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De Primeira: Futebol, Futebol e Futebol

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Foto ilustrativa

Dez 25

Um novo Grêmio em Maringá

por Felipe Lessa23h37

Está praticamente tudo certo para a volta do Grêmio Esportivo Maringá, agora em versão Ltda. Neste mês de dezembro, já estão sendo providenciadas questões burocráticas. O uniforme também foi apresentado, com alterações. Agora é o sol que estará no plano de fundo do novo GEM no canto esquerdo da camisa alvinegra.

O método para a sustentabilidade do clube deve ser a parceria com os comerciantes e moradores da cidade. Apenas entre os torcedores, espera-se que hajam 4 mil pessoas dispostas a pagar R$25 por mês para ver o galo forte.

A notícia chegou em boa hora, já que a cidade canção, mais uma vez, sofria em não poder mais cantar pelo Galo, por último em versão Adap. Espera-se que o novo galo maringaense de fato volte a ter o status de guerreiro, daquele que já levou o paranaense por três vezes e foi até mesmo vencedor do Torneio dos Campeões da Confederação Brasileira de Desportos (CBD) em 68.

Para matar a saudade, segue abaixo a foto do esquadrão vencedor do Paranaense de 77.

Em Pé: Wagner, Waldir, Nilo, Didi, Assis, Alberis, Odelano, Veronezzi (Diretor de Futebol),Pedro Galdino (Diretor) e Dr Saboia (Médico)
Agachados: Carlos Coelho(tesoureiro), Ferreirinha, Freitas, Bugrão, Itamar, Nivaldo,Marquinhos, Bombinha(Massagista)e Paulo Roberto.

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Dez 22

As maiores torcidas do Paraná

por Jones Rossi17h37

Pesquisa publicada pela Paraná Pesquisas, a pedido do jornal Gazeta do Povo, confirmou levantamentos anteriores: enquanto o Atlético é o maior em Curitiba e Região Metropolitana, o Corinthians domina no resto do Estado. De fevereiro a novembro deste ano, 101.981 pessoas foram entrevistadas em 68 cidades do estado. Não lembro de nenhuma pesquisa tão abrangente sobre torcidas feita no Brasil.

No Estado:
1º Corinthians 12,5%
2º Atlético 9,6%
3º Palmeiras 7,6%
4º Coritiba 7,5%
5º São Paulo 6,5%
6º Flamengo 6,2%
7º Santos 4,3%
8º Paraná 3,2%
9º Grêmio 2,6%
10º Internacional 1,4%
Não torcem para nenhum time 35,2%

Em Curitiba:
Atlético 24,6%
Coritiba 21,3%
Paraná Clube 9,8%
Corinthians 4,2%
São Paulo 2,7%

Nas principais cidades do interior:

No Oeste, colonizado por gaúchos, há várias cidades nas quais Grêmio e Inter chegam, juntos, a mais de 40% dos torcedores.

Algumas conclusões e observações:

1 - Não adianta os clubes da capital reclamarem. Enquanto não apresentarem um futebol capaz de rivalizar com os grandes do País, não ganharão a torcida do interior, colonizado por gaúchos (2 mundiais, 3 Libertadores, 5 Brasileiros, 5 Copas do Brasil, 1 Sul-Americana) e paulistas.

2 - Mas o prognóstico é bom. O Atlético cresceu muito no interior desde 2001 e há um bom espaço para crescer entre as novas gerações. Só que há o problema da suposta arrogância dos curitibanos. Quem é do interior não gosta da atitude do povo da capital. Neste caso, torcer para times de São Paulo, apesar de improdutivo e prejudicial para os times locais, é uma forma de protesto contra a "força central" de Curitiba. Besteira, é claro, mas é assim que acontece.

3 - Apesar da pouca torcida que têm em suas próprias cidades, Londrina e Maringá (Grêmio ou genérico) podem contar com o apoio sempre que precisarem. Nestas cidades, é normal torcer para um time de São Paulo. Mas que é uma vergonha Caxias do Sul ter dois times em melhores condições que Londrina e Maringá, que são maiores e mais ricas, isso é.

4 - Os clubes paulistas não lucram muito com essa superioridade. O torcedor do interior não compra camisa oficial, não vai ao estádio, só vê o jogo na TV. Vale pela audiência, mas o Ibope presta atenção mesmo é na cidade de São Paulo, onde se concentra 80% do mercado publicitário nacional.

5 - Também não adianta questionar a pesquisa. São dados muito bons, com uma margem pequena de erro, que podem direcionar as ações dos grandes paranaenses nos próximos anos. As reações do presidente do Coritiba e do Atlético mostraram porque um está na frente e outro, que era o primeiro, bem atrás.

6 - Com Milan Camp e a quantidade absurda de camisas do rubro-negro italiano, não duvido que nos próximos anos a equipe italiana (e Barça, Real Madri, Chelsea) apareça na frente de algum time local. Enquanto o presidente da Federação Paranaense, Hélio Cury, ficar mais preocupado em estender seu mandato do que em ter boas idéias para promover o campeonato estadual, o risco é grande.

7 - Só o Leonardo Mendes Júnior deu pelo menos duas idéias totalmente viáveis em seu blog: um concurso Miss Campeonato Paranaense e um Showbol dos clubes do Paraná. Este último serviria para reaproximar equipes que fizeram história dos torcedores. Imaginem um Atletiba com Paulo Rink, Oséias, Ricardo Pinto contra Pachequinho, Norberto, Jetson? Ou o Paraná com Adoilson, João Antonio, Saulo e Régis? Londrina com Elber?

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Dez 19

A era dos "profissionais"

por Leonardo Mendes Jr.18h15

No começo da semana escrevi que Carlinhos Paraíba poderia ser o ala-armador pelo lado esquerdo no Coritiba de Ivo Wortmann. Pois parece que o Ivo nem terá a chance de testar essa opção.

O Palmeiras está negociando a aquisição de Carlinhos Paraíba. O roteiro é aquele que já vimos tantas vezes que provoca até náusea. Clube comprador acerta tudo com o empresário, que diz só faltar o acerto com o clube vendedor. O comprador é um grande time, mas o vendedor também e só haverá negócio se for bom para as duas partes e para o jogador e blábláblá… Ah, claro, enquanto isso o jogador fica isolado, sem atender o telefone, esperando que alguém decida o seu futuro sem incomodá-lo.

Carlinhos Paraíba é um exemplo perfeito do jogador de futebol atual. Surgiu no Santa Cruz, fez grandes partidas por lá. Aí, quando achou que seu futebol era grande demais para o Mundão do Arruda, pediu para sair.

Veio para o Coritiba. E a história se repetiu. Grandes atuações, gols, passes, carrinhos na lateral para inflamar a torcida... Tornou-se um dos reis do Couto Pereira. Que, claro, se tornou pequeno demais para seu futebol.

Agora está próximo do Palmeiras. Logo estará no Palestra Itália. Irá encantar a todos por lá, afinal, é um grande jogador. Possivelmente terá algum problema com Luxemburgo mais ou menos na época em que perceber que sua bola é grande demais para o Brasil. Então, vai para um clube periférico da Europa ou para o Oriente Médio, ganhará um bom dinheiro, fará boas partidas, até achar que é hora de partir mais uma vez, seguir para um centro mais condizente com seu futebol.

Carlinhos é assim. Dezenas de jogadores hoje em dia são assim. É o tal “profissionalismo”. Pura bobagem.

Não passam de garotas de programa de chuteiras, que usam seus encantos para seduzir o próximo cliente, dizem que eles são os maiorais e, quando se dão por satisfeitas, colocam o dinheiro no bolso e correm para o banheiro tirar da boca o gosto de quem se enganou com suas juras de amor eterno.

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Corinthiano maloqueiro e sofredor

por Alessandro Manoel12h16

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Arquitetura

Alemães hum... é... bem

por Alessandro Manoel00h08

Futebol alemão como você nunca viu (ou quis ver):

Pelo menos alguma coisa você, que só fala português, vai entender.

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Dez 17

Recordar é viver

por Felipe Lessa21h50

A imagem acima é de Joilton, pouco antes do início de um Clássico do Café ocorrido em 1991, com um público superior a 35 mil torcedores. Londrina Esporte Clube e Grêmio de Maringá duelaram pela segunda divisão do Campeonato Brasileiro no dia 7 de abril. O placar terminou 3 a 1 para o Tubarão, com dois gols de Joílton, no primeiro tempo, e um do recém profissionalizado Elber, no segundo.

