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Jan 22

A volta dos que não foram

por Equipe De Primeira23h39

Por Felipe Lessa

Enquanto fora do Paraná, as estreitas relações entre clubes de futebol e prefeituras municipais são vistas com desconfiança, por aqui podem ser salvação. Em tempos de ofensivas de gigantes paulistanos contra mirrados caipiras paranaenses, até mesmo matar cachorro a grito vale para combater o provincianismo.

Se Ipatinga, Barueri e Santo André são atacados pelo forte domínio municipal sobre os passos do clube, no Paraná eu rasgo a retórica, jogo no lixo e ainda escrevo uma carta de agradecimento aos prefeitos que derem seu voto de confiança aos estandartes locais. Um voto necessário para evitar o domínio do empresariado sobre nossos clubes, como já existe no Iraty, Londrina Junior Team, Adap Galo, Toledo, Nacional de Rolândia, Arapongas, entre outros. Sem esquecer o caso mais bizarro. O Corinthians de Malucelli.

Não se trata de retrocesso. Trata-se de algo próximo de uma intervenção. Ser utilizado como cabo eleitoral é apenas um brinde. No Rio Branco de Paranaguá, um mesmo grupo político comandou o clube por cerca de 15 anos. Incluso nele o ex-prefeito da cidade, entre outros empresários que utilizaram o clube para alavancar sua vida social e empresarial.

Porém, o novo presidente, João Frumento parece ter surgido, por vontade divina para por a casa em ordem. O escolhido do prefeito José Baka Filho já foi gerente de negócios da rede MC Donalds no Paraná, pretende transformar o Rio Branco em uma grande potência comercial do estado.

Em conjunto com a Polícia Militar, uma atitude extrema, e positiva, para retomar velhos hábitos de arquibancadas repletas de camisas com o vermelho e o branco, como tudo começou: serão proibidas camisas outros clubes em jogos do Leão, no Caranguejão.

A exceção é quebrada apenas pela presença de visitantes. Nada mais. É um fator positivo para uma cidade tão influenciada por hábitos, incluso clubísticos, importados do Rio de Janeiro. Com isso, camisas de Flamengo, Vasco, Fluminense e até mesmo Botafogo, que faziam frente nas arquibancadas alvirubras, serão extintas.

A equipe da estradinha que jamais deixou de ser abençoada pelo gosto e carinho da população local, agora parte para objetivos maiores: ser o número um da cidade, onde a maior torcida é a do Flamengo. O Leão é a outra de todo parnanguara. Mas a intenção é que o torcedor volte a participar.

Foi reaberta a secretaria do clube - algo que se limitava aos escritórios de diretores de gestões anteriores. Também estão sendo reorganizadas as categorias de base. O clube pretende ter calendário o ano todo e também pretende organizar a questão de jogadores que não estão no clube, mas contam no BID da CBF – estes, segundo a imprensa local, boa parte de propriedade do antigo presidente.

Criar uma estrutura condizente com um time de 95 anos é a missão da nova diretoria municipal do bom e querido filho da cidade. Com pequenos feitos, mas que mostrem aos torcedores que eles tem por quem torcer.

Estreitar laços com a comunidade e prefeitura local é o que também vem fazendo Peter Silva, presidente do Londrina. Com presença garantida em todos os jogos do PPV paranaense, o líder máximo do tubarão reservou inclusive um bar para a apresentação dos jogos e união dos torcedores. Trata-se de um ponto de vista altamente positivo. Afinal, boa parte dos bares da cidade só se movimentam para ver o futebol de paulistas e cariocas na TV.

O contato próximo com a prefeitura também vem ocorrendo, fazendo reviver os tempos em que Franchello, folclórico presidente do clube, foi vice de Antônio Belinati. Mas, sem Bila novamente no poder – impedido de assumir por corrupção - a chefia alviceleste realizou visita ao prefeito interino da cidade, Padre Roque.

A intenção diplomática, tinha objetivos bem maiores que apenas cair nas graças do por enquanto prefeito londrinense. Lobby realizado e os diretores do Tubarão conseguiram manter o patrocínio de R$40 mil por mês pago pela estatal Sercomtel.

Em Maringá, como cabo eleitoral, o Grêmio pretende ressurgir. Volta com a vaga do Iguatemi, na segundona, ou na terceira, se for preciso nova razão social. Um plano de marketing para o time está sendo elaborado. Inclusive, um grande amigo que já trabalhou positivamente com estas ações no handebol de Londrina foi convidado para organizar o projeto.

O Grêmio pretende fazer com que Maringá volte a acreditar em um galo guerreiro. Por conseqüência, ajudar a eleger o possível candidato a uma vaga como deputado estadual: Umberto Becker, presidente do clube. A prefeitura também foi convidada a fazer parte da jogada, sendo que secretários municipais fazem parte do conselho do alvinegro.

