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De Primeira: Futebol, Futebol e Futebol

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Foto ilustrativa

Fev 26

Círculo de História Atleticana

por Alessandro Manoel01h24

Para ajudar a resgatar e debater o passado do Atlético Paranaense, a torcedora Milene Szaikowski teve a ideia de promover encontros periódicos com torcedores rubro-negros. Chamado de Círculo de História Atleticana, já vai para a quinta edição e os melhores momentos das quatro primeiras reuniões estão relatados no blog http://circuloatleticano.wordpress.com. Para quem quiser saber mais sobre o Furacão, vale a pena a visita para achar posts como este:

O Coronel
Os torcedores mais novos talvez não saibam, mas o grito mais marcante da torcida atleticana, foi criado por um torcedor conhecido como Coronel. Ele era um guardador de carro que sempre estava nos jogos do Atlético na Baixada e tornou-se um personagem folclórico das arquibancadas.Em 1988, num dos jogos da final contra o Pinheiros, no Pinheirão, ele pela primeira vez puxou o grito:

A-TLÉ-TICOOOOOOOOOOOO

Começava gritando baixinho e pausadamente, até que aquele grito ia crescendo e se tornava forte. A torcida entrou na onda e o grito pegou. Neste primeiro jogo, foi meia hora pelo menos, gritando A-TLÉ-TICOOOOO sem parar.

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EsportesFutebolFutebol ParanaenseHumorMemóriaAtlético

Fev 23

O clássico aborrecente

por Felipe Lessa02h13

A expectativa do carnaval acabou com qualquer clima no clássico Atlético x Paraná, na Arena da Baixada. E o jogo foi um resumo do estereótipo carnavalesco curitibano. Ou seja, sem maiores expectativas, triste, melancólico e chato.

Os 2 a 1 pouco foram comemorados pelos cerca de 14 mil atleticanos presentes na moderna cancha do Rebouças. Pouco reclamado pelos paranistas que, apesar de saber que se fossem 55 minutos de jogo seu time poderia empatar, estavam cientes da grande probabilidade de uma derrota em território vizinho.

Nem mesmo aqueles que foram ao jogo fantasiados com trajes de organizadas se importaram ao ter que ficar de fora do samba, por imposição da Polícia Militar. Nos terminais, apenas registros de pequenas brigas isoladas. Sem maior repercussão.

Bom. Não vou tomar mais tempo de vocês com isso aqui. O que precisava ser dito, foi dito. Atlético x Paraná não passou de um clássico aborrecente.

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Futebol ParanaenseAtlético

BMW ou Fusca? Retratos do sono

por Felipe Lessa01h44

Não ganhar no Estádio do Café é um triunfo para o Londrina. Os adversários sabem que podem chamar o templo da agonia alviceleste de casa, um lugar zen onde se pode meditar diante da frieza e tranquilidade. Já para o tubarão, (em especial seus torcedores que infelizmente não sabem jogar, nem dirigir um time de futebol) o estádio é uma parceira frígida, fria e sonolenta. Praticamente uma morfética assexuada.

E o vazio dos poucos adeptos que insistem que devem torcer pelo clube da cidade nortista já virou angustiante. Antes, ainda sobrava espaço e tempo para espernear, xingar ou reclamar. Hoje, não existe mais isso. Todos se conformaram.

O presidente e seus amiguinhos já não precisam mais ficar com aquelas explicações repetitivas do tipo: “Se você tem um Fusca e uma BMW, vai querer andar em qual?”

Porém, o LEC não tem moeda para colocar gasolina na sucateada BMW da prefeitura. Quanto mais para manter Seus reparos. Quem, graças ao Londrina, pode andar de BMW não é o time de futebol. Até mesmo para arrumar o fuscão alviceleste foi preciso de grana da torcida, que mobilizou empresários e bancou a reforma do Estádio Vitorino Gonçalves Dias.

Em vão, já que a Polícia Militar vetou a cancha pela presença de alguns entulhos que, segundo os torcedores, ainda estavam sendo retirados. A PM foi irredutível em uma possível negociação. Talvez por má vontade. Ou então, o que não seria surpreendente, pela falta de credibilidade do LEC. O único presente ganho pelos torcedores desde 93, graças aos presidentes dos últimos 20 anos.

Se você acredita em uma visão do inferno, mas imagina que nada pode fazer e se acostumou com isso, tenho certeza: deve ser torcedor do Tubarão. Viu seu time perder em casa para o Nacional de Rolândia por 3 a 0. Não chora, nem comemora qualquer resultado deste narcotizado clube de futebol. Apenas se acostumou a viver aborrecido.

Torcer sem emoção virou rotina nas redondezas da Avenida Henrique Mansano. Acabou a vergonha. Acabou a piedade dos dirigentes com os torcedores. Por isso, também acabou o interesse da cidade pelo time de futebol. Assim sendo, o estádio que foi construído para vibrar de casa cheia o tubarão na primeira divisão do nacional em 77, agora está sendo utilizado para aborrecer os adeptos que já não choram, nem protestam mais, na esvaziada casa dos adversários.