Joilton atuou pelo Londrina desde 1981. Foi convidado a treinar no Tubarãozinho depois de ser campeão estudantil do município, pelo Colégio Newton Guimarães, onde também foi artilheiro. Tal fato despertou a atenção de um descobridor de talentos nato da cidade: professor Zequinha, José Mendes de Souza, ex-jogador e antigo treinador das categorias de base.

Era o início da carreira do craque no Londrina, clube ao qual é torcedor até hoje. Jojoba, como é conhecido entre os amigos, despediu-se do LEC em 94. Também jogou por clubes como o Grêmio de Maringá e Votuparanguense (SP). Hoje vive em Portugal, onde atua em escolinhas de futebol.

Elber chegou no Londrina em 1989, como revelação do futsal local. Desde que pisou no VGD, era visto como um rentável patrimônio, o que se tornou realidade em 1991. A bela participação no Campeonato Brasileiro da segunda divisão deste ano, com dois gols, além dos diversos marcados pelo Tubarãozinho, chamaram a atenção da comissão técnica de categorias menores da CBF.

Sabendo do patrimônio que tinha em mãos, antigos diretores do LEC não pensaram duas vezes antes de fazer lobby na entidade maior do futebol brasileiro para uma possível convocação. Ela veio, e o atacante Elber disputou a Copa do Mundo de juniores, disputada em Portugal neste mesmo ano de 1991.

Tal fato atrapalhou ao Londrina, que na segunda fase da segundona sentiu sua falta e caiu diante do Paraná Clube, após perder por 1 a 0 na Vila Capanema e empatar em casa por 1 a 1. No entanto, a participação na seleção colocou o londrinense na vitrine.

Elber foi negociado logo em seguida com o Milan, em valores que divergem entre U$1 e 2 milhões. Na época, a maior negociação de um atleta paranaense na história. Logo em seguida, foi emprestado ao Grasshopper da Suíça. Também passou por Sttutgart, Bayer Munique e Borussia da Alemanha. Na França, atuou pelo Lyon. Encerrou a carreira no Cruzeiro.

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Kléber Pereira, goleador e inventor do teletransporte

por Jones Rossi16h27

Está certo que nesta época do ano, quando rareiam os jogos e tudo o que vemos nos jornais e tvs são notícias sobre como o Flamengo deve tirar Mourinho do comando da Internazionale, a imprensa costuma exagerar. Mas o que dizer quando nos deparamos com as matérias abaixo? Quem está mentindo? O IG ou o empresário do Raí?

Trecho de matéria do IG, publicada HOJE.

"SÃO LUÍS - Em férias até 7 de janeiro, quando o Santos se reapresenta para o começo da pré-temporada, o atacante Kléber Pereira se meteu em uma briga na noite desta terça-feira, em São Luís, capital do Maranhão. Segundo Boletim de Ocorrência (BO) registrado pelo advogado Gerson Herbert Magalhães Silva, de 38 anos, no 14º DP de Bequimão, o centroavante, acompanhado de amigos, estava portando armas brancas e de fogo."

Matéria do Furacão.com, também publicada HOJE.

"Outros clubes além do Furacão estão interessados no jogador, porém o atrativo de disputar a série A é um fator favorável para que Raí acerte com o Rubro-negro, segundo o empresário de jogador, José Carlos Pinheiro, que pediu informações sobre o clube para o atacante Kléber, campeão brasileiro pelo Furacão em 2001.

"Vamos definir até quinta-feira agora. Viajarei com ele para acertarmos as bases e assinarmos o contrato. O Raí está preparado para qualquer desafio. Falei hoje mesmo com o Kléber Pereira, ele está aqui em João Pessoa e me falou a respeito do Atlético.", disse o empresário."

Pressupondo que ambas as matérias estão 100% corretas, Kléber teria brigado em São Luís e já pegado um avião para João Pessoa, conversado com o empresário de Raí e agora estaria comendo um caranguejinho sem dejeto na praia. Não é impossível, mas alguém aí acha crível?

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Dez 16

Os heróis famosos e anônimos da saga corintiana na Série B

por Equipe De Primeira18h02

Campanha impecável levou o Corinthians de volta à Série A

Por Mauricio Stycer, colunista do IG

Entre os vários "livros de oportunidade" escritos na esteira da volta do Corinthians à Série A do Brasileiro, "A saga corintiana", de Luis Augusto Simon (Publisher, 136 págs, R$ 27), a ser lançado nesta quarta-feira, no Bar Boleiros, em São Paulo, chama a atenção por focar não apenas os conhecidos heróis, mas uma série de personagens secundários ou anônimos da epopéia.

Menon, como é conhecido, é desses jornalistas esportivos capazes de encontrar histórias interessantes para contar não apenas entre os vencedores, mas também em personagens menos óbvios ao redor do universo que cerca a competição. Em duas oportunidades que editei matérias suas, no "Lance!" e na "CartaCapital", tive o prazer de ler reportagens diferentes, pouco óbvias, sobre figuras esquecidas, derrotadas ou à margem do glamour que cerca o esporte no mundo de hoje.

O seu relato, jogo a jogo, da passagem do Corinthians pela Série B, em 2008, não poderia ser diferente. A primeira figura a aparecer no livro é Monga, "um enorme gavião de aproximadamente 1,90 m e 180 quilos", que colocou o dedo na cara do presidente corintiano, Andrés Sanches, no dia seguinte à queda para a segunda divisão, e disse: "Não adianta ficar culpando a antiga diretoria porque você fazia parte dela também."

Sanches, conta Menon, só não atendeu um pedido dos torcedores (que queriam a cabeça de Antonio Carlos, nomeado diretor de futebol), mas dispensou todos os jogadores que a Fiel exigiu ver longe do Corinthians após o fracasso em 2007 (Gustavo Nery, Vampeta, Iran, Betão, Zelão e Fábio Brás, entre outros).

A contratação de Mano Menezes – dois dias depois de o técnico ter dirigido o Grêmio no empate em 1 a 1 que selou a queda do Corinthians – é o primeiro passo acertado rumo à volta, que ocorreria um ano depois. Mano trouxe Herrera, personagem que Menon trata com carinho, apesar da eficiência duvidosa e da fama, na Argentina, de "quase gol" – o personagem que sempre aparece nas fotos abraçando o companheiro, mas raramente é o autor do gol.

Enquanto o goleiro Felipe ("muito bom de marketing") e o atacante Lulinha ("estava onde não devia estar" em 2007) são personagens que alternaram altos e baixos ao longo deste ano, a trajetória do atacante Dentinho é a que mais se aproxima do conto de fadas que o futebol dos dias de hoje promete.

Bruno Bonfim, nascido em 1989, virou Dentinho aos 12 anos, quando começou a se destacar no futebol. Contrário a apelidos, Paulo Cesar Carpegiani, um dos técnicos do Corinthians em 2007, pediu que ele voltasse a usar o nome de batismo. No início de 2008, porém, o craque resolveu voltar a ser chamado pelo apelido. Nas palavras de Menon, foi a melhor contratação do Corinthians em 2008. "Chegou Dentinho e saiu Bruno Bonfim".

"Botei na cabeça que 2008 vai ser um grande ano para mim e estou me preparando para isso. Em casa, pego um pente e faço de conta que é um microfone para aprender a dar entrevistas. A minha namorada me ajuda", disse o atacante. Ao final do ano, Dentinho contabilizava 24 gols marcados – 14 pela Copa do Brasil. Seus pais, cujos nomes (Adonis e Eunice) estão tatuados em seus braços, eram funcionários de um orfanato. Hoje, moram em um apartamento comprado pelo filho

A crônica de cada partida da Série B é temperada por observações laterais, mas muito perspicazes, de Menon, como na vitória do Corinthians por 4 a 1 sobre o Barueri, no primeiro turno:

"A vista de quem está sentado em uma das cabines de imprensa da Arena Barueri é impressionante. Basta abaixar um poucos os olhos para se ver um estádio moderno, projetado para abrigar algum jogo da Copa do Mundo de 2014. Sonho que não vai se realizar, é lógico. Quando os olhos estão mirando as arquibancadas em frente, o que se vê é uma enorme favela, que leva à pergunta inevitável: não haveria nada mais importante a se fazer em Barueri do que um estádio de futebol? Ou outra questão: vale a pena manter um time de futebol com muita verba oficial?"

