O Pearl Harbour do futebol paranaense
por Jones Rossi01h08
O ex-Malutrom vai virar Corinthians. Uma parceria entre o time paranaense e o paulista vai elminar intermediários. Você, que faz parte da maioria do povo do meu Paraná e torce para o Sport Club Corinthians Paulista, poderá vibrar com o Sport Clube Corinthians Paranaense, provável futuro nome do atual J. Malucelli. Tudo vai se definir em uma reunião, terça-feira, entre as diretorias dos dois clubes, em São Paulo.
Como jogada de marketing, sim, é genial. Ou no mínimo era prevista, já que há alguns anos existem pesquisas demonstrando que a torcida do Corinthians é a maior do Paraná. A do Palmeiras é maior que a do Coritiba e Grêmio-RS e Inter não fazem feio. OS dois últimos times já tentaram emplacar filiais na segundona do Paranaense, mas a Federação Paranaense de Futebol não os deixou levar adiante a sandice, que provavelmente acabaria com qualquer chance dos times da capital ganharem torcida na região sudoeste do estado.
Mas é justamente por ser uma boa jogada empresarial que é desprezível aos olhos do torcedor e atenta contra o espírito do futebol - se é que ainda lhe resta um. Times de futebol, no sentido tradicional, representam a vontade de um grupo de pessoas, de uma comunidade. O Coritiba, o Atlético e o Paraná, mesmo este sendo fruto de fusões, são expressões comuns dos curitibanos em diferentes regiões da cidade e em diferentes épocas do século XX. Se a população de São José dos Pinhais amasse o Corinthians e resolvesse fundar um time inspirado no Corinthians estaria tudo bem. Seria a vontade da comunidade, assim como existe o América de Natal e o América Mineiro, fundados na esteira da popularidade do América do Rio, difundida pelas rádios cariocas.
O caso do Corinthians Paranaense é tão errado de tantas formas que parece aqueles filmes em o mundo vai acabar se o sujeito que viajou no tempo encontrar a si mesmo: o universo vai implodir e acabar em um buraco negro. Imagine se, em um cenário extremamente prejudicial ao futebol paranaense, o Corinthianstrom dos Malucelli chega à Primeira Divisão do Campeonato Brasileiro e se vê diante do velho Corinthians de Sócrates e Marcelinho Carioca. Isso pode acontecer até antes, agora em 2009, já que o J. Malucelli está na Copa do Brasil. Lembram das dúvidas que despertou o jogo entre Juventude e Palmeiras, ambos patrocinados pela Parmalat, no Campeonato Brasileiro de 1995, em Caxias? Tudo isso seria fichinha perto da relação entre SCCP e SCCPR.
Há entretanto, algumas coisas boas nesta história. A criação de uma cria de um time paulista no quintal do trio-de-ferro de Curitiba pode ser um momento definidor no futebol paranaense. Como um Pearl Harbour futebolístico, atacados quando descansavam mediocremente em suas redes, os times paranaenses podem acordar e tomar as providências para minorar os prejuízos, porque certamente o monstrinho dos Malucelli vai provocar estragos.
E a idéia de criar um time por motivos meramente comerciais - que já vem acontecendo de forma mascarada, mas vem acontecendo, vide Ipatinga, São Caetano, Desportivo Brasil da Traffic, entre outros - põe fim a qualquer ilusão que possamos ter em relação ao futebol atual, se é que o temos. O rei está nu e todo o teatro do futebol já não faz mais sentido existir. Mesmo times tradicionais como o Londrina, Guarani e Santa Cruz foram alugados para empresários, que fizeram o que bem entenderam. Nenhum destes clubes mudou para melhor.
O Grêmio Maringá - ótimo exemplo - foi destruído pelo futebol dito moderno, vítima de um capitalismo tão selvagem que acabou por matar a própria fonte de subsistência.
Mesmo clubes gigantes como o Corinthians correm risco. Qualquer um que ande pelas ruas de São Paulo vê mais camisas do Milan que de qualquer outro clube paulistano. O que impede o time italiano de criar uma filial na maior cidade da América do Sul, um mercado de 20 milhões de pessoas e bilhões de dólares? O Milan Camp já vem acontecendo há dois anos sob as barbas dos nossos dirigentes. Mas não é assim que caminha a humanidade?
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Comentários:
O Londrina desde que alguns empresários da cidade descobriram que futebol dava dinheiro, em 91 quando vendeu o Elber e deixou alguns ricos, só revela empresário de futebol. Os jogadores somem do clube e aparecem nos grandes. O Rafinha é um exemplo. Iran Campos, Aldivino Generoso, e talvez em breve um nome surpresa, ganharam uma bolada quando inventaram que o atleta iria voltar ao futsal, de onde surgiu, para que este fosse dispensado e o clube não ganhasse nada. Tem ainda o helder, Bolão, entre outros...
No Grêmio, os mesmos que venderam o clube ao aurelio almeida, agora estão criando o novo gremio. Vamos ver no que dá, já que até agora estão tentando mudar o nome fantasia do Maringa Iguatemi para voltar com o grêmio. está em fase de elaboração uma grande campanha de marketing. vamos ver no que dá. espero que nao fique no marketing....
pq de marketing e interesses comerciais, já nos basta a criação do corinthians paranaense.
Não ao Futebol Moderno!!!
Movimentar milhoes e milhoes, mesmo sendo mal administrado, não é pra qualquer clube.
Basta analisar o São Paulo Faggy Clube, ganhou titulos nos ultimos 3 anos, e mesmo assim, continua no vermelho... A torcida não vai aos estadios, só aparece em final de campeonato, qdo o clube está bem, se estiver mal, somem.
e sua marca unida a torcida no paraná + dinheiro vai desbancar os grandes no paraná.
sou paranaense e sou timão.