O jogo
Pouco se tem para falar sobre a vitória do Nacional em Londrina. Meio de campo e zaga simplesmente dormiram. A zaga permitiu que dois jogadores do NAC ficassem batendo papo e sambando sozinhos na pequena área londrinense. Sofrer o gol de Geandro, aos 40 do primeiro tempo, foi uma questão de honra.

Para o segundo (Leandro, aos 40 do segundo tempo) e o terceiro gol (Paulinho, aos 46), não há muito o que se dizer. O número de testemunhas pagantes foi 2.019.

Retrospecto Café x VGD
*Por Auber Silva

2007 - Campeonato Paranaense e Copa Paraná – VGD
Pontos conquistados: 41/60. 68% de aproveitamento.

20 jogos
11 vitórias
8 empates
1 derrota

2008 - Campeonato Paranaense e Copa Paraná – CaféPontos conquistados: 26/45. 57% de aproveitamento.

15 jogos
7 vitórias
5 empates
3 derrotas

Transparência?
Torcedores do Londrina reclamam que a promessa de transparência não está sendo cumprida. Não sabem quanto se paga por patrocínio, a lista de jogadores está desatualizada e os assuntos do clube continuam sendo exclusividade dos proprietários.

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Futebol ParanaenseEstádios

Fev 18

País do faz de conta

por Equipe De Primeira01h40

Por Juarez Villela Filho*

Não sei se ele foi o precursor, mas com certeza foi o responsável em popularizar esse adágio. Foi Vampeta que explicou que no Flamengo, ele fingia que jogava e eles fingiam que pagavam, em alusão aos eternos atrasos nos vencimentos do rubro-negro carioca contrapondo-se ao seu baixo rendimento em campo. Mal sabia ele que (infelizmente) essa é uma realidade cotidiana no nosso Brasil.

O país do faz de conta.

A gente faz de conta que é contra alguns ilícitos, mas corre comprar cd e DVD pirata quando nos oferecem. A classe média faz bico, promove passeatas e entoa cânticos pela paz quando um dos seus é assassinado num assalto a mão armada, mas é a que mais consome as drogas vendidas por aqueles mesmos bandidos, sustentando essa rede criminosa como bem retratado no longa metragem Tropa de Elite.

O que vale é a lei do mais fácil.

É mais fácil fiscalizar se há o uso da máquina governamental, se as obras estão dentro de seus prazos para serem entregues ou se os mandatários do poder só o fazem às vésperas das eleições ou proibir a reeleição, caso seja essa a soberana vontade popular? Vamos lá, fazemos de conta que não pode, só uma reeleição e segue a vida.

É mais fácil fiscalizar, combater o vandalismo, a depredação ao patrimônio não só público como o alheio ou dar uma satisfação, ainda que sem pé nem cabeça para a violência extrema nas grandes cidades em dia de clássicos? Por que ocorrem brigas com mais de 100 pessoas e a PM não consegue prender um marginal sequer? Mais fácil é proibir todo mundo, todo mundo mesmo de beber durante uma partida de futebol.

Sim, porque beber antes, consumir de ambulantes que não dão garantia da procedência da bebida, vez ou outra não vendem seus produtos com a higiene adequada, não pagam impostos, pode! Não pode é pagar para quem paga aluguel para estar dentro do estádio, paga impostos, gera emprego e renda. Isso não é permitido.

A resolução (que não tem força de lei) coloca eu, você, seu amigo ali trabalhador, no mesmo balaio de marginais, de arruaceiros. Sim, respondemos solidariamente com gente que por vezes sequer vai aos estádios, que dá tiros a dezenas de quilômetros de um campo de futebol horas antes da partida. Somos nós, eu, você e os bandidos que se escondem por traz de camisas de times ou de torcidas organizadas que ficamos juntos sem poder beber durante os 90 minutos de uma partida!! Beber antes pode, beber depois e, por causa da bebida ou não, quebrar tudo depois pode!

Vamos seguindo nesse país onde uns podem tudo, outros são convidados a não poder nada. Uma hora é não poder pegar ônibus com a camisa do time, outra hora não pode ir em clássico com camisa da organizada, outra hora não se pode mais beber no estádio. Daqui a pouco vão proibir até mesmo o direito de reclamar das arbitrariedades por eles cometidas. Culpem-se os culpados, não toda a coletividade.

*Colunista do portal Furacão.com

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FutebolFutebol Paulista

Fev 13

15 pontos de vista sobre o Corinthians Paulista dos paranaenses Malucelli

por Felipe Lessa19h39

A parceria que tornou o J. Malucelli em Corinthians Paranaense causou polêmica no Paraná. Uns contra, outros a favor. Alguns pouco se importando. Diversos setores da sociedade se mobilizaram e participaram do acordo. De forma direta ou indireta. Levando em consideração o material publicado na imprensa sobre o assunto, além de comentários dos torcedores por aí, segue a profecia. O De Primeira preparou os 15 pontos de vista mais comentados por aí sobre o Corinthians dos Malucelli.