Outro herói anônimo da saga corintiana é Rafael Santos Silva, o Dog. Tinha 25 anos quando viu o time cair para a segunda divisão e prometeu acompanhar todos os jogos na Série B. Dog assistiu os 20 primeiros. No domingo, um dia após a vitória sobre o CRB por 2 a 1 em Maceió, foi fazer um passeio em uma praia, distante 66 km da capital, caiu no mar, afogou-se e morreu. O presidente do Corinthians, registra Menon, foi ao enterro de Dog. Os pais do jovem, para cumprir a promessa dele, assistiram os demais 18 jogos do time na Série B.

Há outros personagens fascinantes nesta epopéia. Gente como René, goleiro do Barueri e sócio número 20.070 da Gaviões da Fiel. Ou L., 18 anos, interno da Fundação Casa, ex-Febem, que assistiu ao lado do ex-craque Zé Maria a vitória sobre o Ceará por 2 a 0, jogo que garantiu a volta do Corinthians à Série A com seis rodadas de antecedência. Enfim, num ano que tinha tudo para ser uma página a ser esquecida, o Corinthians venceu 45 partidas – foi o time brasileiro que mais venceu – e transformou sua saga num evento memorável, que este livro ajudará a eternizar na memória do torcedor.

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João Neves: um herói nunca cai no anonimato

por Felipe Lessa07h14

João Neves foi o maior zagueiro do Londrina Esporte Clube. O eterno camisa 4 do Tubarão marcou história pela presença na boemia, pela raça e amor ao alviceleste. Sua história poderia compor com a mesmice de tantos outros que passaram pelo Tubarão. Acusações de bebedeiras antes dos jogos, salários atrasados, ausência de títulos e o anonimato no futuro.

No entanto, não foi assim. Ao menos em tudo, não. Muito se tentou estereotipar o grande xerife londrinense pela violência desnecessária. A cor negra, mesclada com a força de um brutamonte com mais de 1, 90 metro de altura, realmente era assustadora. Características que intimidavam adversários em todas as circunstâncias.

Seu físico também intimidava aos jornalistas. Estes, defensores de um futebol arte. Algo fresco e refinado, características nada peculiares ao mito pé vermelho. Definitivamente, era preciso retirar o brutamonte do futebol. Para estes, o "grande" momento de João Neves ocorreu quando o mito inverteu a regra: quebrou Pachequinho em pleno Couto Pereira.

O talento promissor do Coritiba, nos anos 90, foi fazer brincadeirinhas com o dono da defesa londrinense e conheceu a fúria de João Neves. Foi anulado. Não apenas de um simples Londrina e Coxa, como também da carreira. Tratava-se de uma resposta ao imperialismo da capital contra os clubes do interior. Era o preço pago por brincar com quem não se deve.

Quem também brincou com os brios do atleta foram os diretores do União Bandeirante. Davam a conquista do Campeonato Paranaense de 1992 como certa. Esnobaram do LEC, e também do mestre. A resposta veio no dia 29 de novembro. Na terceira peleja, entre Londrina e União, no Estádio do Café, se decidiria o rumo do troféu maior do futebol paranaense: seria entregue em terras de cafezais ou plantações de cana-de-açúcar? Tratava-se de um jogo truncado. Pior. O Tubarão não contava com Aléssio, suspenso.

Era a maior tormenta londrinense, que desde 81 não vencia o campeonato. Sem desmerecer, a pontaria de Leco não correspondia. Parecia que tudo dava errado. Com Cláudio José no banco, a posição de aríete alviceleste era praticamente nula e precisava ser ocupada por outro combatente.

Foi o que ocorreu em meados do primeiro tempo. Um dos atletas chamou para si tal função. Depois de uma falta cobrada por Roberto, pela ponta esquerda, a bola alçada na área do União tem destino certo. O camisa 4 eterno, o destemido João Neves, sobe sozinho e praticamente fuzila o grande arqueiro Anselmo. A testada de ferro repassava toda agonia ao clube do coronel da bola, com a mesma redonda no fundo das redes daquele que foi considerado o melhor goleiro do campeonato.

Do lado londrinense, mais de 40 mil pessoas comemorando. Um amontoado de jogadores seguia o líder, João Neves, que ovacionado pelo público, ainda teve um novo momento de alegria. Após reflexo rápido, desacostumado a comemorar gols, o camisa 4 faz o gesto do número 1 tão acostumado a se repetir nas mesas da boemia londrinense. Tal fato lhe rendeu uma caixa de cerveja. Não da Brahma, mas sim oferecida pelos revendedores da Skol na cidade.

Era um sinal de que além de matador, João era um dos possíveis visionários da bola. Previu a criação da Ambev e deveria, hoje, ser digno de reconhecimento pela mesma. Porém, o mesmo não é feito nem mesmo em Londrina. Por parte do clube, uma dívida interfere no bom relacionamento entre ambas as partes. João precisou inclusive entrar na justiça para tentar receber algo do LEC, o que ainda não aconteceu.

A redenção poderia vir em nome da torcida. Apostando no sucesso entre os adeptos alvicelestes, o quarto zagueiro foi um dos 401 candidatos a uma cadeira no Legislativo Municipal em Londrina, pelo PSB. Sem dinheiro, apostou na popularidade para superar verdadeiras máquinas da política londrinense. Porém, com apenas 126 votos, sucumbe a tentativa de ficar com uma das 19 vagas da Câmara de Vereadores.

João Neves ficou na 306ª colocação. A festa realmente acabou. E o mítico zagueiro, que encerrou a carreira de forma melancólica na Portuguesa Londrinense, em 2000, teve que voltar a realidade. Esquecido por clube e torcida, retornou ao trabalho na carceragem do 2º Distrito Policial do município. Dizem que por lá, durante o ofício, ao menos o xerifão continua intimidando adversários. Principalmente os que duvidarem de toda sua fama no futebol.

O camisa 4 pode ter em seu currículo fatores como jogar duro, beber antes dos jogos e finalmente, cair no esquecimento. No entanto, João Neves não passou em branco no Londrina.

Há 16 anos ganhou o último grande título alviceleste e fez o gol que marcou a honra de sua carreira. Os presidiários que não se esqueçam. Ou então, poderão ter o mesmo destino do jogador coxa. Duvido que eles queiram, ainda mais na cadeia. Garanto que por lá, todos recordam quem foi o maior zagueiro do Londrina Esporte Clube.

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Dez 13

Depois da queda...

por Equipe De Primeira20h58

por Leonardo Bonassoli

...o coice? Quem sabe? Dos quatro times que caíram para a Série B em 2007, apenas o Corinthians voltou direto. Juventude, Paraná e América-RN estacionam pelo menos um ano na Segundona. Menos mau para o Paraná e principalmente o América, que flertaram até com um rebaixamento para a Terceirona. Prova que a Série B não é tão fácil quanto se imagina.

Até por isso vou tentar dar uma de Mãe Dinah e prever o que poderá acontecer com cada um dos rebaixados deste Brasileirão.

Figueirense - 44 pontos

Em 2008 foi do êxtase (janeiro) ao fracasso (dezembro). A saída do clube é mesclar garotos da base campeã da Copa São Paulo de 2008 com alguns bons nomes a serem prospectados. Pintado chegou tarde demais neste ano, quando o time finalmente engrenou depois de um troca-troca desenfreado de treinadores. Meu palpite é que brigue para subir, mas que não seja aquela bola cantada que foi o Corinthians.

Vasco - 40 pontos

Corinthians 2008? Tem chances. O Vasco costuma subir bons garotos da base e tem cacife para atrair bons jogadores, pelo menos para os padrões da Série B. Além disso, os novos contratos de patrocínio ajudarão na recuperação do time, que sofre com a terra arrasada por Eurico Miranda. Talvez seja uma campanha mais próxima do Atlético Mineiro. Vamos ver o que Dinamite e Dorival Júnior irão fazer.

Portuguesa - 38 pontos

Tem tudo para não subir de primeira. Sinceramente mostra ter problemas estruturais no clube. Corre por fora.

Ipatinga - 35 pontos

Para quem foi rebaixado no Campeonato Mineiro, o Tigre do Vale do Aço até que foi bem. Muitos esperavam um América de Natal Reloaded, mas conseguiu fazer o dobro de pontos e arrancou alguns resultados importantes. Terá uma temporada dupla de Segundona em 2009. No Módulo II do Mineiro, deverá subir com facilidade. Na Série B do Brasileirão, tem pinta de meio de tabela. Lembrando que o Ipatinga refez a parceria com o Cruzeiro e terá alguns jogadores da base cruzeirense por empréstimo. Curiosidade: a base do Tigre só vai até o juvenil (por enquanto). Nos juniores, entra a parceria com o Cruzeiro, que cedeu 20 jogadores desta faixa de idade.

