqueles que já assaltaram as contas do Londrina e que agora mandam recadinhos ao patrício curitibano, ele quer ganhar dinheiro. Nós, os londrinenses, queremos nosso Tubarão novamente. Nosso Paraná pede que não haja impunidade para esse crime contra nosso futebol.
Eu, como Presidente da Império Alviverde não concordo com muitas coisas que tem acontecido ultimamente nos jogos de futebol, tanto não concordo que nos dias 05/05 e 14/05 me reuni com representantes das torcidas de Atlético e Paraná Clube para buscarmos soluções para acabarmos com o problema da violência no futebol.
Na última segunda feira, dia 18/05 liguei para o Ministério Público, falei com o Sr. Maximiliano Ribeiro Deliberador que é Promotor de Justiça para agendarmos uma reunião para apresentarmos as propostas que foram estabelecidas na reunião do dia 05/05 e 14/05, ficou marcado para quinta feira dia 21/05 as 15 hs esta reunião.
No dia 16/05, antes do jogo entre Coritiba x Santo André, conversei com o Delegado da Policia Civil, Dr Clóvis Galvão, o mesmo solicitou cerca de 10 camisas da Império para que seus agentes possam infiltrar-se entre os torcedores, concordei prontamente com a solicitação do Delegado, assim que receber o oficio da Policia Civil estarei enviando as referidas camisas.
Destaco ainda, que desde 2001 quando assumi a Presidência da Torcida Império Alviverde, os índices de vandalismo diminuíram sensivelmente, tanto no quesito briga entre torcidas, bem como no número de Ônibus danificados, conforme números da própria Urbs.
No ano de 2005 desenvolvi o projeto Torcida Social, onde ajudamos várias instituições carentes de nossa Cidade, essas ações podem ser acompanhadas pelo site www.torcidasocial.com.br.
Sobre o Vice-Presidente da Império, no que se refere à parte profissional, não tenho nada a reclamar, no tocante a sua detenção no dia 19/05, cabe a justiça julgar o caso.
Quero salientar que por 2 vezes a COPE esteve fazendo batidas em nossa sede e em nenhuma das situações encontraram qualquer objeto ilícito dentro do recinto.
Moramos em um País com leis claras e com penas previstas tanto no código civil como no criminal, portanto nenhum cidadão esta acima da lei, também consta que todo cidadão responde pelos seus atos, tanto civil como criminalmente.
Autor/Fonte: Luiz Fernando Corrêa (Papagaio) Publicação: 20/05/2009
Dá para comentar bastante coisa, mas vou me ater ao terceiro parágrafo. Reproduzo-o novamente aqui:
No dia 16/05, antes do jogo entre Coritiba x Santo André, conversei com o Delegado da Policia Civil, Dr Clóvis Galvão, o mesmo solicitou cerca de 10 camisas da Império para que seus agentes possam infiltrar-se entre os torcedores, concordei prontamente com a solicitação do Delegado, assim que receber o oficio da Policia Civil estarei enviando as referidas camisas.
Não é genial? É preciso elogiar a perspicácia, a astúcia e a sagacidade da "polícia do meu Paraná", como diria o mestre Alborguetti, Dalborga para os chegados. Como ninguém pensou nisto antes: solicitar à torcida organizada os uniformes da... própria torcida organizada?
E que não se deixe passar despercebida outra ideia sensacional gerada na terra das araucárias: por que não avisar o presidente da torcida organizada que será objeto de investigação que agentes serão infiltrados entre os torcedores?
Não quero crer que Papagaio, de posse de tais informações, tomasse qualquer atitude que pudesse atrapalhar tão sólidas investigações conduzidas pelo Dr. Clóvis, como alertar os membros de sua torcida da presença dos agentes ou mesmo enviar uniformes alterados que fossem facilmente identificáveis, assim entregando os policiais "disfarçados".
Enfim, a se acreditar nas palavras tão bem redigidas pelo psitacídeo (meu corretor ortográfico tentou alterar psitacídeo para psicopata, mas que corretor vagabundo que tenho) alviverde, Dr. Clóvis Galvão empalidece outras mentes brilhantes do cenário paranaense - e quiçá nacional - com sua argúcia sem limites. Se todos os policiais paranaenses fossem como ele, Curitiba jamais estaria na frente de São Paulo no ranking das capitais mais violentas do País. Folgo em saber que meu Paraná está em boas mãos.
Vamos nos ufanar deste momento histórico para as investigações policiais. Viva Graboski, viva Papagaio, viva Dr. Clóvis, viva Curitiba, viva o Paraná!
Vice-presidente da torcida Império Alviverde é preso com duas armas
Reimackler Graboski foi detido em abordagem de rotina no bairro Rebouças. Uma pistola e um revólver foram apreendidos
O arte-finalista Reimackler Alan Graboski, de 29 anos, vice-presidente da torcida Império Alviverde, do Coritiba, foi preso na tarde desta terça-feira por policiais do Serviço Reservado (P2) do 12º batalhão da Polícia Militar. Com o acusado foram encontradas uma pistola 635 carregada (oito munições intactas) e um revólver calibre 38, também carregado.
Segundo o soldado Wilmar, da Rone, as armas foram encontradas após uma abordagem de rotina. “Os policiais pararam o carro (um gol) dirigido pelo acusado na Avenida Getúlio Vargas, próximo à esquina com a João Negrão, no bairro Rebouças. Após a revista, foram encontradas as armas e ele acabou preso em flagrante”, disse, por telefone, à Gazeta do Povo. Outras três pessoas estavam no carro, mas serão liberadas.
Graboski já tem duas passagens pela Polícia: uma por depredação e destruição do patrimônio público (ônibus) e outra por lesão corporal.
É muita injustiça contra apenas uma pessoa. Uma vergonha. Todos sabemos que a Império Alviverde é uma torcida social, que só pensa em fazer o bem aos desvalidos, às pessoas abandonadas à própria sorte por este sistema capitalista ganancioso.
Ora, não faz muito tempo que um promotor público curitibano se compadeceu de tanta bondade para retirar acusações contra a torcida depois de um quebra-quebra pós Atletiba. Disse a Madre Teresa de Calcutá do Ministério Público que o trabalho social da torcida era importante.
Concordo.
E digo mais. Na condição de vice-presidente da torcida, é de se supor que Graboski estivesse carregando tais armamentos somente no intuito de proteger os inúmeros donativos arrecadados pela Império que depois serão entregues aos pobres de Curitiba. Jamais passaria pela cabeça de Graboski, tenho certeza absoluta, utilizar as armas para ferir outra pessoa. Sei que qualquer atleticano ou paranista uniformizado poderia até mesmo sentir-se tranquilo ao lado de tão pacífica figura.
Na verdade, a única arma de Graboski é o amor e a vontade de fazer sempre o melhor ao próximo. Só usaria seu revólver para clarear a visão dos infiéis que torcem para outras agremiações não tão sociais quanto sua gloriosa Império. Que direito tem você, leitor cooptado por este mundo cruel, de não fazer parte da Império? Estará teu coração tão imune ao chamado dos pobres a ponto de fazer ouvidos moucos ao apelo social, do bem mesmo, da Império Alviverde?
Como um Guevara moderno, Graboski saiu de arma em punho para defender o bem e a justiça social, seguindo o belo exemplo de José Sarney, que sempre fez tudo pelo social. E da mesma forma que Che, astro maior da constelação que lutou pelos fracos massacrados pelo capitalismo, Graboski foi vítima da polícia, que tolheu suas ações em prol de toda a humanidade. Inclusive, não me resta a mínima dúvida que as outras passagens pela polícia, por lesão corporal e destruição de patrimônio público, não passam de um grande mal-entendido, quando nosso herói certamente estava recuperando almas insensíveis ao chamado do Divino.
Vendo uma prisão tão arbitrária quanto a que sofreu o anjo Graboski, só resta a certeza que, mais do que nunca, a injustiça galopa a passadas rápidas e largas. São Graboski, protetor dos pobres e oprimidos, orai por nós. Queremos vê-lo longe da cadeia, com suas armas que não disparam balas, mas sim beijinhos doces de amor e compaixão.