1 - Torcedores do trio-de-ferro:
Trata-se de uma modalidade de curitibanos que classificam Joel Malucelli como traidor. Talvez até maior do que Judas, o responsável pela morte de Jesus Cristo. Como bons curitibanos, paranaenses e bairristas que são, rejeitam tudo aquilo que vêm de fora. Em especial de São Paulo. Acreditam que o Paraná não é mais a 5ª comarca e clamam por independência. Sonham com seus times acima de todos. Sonham com o dia que verão Milan, Real Madrid e Manchester United negociando diretamente com Atlético, Coritiba e Paraná.

2 - Torcedores do Londrina e Grêmio de Maringá:
Carregam no peito o orgulho de torcer pelos dois clubes mais tradicionais do Paraná, fora do eixo-curitibano. Estão putos da cara por saber que deve ser inaugurada uma loja em Londrina e também pelas notícias da possibilidade de jogos em Maringá. Mais que isso. Sabem que dentro dos próprios territórios seus clubes perderam toda a credibilidade com a população local e temem que o Corinthians Paulista dos Paranaenses seja o futuro do futebol no interior do Paraná. Eu, como torcedor do Londrina, creio que seja algo bom. Algo como: “Ou vai ou racha”. Se os diretores não se espertarem e as cidades não se mobilizarem, podem procurar por Palmeiras, São Paulo ou Santos. Será o início do apocalipse do futebol do interior....e olha que não estou falando de Aurélio Almeida. Basta olhar quem está tocando estes dois times e o que já fizeram no passado.

3 - Torcedores de outros times do eixo RJ-SP:
Não estão dando importância ao caso. Muitos nem sabem do que se trata a parceria. Quando interados, acreditam na possibilidade de empresários oportunistas do interior estarem negociando partidas com dirigentes de clubes como Paraná Clube, Barueri, Santo André ou Marília, permitindo assim que o Coritnhians participe do Campeonato Paranaense. Estão confusos, pensativos e de tão difícil que é entender o caso, preferem gorar a volta do fenômeno arredondado aos gramados.

4 - Região oeste do Paraná:
São uma mistura entre os torcedores de outros times do eixo, com uma versão agauchada dos adeptos do trio-de-ferro. Acreditam que o Estádio Olímpico Regional de cascavel é casa da dupla Grenal e jamais deverá receber uma partida de um time paulista. Exceto, contra Inter ou Grêmio, já que no Cascavel, a pretensão é apenas ter um time de futebol na primeira divisão estadual para jogar a nova versão do Clássico da Soja, contra o Toledo. Mas é aí que entra outra questão: a terceira geração do Porco ganhou uma pitada de tricolor paulista, assim sendo, acreditam que seja algo para roubar o predomínio gaúcho na região. “Jamais!”, dizem os radicais de cuia e bombacha. Os farrapos não querem saber de Corinthians em território pampeano e se armam para a peleia.

5 - Grupo empresarial de Malucelli:
Após o fim da parceria com os Trombini, perderam um pouco de munição engatilhada. Perderam público e força em São José dos Pinhais. Migraram para Curitiba, construíram um estádio politicamente correto e mesmo assim não conquistaram adeptos. Atiram para todos os lados, na tentativa de manter um clube de futebol próprio, já que comandam ou tem participação nos principais clubes do Paraná. É a tacada final de alguém que quer se manter na elite do futebol paranaense. E em uma terra sem identidade alguma, nada melhor que aliar-se ao clube de maior torcida no estado e de maior fidelidade em todo Brasil. Inclusive, toda rebeldia da Fiel Curitiba com certeza foi previamente identificada. O grande nicho é o norte do Paraná.

6 - Corinthianos radicais de Curitiba:
São aqueles que não se cansam de dizer que Neto foi melhor que Pelé, que o primeiro fenômeno do futebol foi Tupãzinho e que a Copa de 90 teria outro destino caso Ronaldo jogasse, ao invés de Taffarel. Alguns destes existem em Curitiba. Classificam o Parque São Jorge como um verdadeiro santuário e sonham com o dia em que, sem alterações no projeto atual, poderão ver o timão vencer um mundial de clubes no estádio. Os fiéis curitibanos inclusive, como bons xiitas que são, rejeitam a idéia com medo de que a tradicional viagem anual até Meca, ops...era Rua São Jorge, seja incorporada pela indústria cultural. Pior: organizada pela temida corporação que não torce pelo time, mas que irá se chamar Corinthians Paranaenses. Bom, na verdade, foi a forma que eles conseguiram de aparecer na imprensa e mostrar que são fiéis de verdade.