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O Clássico

por Ana Carolina Moreno15h09

Faltam quatro horas para O Clássico. Barcelona recebe o Real Madrid pela Liga Espanhola e até em La Coruña, cidade na costa leste do país distante 1.100 quilômetros do estádio de Camp Nou, só se fala nisso. A festa de inauguração do meu apartamento novo, por exemplo, teve que ser adiantada em três horas para que nós e os convidados possamos sair antes das 22h e seguir para o bar que vai transmitir o embate.

O Barcelona é líder disparado da competição dentro de campo e entre os coruñeses. Tem nove pontos de vantagem sobre o rival e um Messi. O Madrid não tem nenhum Messi e, para piorar, há meses enfrenta uma avalanche de más notícias, incluindo derrotas desastrosas para times da terceira divisão e um desfalque atrás do outro.

Há seis dias, depois de perder para o Sevilla na rodada anterior, Bernd Schuster, o agora ex-treinador dos brancos, deve ter chegado ao seu limite, e decidiu finalmente dar o presente de Natal que a imprensa esportiva local tanto pediu: afirmou não acreditar em uma vitória hoje à noite. Caiu a guilhotina.

Tiraram o alemão na hora e o substituíram por Juande Ramos, que estava na Inglaterra ganhando uma bolada para fazer milagres com o Tottenham Hotspur e voltou para sua terra natal com a missão de fazer milagre em Madrid até o junho de 2009. Estreou com vitória na Champions no meio da semana e agora encara sua primeira partida da Liga.

Os fatores atuais, porém, não justificam o medo que os torcedores do clube catalão vêm alimentando durante a semana. Nem se pode mencionar a possibilidade de uma derrota que eles batem três vezes na madeira. Um Messi não basta, pelo visto, para anular o histórico do Real Madrid. “Não importa que eles estejam perdendo, no fim eles vão lá e ganham tudo”, resumiu um fanático do Barcelona. Definitivamente não foi com essa atitude que o Sevilla meteu quatro gols no Santiago Bernabéu domingo passado. E talvez seja aí que mora o problema do líder.

De minha parte, espero uma partida disputada ao desespero, cheia de cartões amarelos exagerados e lances duvidosos (ah, espera, não estou no Brasil, risca essa parte) e, de preferência, que termine em um empate suado. Assim, meu próximo post poderá ser bem dramático.

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Futebol

Dez 12

A saga corintiana

por Equipe De Primeira16h02

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O marketing vai matar o futebol brasileiro

por Leonardo Mendes Jr.13h35

O tal do marketing ainda vai matar o futebol brasileiro. Essa contratação do Ronaldo, vocês vão ver, vai inaugurar a era dos marketeiros da bola. Gente vaidosa, que adora colocar seu nome acima do clube que representa e que vende a alma ao diabo para sair em uma foto de coluna social. Algo parecido, só que muito mais grave, com a mudança de foco do jogador para o treinador.

Há uma porção de idéia de jerico brotando dos departamentos de marketing sob a justificativa de expor a marca do clube. Essa da estrela do Grêmio é uma cretinice sem tamanho. Idéia desses espertalhões da propaganda que se acham integrantes de uma casta de abençoados, os únicos seres da terra capazes de enxergar o caminho certo para o crescimento dos clubes. Gente que quando lê ou ouve uma notícia sobre o seu clube não se preocupa em saber se é verdade ou não, mas sim o que isso tem de ganho para a imagem.

Vejam bem. Não estou defendendo que a gente volte à idade da pedra, do tempo em que se colocava marca na camisa em troca de engradado de cerveja. Os clubes precisam de receita, precisam de torcida no estádio, vender camisa etc. E é indispensável ter estratégias para isso. Mas estratégias que nunca deixem em segundo plano o fato de que o melhor marketing do futebol é gol&título.

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Inimigos íntimos unidos...por quanto tempo?

por Felipe Lessa02h14

Integrantes das principais torcidas organizadas de São Paulo prometem misturar suas cores e estandartes para realizar uma manifestação no dia 20 de dezembro. O protesto será realizado na Avenida Paulista e a TV Gazeta, como toda mídia, é o alvo devido aos comentários do apresentador Flávio Prado sobre o incidente envolvendo a polícia do Distrito Federal e um integrante da torcida Dragões da Real, do São Paulo Futebol Clube.

No decorrer de uma briga, que supostamente ocorria contra integrantes da Força Jovem do Goiás, um policial engatilha sua pistola e na seqüência ataca um dos envolvidos no tumulto com uma coronhada. Porém, no momento em que o golpe foi aplicado, o imprevisto toma grandes proporções. A arma disparou. O sangue jorrou, o policial se desesperou e o comentarista de televisão fez severas críticas aos integrantes da organizada, como também fez ataques ao jovem que faleceu na manhã de quinta-feira.

Não se sabe se o ato do dia 20 é oficial. Não se sabe ao menos se os componentes de torcidas rivais irão comparecer, tendo em vista que muitos dos que programam o protesto estão em clima de tensão. Existe a possibilidade de um novo combate, o que tornaria a avenida em um front de batalha envolvendo facções de quatro clubes.

No site da Dragões, existem notas pedindo justiça e punição para o policial, como também para o jornalista que, segundo a organizada tricolor, teria agredido verbalmente o finado em seu programa. O termo marginal teria sido utilizado.

Um protesto contra o policial já ocorreu, ainda em Brasília. Integrantes de organizadas do São Paulo, Flamengo, Palmeiras e Corinthians abraçaram uma causa única para pedir punições. No entanto, volto a repetir. Em São Paulo, a situação pode ser outra. Existe a informação de que realmente existem pessoas que reprovam a união de forças com rivais para tal iniciativa.

E é onde mora o perigo. Na própria reunião entre Mancha e Gaviões, realizada na sede da facção palmeirense, o respeito apenas foi mantido pela presença de “forças maiores” na organização do encontro, como indicou um manchista descontente em ser obrigado a receber o inimigo íntimo em seus domínios territoriais.

Espera-se apenas que o sinistro tenha ocorrido para selar a paz entre as organizadas. Caso olhares entortados sejam disparados durante o ato, as conseqüências podem ser devastadoras. Tanto para organizadas, como também para os paulistanos que estiverem na Avenida Paulista.

Infelizmente a questão policial é diferenciada. Casos de abuso de autoridade são constantes e não ocorrem apenas contra organizadas. Voltando ao ato, se a paz for mantida na manifestação, que não se precise de intervenções maiores para a propagação da paz entre estes torcedores no cotidiano de suas vidas. Que os policiais também pensem assim. Ou então, apenas resta aguardar o próximo “acidente de percurso” praticado por torcedores ou policias. E a TV continuará atacando.

Saiba mais:

Site da Dragões da Real - clique aqui

Morre torcedor são-paulino - clique aqui

Policial ataca, depois fica em choque - clique aqui

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FutebolTelevisão

Mantos, nem tanto, sagrados...

por Felipe Lessa00h50

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FutebolArtes

Dez 10

A volta da tradição

por Equipe De Primeira15h21

Por Daniel Soares, leitor do blog

O maior acontecimento esportivo do ano acabou sendo a ascensão do glorioso Campo Grande Atlético Clube. O Galo da Zona Oeste foi vice campeão da terceira divisão fluminense (perdeu a final para o Quissamã) da terceira para a segunda divisão do Rio de Janeiro. Tendo disputado a primeira divisão pela última vez em 1995 e depois de seis longos anos penando na mais baixa divisão possível, o Campo Grande tem sua primeira temporada positiva em mais de uma década.

Neste período, o CGAC se digladiou nas várzeas da capital e do interior contra times de empresas (Estácio de Sá, Sendas F.C.), de empresários (Futuro Bem Próximo, Tigres do Brasil) e de prefeituras do interior e da Baixada (Cardoso Moreira, Mesquita, Macaé, Duque de Caxias, Angra dos Reis, Quissamã, etc...), com o apoio apenas de umas poucas dezenas de obstinados que não abandonaram as arquibancadas do carcomido estádio Ítalo del Cima até que este fosse interditado.

O Campusca passou boa parte da campanha na terceira divisão de 2008 jogando sem público no seu estádio ou no igualmente abandonado CT, que fica na periferia de Itaguaí (município vizinho). Somente nas fases finais jogou com público, mesmo assim em estádios emprestados.