As agências de notícia informam que Ronaldo pode ser punido pelo STJD por causa do puxão de cabelo em Fahel, do Botafogo. Paulo Schmitt, procurador-chefe do tribunal, já solicitou as imagens para análise.
Que o caso pare por aí. Que Schmitt assista, dê risada do desespero ridículo do gordo e jogue o DVD no fundo de uma gaveta – se for regravável, dá até para baixar algum filme do Festival de Cannes na internet. E que depois abra uma boa garrafa de vinho, saia para jantar ou, se a tevê ajudar, assista a um jogo do seu Atlético.
Mas, acima de tudo, que não leve esse caso ridículo para o tribunal. Semana passada Fred já cagou na cabeça do STJD por causa da denúncia por agressão a Gomes, defensor do Goiás. Reação normal. Quando Fred saiu do país, o STJD no máximo validava viradas de mesa. Ainda não havia assumido esse caráter invasivo a absolutamente tudo que se refira ao futebol brasileiro.
Imaginem Ronaldo, 15 anos de Europa, entrando no tribunal por um puxão de cabelos. Seria mais um choque para o Fenômeno, acostumado ao civilizado futebol europeu.
Ronaldo já teve de enfrentar os moquifos que alguns clubes chamam de vestiário, mais especificamente em Itumbiara. Também sofre para adestrar os desorganizados repórteres de rádio e tevê que passariam por cima da própria mãe para arrancar uma palavra do camisa 9. Ainda vão reabrir os dentes dele à base de microfonadas.
Agora, nem imagina o risco que corre, de virar atração no tribunal. Até imagino os deslumbrados auditores exaltando as qualidades do Ronaldo, mais como fãs do que na condição de zeladores da moral esportiva.
Ter Ronaldo jogando no Brasil deve ser visto como uma oportunidade de ouro para o futebol nacional. É a chance de profissionalizar a nossa estrutura e atrair outros craques de volta para o país.
Se forma-se o caos em volta dele a cada fim de partida, por que não criar zonas mistas nos estádios? Funciona assim no mundo inteiro. Uma cordinha ou uma grade baixa separando jogadores de repórteres. O repórter chama, o jogador (às vezes) para e fala. Simples. Todo mundo sai ganhando.
E quanto aos ídolos? Ronaldo mostrou que é possível ser feliz e ganhar muito dinheiro jogando no Brasil. O Corinthians mostrou o caminho. O Flamengo seguiu para resgatar Adriano. Por que não fazer o mesmo por Ronaldinho e Robinho? Se eles forem muito caros, que recorra-se a atletas menos estrelados, mas ainda assim de altíssima qualidade. Alex, escondido no Fenerbahçe, caberia perfeitamente em qualquer clube do país. Duvido que ele resista a uma investida séria e bem articulada.
Ronaldo desnudou um mundo novo para o nosso futebol. Os cartolas, atrasados por natureza, não perceberam. A turma do STJD, esperta de nascença, ao que parece, já.
Dizem que a saudade não tem preço. Para amenizar lamentações do povo brasileiro, em especial do Paraná e sul do país, segue algumas imagens que darão boas recordações aos saudosistas.
Lembrarão dos tempos em que o capital externo ainda não havia desembolsado para devastar nosso futebol. Tempos em que até mesmo a bandidagem de cartolas e federações era mais honesta, um folclore. Momentos em que bebidas não eram proibidas e os torcedores eram de verdade: nada de consumidor escolhido a dedo, nem de moleque que brincam de torcer para vandalizar. De brinde, no meio....uma camisa azul, da CBF. Essa sempre foi a mesma.
Quem quiser matar um pouco das saudades, terá que desembolsar quantias que variam entre R$300 e R$1500 no MercadoLivre. Outra dica é procurar em brexós. Por lá os valores são baixíssimos, porém é necessário garimpar bem. Comunidades do orkut e amizades ligadas aos clubes ajudam a conseguir resgatar parte da boa memória do futebol brasileiro ao seu guarda roupa. Ao menos diminuir o sofrimento de lembranças que para voltar terão de ser criadas novamente.
Eu sempre tive muito, mas muito orgulho mesmo, da minha profissão.
Repórter.
Caí no esporte por acaso, mas foi uma paixão incontrolável. Estudei jornalismo na Cásper Libero, lá tinha A Gazeta Esportiva... E não é que deu certo?
O começo foi muito difícil. É complicado às vezes competir com colegas que nasceram praticamente chutando uma bola. Eu estava com as minhas bonecas nessa hora. Quando era criança, futebol pra mim era a seleção brasileira (Eu amava o Taffarel) e o meu time de coração. E só.
Depois fui passando a gostar do esporte como um todo. E, mesmo não sendo são-paulina, acordei de madrugada para ver os títulos mundiais do São Paulo. Lembro do 'olho roxo' do Zetti... rs.
O tempo passou. Passou rápido. Em 2009 completo 10 anos de profissão, de quadras e gramados. E percebo que, por mais que eu fale que não há diferenças entre homens e mulheres nessa área, tem uma coisa que não muda: o preconceito.
E, pasmem. Não estou falando de jogadores ou técnicos, não. É óbvio que, em 10 anos, já tomei cantada de jogador e tal, mas foram tão poucas e bobas que eu nem considero. Felizmente jamais faltaram com o respeito comigo. E mesmo quem me cantou, hoje me respeita e muito.
Sabe de onde vem o problema MESMO? Dos próprios colegas de trabalho. Se tem repórter que sai com jogador, eu não sei, não quero saber. Deve haver. Mas por que a mania de inventar tanta coisa pelo simples fato de eu ter nascido mulher?
É impressionante. Se eu faço uma entrevista com um jogador bacana, pronto, é porque estou saindo com ele. Se um técnico me liga para passar alguma informação, pronto, é porque estou saindo com ele também. Se eu fosse homem será que falariam alguma coisa? Provavelmente, não. Se eu fosse homem eu seria um bom repórter. Mas como sou MULHER, eu não sou,não tenho méritos. Aliás,tenho... mas aí seriam outros méritos... Afinal, eu só consigo as coisas porque tenho cabelo loiro e manequim 38. Não preciso de cérebro.
Desculpem o desabafo... É que estou meio farta disso. Já pensei em desistir tantas vezes. Certa vez eu arremessei longe a minha toalha. Fui trabalhar em dois restaurantes. Passei um ano só escrevendo na Placar, por puro hobbie. Mas eu sempe acabo voltando... Porque paixão, é como eu falei. Provoca abstinência quando não é compensada.
O ser humano deveria aprender a respeitar o outros. Aprender a não falar sem saber. Aprender a conhecer as pessoas... Aprender que, sim, é possível ser mulher e boa repórter, meus amigos. É possível desenvolver fontes e amizade sem que eles queiram necessariamnte algo a mais. É possível. Sabe por quê? Porque o ser humano tem outras belezas que provavemente você, este tipo de pessoa que dissemina boatos sem sentido, não tem, infelizmente. Mas calma, ainda há tempo, você pode se tornar uma pessoa melhor, eu acredito. Faz que nem o Obama... YES, YOU CAN.
Outro dia eu dei uma entrevista para a prima de uma colega lá da Globo, a Amanda, que está fazendo um TCC sobre MULHERES NO ESPORTE. Na pergunta sobre preconceito, eu respondi que havia melhorado. Mas Amanda... Acho que me enganei. Comigo pelo menos isso não muda.
Eu passei pelo menos uns 7 anos sem este tipo de problema. Agora, nos últimos três, um avalanche de fofoca, acusações, sacanagens... Que preguiça que eu tenho do ser humano.
Já chorei muito por causa disso... Mas eu aprendi que o mais importante é ter a consciência tranquila, e eu tenho. Fatos e boatos sempre existirão. Está na natureza de algumas pessoas. Mas o que vale, o que vale mesmo, é o que você pensa de você mesmo.
E por esse motivo que eu estou bem pra caramba...
*Joanna de Assis é repórter do canal SporTV e cedeu este texto gentilmente ao De Primeira
Nove pessoas pagaram para ver a Portuguesa Londrinense enfiar silenciosos 3 a 1 no Sport São José, quinta-feira. A partida válida pela 3ª rodada da segundona paranaense foi realizada no Estádio do Café, com capacidade para aproximadas 50 mil torcedores. As arquibancadas esvaziadas tornaram da cancha um funeral, novamente. Daqueles que deixam prejuízo aos familiares que, ainda assim, arranjam confiança para levar a vida em frente.