7 - Corinthianos moderados de Curitiba e do interior:
Aprovam ou pouco se importam com a idéia. Devem comparecer a um jogo ou outro decorrente do desempenho do clube, ou do marketing deste novo Corinthians Paranaense. Também acreditam que é uma forma mais barata de acompanhar seu clube e de ver ele conquistando novos talentos. Não são fiéis, talvez comprem camisas piratas para tirar onda e também não terão suas vidas alteradas pela presença, ou não, do novo clube de futebol. Caso Neto deixe de ser apresentador de televisão e aceite o desafio de treinar o novo clube, a chance de presença nos estádios é maior. Com certeza, ajudarão o Timão Malucelli a ter a maior torcida do interior. Porém, sem votos de fidelidade.

8 - Corinthianos do interior e que odeiam a capital:
São uma espécie comum fora da divisa dos pinheirais. Muitos acompanham, ou já se fizeram presentes, nos jogos de times tradicionais como Londrina, Grêmio de Maringá e Operário de Ponta Grossa, se revoltaram com a corrupção ou falta de organização dentro destes clubes e culpam o trio-de-ferro, além da Federação Paranaense, por tudo isso. Acreditam que seus segundos clubes são constantemente roubados pelos árbitros e que a imprensa da capital manipula informações a favor de Atlético, Coritiba e Paraná Clube. Acreditam que é a hora da revanche e que com apoio da matriz, é a chance do ressurgimento do futebol do interior. São poucos os que irão abraçar a idéia, porém é nestes caras que Joel Malucelli deverá focar toda sua política de recrutamento de fiéis torcedores. Só precisa ser sábio para não criar conflitos com dirigentes da capital ou do interior. E, claro, contratar algum ícone de 90 ou da Democracia Corinthiana para dirigir eternamente o time.

9 - Corinthianos de São Paulo:
Tiram onda. Se na final da Copa São Paulo de Jr´s, eles gritaram das arquibancadas: “Não é mole não. No Paraná só tem put* e c*zão!”...vão ter que inventar uma nova música. Adoram dizer que o Paraná é o quintal deles. Estão pouco se lascando para o Corinthians Paranaense. Vão lembrar dele somente no caso de vitórias contra o Coxa ou Atlético, sem maiores repercussões.

10 - Corinthians Paulista:
Está feliz. Terá sua marca divulgada sem custos, ganhou uma nova escolinha de futebol e ampliará seus planos de domínio do continente. Desta vez, sem ajuda mínima da Globo. Com o fim do famoso “Terrão”, é uma tendência natural do grande clube que é.

11 - Federação Paranaense de Futebol:
Como sempre, ausente. Se ainda vivêssemos nos tempos de Severiano, creio que apenas uma boa recompensa o deixaria calado. Era a oportunidade perfeita para o antigo ditador mostrar sua “paixão” pelo futebol local, repetindo algo similar com o que fez com o Matsubara. Obrigou o verdão algodoeiro a voltar para Cambará, depois de passagem por Londrina. Os de agora não devem fazer nada, mesmo que o clube jogue em campos do interior, tornando-se andarilhos do norte. A realidade é que a FPF dificilmente toma posicionamentos bruscos e radicais contra dirigentes de grande força política. O futebol paranaense já virou um reduto de escolinhas de futebol. Dois casos recentes são da Adap, que já foi de Jacarezinho, Campo Mourão e Maringá, além do Iraty, que mudou suas categorias de base para Londrina. Olhem, amigos, coração de mãe sempre cabe mais um.

12 - Dirigentes dos times do interior:
Infelizmente, no interior os dirigentes não torcem pelos clubes que comandam. Sem exceções, até que se prove o contrário, ser chefe de uma equipe de futebol é uma espécie de trampolim para negócios maiores. Apoiaram Joel Malucelli na presidência da Futpar e agora devem pedir em troca que indique alguns de seus atletas para o Corinthians. Com certeza estarão presentes para fazer lobby em jogos do Corinthinhas Malucelli nas suas cidades. Assim, os clubes do interior que tem conta corrente devem dispensar seus atletas para repassá-los ao jotinha fiel. Os que não tem conta, fazem na mocada. Ninguém vai se importar mesmo. É a chance de conquistar o pote de ouro.

13 - Dirigentes da capital:
Até o momento, omissos. Estiveram presentes na assinatura da parceria. Briga de família, se resolve em casa.

14 – Boleiragem interiorana:
Darão o sangue contra a filial da Rua São Jorge. Da mesma forma como muitos se interessaram em jogar na Portuguesa Londrinense, na ocasião da parceria com o Vasco da Gama, devem focar suas atenções na nova equipe. Trata-se de uma vitrine para jogar no time que grande parte dos boleiros sempre sonhou em jogar. Praticamente todos os jogadores, ou boleiros, de times do interior não torcem e não tem identificação com os clubes que defendem.