A volta à segunda divisão pode ser efêmera, mas dá direito de sonhar com um dia em que o Campeonato Carioca volte a ser disputado por América, Bangu, Campo Grande, São Cristóvão, Bonsucesso, Olaria, Portuguesa da Ilha, além do último resistente, o Madureira.

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Dez 09

Eu acredito no Gordo

por Leonardo Mendes Jr.13h35

E Ronaldo vai jogar no Corinthians. Está em todos os sites, rádios, jornais, tevês.

E digo a todos. Torcerei loucamente pelo Corinthians em 2009. Não pelo time em si, pelo qual tenho forte ojeriza, mesmo sendo filho de corintiano. Mas pelo Gordo.

Não há melhor atacante brasileiro em atividade do que Ronaldo. Adriano tem uma esquerda potente? Ronaldo chuta bem com as duas. Luís Fabiano é mortal? Ronaldo é mais, e nunca é expulso. Nilmar, Keirrison, Pato são mais rápidos? Ronaldo tem uma capacidade de raciocínio que lhe permite enganar os zagueiros em um passe de mágica. Robinho é driblador? Ronaldo não dribla mais como antes, é verdade, mas é capaz de, em uma virada de corpo, deixar os beques na saudade.

Não imagino mais o Ronaldo das arrancadas, aquele que parecia um trator deixando zagueiros pelo caminho, driblando em velocidade até vencer o goleiro adversário. Vejo um Ronaldo mais para Romário. Na área, procurando o atalho, esperando a bola para fuzilar o goleiro.

E Ronaldo não precisará de mais do que isso para ser o melhor jogador em atividade no Brasil. Também não precisará de mais do que isso para voltar à seleção brasileira. Será a salvação da seleção que caminha inexoravelmente para o fracasso na África do Sul. E será a salvação de Dunga, que caminha firmemente para se tornar o novo Lazaroni.

Ronaldo merece mais uma Copa. Merece brilhar em mais uma Copa. Com a trajetória que ele tem, não existe fim mais digno para sua carreira. Ronaldo foi duas vezes ao fundo do poço e voltou, sempre melhor, sempre mais mortal. Fará isso pela terceira vez. E deixará o futebol com a imagem do que ele realmente é: um craque, um ídolo, um mito, o maior do futebol mundial desde Maradona. E não do beberrão obeso que faz suruba com travesti em motel fulero do Rio.

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FutebolSeleção BrasileiraCorinthians

Expliquem-me, por favor!

por Felipe Lessa01h45

Autoridades...
Brigas em jogos de futebol ocorrem todos os finais de semana no Brasil. Torcedores, organizados ou não, colocam a vida de muitos em risco para defender suas bandeiras, brasões e facções.

Por outro lado, o abuso policial é constante e também coloca a vida de muitos em risco. O que ocorre para que os marginais que brigam em nome de clubes de futebol não sejam banidos dos estádios. No site da CBF havia apenas o nome de dois torcedores impedidos de entrar em estádios brasileiros e com certeza, se os mesmos quiserem ir a um jogo, não existe controle para que sejam impedidos. Alias, onde está a relação. Se alguém quiser me ajudar a encontrar, deixe um comentário.

A violência correu solta nas redondezas da Arena da Baixada, durante a partida Atlético e Flamengo. Após atirar balas de borracha, policiais recolhiam tranquilamente as cápsulas disparadas contra torcedores atleticanos. O argumento era de que havia rubro-negros xingando PM´s. Ninguém foi detido e nenhum policial responde pelo abuso e algumas pessoas voltaram para casa feridas.

Pior mesmo é uma organizada do Vasco, acusada de contratar atletas de artes marciais para atacar torcedores organizados do Vitória. O que eles queriam? Reviver os momentos de quando espancaram torcedores santistas em São Januário?

O problema mais grave ocorreu em Brasília, onde os atritos chegaram ao extremo. Os bastidores do jogo final do Campeonato Brasileiro de 2008 foram repletos de pancadarias generalizadas. Após uma briga envolvendo torcedores com fardamentos da Força Jovem do Goiás contra Dragões da Real e Independente do São Paulo, um tricolor foi baleado no momento em que um policial tentava acertar-lhe uma coronhada.

Muitos casos como o do “torcedor” são-paulino e o “policial” brasiliense ocorrem todos os finais de semana. Apenas não são resolvidos pois as bases eleitorais, torcedores e policiais exaltados, rendem voto em época de eleições. Xingar e maltratar é uma diversão de longa....

Alguns links sobre o final de semana:
Contratações Vascaínas...

http://www.netvasco.com.br/news/noticias15/59465.shtml

Violência, ela existe...
http://www.mundorecord.com.br/play/ca62315d-998f-4ae4-9963-70ac7923f4e4

Londrina Esporte Clube
Ouvi dizer que o Londrina não recebeu nada em troca do lateral esquerdo Helder, repassado ao Grêmio de Porto Alegre. O espantoso é que quando olhei o registro do atleta no BID (Boletim Informativo Diário) da CBF, percebi que Helder se profissionalizou no Águia, creio eu que seja aquele de Mandaguari e que estranhamente se mudou para Londrina.

Vale lembrar que Helder foi uma das grandes revelações do Londrina Esporte Clube na Copa São Paulo de 2007 e despertou o interesse dos gaúchos ainda como júnior. Depois reclamam que não existe um time base, nem investidores na cidade. Será que a idéia de precisarmos constantemente de um salvador da pátria não é fabricada? Muita gente ganha dinheiro em cima do Londrina. Caso alguém queira se explicar, ou explicar a situação, comente....

Alguns links sobre Helder:
Histórico profissional de Helder na CBF...
http://200.159.15.35/registro/registro.aspx?s=185482

Histórico na Wikipedia....
http://pt.wikipedia.org/wiki/H%C3%A9lder_Silva_Santos

Onde o flerte começou...
http://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas/2007/01/07/ult59u110240.jhtm

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Dez 08

Todo ano eles fazem tudo sempre igual

por Adriano Brandão07h43

Brasileirão encerrado, já é hora de pensarmos em 2009. E é super fácil bancar o vidente. Basta dividir em departamentos. Vejam só:

Categoria "Fluminense" de time brasileiro que elimina o São Paulo na Libertadores: Grêmio.

Categoria "Boca Juniors" de time estrangeiro que frustra uma equipe brasileira na final da Libertadores: Boca Juniors.

Categoria "Coritiba" de time que se deslumbra mas que não passa da primeira fase da Libertadores: Sport.

Categoria "Atlético Mineiro" de time que fiasca no ano do centenário: Coritiba.

Categoria "Botafogo" de eterna promessa nunca cumprida: Internacional.

Categoria "Ipatinga" de time de prefeitura que é rebaixado no ano de estréia na primeira divisão: Barueri.

Categoria "Vasco" de time grande que cai à segundona: Santos.

Categoria "Corinthians" de time grande que volta à primeira divisão logo no primeiro ano na segundona: Vasco.

Categoria "Flamengo" de time que nada, nada e morre na praia: Palmeiras.

E, last but not the least...

Categoria "São Paulo" de time regular que acaba ganhando no final: será o São Paulo mesmo, mais uma vez.

Enfim, será um ano divertido. Como todos eles. :)

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Futebol

Dez 07

Hora de esquecer a Madonna

por Ana Carolina Moreno17h01

O mundo é povoado por duas categorias de seres humanos. Aqueles que se sentem capazes de fazer tudo para conseguir o que querem e, por isso, sempre pensam o pior dos outros, e aqueles que têm limites e tendem a esperar o melhor de seus vizinhos.

Se o São Paulo perder hoje do Goiás e o Grêmio, com vitória sobre o Atlético-MG, garantir o Campeonato Brasileiro de 2008, direi que, apesar de um segundo turno fenomenal, a equipe falhou ao não conseguir segurar a ansiedade contra o Fluminense, e ao não superar os tropeços dos oito primeiros meses do ano.

Se o São Paulo empatar ou ganhar a partida no Bezerrão, eu direi que sempre acreditei nesse título. Que desde o fim do ano passado vislumbrava, mais do que a Libertadores, a conquista desse tal tricampeonato inédito, sem contar o hexa, que realmente deixariam o meu time em uma posição invejável no histórico da competição. E não me venham encher a paciência, porque sou a única são-paulina que ainda dizia, em julho, agosto, setembro, que ainda dava para vencer essa joça.