Dois pênaltis, uma paradinha e o artilheiro da segundona em ação (o volante Carlos, da Lusa) que custaram R$2.354 aos cofres da equipe nortista – apenas em taxas da Federação Paranaense de Futebol. O Leão ainda precisou desembolsar na limpeza de estádio e condução dos atletas juvenis, colocados como gandulas para economizar. A renda líquida total foi de R$60.
Qual é a explicação para que em uma cidade com cerca de 600 mil habitantes, apenas algumas almas condenadas gostem de ir ao estádio? Na 1ª rodada foram 32 as testemunhas dispostas a pagar R$5 ou R$10 pelo bilhete de ingresso no duelo em que a Portuguesa Londrinense foi derrotada por 5 a 3, diante do Serrano de Prudentópolis.
Acho que o povo da região metropolitana de Londrina, incluso a metrópole, prefere ver televisão, domingo legal, ratinho, faustão, fala que eu te escuto, bambis, teletubies, mas não gosta de ir ao estádio. Não vão nem aos jogos do Londrina. Apenas torcem pelos paulistas para não ter que ir ao campo. Só vão aos jogos do Corinthians, quando atua no Café, pois é um espetáculo. Se comportam da mesma forma como um show da Praça é Nossa no centro da cidade.
É arriscado que uma criança, adolescente, jovem ou até mesmo um idoso sofra bullying caso conte que foi ao estádio em Londrina. Ainda mais se o jogo for da Portuguesa. Toda lusa do Brasil é coadjuvante. A carioca, a paulista, a santista...ou seja, não seria a londrinense que fugiria à regra. Ninguém perdoa.
Os manés do norte gostam de protagonistas de televisão. Ninguém se interessa em participar e mudar a situação. Todos estão desacreditados. Menos os empresários vagabundos que fizeram parte do Londrina Esporte Clube, os mesmos que criaram o estereótipo de que o futebol da cidade não vai pra frente.
O desastre na lusinha é somente mera conseqüência, já que alguns dos vagabundos também passaram por lá. A pelota da antiga capital do café respira por aparelhos.
Acostumado a trabalhar de serralheiro, estudar a noite e bater peladas no final de semana, em 2008, Max teve três meses de Cinderela no futebol paranaense, no ano seguinte. Sua história começou anos antes, quando morava na região das vilas de Curitiba. Sem chances para se profissionalizar após carreira de juniores, tornou-se jogador da Suburbana, tradicional e carismático campeonato de futebol amador.
No Trieste, clube da região italiana da cidade, pôde se manter entre as pelejas e conquistou sua maior façanha: jogar com Leomar. Veterano, com passagens por Seleção Brasileira, Atlético Paranaense, Sport Recife e futebol internacional, o cabeça de área ensinou e aprendeu na convivência com Max, humilde meia cancha. “Foi em 2007. Potencialmente ou tecnicamente, ele me ensinava. Mas na determinação de ter que trabalhar duro, estudar muito e ainda batalhar pelo tempo para jogar futebol...não tem preço”, dizia o jovem proletário pretendente de atleta.
Um ano depois, os sonhos praticamente acabaram para o ídolo companheiro de time. Leomar acertou para jogar no Sobe Iguaçu, inimigo de bairro da esquadra triestina. E se a situação de Max parecia ruim, se deteriorou para o garoto no decorrer do tempo. A semifinal da suburbana de 2008 foi um clássico italiano, apelido do derby entre as duas equipes de Santa Felicidade.
“É um daqueles momentos em que o bairro inteiro para. Esqueçam de restaurantes, padarias, bares e quitandas de vinho. Era obrigação de todos irem ao campo. Seja alvinegro, seja tricolor”, deixa claro o meio campo. Logo depois, a decepção. “Nós perdemos. Ele [Leomar] dominou o jogo. Cara, eu fiquei perdido. Não era um piazinho qualquer me dando um vareio. Era o jogador que me deu a sobrevida. Acabou”, completa.
Sobre o ombro do então treinador do Trieste, Jonas Silva, Max chorou. Disse que havia passado no vestibular de educação física e definitivamente abandonaria o futebol. Desistiu de seu sonho de criança e tomou uma drástica decisão: “Jamais voltaria a trabalhar em serralheria. Eu me sentia pobre, desvalorizado. O verdadeiro perdedor”.
Quase dois meses depois, na sarjeta, surge uma gorjeta. A chance de mostrar seu futebol. “O professor me ligou. Disse eufórico que o Rio Branco havia fechado parceria com o Trieste e que eu estava obrigado a ser o camisa 10”. Mas ele não estava apenas na euforia. O jovem que almejava o fracasso, novamente, sonhou em olhar para o mundo por cima. “Nunca havia me sentido assim. Profissional!”.
Na tradicional equipe parnanguara, fundada em 1913, veio também a artilharia do campeonato estadual 2009. A responsabilidade por articular jogadas. Do serralheiro, à principal abelha carregadora de mel riobranquista. Líder em campo na estréia do Paranaense, contra aquele que Max chamava de poderoso Atlético Paranaense. Com um futebol envolvente, chegou a marcar 3 em uma partida contra o Iraty, fora de casa.
Max acreditava que seria vendido a um grande clube. Poderia, quem sabe, jogar no Corinthians. Deu entrevista para jornal grande, ensaiou alguns autógrafos pela cidade histórica e até fez pose para foto. Porém, seu futebol morreu. Seu clube livrou-se do rebaixamento apenas na rodada final. Seu contrato não foi renovado. No último salário, sequer viu a cor do dinheiro. Voltou para casa, perdeu a vaga na universidade e dizem que foi obrigado a trabalhar como serralheiro. Tristeza perpétua na Santa Felicidade, não se acha nem um telefone do ex-atleta para confirmar a notícia de como tudo terminou.
*O post é o primeiro de uma série de perfis lado B do aconchegante futebol mundial
Dez motivos para torcer para o Athletic Club de Bilbao hoje
por Ana Carolina Moreno16h04
Começa às 22h (17h, horário de Brasília) a final do "Campeonato de España - Copa de Su Majestad el Rey de Fútbol". Nome artístico: Copa do Rei. É o campeonato mais antigo da Espanha, criado em 1903. É a Copa do Brasil espanhola, mas todos os times da Primeira Divisão participam, além de todos os da Segunda e os melhores da Segunda B e da Terceira.
A edição de 2009 termina daqui a pouco em uma final com apenas um jogo, em Valencia, entre o Athletic Club de Bilbao e o FC Barcelona. Eis porque eu (e você também) devemos vestir a camisa do time basco:
1- David contra Golias.
2- O Barcelona mantém o favoritismo técnico, tem mais torcedores dentro e fora da Espanha e não precisa de ajuda extra.
3- O Barça tem o maior número de Copas do Rei (24). Quem está em segundo nesse ranking? Athletic. Com 23. Amanhã, espero que eles empatem.
4- O Athletic ganhou sua última Copa em 1984. Justamente ganhando de um Barcelona que, em vez de Messi, tinha Maradona. O último título do Barça nessa competição foi em 1998.
5- Messi é titular do "time das Ligas", mas está escalado para a final para cobrir as baixas do time catalão. Tem brilhado pouco (ou seja, está apagado) desde o jogo de ida da semi contra o Chelsea, pela Liga dos Campeoes. Vamos ver se resolve acender o difusor hoje.
6- Em um país onde só existem duas equipes (Barcelona e Real Madrid) protagonistas e um pequeno punhado de coadjuvantes (Atlético de Madrid, Sevilla e Valencia, quando muito o Villarreal), é bom ver outros nomes ganhando atenção.
7- O Iniesta, que recentemente virou a versão espanhola do "namoradinho da América", não joga, então fica mais fácil não ter simpatia pelo Barça.
8- Muitos podem dizer que se trata de racismo, os misturar alhos com bugalhos e o terrorismo da ETA, mas o Athletic, desde 1911, tem a tradição de não ter jogadores estrangeiros. E por estrangeiros, se referem também aos demais espanhóis. Ou seja, para vestir a camisa, tem que ter um mínimo rastro de sangue basco. E eles siguem firme na Primeira Divisão, sem precisar das pedaladas brasileiras, dos mullets argentinos ou dos chutes precisos franceses (a não ser que venham do País Basco francês, claro).
