Paranaense de promessas e rotinas
por Felipe Lessa01h22

Os resultados da rodada inicial do Paranaense 2009 prometem fortes emoções. Como também ataques cardíacos e crises de desgosto. Embora, creio eu que no final das contas tudo esteja tão previsível quanto antes.
No sábado, o futuro Corinthians dos Malucelli sapecou três no Paraná Clube. O ar fresco do Eco Estádio talvez tenha ajudado aos tricolores a refletir: será que vale trazer duas dezenas de reforços, quando as próximas gerações da base foram praticamente entregue em troca de um Centro de Treinamento?
Em Paranavaí, o Londrina Esporte Clube fez sua parte. Bateu o vermelhinho do fim da linha por 2 a 0, conquistou a confiança do torcedor e de sobra, dá os primeiros passos para a criação de um novo ídolo: Silvinho, prata da casa que esteve no futebol japonês e voltou para animar a melancólica massa alviceleste, que desde 92 não comemora nada.
A tarde dominical também deu suas graças. A primeira delas foi quando o futebol empresarial de Iraty saiu do Alto da Glória comemorando novos números e estatísticas bem sucedidas contra o Coritiba. Porém, o empate sem gols não diz nada e o Coxa ainda figura entre os favoritos ao título.
No Caranguejão, o Leão nada mais do que miou para o Atlético Paranaense. Depois de uma promessa de tarde promissora, com direito ao hino do clube parnanguara, 7 mil presentes e um time que guerreou todo o primeiro tempo, surge a tormenta. A equipe litorânea cansou, o rubro-negro balançou as redes por três vezes e desgraçadamente a bandinha, que até então era muito animada, tocou o hino do Corinthians. Complementando, vale perguntar: será que agora o reserva Vinícius conhece quem é o Atlético Paranaense?
Cianorte e Cascavel, como também Engenheiro Beltrão e Toledo, ficaram no empate, enquanto na fronteira com o Paraguai, o Foz do Iguaçu esqueceu de todos os problemas financeiros que quase fizeram a equipe desistir do estadual para vencer o Nacional de Rolândia, que alugou sua marca para um grupo de “empresários” londrinenses e perdeu por 2 a 1.
Resumindo: o favorito ao título sai da dupla atletiba, as parcerias no interior devem render em nada e quem sabe, o Londrina possa ser uma surpresa, junto com o Rio Branco.
3 comentáriosPermalink
FutebolFutebol ParanaenseAtléticoCoritiba
Trackback:
http://www.interney.net/blogs/htsrv/trackback.php/29088 Posts similares:
Aberração paranaense
Rio Branco: Escrete marrom promete tirar Paranaguá da pré-história futebolística
Corinthians quer prata da casa londrinense: quando o barato sai caro
(Os comentários abaixo exprimem a opinião dos visitantes, o autor do blog não se responsabiliza por quaisquer consequências e/ou danos que eles venham a provocar.)
Atalho pra o formulário
Comentários, Trackbacks:
Os estaduais são muito importantes, sim. Os clubes do interior é que precisam tomar vergonha na cara e estruturar seus clubes. Porém, pelo contrário, o que se vê é o São Paulinho de Toledo, Corinthians dos Malucelli, Iraty do Luxemburgo, Figger, Malucelli & Cia Ltda, o Iguaçu da Vila Capanema, o Arapongas de Barueri, o Nacional de Londrina E.C. e assim vai. Em alguns casos, é parcerias para tapar a preguiça (ou falta de conhecimento) sobre ir atrás de se criar uma estrutura. Em alguns casos, sem vergonhice pura!
O que os clubes do interior ´recisam é voltar a revelar e ter ambições maiores...o Paraná conta com pelo menos 4 gigantes adormecidos no interior: Londrina, Grêmio de Maringá, Operário de Ponta Grossa e Rio Branco. Clubes que apesar de tudo, tem seus torcedores fanáticos e que carregam consigo todo o direito de ver seus clubes jogar - mesmo que por um momento seja no estadual, ou na Copa Paraná.
Acabar com o estadual é acabar com toda a tradição do futebol brasileiro.Se a CBF fosse séria, ela mesmo poderia criar uma campanha de estruturação dos clubes que estão fora do clubinho. E assim evitaria a presença de times de empresários constantemente ganhando espaço, apenas pensando em comércio. E assim, ajudaria aos pequenos, que poderiam novamente almejar a grandeza, como também aos grandes, que poderiam comprar jogadores dos pequenos de forma honesta, não em negociata escondida e acordo de cavalheiro com dirigentes corruptos e empresários de futebol.