Em tempos de parcerias frustrantes para os apaixonados paranaenses é uma chance de mudança. E quem sabe um estímulo à volta de clubes como o União bandeirante, do coronel Meneghel, ou do Matsubara, do fazendeiro Sueo Matsubara. Antes ver clubes próximos com suas prefeituras, que em mãos de empresários.

5 comentários
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Comentários:


Comentário de: Fabricio Grzelak

Nacional de Rolândia, o único !!!! Não tem essa de Maringá com 500 CNPJ, Londrina com Lusa, LEC e o extinto Café...

PermalinkPermalink 23.01.09 @ 12:58



Comentário de: Carlão

o SR Rodinato e a sua turma estão apenas fazendo uma boa ação pelo Nacional.

PermalinkPermalink 23.01.09 @ 13:46



Comentário de: Fabricio Grzelak

Amanhã estarei me conectando em alguma rádio de Foz do Iguaçú para ouvir Foz x NAC.

PermalinkPermalink 24.01.09 @ 13:21



Comentário de: Louco pelo Ramalhão

Para o bem do futebol brasileiro devemos resistir aos interesses econômicos de setores do mercado em se ter toda população brasileira futebolisticamente ativa torcendo pra alguns poucos times, essa massificação facilita a logística no mercado de consumo do futebol, mas a médio prazo acabará com os já anêmicos times pequenos que sempre foram os celeiros de craques que faz o futebol brasileiro diferenciado, e ainda afastam os ‘’torcedores’’ distantes de suas matrizes do dia a dia de seus clubes passam a ser apenas fans, mas não torcedores que apóiam seu time no estádio que são sócio torcedores, enfim que tem realmente ligação com o seu time. A maioria dos brasileiros que acompanham futebol pela TV não tem a mínima idéia da qualidade de vida que é depois de almoçar no domingo pegar o carro parar pertinho do estádio com toda a família para assistir tranqüilamente, empolgantes jogões de futebol profissional de qualidade, no meu caso do Santo André.

Campinas em minha opinião com mais da metade da cidade de 1 milhão de habitantes torcendo exclusivamente para ponte ou guarani são os maiores frontes de resistência ao imperialismo dos times agigantados pela mídia, mas que vem perdendo muitas batalhas, já no sem duvida mais difícil fronte que é o território inimigo o Ramalhão de Santo André surge como um reforço para a moribunda Portuguesa, isso porque diferentemente do Barueri ou São Caetano por ser um time com mais de 4 décadas de tradição mantemos ainda uma pequena torcida exclusiva pra chamar de nossa, mas representativa. Isso porque na pratica não existe qualquer separação da região do ABC para São Paulo é só seguir pela avenida do estado que se vai do centro de SP ao centro de Santo André.

Mas como todos podem ver somos sistematicamente diariamente atacados por medalhões da mídia paulistana, pois já incomodamos muito e incomodaremos muito mais pena por pouco não chegamos as semifinais do paulistão.

Enfim seguiremos com nosso time administrado por uma empresa, com capital aberto em bolsa (quer mais transparência nos balanços que isso) recebendo investimentos de empresários da região (como si o Berlusconi não fosse o dono do time de Milão, e os times da melhor liga do mundo a Inglesa não recebesse investimentos de empresários de todo o mundo). E crescendo paulatinamente, formando jogadores na base, agora ainda mais com o CCT de Mauá, e com Oxalá a Arena do Ramalhão para 2014. Mas principalmente divulgando o orgulho de ser no futebol acima de tudo andreense, mostrando aos jovens de nossa região a alternativa de torcer por outro time. Seguiremos dividindo estádio em jogos em casa com os agigantados paulistanos mas em breve voltaremos a década de 70 e 80 onde seremos a grande maioria, isso somente com o trabalho de guerrilha.

Seria ótimo que vocês surgissem com novos Santo Andrés e caetaninhos no interior do Paraná.

O mais importante de imediato precisamos que vocês retalhem a idéia assim como nós da ida de jogos do Santo André contra os agigantados para o Paraná, isso é uma manobra astuta, pois um Santo André rivalizando, confrontando com times paulistanos dividirá a torcida mista da região nos que gostam mesmo do Santo André e os que torcem pelos agigantados (que não nenhum pecado, apenas deve existir possibilidades de escolha) e ainda criará uma nova geração de torcida do ramalhão, mas levando jogos para longe com um monte de desculpas esfarrapadas como capacidade do estádio não criará o clima de rivalidade na nossa região.

PermalinkPermalink 23.04.09 @ 11:53



Comentário de: jim

Tsuneto Matsubara quem foi ou deixou de ser o que restou foi apenas o nome na avenida, a cobica e a trapaça pelo mero dinheiro o levou... e nem ao menos uma homenagem lhe resta.

PermalinkPermalink 18.12.10 @ 01:56



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