9- Motivo são-paulino: o uniforme do Athtletic é vermelho, branco e negro.
10- O Barcelona tem a chance de conseguir sua primeira "conquista tripla" (a Liga Espanhola, a Champions e a Copa do Rei). Se conseguir tal feito, será a consagração do tal "joga bonito" que anda fazendo todos os brasileiros babarem. Não me olhem feio! Eu ficarei feliz se, ao fim desse mês, os meninos do Pep Guardiola saírem de férias com três títulos na mala. Mas, se é para ganhar, que ganhem com estilo, calando a boca de toda essa gente de pouca fé.
Raio-x histórico das quartas-de-final da Copa do Brasil 2009
por Equipe De Primeira14h31
Por Daniel Soares
1- Vitória x Vasco
Histórico do E.C. Vitória na Copa do Brasil: Títulos: Nenhum Finais disputadas: Nenhuma Semifinais disputadas: 2004 Última participação: 2008 (eliminado na segunda fase)
Histórico do C.R. Vasco da Gama na Copa do Brasil: Título: Nenhum Finais disputadas: 2006 Semifinais disputadas: 1993, 1994, 1995, 1998, 2006, 2008 Última participação: 2008 (semifinalista)
Encontros pela Copa do Brasil: Oitavas-de-final 1989 Vitória 0x0 Vasco, em Feira de Santana Vasco 1x2 Vitória, no Rio de Janeiro.
Último encontro (Série A 2008): Vitória 5x0 Vasco, em Salvador Vasco 0x2 Vitória, no Rio de Janeiro
2- Fluminense x Corinthians
Histórico do Fluminense F.C. na Copa do Brasil: Títulos: 2007 Finais disputadas: 1992, 2005 e 2007 Semifinais disputadas: 1992, 2001, 2005, 2006 e 2007 Última participação: 2007 (campeão)
Histórico do S.C. Corinthians Paulista na Copa do Brasil: Títulos: 1995 e 2002 Finais disputadas: 1995, 2001, 2002 e 2008 Semifinais disputadas: 1995, 1997, 2001, 2002 e 2008 Última particiação: 2008 (vice-campeão)
Encontros pela Copa do Brasil: Confronto inédito na competição.
Último encontro (Série A 2007): Corinthians 1x1 Fluminense, em São Paulo Fluminense 1x1 Corinthians, no Rio de Janeiro
3- Coritiba x Ponte Preta
Histórico do Coritiba F.C. na Copa do Brasil: Títulos: nenhum Finais disputadas: nenhuma Semifinais disputadas: 1991 e 2001 Última participação: 2008 (eliminado na segunda fase)
Histórico da A.A. Ponte Preta na Copa do Brasil: Títulos: nenhum Finais disputadas: nenhuma Semifinais disputadas: 2001 Última participação: 2007 (eliminada na primeira fase)
Encontros pela Copa do Brasil: Primeira fase 2002: Coritiba 2x1 Ponte Preta, em Curitiba Ponte Preta 4x1 Coritiba, em Campinas
Último encontro, descontando o jogo de ontem (Série B 2007): Coritiba 2x1 Ponte Preta, em Curitiba Ponte Preta 1x1 Coritiba, em Campinas
4- Internacional x Flamengo
Histórico do S.C. Internacional na Copa do Brasil: Títulos: 1992 Finais disputadas: 1992 Semifinais disputadas: 1992 e 1999 Última participação: 2008 (eliminado nas quartas-de-final)
Histórico do C.R. Flamengo na Copa do Brasil: Títulos: 1990 e 2006 Finais disputadas: 1990, 1997, 2003, 2004 e 2006 Semifinais disputadas: 1989, 1990, 1993, 1995, 1996, 1997, 2003, 2004 e 2006 Última participação: 2006 (campeão)
Encontros pela Copa do Brasil: Quartas-de-final 1996: Internacional 3x2 Flamengo, em Porto Alegre Flamengo 3x1 Internacional, no Rio de Janeiro
Quartas-de-final 1997: Internacional 1x1 Flamengo, em Porto Alegre Flamengo 1x0 Internacional, no Rio de Janeiro
Último encontro (Série A 2008): Flamengo 2x1 Internacional, no Rio de Janeiro Internacional 1x1 Flamengo, em Porto Alegre
Zé Pelintra é meu amigo. Por uma dose de cachaça me livra de visitar terreiros de umbanda para prosear em bares do subúrbio na Zona de Meretrício parnanguara. Incorporado em um marujo inglês, supporter do Chelsea, me soltou uma história. O papo é reto. Segue abaixo:
Corinthians Paranaense = projeto nebuloso para importação do Corinthians Paulista pelos empresários paranaenses da região norte. Todo processo foi financiado por caixas 2,3,4,5...e assim vai...de Londrina e Grêmio de Maringá, times de cidades que se integrarão e vão compor a nova capital do estado de São Paulo.
COADJUVANTES *Joel Malucelli foi apenas um laranja, em busca de mais dinheiro. Nem sabe ele que está sendo manipulado.
*Aurélio Almeida realizou um serviço sujo e desleal contratado por terceiros para desmoralizar grandes polos do futebol paranaense. Maringá, Foz, Toledo, Curitiba, São José dos Pinhais, entre outros foram os alvos. A compra do Grêmio de Maringá foi o carro chefe do processo. Apucarana, parte da trupe, se arrependeu e quer retomar a força do galo. Mas não irá dar certo. Aurelio Almeida apenas não comprou o Londrina pois quem manipulou a situação foram ex dirigentes do LEC, que já haviam cuidado da desmoralização alviceleste na cidade.
*Um novo suposto front estaria utilizando o ex-apresentador-torcedor-organizado-candidato-a-vereador, Nelo. Este está recebendo dinheiro de um grupo de empresários para infernizar a vida de ex-amigos torcedores organizados. Finalizado todo procedimento, Coxa e Atlético passarão a integrar o Campeonato Sulista de Futebol (sc, rs e parte sul do Paraná), com bandeira independente da nova federação curitibana de foot-ball, enquanto o restante será novamente incorporado ao estado de São Paulo. Estuda-se criação de estados independentes, no caso a região de Cascavel e Paranaguá.
Enquanto isso, Auréli@ irá ser protagonista de um novo ato libertário, em Brasília (nova jerusalem), vai virar crente e pastor missionário de Inri Cristo. Com possibilidade de operação para mudança de sexo, o que poderia transformá-lo na mais nova inriquete. Dizem que um transexual brasileiro, cosmopolita por ofício, em 10 anos terá levado no futebol uma bolada suficiente.
O projeto maior é criar um time chamado The Real Alcatraz, equipe divulgada como inovadora na divisão principal da NBA - elite do basquete mundial, nos EUA. 20 anos depois, essa enigmática pessoa vai assumir a presidência da entidade. Três dias depois, milionários iranianos comprarão a liga. Presume-se que um estádio chamado Pinheirão sedie o jogo das estrelas. Haverá uma grande briga entre organizadas de Corinthians, Real Alcatraz e Chicago Bulls. Depois disso, o mundo acaba.
O Vascão está pela boa para contratar o Aloísio, apelidado Chulapa. Nessa sexta-feira, o atacante pinta em São Januário e deve acertar o retorno ao Brasil. Confirmada a transação, garanto: mandou muito bem o clube cruz-maltino.
Sei que tem uma rapaziada numerosa que não curte o Aloísio, posição justificada por um argumento violento: como pode servir um centro-avante que raramente marca gols?
Relaxa, moçada...
De fato, dificilmente ele vai para a rede. No entanto, são poucos os atacantes no futebol mundial capazes de organizar um perereco como o Aloísio. Chulapa na área, bola alçada, só dá zagueiro se estabacando, furada, nêgo chorando, peruca voando, o caos.
"Calma, sei o que tô fazendo
A partir daí, lembrando o ensinamento do Paulo "Larica Total" Oliveira, o "erro é o pai do acerto". São tantas as confusões provocadas pelo camisa 11 que, volta e meia, alguém vai lá e guarda.