Independente do que acontecer nas próximas duas horas, aqui vai uma análise superficial do episódio conhecido apenas superficialmente sobre a possível manipulação do resultado da partida entre Goiás e São Paulo.

No fundo, no fundo, penso que tudo não passa de um complô dos psicólogos que atuam na área esportiva. Querem que todos fiquem com os nervos à flor da pele e aí vai ter mercado pra todos eles, em todas as partes do Brasil.

Vocês acham bobeira pensar nessa hipótese? Pois pensar que o São Paulo tentou comprar o árbitro para garantir um empate em uma partida contra uma equipe que sequer vai jogar em casa e não ganha esse confronto há três anos é tão absurdo quanto.

E imaginar que a iniciativa tenha partido do Grêmio, talvez por uma dor de cotovelo causada pelo título colorado da Sul-Americana, ou talvez por ter ficado tanto tempo na liderança do campeonato e agora se ver obrigado a rezar, acender velas, fazer promessa para conquistar o título que poderia ter assegurado antes, é igualmente bizarro pra mim.
Sabemos que “dirigente” e “escrúpulos” não são palavras que normalmente freqüentam as mesmas frases. Mas um time com a tradição do Grêmio não chegaria tão baixo assim. Pode ter sido algum gremista, claro. Do mesmo modo como pode ter sido algum são-paulino, claro. Mas não acredito em ações institucionais de qualquer lado.

De qualquer maneira, como o assunto só veio parcialmente à tona, já existem versões de todo tipo. Uma fala sobre envelope com dinheiro. A história confirmada pelo Ministério Público cita a inclusão do árbitro Wagner Tardelli na lista da Federação Paulista de Futebol de solicitantes de ingressos para o show da Madonna. A investigação vai ficar para depois da decisão, e o único efeito foi aumentar o nervosismo geral e colocar em dúvida clubes, instituições e indivíduos.

Afastar o Tardelli, pelo menos, foi a melhor resposta a uma possível tentativa de manipulação do resultado. Não afastar e depois querer anular o resultado da partida seria acrescentar à história mais um episódio para sempre mal-resolvido, para sempre motivo de discórdia, para sempre evidência da mediocridade com que tratamos o futebol. O título com asteriscos do Flamengo o título que tiraram do Inter, por exemplo, formam uma lista triste que não deve ser engrossada.

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FutebolCampeonato Brasileiro

Kukín e Eu

por Equipe De Primeira02h17

por Leonardo Bonassoli

2000 era o ano. Tardes vazias se espalhavam, talvez pela primeira vez e última vez muitos anos. "Oficina vazia, cabeça do diabo", diria alguém errando o ditado como a Magda do Sai de Baixo, que estava em voga na época, exceto se estiver sendo traído pela minha memória-fantasia.

A outra ponta do contexto do início da história: estrangeiros. Vivemos atualmente com uma boa presença de estrangeiros no futebol brasileiro. Antes, tivemos alguns picos. No Atlético Paranaense, houve uma série de estrangeiros que começou com o uruguaio Matosas no início de 1996. Naquela época, só dois estrangeiros por equipe podiam ser relacionados. Depois do sucesso de Nowak e Piekarski, o Atlético Paranaense resolveu trazer dois jogadores de uma mesma nacionalidade para o clube: os peruanos Abel Augusto Lobatón Espejo e Carlos Antonio Flores Murillo.

Lobatón foi o que mais deu certo. Não que o centroavante fosse um primor técnico (longe disso). O que aconteceu foi o fato de ter feito um gol em Atletiba na primeira de suas duas curtas passagens pelo time da Baixada.

Já Flores, que carregava a alcunha de "Kukín", pouco jogou pelo Furacão. Aí que o primeiro e o segundo parágrafos se encontram: eu vi ele jogar no dia 27 de outubro de 2000, na Arena da Baixada, num amistoso entre um mistão do Atlético e equipe do Juventus de São Paulo. A Copa João Havelange, em disputa na época, tinha número ímpar de times, o que fazia com que os times tivessem folgas na tabela. Este amistoso foi em uma das folgas.

Foi uma partida fraca tecnicamente (um time reserva contra um que estava a milhas da elite). Bentinho, com a 9 do CAP, perdeu gols a rodo. Tanta gente jogou que depois do número 18 começaram a repetir os números das camisas. E com a 8 entra o herói de nossa história. Ele joga alguns minutos, com bons passes e antecipações no meio. Jogador mais clássico e que jogava de primeira passes açucarados e antevia movimentos. Nada para impedir um empate em 2 gols contra o Juventus, que não deperdiçou suas chances.

Pouco tempo disso, ele retornou para o Sport Boys, clube de origem, sendo que a alegação foi de "problemas pessoais". Passei a acompanhar alguns passos deste jogador, entre os mais obscuros da história recente do clube (Roland Tüske está no mesmo nível). Clube atrás de clube. Resgatei uma frase dele: "é so a gente beber duas garrafas que já dizem que estamos nos embebedando", para entender um pouco do perfil polêmico do atleta.

No Unión Huaral, após sair do clube, disparou: "esses dirigentes não entendem de futebol. Com exceção de 2 ou 3, eles só entendem de frango". Foi nessa passagem pelo Huaral que aconteceu a lendária foto da comunidade Futebol Alternativo do orkut. E seguia o polêmico Kukín de clube em clube.

No Villa del Mar, da Segundona, Flores foi acusado de entrar em luta corporal no vestiário com o treinador, sob a alegação de não ter gostado de ser substituído. Entre sumidas e aparecidas seguiu nosso "herói".

Há alguns anos, surgiu a notícia de que Carlos Flores esteve internado numa clínica para se curar de dependência química. Era realmente mais um bom jogador que poderia ter ido mais longe se não fossem os vícios e confusões. A lista não é pequena e cada um conhece dezena de casos.

Mas incrivelmente ele "fugia" de competições internacionais, pois neste troca-troca de times ele sempre parava em clube que não disputava nem Libertadores, nem Sulamericana. Tudo até este ano, quando o Sport Ancash disputou a Sulamericana com Flores envergando a camisa 10. Foi meu reencontro com o futebol dele (desta vez pela TV). Era o dia 24 de setembro, e numa partida sonolenta, Ancash e Palmeiras ficaram no zero a zero na cidade de Lima. Todas as bolas paradas eram de Flores e muitas levaram perigo ao gol do goleiro Marcos. O peruano sentiu um pouco os 34 anos de idade, mas mesmo com a mobilidade reduzida mostrou lances de habilidade como um cruzamento de beach soccer.

Ele viria para o Brasil depois de oito anos. Mas alegaram que ele não teria tomado uma vacina, sendo barrado. Outros diziam que na verdade era um problema com a FIFA, pois Flores tinha ultrapassado o limite de times que poderia defender no período de um ano. Ele não pôde jogar uma partida oficial aqui no Brasil.

O jogo que vi dele teve um público pequeno. Alguns brasileiros viram pela TV o jogo recente dele. Tem uma anedota de música que Indie é aquele que tem uma banda que só ele conhece. Eu tenho um jogador que eu fui um dos poucos a ver em atuação num estádio do Brasil. Seria eu um indie do futebol?

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Dez 04

A melhor final do ano

por Jones Rossi01h11

O melhor time do ano no Brasil continua sendo o Fluminense de Renato Gaúcho na Libertadores. Thiago Silva, Thiago Neves, Conca, Washington foram gigantes e perderam a final apenas nos pênaltis. Mas a melhor final do ano é sem dúvida a série entre Estudiantes e Inter. Até pela estatura dos dois times. O Inter é maior que o Flu, assim como a LDU não chega aos pés do Estudiantes de Verón.

A Sul-Americana, apesar do desprezo de quem só pode não gostar de futebol, reuniu os melhores times do continente e teve jogos espetaculares desde as quartas-de-final. E o Inter, com um elenco desproporcional em tempos de crise e pouca ousadia nas contratações, surgiu como campeão anunciado da Copa, apesar da má campanha no Brasileiro.

Jogou uma partida histórica em La Plata, perfeita em qualquer aspecto. Fez com que a Globo mudasse a programação desta quarta-feira e substituísse o filme pelo seu jogo.

Em Porto Alegre sentiu a força de uma camisa como a do Estudiantes, que tem jogadores incansáveis como Verón e Desábato, além de Angeleri. Mas tem seus próprios heróis. O principal deles, sem dúvida, D'Alessandro.

