O Clássico
por Ana Carolina Moreno15h09
Faltam quatro horas para O Clássico. Barcelona recebe o Real Madrid pela Liga Espanhola e até em La Coruña, cidade na costa leste do país distante 1.100 quilômetros do estádio de Camp Nou, só se fala nisso. A festa de inauguração do meu apartamento novo, por exemplo, teve que ser adiantada em três horas para que nós e os convidados possamos sair antes das 22h e seguir para o bar que vai transmitir o embate.
O Barcelona é líder disparado da competição dentro de campo e entre os coruñeses. Tem nove pontos de vantagem sobre o rival e um Messi. O Madrid não tem nenhum Messi e, para piorar, há meses enfrenta uma avalanche de más notícias, incluindo derrotas desastrosas para times da terceira divisão e um desfalque atrás do outro.
Há seis dias, depois de perder para o Sevilla na rodada anterior, Bernd Schuster, o agora ex-treinador dos brancos, deve ter chegado ao seu limite, e decidiu finalmente dar o presente de Natal que a imprensa esportiva local tanto pediu: afirmou não acreditar em uma vitória hoje à noite. Caiu a guilhotina.
Tiraram o alemão na hora e o substituíram por Juande Ramos, que estava na Inglaterra ganhando uma bolada para fazer milagres com o Tottenham Hotspur e voltou para sua terra natal com a missão de fazer milagre em Madrid até o junho de 2009. Estreou com vitória na Champions no meio da semana e agora encara sua primeira partida da Liga.
Os fatores atuais, porém, não justificam o medo que os torcedores do clube catalão vêm alimentando durante a semana. Nem se pode mencionar a possibilidade de uma derrota que eles batem três vezes na madeira. Um Messi não basta, pelo visto, para anular o histórico do Real Madrid. “Não importa que eles estejam perdendo, no fim eles vão lá e ganham tudo”, resumiu um fanático do Barcelona. Definitivamente não foi com essa atitude que o Sevilla meteu quatro gols no Santiago Bernabéu domingo passado. E talvez seja aí que mora o problema do líder.
De minha parte, espero uma partida disputada ao desespero, cheia de cartões amarelos exagerados e lances duvidosos (ah, espera, não estou no Brasil, risca essa parte) e, de preferência, que termine em um empate suado. Assim, meu próximo post poderá ser bem dramático.
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