Baita trunfo para qualquer equipe - excelente para a Segunda Divisão, aliás - graças ao corpanzil da fera, resistente a todo tipo de abalroagem e fundamental para o cabeceio, mais a grossura de seu futebol. Sim, porque marcar caneludo é tão difícil quanto anular um gênio. Ambos são absolutamente imprevisíveis com a gorducha nos pés.
Quando quem manja vem de mano, você fica na miúda, ligado pois o cara é capaz de tudo. De repente, um milésimo de vacilação e a bola se foi pelo vão...
Já quando o réba aponta (caso do Aloísio), você nem esquenta. Afinal, ele não é capaz de nada. Eis que o cabôco ousa um elástico, a bola bate no calcanhar dele, a tosquêira assusta, bate-rebate, já era...
Deu para sacar o motivo de o Aloísio provocar desespero nos adversários? Se ainda não, comprovem no vídeo abaixo, um belo apanhado de trombadas terminadas em gols do atacante.
*Essa postagem marcou a volta doBlog Jornalista de Merda, lendário meio de comunicação de rua tocado por André Pugliesi e Rodrigo Abud, que agora promete dedicar espaço também ao futebol
Como era de se esperar, o Campeonato Brasileiro teve um início bastante equilibrado. E a grande quantidade de empates na primeira rodada favoreceu aquelas equipes que conseguiram vencer fora de seus domínios, caso do Internacional e do Vitória que conquistaram três pontos importantíssimos que, no final, podem fazer a diferença.
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Atlético-PR 0×2 Vitória Na Arena da Baixada, a maior surpresa da rodada. Por mais que a eliminação na Copa do Brasil possa ter afetado a equipe, a derrota do Furacão para os baianos, em casa, estragou a brincadeira de quem apostou na Loteca. Sinal de alerta para o time de Geninho.
Avaí 2×2 Atlético-MG O Campeão Catarinense começou vencendo por 2 a 0, mas a equipe mineira foi buscar o empate. Péssimo para o Avaí, cotadíssimo para voltar à Segundona no final da temporada. Por outro lado, alento ao Galo que, sob o comando de Celso Roth, mostrou que tem poder de reação.
Corinthians 0×1 Internacional Duelo de gigantes no Pacaembu. Dois campeões estaduais invictos, dois favoritos ao título brasileiro. Sem Ronaldo em campo, levou a melhor o time que tem o melhor atacante do Brasil na atualidade. O gol antológico de Nilmar correu o mundo e mostrou que o Colorado vem forte para acabar com um jejum de 30 anos.
Cruzeiro 2×0 Flamengo Jogaço no Mineirão decidido em dois pênaltis. O primeiro Juan perdeu. Duas vezes. O segundo Kléber guardou. Com um jogador a menos, o Cruzeiro se guardou em sua defesa até que, no apagar das luzes, Ramirez presenteou a torcida com um golaço. O time de Adílson Batista se apresenta como uma das grandes equipes da temporada.
Fluminense 1×0 São Paulo Com um gol surpreendente e extraordinário logo no início da partida, o Flu não teve trabalho para vencer um São Paulo que, há muito, não joga bola. Por causa do tri do ano passado, há quem hesite em falar mal do time de Muricy Ramalho, mas a verdade é que o Tricolor Paulista está longe de ser uma equipe confiável.
Goiás 3×3 Náutico O Goiás chegou a estar vencendo por 3 a 1, dois gols do artilheiro Felipe, mas o Náutico reagiu e foi buscar o empate com um belo gol de Gilmar, promessa do Timbu. Resultado ruim para duas equipes que começam a competição lutando para se manter na Primeira Divisão.
Grêmio 1×1 Santos Em jogo equilibrado, o Tricolor Gaúcho abriu o placar com Réver e se encaminhava para uma importante vitória. Até Molina acertar o ângulo de Vitor em excepcional cobrança de falta. De olho na América, o Grêmio lamenta os dois pontos perdidos enquanto o Peixe tentar entender o que se passa com Kléber Pereira, artilheiro dos gols perdidos.
Palmeiras 2×1 Coritiba Concentrado na disputa com o Sport, pela Libertadores, o Palmeiras foi a campo com um time de reservas. O Coritiba, que não está nem aí, abriu o marcador e se preparava para conquistar uma grande vitória. Até Luxemburgo mandar a campo Keirrison. Resultado final? 2 a 1 para os paulistas, com direito a gol da virada aos 43min do 2º Tempo.
Santo André 1×1 Botafogo Sim, Wilson de Souza Mendonça continua trilando seu apito Brasil afora. O árbitro não só não marcou um pênalti a favor do Fogão como validou o gol de empate do impedido Victor Simões. Abatido por mais uma derrota para o Flamengo no Campeonato Carioca, por muito pouco o Botafogo não saiu de campo derrotado.
Sport 1×1 Barueri Com um gol espírita de Pedrão, o Barueri arrancou um empate na Ilha do Retiro e volta para São Paulo com um importantíssimo ponto. Ao Sport, resta focar na partida decisiva contra o Palmeiras, pela Libertadores da América.
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É só a primeira rodada, mas não se pode negar que começou muito quente o Brasileirão. Com afirmações, decepções e, principalmente, muitas atrações. Com Fred, Adriano e Ronaldo de volta ao Brasil juntando-se a Nilmar, Keirrison e Washington, a competição promete ser a melhor dos últimos anos. O Brasileirão de 2009 tem tudo para entrar para a história.
Passar 44 horas na estrada, com pouco dinheiro, sem luxo algum, que não fosse o da possibilidade de acompanhar o clube que apóiam na rodada inicial do Brasileirão do centenário, foi o programa de final de semana para centenas de torcedores do Internacional de Porto Alegre. Rodeado por uns 50 seguidores com bandeiras coloradas, deixo de lado família, amigos e desafetos. Sigo com eles para acompanhar o jogo contra o Corinthians, domingo, no Pacaembu.
Minha trajetória na viagem foi menor. Embarco em um posto de gasolina, pelas duas e pouco da matina, na saída de Curitiba. Seis horas em um bonde é pouco, comparado com cerca de 11 que meus camaradas já haviam passado na pista. Sem jantar, sem comer, embalados unicamente pela grande variedade de bebidas alcoólicas presentes na nobre condução, seguimos em frente.
Sou bem aceito. Recebo bons cumprimentos até mesmo daqueles que nunca haviam me visto na vida, em iniciação concretizada por brindes nas latas de cerveja que quando vazias eram despejadas pelos quatro cantos do bonde da banda colorada. Cachaça com suco, refrigerante e até mesmo picolé fizeram parte dos drinques – só faltou a Polar. Até me embalo cantando hinos da Guarda Popular, carro chefe dos gritos em nome do Inter nas bancadas do Beira Rio – especificamente no Portão 7, fundos do gol.
Nada de canções enaltecendo facção x ou y, ou palavras de ordens mais relacionadas ao ganguismo que o futebol (para mim, gangue é gangue. Futebol é futebol. Um não tem nada a ver com o outro). Os barras do Inter seguem um estilo adaptado das tribunas latinas. Sem mensalidades que não sejam a de associados de seu clube, nem cânticos que louvem a si mesmos. Creio que por isso as vozes sejam multiplicadas pelas bocas de gente que sequer gosta de torcidas organizadas.
Usam como farda os uniformes de seu clube e apenas deixam de enaltecer o mesmo nas cantorias quando cantam sobre cachaça, cerveja e churrasco. O máximo que chegam é clamar pela resistência de seu povo, contra a elitização das bancadas. Para tal, a forma apropriada é um de seus principais estandartes: uma bandeira que mistura os símbolos de Internacional com foice e martelo, emblemas comunistas.
Parada Chegamos na região metropolitana da capital paulista pela manhã de domingo. Ainda estava embriagado e não recordo ao certo que horas era, embora tenha acordado no momento da chegada do ônibus em um restaurante na beira da estrada. Eu e mais boa parte do bonde. Pelo visto, era hora de levantar e variar o cardápio na bebida. Das cachaças com refrigerante ou picolé, passamos à cerveja – que havia se esgotado algum tempo depois da minha chegada no ônibus.