15 - Imprensa:
A imprensa nacional (paulista e carioca), falará um pouco, como já está fazendo. Sem se preocupar muito. Na capital paranaense, jornalistas batem o pé e dizem ser contra. Trata-se de opinião quase unânime, pois querem mesmo é o fortalecimento do futebol paranaense, cada vez mais fraco e oprimido. No interior, trata-se de uma questão difícil. Com exceção de alguns jornais independentes e que publicarão sobre o clube se achar conveniente, apenas como curiosidade para o grande número de leitores, espectadores e ouvintes interessados no assunto, o jabá vai correr solto. Se você for analisar, o número de “jornalista” metido a agenciador de futebol no interior não para de crescer. Duvida? Só pesquisar.

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Fev 10

Quem não chora, não mama

por Felipe Lessa23h33

Os times pequenos sempre reclamam, em vão, quando são assaltados pela arbitragem contra times grandes. Isso é válido para o trio de ferro de Curitiba ao disputar o Campeonato Brasileiro. Isso é válido pelos clubes do interior no Campeonato Paranaense.

Porém, quando o juiz erra contra o grande, o resultado não poderia ser outro: BRONCA FORTE! Foi o que ocorreu com o auxiliar de apito da vitória do Londrina contra o Paraná Clube, na Vila Capanema. Em um jogo repleto de erros, dois gols legais dos paranistas foram anulados e uma penalidade inexistente foi marcada contra o clube do interior.

A punição, claro, deveria existir. Porém, não por pressão do clube da capital. Deveria ocorrer pela seriedade do quadro de árbitros da Federação Paranaense de Futebol. Da mesma forma como ocorre quando um jogador pede falta e o juiz interpreta que não foi. Pressionou, toma amarelo.

Afinal, pois aí entra outro problema: o psicológico. É a catimba que deixa claro: Na dúvida, vocês já sabem quem mia. E respeitam quem late e morde. É a catimba de Aurival Correia, presidente do tricolor da vila, na FPF.

E assim, toda vez que um trio de arbitragem se reunir nos corredores de um estádio qualquer, irão pensar duas vezes antes de marcar algo. E se ficar em dúvida....ninguém quer ser mordido.

O Paraná Clube não perdeu. Quem venceu foi o juiz. Não foi o Londrina que defendeu a penalidade e superou os erros da arbitragem. O derrotado dessa história somos todos nós que precisamos dividir tempo entre o gol de placa do Ricardo e a novelinha mexicana protagonizada por choramingões que não assumem perder. Pois sempre que perderem, deverá haver um culpado.

Bônus:
Para fazer justiça com a retórica do final feliz, presente em cada novela, fica de lambuja alguns links sobre a triste trajetória de Cinderela, até seu dia de princesa.

Parte 1, o gol!

http://video.globo.com/Videos/Player/Esportes/0,,GIM962551-7824-O+GOL+DE+PARANA+X+LONDRINA+PELO+CAMPEONATO+PARANAENSE,00.html

Parte 2, o reconhecimento.
http://furandoabola.wordpress.com/2009/02/10/teste/

Parte 3, o dia de princesa.
http://portal.rpc.com.br/gazetadopovo/esportes/conteudo.phtml?tl=1&id=856138&tit=Ricardo-curte-fama-apos-golaco-na-Vila

Parte 4....
www.?????.com.br

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FutebolFutebol ParanaenseArquitetura

Fragmentos desconexos que se encontram no final

por Ana Carolina Moreno20h02

Ando com bloqueio e os posts se acumulam no mínimo duas vezes por semana. Mas vi um vídeo agora que nao sai da minha cabeça.

Nesse sábado estava em Lisboa (nao é nada chique passar 14 horas dentro de um ônibus onde é proibido comer e o assento reclina dos 90 até uns 85 graus do chao) jantando com um torcedor do Sporting (nao é o que vocês estao pensando) que nao curte futebol porque nao vê graça em 22 homens correndo atrás de uma bola. Comi arroz e feijao pela primeira vez em três meses e desde entao me afundei em uma depressao saudosista com direito a inveja do povo alagado na Avenida Pompéia. Ele admitia pra mim que o Sporting é o time dos mauricinhos, enquanto eu desenhava na toalha (de papel) da mesa o esquema 3-5-2 do Muricy, e como ele estava experimentando um 4-4-2 esse ano, e o português dizia "por que diabos eu estou falando sobre futebol?" E depois fui mostrar pra ele o esquema tático do Deportivo La Coruña e ele perguntou "quem era o português que jogou lá?". Como eu nao sabia, enviei um SMS para o meu amigo espanhol dizendo "Pregunta urgente: cual fue el portugués que jugó en el Dépor?" (aí acabou meu crédito e hoje tive que correr atrás de orelhao e orelhao aqui também nao funciona).

No dia seguinte, na parada do ônibus noturno sem banheiro sem travesseirinho sem cobertorzinho (preciso dizer que leito nem deve ter traduçao pro espanhol?), o motorista Miguel viu seu Porto empatar com o Benfica em um a um, e eu torcendo pra dar empate mesmo, porque peguei raiva de time grande e quero que os clássicos se explodam (mas domingo o Tricolor vai ganhar e 10% do Morumbi é justo).