O meia argentino joga um futebol que não se vê mais no Brasil. Não é só habilidoso. Ele faz a partida seguir seu próprio ritmo, como se quando estivesse interessado de verdade fosse impossível perder o jogo. Provoca na medida certa e nunca se deixa levar pelas pancadas adversárias.

Se D'Alessandro fosse brasileiro seria Romário. E se este time continuar em 2009, com outro técnico, dificilmente terá um adversário à altura. O São Paulo de 2009 se chama Inter e sabe jogar futebol.

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Londrina lamenta há 16 anos, mas volta a vencer algo

por Felipe Lessa00h34

16 anos depois, o Londrina Esporte Clube volta a conquistar um título. Nos pênaltis, o Tubarão bateu o Leão do Vale por 3 a 1. Ninguém mais que Serginho foi responsável pela conquista. Durante aquele oxo magro que percorreu entre o tempo normal e a prorrogação, o grande arqueiro londrinense demonstrou quanta falta fez para o LEC no segundo turno, quando foi afastado para que a camisa 1 alviceleste pudesse divulgar mais um produto do empresário Adir Leme.

Foi uma final melancólica. 3000 pessoas, entre elas um grande comboio de londrinenses, assistiram aflitas à peleja válida pela final da Copa Paraná 2008. E copados foram os adeptos do tuba, ao invadir o campo para finalmente soltar o grito de campeão e dar a volta olímpica. Não confundam o termo com argentinidade de alegria e camaradagem por parte dos nada camaradas torcedores da Ira leonina, os fãs do Cianorte. Os copos foram atirados sem dó, nem piedade, contra atletas e torcedores do Londrina.

Dar a volta olímpica foi uma batalha campal. Ninguém sabia se cantava, festejava ou se precavia de tudo aquilo que foi arremessado contra os londrinenses. Dois em especial, caso acertados, me fariam enviar graças e louvor aos inimigos da azzurra do noroeste paranaense.

Se no geral, os cartolas merecem o desrespeito da torcida, no interior a regra deveria virar lei. Apesar de nas arquibancadas o papo ser um, o mesmo jogo da Globo é replicado pela fiel e “gigante” rádio pé-vermelha. Fidelidade ao jabá, o que lhe fez entrevistar diversas crias do “homem forte” do Londrina. Aquele que se recusou a assinar contrato e pediu para sair antes mesmo de cumprir com o mesmo.

Para falar a verdade, comemorar campeonato da Copa Paraná, seria tão monótono como comemorar o Campeonato Paranaense da segunda divisão em 99. Tão sem graça quanto comemorar a Copa Curitiba, em 94. Se dizem que nosso último título ao menos valeu vaga na Copa do Brasil em 2010 , Série D do Brasileiro em 2009 e Recopa Sulista 2008, ao menos no torneio que levava o nome da capital nós batemos e peitamos todo o trio de ferro.

Comemorar Copa Paraná é uma vergonha para todo aquele que como eu, viu o Tubarão com o T maiúsculo batendo de frente contra Flamengo, Inter, Grêmio, Coritiba e Atlético Paranaense. A retomada de espaço já deveria ter ocorrido em 99, quando o LEC bateu a saudosa cria de Amarildo Vieira, a Lusa Londrinense, na segundona do Paranaense.

Título desgraçado, não pela vergonha de ter sido a segundona do futebol paranaense, mas sim por lembrar da podridão que ocorreu no ano seguinte, quando em derrota e teatro orquestrado por Varley de Carvalho, na segundona de 98, o alviceleste tomou de 3 a 0 do Gama em Brasília, ficando de fora do acesso à primeira divisão brasileira.

E a última conquista não foge à regra. Basta ver a pose de Nei César, o comandante alviceleste que finalmente chorou com o ponto final da finalíssima. Já nas penalidades, quando Renatinho mirou, correu e decretou o título, penso eu que o choro do treinador foi raiva e desabafo. Quem sabe, contra patrões que o atormentaram durante um torneio inteiro. Foi atormentado, da mesma forma como estou eu, que comecei a torcer pelo Londrina Esporte Clube nos tempos que pensar em Tubarão não era uma tormenta. Portanto, há 16 anos, não comemoro nada.

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FutebolFutebol Paranaense

Dez 03

Os maiores exportadores do Paraná em 2008

por Felipe Lessa04h15

Que o Atlético Paranaense é o maior exportador do estado, muitos já imaginavam, mas pensar que Matsubara, Galo Adap de Maringá e Portuguesa Londrinense estão no Top 5 de 29 paranaenses que vendem seus “produtos” ao exterior é surpreendente.

Muita gente reclama que é de baixo nível o futebol paranaense. Entre os dirigentes, o papo é de pobreza, dificuldade e lamentação. No entanto, quanto ganhou cada clube paranaense ao exportar atletas para terras estrangeiras? Muitos “pequenos” reclamam de arbitragem e baixas cotas de TV, mas mantém suas relações internacionais sempre de forma prioritária. Até mesmo os extintos profissionais e os amadores entram na bolada.

No dia que a Confederação Brasileira de Futebol, nossa querida CBF, disponibilizar o histórico de cada jogador brasileiro que segue para terras estrangeiras...muita gente pode se espantar. Nada menos que 1176 jogadores foram comercializados para o exterior até a presente data, como afirmam os dados da entidade máxima da peleja brasileira.

Apenas do Paraná foram 95 jogadores. Ainda assim, voltando ao histórico dos jogadores, muita gente vai se assustar no dia que as transferências de nosso futebol forem totalmente transparentes. É de longa data a denúncia de que atletas de interior e capital são enviados para clubes inexpressivos, muitos do futebol paulista, para então, serem transferidos ao exterior sem que os clubes formadores recebam algo.

O ranking da exportação nos envergonha. Os negócios acabaram com o futebol paranaense. Venderam a tradição do futebol brasileiro.

Ranking
Atleta/clube destino/data de transferência

01 - Clube Atlético Paranaense

1 - Daniel Soares de Sousa Lemos - Fc Ingolstadt 04 Fubball Gmbh (Alemanha) - 14/07/2008
2 - David Arturo Ferreira Rico - Al Shabab Al Arabi Club (Emirados Árabes) - 08/02/2008
3 - Andre Guerreiro Rocha - Major League Soccer (Estados Unidos) 27/02/2008
4 - Claiton Alberto Fontoura dos Santos - Consadole Sapporo (Japão) 29/02/2008
5 - Rogerio de Assis Silva Coutinho - Al-Kuwait S.C. (Kuwait) 19/09/2008
6 - Edvaldo Rojas Hermoza - Assoc.Naval 1.De Maio (Portugal) 14/08/2008
7 - Matheus Henrique do Carmo Lopes - Belenenses (Portugal) - 21/07/2008
8 - Samuel Barbosa Bittencourt - Grupo Desportivo Sourense (Portugal) - 28/01/2008
9 - Ivan Saraiva De Souza Clube - Gaziantepspor (Suíça) - 25/01/2008
10 - Rogerio Correa de Oliveira - Fc Illichevits Mariupol (Ucrânia) - 17/07/2008
11 - Alberto Valentim do Carmo Neto - C.A.Rentistas (Uruguai) - 11/09/2008

02 - Sociedade Esportiva Matsubara
1 - Adriano Cechin - Ciudad De Lorca C.F. (Espanha) - 27/05/2008
2 - Leonardo de Miranda Pires - C.D. Ciudad De Vicar (Espanha) - 08/02/2008
3 - Washington Luiz Batista - Club Guastatoya (Guatemala ) - 23/10/2008
4 - Willian Correia Veloso - Club Deportivo Platense (Honduras ) - 04/07/2008
5 - Jeferson Luiz Escher - Kacm (Marrocos) - 18/09/2008
6 - Helio da Silva Assis - Ximang Hai Phong (Vietnã) - 14/01/2008
7 - Paulo Henrique Barbosa Pimentel - Can Tho F.C. (Vietnã) - 11/01/2008
8 - Rafael Fernando Corrente - Hoa Phat Hanoi F.C. (Vietnã) - 13/02/2008

03 - Adap Galo de Maringá Futebol Clube Ltda
1 - Danilo da Silva Modesto - Mika Yerevan (Armênia) - 19/06/2008
2 - Douglas Alan Schuck Friedrich - Sanat-E-Naft-E-Abadan F.C. (Irã) - 23/10/2008
3 - Leandro Bernardi Silva - Daegu Fc (Coréia Do Sul) - 10/07/2008
4 - Fernando Marchiori Lavagnolli - U.D. Puertollano (Espanha) 14/01/2008
5 - Alex Sandro Noronha de Jesus - Hamrun Spartans F.C. (Malta) 08/08/2008
6 - Felipe Guimaraes Alves - Real Sport Clube (Portugal) 26/09/2008
7 - Welinton Souza Matos - Sporting Sociedade Desportiva de Futebol (Portugal) - 24/01/2008