No restaurante, o papo seguia a rotina. Algumas vezes sobre as garçonetes, outras sobre novos tipos de álcool e por fim, não poderia ser outro assunto: Nilmar, D´Alessandro e Taison rumo ao tetra campeonato nacional do Inter – sem perder o requinte de citar quem consideram guerreiros do passado, em especial Falcão e Tesourinha. “O Corinthians é marketing da Globo. São Paulo e Cruzeiro irão pipocar” discursavam, ignorando completamente a presença do Grêmio, que faz boa campanha na Libertadores. A retórica apenas mudava no momento em que se pedia para as garçonete: “Tchê, como é que tu não tens Polar?”.
Apesar do sentimento de torcedor jamais prever a derrota, o próprio técnico do Santos, Vagner Mancini, em entrevista ao site Globo.com, dispensou algum tempo que poderia ser usado para falar do também favoritismo de seu time para prever um título a mais na galeria dos gaúchos. Assim sendo, a pretensão dos colorados ao seguir para São Paulo é maior que a de apoiar seu clube nas arquibancadas. Precisam ir, pois querem fazer parte da história daquele que pode ser o mais glorioso campeonato a ser comemorado nas margens do Guaíba. Para mostrar os colegas e conhecidos colorados que não fugiram da peleia.
Mesmo no momento em que a Polícia Militar tentava barrar a entrada daqueles que estavam com copos de cachaça em mãos. “Bebum não entra”, disse um dos fardados, que apenas mudou de idéia ao ver que se um não entrasse, ninguém entraria. Afinal, em estádio que a venda de cerveja é proibida, o esquema é entrar louco.
Jogo Dentro de campo o Inter foi melhor. Uns 500 colorados, até mais, acompanharam da bancada visitante o domínio do seu clube. O trio de frente colorado foi o que condenou o Corinthians perdedor. Sem Ronaldo, faltou muito para que os donos da casa levassem ao menos um ponto. Talvez por isso uns 50 corintianos preferiam xingar a gauchada a ver seu clube em campo.
Enquanto os donos da casa alegavam estar jogando com o time reserva, a resposta dos visitantes era dizer que no Corinthians o único titular absoluto tem formas arredondadas. No entanto, se estivesse em campo, nem mesmo ele poderia ofuscar o brilho de Nilmar, que após milimétrico lançamento do argentino D´Alessandro, driblou toda zaga alvinegra para entrar na história do estádio ao assinalar para o Inter.
Deixou os populares em festa, em gritos que certamente foram abafados pelos microfones da Globo, mostrando a todo país que a torcida do Corinthians tem, sim, seus aliados. É o de menos.
A banda enlouqueceu para encarar outras 22 horas de viagem na volta ao lar. Nem mesmo frio proporcionado pelos dois ou três vidros quebrados desanimou a esses torcedores, que pensavam exclusivamente no que falar aos seus patrões ou familiares...já que a chegada em Porto Alegre ocorreu apenas pelas três da tarde. Muitos perderam o dia de trabalho no sábado, outros trocaram horários com amigos e na segunda cada um deu seus pulos, fora da arquibancada, agora para não perder casa e emprego. Faz parte da festa.
Fluminense apresentou novos uniformes nesta segunda-feira. Detalhe para o número 2, com duas faixas diagonais.
Eis, então, algumas perguntas que surgem.
O Vasco foi o primeiro clube brasileiro a usar faixas diagonais? Os torcedores cruz-maltinos farão piadas sobre a 'cópia'? É verdade que o Vasco adotou esta faixa quando foi treinado por um argentino, que queria homenagear o River Plate? Esse uso dos millonarios tem a ver com o caminho diagonal que os europeus fizeram para chegar ao centro do mundo (Buenos Aires)?
O Peru copiou quem?
A Ponte Preta usava antes do Vasco? E o uso do uniforme alvinegro listrado verticalmente no primeiro título de sua história este ano pode fazer com que os torcedores pensem que a faixa diagonal dá azar? Eu fui influenciado pelo bom momento ponte-pretano ou pelo poder paulista quando ao final da década de 70 eu achava que time preto e branco com faixa diagonal era a Ponte e não o Vasco?
Será que um post com tantas perguntas atrairá bons comentários?
A praga pessimista que persegue o Jones Rossi e lhe inspira a escrever posts quase semanais sobre o fim do futebol me infectou. Antes fosse uma gripe – de qualquer tipo – para poder ficar em casa descansando. Deviam inventar essas máscaras pra gente se proteger das más notícias em relação ao futebol. Aí vão as da última semana, e por favor notem que todas são provocadas por quem não está dentro das quatro linhas:
Conmebol constipada e a diretoria do SPFC aproveitando, seguindo o exemplo geral do mundo mundial Ok, o A(H1N1) foi uma lástima, pegou o México de surpresa e o pânico desmedido se espalhou pelo mundo todo. Tudo bem não querer sujeitar os jogadores brasileiros e uruguaios ao risco de jogar uma partida ao ar livre em um ambiente aglomerado (a única recomendação dos médicos, aliás, é evitar as multidões, a máscara não serve para nada). Agora, é um grande sinal de fracasso da entidade ser incapaz de encontrar um outro estádio no continente inteiro para hospedar essas duas partidas.
Ficam dizendo que o tema não tem nada a ver com futebol e é verdade. Mas usam esse argumento como maneira de fugir da responsabilidade. Deveriam ter vergonha na cara. As diretorias dos clubes mexicanos também não querem ajudar. Antes já estavam resignadas a jogar fora do país, mas a idéia de fazer apenas um jogo desagradou e eles agora querem ou México ou nada. Se o próprio governo mexicano, que está lidando muito bem com o surto epidêmico, fechou estádios, restaurantes e escolas, não há motivo para essa atitude radical, até porque os jogadores de fora do México não devem ser obrigados a jogar no país morrendo de medo. Entendo que o medo é um tanto exagerado, mas enfim, com a saúde não se brinca.
A diretoria do São Paulo não sei bem o que anda fazendo. Achei muito razoável o jogo ser no Couto Pereira (depois que outros países fecharam suas portas). Na minha opinião, o São Paulo deveria ter ido atrás de conseguir um estádio para o jogo de ida. Jogar as duas no Morumbi, ou fazer apenas um jogo em casa, para mim, é tirar proveito de que o outro time está em situação delicada. Aproveitar que a Conmebol está dando um nó nas pernas e se classificar para a próxima fase sem nem pisar no campo é pura sacanagem. Vocês podem dizer que todos os clubes reagiriam igual e é bem verdade, pois cada um só se importa consigo, e um clube nunca consegue fazer pressão suficiente sobre uma entidade com infra-estrutura e ego inchados.
Exemplo: a maldita taça de bolinhas, que todos os clubes diziam que deveria ser do Flamengo, aí todos passaram anos sem pensar nisso e, na hora que o assunto voltou à tona, cada um foi cuidar do seu umbigo. Agora que São Paulo já tem quatro casos de gripe, quero ver se ela se espalha sem controle, começa a matar quem já tinha outros problemas respiratórios, espalha pânico. O que dirá o Tricolor se chega uma semi-final contra o Boca (nem vi a tabela, não sei se há chance) e a Conmebol diz que vai ser jogo único na Bombonera? Atchim?
Série D Vide o post do Daniel imediatamente abaixo. Se a gente considera (com razão) que o Avaí é um time pequeno, imagina se alguém vai ligar pro que acontece com o Macaé... O Brasil é a Veneza do futebol, vai submergindo de pouco em pouco até desaparecer por completo.
Quando torcer demais pode voltar como um bumerangue na testa Aconteceu nessa semana na Alemanha, quando faltavam sete minutos pra acabar a partida contra o Werder Bremen e o Hamburguer garantia, em casa, sua vaga na semi-final da Copa da Uefa. Uma bola ia perdida na linha de fundo e o zagueiro do Hamburguer foi salvar do escanteio e mandá-la pro goleiro começar a jogada. Quando ele foi chutar, a bola “tropeçou” numa bola de papel, o jogador furou o chute e lá foi a pelota pra escanteio. O futuro imeditado você já adivinhou né? O Werder Bremen cruzou, marcou e se classificou para a final.