Ontem nem vi o que passou porque viajar 12 horas durante a noite num veículo onde se faz um calor infernal em pleno inverno ibérico (ok, nao é a Finlândia, mas faz frio) é sinônimo de nao dormir. Só me lembro que o catalao sentado ao meu lado estuda História da Arte em Santiago de Compostela e odeia o Barcelona e repetiu três vezes que nao sabia qual era a graça de 22 caras correem atrás de uma bola (Ferran, dejaste tu libro en el autobús, yo lo tengo conmigo, si lo quieres avísame, vale?)

E hoje nao consigo ver o jogo contra a Itália (já acabou?) porque o jornal nao tem banda suficiente pro justin.tv. Mas a Globo me deixou ver o gol do Robinho e eu consegui dar replay umas 10 vezes até que recebi o seguinte aviso: "Os direitos de exibição deste conteúdo restringem sua visualização ao território brasileiro". Sorte que os italianos já colocaram o vídeo no YouTube e eu reproduzo aqui porque era esse o tema do meu post.

É óbvia a graça de ver o Robinho correndo atrás da bola perdida pelo Gaúcho, recuperando a maledetta e fazendo três italianos correndo atrás dela feito baratas tontas. Ou é só comigo?

PS1: Andrade e Pauleta sao dois portugueses que se destacaram no Dépor (Pauleta dá um pouco de raiva nos torcedores porque nao jogou bem lá, mas é um craque). Atualmente, Zé Castro veste a camisa 5.

PS2: Meu amigo do SMS diz que o Robinho é um craque sim, mas que só arrisca jogadas como essa quando o time dele está ganhando, e que isso o deixa "hasta los huevos" (um "me deixa por aqui" que nao requer o sinal da mao atravessando a testa). O Djalminha, por sua vez, arriscava o pescoço mesmo num 0 a 0 e é por isso que 95% dos torcedores do Dépor, quando me conhecem, mencionam o nome dele antes da dupla Bebeto-Mauro Silva (esses dois últimos ganham a preferência de quem gosta dos jogadores comportados). Quem concorda levanta a mao.

PS3: Este é o primeiro post fisicamente interativo da história da Internet! Pegue uma caneta marca-texto e desenhe na sua tela todos os "tils" que estao faltando. Tire uma foto da sua tela e a envie para deprimeira(arroba)gmail.com. O primeiro que enviar a imagem com 100% de acertos ganhará um jantar com Felipe Lessa. Um, dois, três... Valendo!

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FutebolVídeoHumorFutebol Italiano

Fev 06

O poder da palavra e a (de)formação da opinião pública

por Felipe Lessa15h24

Mais uma vez, a Folha de Londrina resolveu dar suas alfinetadas. Agora, não contentes em tirar sarro dos torcedores do Tubarão, almejaram novas (velhas) vítimas: os coxas. É incrível a forma como este veículo se dirige aos torcedores dos clubes locais. Atropelam, dão ré e tentam novamente passar por cima do futebol paranaense.

Falam dos atritos entre paranaenses versus paulistas, porém sempre que podem conseguem um jeito de atacar os clubes da capital. Salve, província. Quem sabe um dia aquela que já tentou ser chamada Folha do Paraná, e hoje se contentou em ser Folha de Londrina, não consegue tomar rumos parecidos com o do J. Malucelli e o Corinthians Paulista.

1 - Segue a crônica:
FONTE: http://www.bonde.com.br/folha/folhad.php?id=2721LINKCHMdt=20090206
Colonizados 1

Integrantes de torcidas organizadas dos times paranaenses adoram falar que só torcem para times daqui e pregam que todo mundo que mora no Paraná só deve torcer para equipes locais. Mas esse protecionismo (tolo, como todo protecionismo) não se reflete nos cantos entoados nos nossos estádios. Na quarta-feira, a torcida do Londrina que acompanhou no Café o empate com o Rio Branco, cantava uma variação daquele famoso corinho da torcida do Botafogo, ''ninguém cala esse nosso amor...'' (que foi ironizado pela galera do Flamengo: ''ninguém cala esse chororô...'').

Colonizados 2

A torcida do Coritiba, então, é reincidente: além do ''sai do chão, sai do chão, a torcida do Verdão'' (grito entoado todo jogo no Maracanã pelos flamenguistas, que obviamente substituem o ''Verdão'' por ''Mengão''), no ano passado utilizou o infame canto ''Uh! Tá maneiro! Keirrison é artilheiro!'', que as torcidas do Rio criaram para homenagear os artilheiros dos seus times no momento.

2 - E agora, a versão original da canção do Londrina. De Portugal, não do Rio de janeiro:

3 - Só para não dizer que tudo aqui é copiado, vamos lembrar de uma canção copiada nacionalmente. Pink Floyd (Atirei um pau nos coxas), cantada em São Paulo, Minas e Rio Grande do Sul, surgiu no início dos anos 90. Existem diversas histórias sobre o tema que hoje é conhecido e cantado por velhos, crianças e até mesmo pessoas nada simpáticas ao futebol.

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FutebolFutebol ParanaenseJornalismoAtléticoCoritiba

Fev 05

Torcedores do Paraná vandalizam na Avenida Marechal Floriano

por Equipe De Primeira20h16

Depois de quatro dias do Atletiba, onde houve intensos confrontos entre torcedores do Atlético Paranaense e Coritiba, um grupo de 60 pessoas, trajando uniformes do Paraná Clube e da Torcida Fúria Independente, foi interceptado pela Guarda Municipal de Curitiba (GM). O caso ocorreu no final da tarde de quinta-feira.

Eles estavam seguindo para o Estádio Durival de Brito assistir o jogo contra o Engenheiro Beltrão, válido pelo Campeonato Paranaense. Depois de um suposto bate-boca com quatro pessoas que ocupavam um veículo Palio de cor preta, os paranistas, em maioria esmagadora, mostraram sua bravura e desceram no tubo Tribunal Regional Eleitoral, na Avenida Marechal Floriano Peixoto.

Realizaram uma grande baderna, mostrando coragem e amor pela sua torcida. O carro foi praticamente destruído. O motorista e os três passageiros sofreram ferimentos leves. No momento da briga, bombas caseiras e pedras foram necessários para atacar os jovens. No decorrer os furiosos gritavam: "Coxas e Atleticanos juntos. Lixo! Seus filhos da puta, aqui é Furia mané". Pessoas que caminhavam pelas redondezas também foram feridas.

Com a chegada das viaturas, foram cerca de 10 minutos de revistas e algumas cacetadas. Porém, os torcedores organizados foram liberados para ir ao estádio, desde que pagassem novamente suas passagens. As cerca de quatro viaturas da GM sumiram, sob justificativa de atender um chamado no Terminal Capão da Imbuia.

Já os donos do carro, ficaram no prejuízo e ainda receberam o seguinte recado: “sumam daqui. Além de terem quebrado seu carro, esses caras vão terminar de quebrar com vocês”.

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Futebol Paranaense

Fev 02

Portuga dixit

por Adriano Brandão08h09

Eu ia escrever um longo post sobre a rematada besteira que é a criação do Corinthians Paulista Paranaense. Mas Diogo Portugal o fez muito melhor. Enjoy:

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Futebol ParanaenseCorinthiansArquitetura

Fev 01

O modo como posts surgem

por Alessandro Manoel15h15

Em Curitiba é bem raro as pessoas saberem de cabeça qual o número das linhas de ônibus que pegam. E o número 666 é o de uma linha chamada Novo Mundo. Talvez seja piada do pessoal da Urbs (empresa municipal curitibana que gerencia o transporte público local) com o número da besta e um mundo novo para apavorar quem acredita nestas coisas. Vai saber.

O ponto é que a gente se acostuma e não repara que algumas coisas podem ser algo engraçado para outros mesmo sendo comuns em nosso mundinho particular. Este assunto já chegou perto de ser abordado em posts sobre a Terceirona do Brasileirão. Em 2008 havia a minha torcida para que Brasil de Pelotas e Holanda-AM. Se acontecesse certamente alguma matéria da Placar iria ligar o confronto entre os dois times e um dos três jogos entre as seleções em copas (1974, 1994 e 1998) Quem seria o Van der Saar amazônico? O Cruyff do Pulmão do Mundo??

Enquanto eu pensava no 666 que passeia em direção ao sul curitibano, lembrei de dois confrontos no campeonato paranaense. Fox do Iguaçu x Iguaçu (de União da Vitória) e Paraná x Paranavaí. Pra paranaenses é comum. Será que a distância os nossos amigos de Belém acham isso engraçado?Lembro também que O Havelange uma vez estava em Curitiba e foi convencido a assistir a Atlético x Paraná Clube. Um repórter foi lá perguntar o que o rapaz achava do confronto e ele soltou um “estou satisfeito em acompanhar o jogo entre Paraná e Paranaense”. Mas também tivemos Engenheiro Beltrão x Francisco Beltrão.

Em São Paulo é engraçado o jogo entre Noroeste e Oeste. Será este o futuro clássico Rosa-dos-ventos? Os torcedores do Oeste vão tirar sarro porque o Noroeste é um mero ponto colateral e irão levar ao estádio uma bandeira com o dom Odilo Pedro Scherer? Uma pena que não temos mais um afastamento necessário pra sorrir em um confronto São Paulo x Paulista. Sem falar na quantidade de santos presentes.

A série A2 nos traz o clássico maniqueísta Rio Preto x Rio Branco com o Rio Claro chegando pra dizer que a mistura é que ganha jogo. Atlético Sorocaba x São Bento ainda é um dérbi mais legal, confesso. O fato é que o Bandeirante vai subir pra série A2 só pra invadir Sertãozinho. Ou talvez Nacional e Internacional subam junto e transfiram este jogo inusitado pra uma divisão mais chique. Monte Azul x Pão de Açúcar deveria estar no mesmo grupo.