Podia ter sido uma poça d’água, o vento ou qualquer outro fenômeno natural. Mas não, foi a beleza da mão humana. A bola de papel, pelo que dizem, fazia parte de uma grande coreografia dos torcedores do Hamburguer para a partida. O time já havia ganhado de um a zero no jogo de ida e começaram o de volta com um pé na final. A gente acha que aquele monte de papel higiênico que os latino-americanos despejam no campo do adversário (que no segundo tempo vira o campo do anfitrião), mas pelo visto nem é preciso tanto para mudar o destino da bola.
Aparentemente a Série D acaba de perder um pouco a graça. Pelo menos para mim, que sou da zona oeste carioca. Havia rumores de que o Bangu desistiria de sua vaga conquistada em campo com a sexta colocação no Campeonato Carioca. Não vi nenhuma notícia dando conta da oficialização disso, entretanto, a CBF divulgou no dia 6 a tabela e o regulamento da Série D e o Bangu não está lá. Em seu lugar, entrou a Friburguense, sétima colocada no Estadual. Os outros representantes do estado são o Macaé, quinto colocado no Estadual e o Madureira, terceiro colocado da Copa Rio 2008 (herdou a vaga na Série D do vice-campeão Americano, que por sua vez herdou a vaga na Copa do Brasil 2009 do campeão Nova Iguaçu, que desistiu. A FFERJ recusou o acúmulo).
Outro comentário pertinente é que o regulamento esdrúxulo lembra esquisitices de velhos Campeonatos Cariocas, Libertadores dos anos 80, Brasileirões dos anos 90 e Paranaenses de todos os tempos. Conta com uma incrível fase de mata-mata com 10 clubes, dos quais 8 avançam. Aos fatos:
Primeira fase: Os 40 clubes divididos em 10 quadrangulares. Jogos em turno e returno. Os dois primeiros de cada quadrangular avançam.
Segunda fase: Mata-mata com os 20 clubes classificados. Jogos de ida e volta. Os vencedores das chaves avançam.
Terceira fase: Mata-mata com os 10 clubes classificados. Jogos de ida e volta. Avançam os vencedores de chave mais os três melhores perdedores.
Quarta fase: Os 8 classificados divididos em dois quadrangulares. Os dois primeiros de cada quadrangular avançam.
Semi-finais: Mata-mata com os 4 classificados. Jogos de ida e volta. Avançam os vencedores de chave.
Final: Jogos de ida e volta entre os 2 classificados. O vencedor é campeão.
Os quatro semifinalistas são promovidos à Série C.
A imprensa esportiva consegue muitas vezes ser pior que as torcidas organizadas. Ontem eu escutei no rádio um repórter jogando um jogador corintiano sem pudor algum contra o Rafael Moura. Provocando mesmo. Não é jornalismo nem aqui nem na China. E isso se repete o tempo todo. Por que aguentar isso? Na minha modesta opinião, um cara desses tinha que apanhar de reio na bunda. Acho que ele vai preferir o boicote, como este que estão tentando fazer em Minas.
Acho muito simples acabar com essa mania da torcida ver pelo em ovo. Fazer boas matérias, fundamentadas, sem forçar a barra e sem sensacionalismo. Há quem consiga fazer isso. O Lance não consegue. As rádios não conseguem. Vai ver quem trabalha neste lugares. Um monte de piá de prédio. Nas rádios, velhos safados.
Enquanto no jornalismo científico, econômico e cultural as pessoas se especializam, fazem cursos, o que fazem os jornalistas esportivos? Nem ler os fdps leem. Então, o torcedor, vendo que o nível está rasteiro, se acha no direito de questionar tanto a má quanto a boa imprensa. Para eles não tem diferença. Então, em vez de defender a mídia, seria mais salutar ser menos corporativista e dar nome aos bois.
Quando o Atlético fechou o CT à imprensa, não foi por causa da Gazeta, imagino eu. E sim por causa dos sanguessugas que até dinheiro pediam aos jogadores. Por que não denunciar esses caras?
Aliás, o Furacão.com teve uma reação exemplar à hedionda capa da Tribuna. Deixou o histerismo de lado e perguntou a jornalistas de todo o Brasil o que achavam da capa. Ficou feio para a Tribuna. Quase todos condenaram. Quando pegaram leve, disseram que no mínimo era de mau gosto. A imprensa tem como papel analisar a si mesma. Não é costume no Brasil. Mas deveria começar a ser.
Em 2004, neste mesmo blog, após uma derrota do Atlético por 1 a 0 para o São Paulo no Morumbi, disse que aquele time tinha cara de campeão. Foi por pouco. Chegamos em segundo. Pois digo que, após os dois confrontos contra o Corinthians pela Copa do Brasil, que vamos chegar à Libertadores.
Este time é bastante jovem. O mais velho do time titular, Galato, tem 26 anos. Tem boas promessas como Wallyson e Raul, que em pouco tempo de carreira já enfrentaram jogos muito duros e decisivos. Raul já jogou duas vezes contra o Corinthians em um Pacaembu lotado - pela Copa do Brasil e pela final da Copa SP de Futebol Júnior. É o tipo de coisa que une um grupo e molda o caráter do jogador, dando cancha para voos mais altos.
Geninho parece ter finalmente dominado o time taticamente, a ponto de mudar o time várias vezes dentro da partida sem perder consistência. Ontem, contra o Corinthians, o time foi muito bem. Teve um pênalti não marcado - confirmado pelo imparcial Humberto Peron, que trabalha aqui ao meu lado na Editora Globo - e duas grande chances desperdiçadas por Wallyson. Parreira foi crucificado, mas estava certo quando disse que o gol é um detalhe. É o detalhe mais importante, mas que raramente nasce do acaso. É preciso muito trabalho para produzir as chances de gol que o Atlético produziu ontem no Pacaembu.
É claro, perdemos pela falta de gols. Já o Corinthians está demonstrando uma eficiência absurda, graças a Ronaldo e ao esquema de Mano Menezes. Aproveita quase 100% das poucas chances que tem no jogo. Foi assim contra o Santos na Vila Belmiro e contra o Atlético nos dois jogos da Copa do Brasil. Lembra bastante o São Paulo do Muricy, porém mais rápido e com mais alternativas.
Voltando ao Atlético, perdeu por não ter um Ronaldo. Mas Wallyson, Raul e companhia aprenderam a lição. O Atlético vem forte. E acho que voltará a ter o fator Arena a seu favor. Domingo, contra o Vitória, vamos ver se estou certo.
Aos contrários de alguns (muitos?), eu gosto dos campeonatos regionais. Foi através deles que as grandes rivalidades nasceram e cresceram. E, se hoje temos grandes clubes no Brasil é, também, devido às conquistas regionais que fortaleceram os clubes e ajudaram a formar as equipes que fariam história no cenário nacional.
Isso significa que os campeões regionais são candidatos a um título brasileiro? Curiosamente, neste ano sim. Três times vistos como favoritos à Copa do Brasil e ao Brasileirão levantaram a taça nos últimos dias. Sem dúvida, vem aí um Campeonato Brasileiro como há muito não se via.
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Campeonato Gaúcho Inter 2x1 Grêmio Inter 8x1 Caxias
No Gauchão, a bem da verdade, não houve final. A disputa foi dividida em duas taças, Fernando Carvalho e Fábio Koff, representando os dois turnos. E o Internacional foi imensamente superior, em todos os sentidos. A primeira taça foi conquistada com mais uma vitória sobre o tradicional rival. A segunda, com um antológico placar de 8 a 1. Com melhor campanha, melhor ataque, melhor defesa e artilheiro do campeonato, o Colorado levou o estadual e começou vitorioso o ano do seu Centenário.
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Campeonato Paulista Santos 1x3 Corinthians Corinthians 1x1 Santos
Depois de uma temporada na Segunda Divisão, o Corinthians fez um Paulistão louvável. Enfrentou todos os grandes de São Paulo e venceu-os com autoridade. Na primeira final, na Vila Belmiro, com uma atuação fantástica de Ronaldo que, em dois lances, decidiu o campeonato. Invicto e com um dos maiores atacantes do mundo, o Timão ressurge como um dos grandes times do Brasil, no momento.