À primeira vista, os cariocas só têm a nos oferecer América x Americano, que estão em divisões diferentes. Mas na terceira divisão há um clube que consegue fazer um “autoclássico”. O alvinegro Associação Esporte Clube Rio São Paulo. Rio São Paulo! E misturando tudo, há o Boavista da primeira divisão com o Bela Vista da terceira. Por sinal esta divisão carioca conta com times de nomes bem sugestivos: Semeando Cidadania Futebol Clube, Rubro Social Esporte Clube, Futuro Bem Próximo Atlético Clube e Fênix 2005 Futebol Clube.

E preparem-se. Guarani x Tupi se enfrentam no próximo dia 8 em Divinópolis. E dia 14 jogam Social x Democrata. Aliás, Democrata de Governador Valadares x Democrata de Sete Lagoas é bem comum por lá. Pena que atualmente este último está no Módulo II (a série B local).

Só consegui forçar a barra no Catarinense com Videira x Figueirense, que estão em divisões diferentes. O Gauchão tem como destaque a quantidade incrível de Esporte/Sport Clube/Club (Oito na principal e seis na segunda). Mato Grosso do Sul devia arrumar um par a altura para a Associação Atlética das Moreninhas. Operário x Comercial parece muito sem graça diante disso.

Preciso que algum leitor baiano nos ajude a confirmar se está correta a informação que tirei do site da Federação Baiana de Futebol sobre a existência de um time chamado Botafogo Esporte Clube e OUTRO chamado Botafogo Sport Clube. De qualquer forma dá para montar Serrano x Serrinha com Monte Rey querendo entrar na briga. Pernambuco tem três Ferroviários: Clube Ferroviário do Recife, Ferroviário Esporte Clube de Serra Talhada e Ferroviário Esporte Clube do Cabo.

Vou parar por aqui pra não ficar um post grande demais. Você, leitor, pode apontar novos jogos alternativos entre equipes de um mesmo estado. É que se for pra colocar jogos de times de qualquer lugar aí o céu é o limite e Chapadão x Chapadinha é imitar demais o Léo Aquino...

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Conchas cariocas*

por Ana Carolina Moreno11h11

Talvez o problema seja a minha tecla SAP. Mas ontem abri o Marca no lobby do hotel Eurostars, enquanto esperava a chegada da delegação do Villareal a La Coruña, para o jogo de hoje contra o Deportivo, e encontrei uma foto do Pedro Oldoni. Só era possível ver um pedaço do seu rosto, porque ele beijava a camisa do Atlético Paranaense, mas o título da matéria levava seu nome, escrito com letras gigantes, perto da palavra “perla”.

Foto: Miguel Rojo

Mas... perla quer dizer pérola, né? Sim, o repórter Pablo Rey, escrevendo de São Paulo, comentava a transferência do atacante do Furacão para o Valladolid aclamando, no lide, que a equipe valenciana havia ganhado a corrida inclusive de gigantes europeus, todos atrás desse grande potencial escondido na concha que é o futebol paranaense. O texto não termina de me mostrar o que é que ele tem de tão especial – além, talvez, do empresário de boa lábia que deve ter falado por telefone com o repórter, que nem no Paraná estava – para se tornar O brasileiro do momento. Não se fala no número de gols do menino na última temporada, só há menções à sua altura e sua idade. Pelo visto, ter 23 anos é a característica mais favorável dessa pérola.

Ao lado, um outro jornalista analisa Pedro Oldoni em dois parágrafos. Agora, os leitores do principal jornal de futebol da Espanha sabem que o menino nasceu em Pato Branco e que sabe usar bem as costas do adversário. Y nada más.

Não foi a primeira vez
Há seis meses, o site SuperDeporte recorria à mesma imagem da pérola para falar sobre o interesse do Valência em Pedro Oldoni no título (“Una perla de Brasil”). Mas a confundiu com um diamante na linha fina (“Pedro Oldoni, en estado bruto”) e, no lide, já comparou o futuro do menino com o passado de Luís Fabiano, pedindo para o torcedor manter as esperanças, porque o sevillista, quando aqui chegou, também era um nome desconhecido.

Há dois anos, o site BetisWeb já incluía o menino de então 21 anos na extensa lista anual de recomendações de jogadores para o Betis comprar. Além de mencionar a “excepcional” campanha que Pedro Oldoni fazia no Atlético, depois de voltar do empréstimo com o Cianorte, o descreveram como um jogador polivalente. “Su estatura y su complexión atlética le convierten en un atacante letal en las proximidades de la portería. Dotado de un excelente remate de cabeza, Oldoni también es hábil con el balón en los pies.”

E aí, foi sorte do Valladolid, ou quem saiu ganhando nessa foram Valência e Betis?

*Para os jornalistas espanhóis, "carioca" é sinônimo de "brasileiro". Viva a simplificação, né?

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