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Campeonato Carioca Botafogo 2x2 Flamengo Flamengo (4) 2x2 (2) Botafogo
A disputa regional mais equilibrada não poderia terminar de outra forma que não nos pênaltis. Na primeira partida, Maicossuel foi decisivo nos dois gols botafoguenses. Na segunda, Kléberson fez ambos os gols flamenguistas. Mas o nome da decisão carioca acabou sendo o goleiro Bruno que, depois de defender uma penalidade máxima no tempo regulamentar, deu o tricampeonato carioca ao Flamengo com duas defesas na disputa dos pênaltis. Mantida a base do time campeão e com o acréscimo de Adriano, que trocou Milão pelo Rio de Janeiro, o Fla chega ao Brasileirão muito forte.
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Campeonato Mineiro Cruzeiro 5x0 Atlético Atlético 1x1 Cruzeiro
O elástico placar de 5 a 0 praticamente decidiu o campeonato a favor do Cruzeiro já na primeira partida. Com jogadores como Kléber, ex-Palmeiras, além de Vágner e Ramirez, entre outros, a Raposa manteve a base forte do ano passado e vai para o Campeonato Brasileiro como um dos candidatos ao título. Assim como em 2008, diga-se de passagem.
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Além desses, Sport (PE), invicto, além de Avaí (SC), Atlético (PR), Goiás (GO) e Vitória (BA) venceram suas disputas regionais e festejaram junto às suas torcidas.
Se vão fazer um bom papel no Brasileirão não se sabe, é provável que não, mas isso de forma alguma diminui suas conquistas em âmbito regional. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. E a festa nas arquibancadas pelo Brasil só demonstra o quanto o torcedor valoriza os campeonatos estaduais.
Meia-noite de sábado. Parece até dia de jogo. Mais de mil atleticanos já se concentram em frente à sede da Torcida Organizada Os Fanáticos para embarcar rumo a São Caetano, onde o Atlético faz a final do Campeonato Brasileiro com a equipe local. Gritos de guerra surgem a cada cinco minutos nas rodinhas embaladas por cerveja e pelos famosos tubões, mistura de coca- cola ou outro refrigerante com cachaça ou vodca. Surgem as primeiras previsões, otimistas, é lógico.
É uma hora da manhã quando o pessoal começa a entrar nos ônibus. São mais de trinta que partem pela Rua Brasílio Itiberê Cabeças na janela, socos na lataria pra marcar o ritmo e bandeira ao vento. Começa a caravana dos atleticanos rumo ao campo adversário. Um torcedor com o rosto pintado de rubro-negro grita com um coxa-branca que só ele vê : “Voltamos domingo, com a faixa no peito.”
O rival, aliás, parece estar em todos os lugares. Pode estar ali na esquina pronto para arremessar pedras contra o ônibus ou mais adiante, pensando em algum jeito de furar os pneus. O hino pinkfloydiano é logo entoado como um mecanismo de defesa.
Mas ninguém atira pedras e nem fura os pneus. O que começa a bater é o cansaço. Os atleticanos se acalmam. Ajeitam-se nas poltronas e , de gole em gole, surgem histórias do passado. Passado nem tão distante assim. Em vez de Jackson e Cireno, Pateta e Pirata. Ratinho, Moreno, Fião e João Carlos Cavalo. Pequenos carrascos de uma época de heróicas vitórias contra Umuarama, Iraty e Matsubara em um Pinheirão sujo, frio e molhado. Ou das mais recentes desilusões. Jogos em que o Atlético Mineiro, Botafogo e Corinthians acabaram com o sonho, que estava ali tão próximo de ser conquistado. O sonho de conquistar um campeonato nacional, de ser reconhecido como o maior do Brasil, o melhor do Brasil. Os atleticanos adormecem e sonham com a conquista que pode, dali a doze horas,tornar-se realidade.
Primeira revista
Às 8h da manhã os ônibus param na estrada, próximos a um posto de gasolina. A PM paulista revista um a um. São mais de três horas parados. Tempo de mais tubões serem consumidos. A caravana prossegue e é quase meio-dia quando a caravana entra em São Paulo, escoltada por batedores da Polícia Militar. Os atleticanos novamente se espremem na janela, querendo mostrar para a maior cidade do Brasil que o maior time brasileiro é o deles, é o Atlético . A recepção não é das melhores e os paulistanos mostram camisas do Corinthians, São Paulo, Palmeiras e, de vez em quando, do São Caetano. No alto de um prédio aparece uma bandeira atleticana.
Começa a chuva e os ônibus chegam em São Caetano. Alguns torcedores em bares beijam a camisa, alguma do Azulão e tantas outras dos times da capital paulista. Nem parece que a cidade tem seu time na final do Campeonato Brasileiro. O clima é de festa sim. De alegria. Mas nada lembra a angústia e a tensão que tomaram conta de Curitiba no domingo anterior. Parece que São Caetano vai receber um rodeio, um show country ou algo assim.
Os Fanáticos desembarcam e faltando duas horas para o início da partida já ocupam seu lugar. Sabendo do poderio da torcida rubro-negra, a diretoria do São Caetano coloca duas caixas de som direcionadas em frente aos atleticanos. O hino do time é repetido exaustivamente. Cansados, famintos e debaixo de chuva os atleticanos silenciam. Alguns rezam, pedem proteção para o time. Geninho entra em campo e sua presença anima a torcida.
Quase uma hora depois as duas torcidas entram em campo. Festa dos dois lados. O jogo começa e já tem gente chorando. Alguns fazem o sinal da cruz. E aí que começa a diferença. A torcida do São Caetano se senta. A do Atlético canta como se estivesse na Baixada. Os torcedores do Azulão olham meio assustados aqueles 2.400 torcedores segurando faixas vermelha e pretas, cantando refrões em um portunhol alucinado.
A corrente
Acaba o primeiro tempo e alguém ouve no rádio que mais de 10 mil pessoas se acotovelam em frente a um telão na Praça do Atlético. “O pensamento positivo deles ajuda”, diz um torcedor de terço nas mãos.
De quando em quando alguém grita: “Só 45 minutos. Só 45.” O time volta e o jogo recomeça. O São Caetano pouco cria, mas ninguém se arrisca a comemorar por antecipação. O clima de indefinição remete aqueles tantos “quase” que a torcida já viveu. 20 minutos do segundo tempo. Fabiano recebe a bola e avança pela esquerda. O cara do terço na mão canta a jogada: “Chuta Fabiano. O campo está molhado.” O lateral obedece. O goleiro do São Caetano solta a bola no pé de Alex Mineiro, que só empurra. O que se vê na seqüência é um misto de alegria, paixão, alívio e loucura. Uma somatória de sentimentos que só o futebol e, nesse caso, só o Atlético é capaz de criar.
A torcida acompanha o restante do jogo apreensiva. Não por medo do time azul que parece perdido em campo, mas pelas tantas vezes que o Rubro-Negro perdeu para ele mesmo, para seus próprios defeitos. O Atlético troca passes e a torcida do São Caetano fica meio sem entender como aqueles 2.400 torcedores podem cantar tão alto.
Os vinte e cinco minutos finais parecem repassar os 78 anos da história do Atlético. O juiz apita. Tem gente caindo das arquibancadas, chorando, agradecendo aos céus e ligando para o pai. Os jogadores sobem pelo alambrado.Gustavo chega ao topo e grita com a torcida, repetindo o gesto que Oséas imortalizou na antiga Baixada em uma vitória contra o Coritiba aos 47 minutos do segundo tempo.
Em êxtase, os Fanáticos embarcam nos ônibus. A torcida do São Caetano aplaude, cumprimenta e tira foto dos rubro-negros pendurados na janela. Alguém puxa um coro de “São Caetano eu te amo”.
Os atleticanos vão embora com a certeza de que a cidade virou um pouco rubro-negra também. Os aplausos de São Caetano dão lugar às pedradas em São Paulo. Não importa. Nada importa. Nem o ônibus que quebra e faz os torcedores perderem o discurso de seus heróis na Baixada. Os Rubro-Negros desembarcam e rumam para a casa sabendo que as histórias dos Patetas e dos Piratas e as histórias dos “quase” são só histórias. São só passado. O presente é do Atlético. O campeão brasileiro de 2001.
O repórter Guilherme Voitch viajou em um dos 30 ônibus da torcida atleticana.
*Originalmente publicado na Tribuna do Paraná em 27-12-2001