04 - Paraná Clube do Brasil
1 - Josiel Da Rocha - Al-Wahda Sports Cultural Club (Emirados Árabes) - 10/01/2008
2 - Elvis Johnny Correa - Viborg Ff (Dinamarca) - 11/02/2008
3 - Felipe Alves De Souza - Malavan F.C. - (Irã) - 05/08/2008
4 - Jefferson Andrade Siqueira - A.C.Fiorentina (Itália) 14/07/2008
5 - Adriano Ferreira Silvestre - Marítimo Da Madeira (Portugal) 13/02/2008
6 Daniel Lopes Cruz - Assoc.Naval 1.De Maio (Portugal) 22/07/2008
7 - Anderson Da Silva de Jesus - Al-Khor Sports Club, Doha (Portugal) - 16/01/2008

05 - Portuguesa Londrinense
1 - Everton Roberto Fermino - C.S. Cartaginês (Costa Rica) - 31/07/2008
2 - Leonardo Fabrao Marques De Gouvea - C.D.Martos (Espanha) - 03/10/2008
3 - Evandro Ferreira De Moura - Club Deportivo Platense (Honduras) 18/07/2008
4 - Gefferson Pereira - Ac Rivoli (Itália) 14/08/2008
5 - Eduardo Henrique Furrier - Shb Da Nang (Vietnã) - 07/05/2008
6 - Marcio Aparecido Mamuth - Delta Dong Thap (Vietnã) - 06/05/2008

06 - Coritiba Foot-Ball Club
1 - Leandro Bernardi Silva -.Al-Ahli (Arábia Saudita) - 29/01/2008
2 - Guilherme Rodrigues Moreira - Honved F.C. (Hungria) - 29/08/2008
3 - Igor Jose Marigo de Castro - Zobe Ahan-E-Isfehan Club (Irã) 08/08/2008
4 - Artur Guilherme Moraes - A.C. Siena Spa (Itália) 16/01/2008
5 - Anderson Gomes De Lima - Marítimo Da Madeira (Portugal) 29/01/2008
6 - Carlos Eduardo Pereira Bispo - Marítimo Da Madeira (Portugal) 28/08/2008

07 - Londrina Esporte Clube
1 - Jose Elias Moedim Junior (Zé Elias) - Cashpoint Scr Altach (Austria) - 03/07/2008
2 - Jefferson de Souza Leite - Fc Dynama Minsk (Belarus) - 11/09/2008
3 - André Moura Barbosa - C.S Herediano (Costa Rica) - 31/01/2008
4 - Rafael Santos Bergamasco - Fc Rostov (Rússia) - 25/03/2008
5 - Bruno Menezes Soares - Enkoping Sk Fotboll (Suécia) - 21/07/2008

08 - Nacional de Rolândia Ltda
1 - Bruno Bastelli - Baki Fc (Azerbaijão) - 01/10/2008
2 - Juliano Gustavo de Quadros - Aquile Rossoblu (Itália) - 30/10/2008
3 - Bruno Roberto de Mattos - Lusitano Ginasio Clube (Portugal) 14/02/2008
4 - Fernando Henrique Lucena Teixeira - Fc Norrkoping (Suécia) - 14/08/2008
5 - Jean Carlos Da Silva - Sr Delemont (Suíça) - 07/08/2008

09 - J. Malucelli
1 - Willian Gomes Quintino Da Silva - Petroshimi-E-Tabriz F.C. (Irã) 31/10/2008
2 - Diogo Soares Gomes - Associação Acadêmica De Coimbra (Portugal) 05/09/2008
3 - Marco Aurelio Iubel - Vitória Sport Clube (Portugal) - 31/01/2008
4 - Paulo Henrique Marques - Vitória Sport Clube (Portugal) - 21/07/2008
5 - Andre Luis Correia Diogo Nunes - Fc Gloria Buzau (Portugal) 06/03/2008

10 - Iraty Sport Club
1 - Saong Min Lee - Gyeongnam Fc (Coréia do Sul) - 21/07/2008
2 - Alex Sandro da Silva - Hamburger Sv. (Alemanha) - 29/08/2008
3 - Luciano Valente de Deus - E Khoozestan Fc (Irã) 28/10/2008
4 - Carlos Alexandre Bernal - Throttur Reykjavik Fc (Islândia) 14/02/2008

11 - Astral Esporte Clube
1 - Gilson Domingos Rezende Agostinho - Henan Construction F.C (China) - 28/03/2008
2 - Ricardo Chociay - Sport Clube União Torrense (Portugal) - 18/09/2008
3 - Gustavo Henrique Trizotte - Fc Aarau Ag (Suíça) - 14/02/2008

12 - Cascavel Clube Recreativo (Antigo Sorec)
1 - Murilo Avante de Luzia - Tp-47 (Finlândia) - 04/08/2008
2 - Marquem Nuguen Goncalves Ferreira - Liga Desportiva Muçulmana De Maputo (Moçambique) 28/02/2008
3 - Vinicius Boeira Baracat - Club Nacional De Football (Uruguai) - 19/02/2008

13 - Toledo Colônia Work
1 - Igo Julio Aguena Soares N.K. Siroki Brijeg (Bósnia) - 26/06/2008
2 - Gelson Geraldo dos Santos Junior - Pae Veria (Grécia) - 08/02/2008
3 - Diego Alexandre Ribeiro - Club Atletico Juventud (Uruguai) - 18/02/2008

14 - Atlético Clube Paranavaí
1 - Elton Gomes Dos Santos - Pae Apollon Kalamarias (Grécia) - 27/08/2008
2 - Wellington Cesar Ribeiro - A.S.D. Imola Calcio (Itália) 07/02/2008
3 - Daniel Fonseca Francisco - Clube Desp.De Mafra (Portugal) 28/08/2008

15 - Rio Branco de Paranaguá
1 - Rodrigo Goncalves De Oliveira Lopes Silva - Klaksvikar Itrottarfelag (Ilhas Faroe) - 20/02/2008
2 - Paulo Cesar Urnau - Ytterhogdals Ik (Suécia) - 06/05/2008

16 - Real Brasil Ltda
1 - Adriano da Matta Inácio - U.D.Ibiza-Eivissa (Espanha) 08/09/2008
2 - Maicon Ricardo da Silva Bonifacio - Centro Recreio Popular De Barrosas (Portugal) 17/01/2008

17 - Roma de Apucarana Ltda
1 - Tiago Henrique da Silva - Fc Gabala (Azerbaijão) - 30/07/2008
2 - Andre Luiz Rodrigues Lopes - Tokushima Vortis (Japão) 11/07/2008

18 - A.A. Iguaçu de União da Vitória
1 - Emerson da Silva Santos - N.K. Siroki Brijeg (Bósnia) - 26/06/2008
2 - Carlos Roberto dos Santos - Convoy Sun Hei Sports (Hong-Kong) - 21/01/2008

19 - Francisco Beltrão
1 - Frank Rodrigo Tavares - Sociedade Recreativa Almancilense (Portugal) 08/08/2008
2 - James Roberto Santana - F.C.Pedras Rubras (Portugal) - 29/01/2008

20 - Engenheiro Beltrão
1 - Fred Nelson De Oliveira - Fc Sheriff Tiraspol (Moldova) 28/03/2008

21- Sport Club Campo Mourão
1 - Sergio Rafael Da Costa - Fc Sheriff Tiraspol (Moldova) 02/07/2008

22 - Centro Paranaense De Futebol
1 - Felippe Girardello de Faria Maia Gapski - Redlands United, Qld (Austrália) - 14/03/2008

23 - Andraus Brasil
1 - Pedro Henrique Coelho de Oliveira Clube - Green Gully Cavaliers Sc (Austrália) - 28/05/2008

24 - Combate Barreirinha
1 - Cicero Aparecido de Almeida - Wsv St. Lambrecht (Áustria) - 14/04/2008

25 - Associação Esportiva E Recreativa Auritânia
1 - Wilson Veiga Neto - Bahrain Club (Bahrain) - 11/02/2008

26 - Ypiranga Futebol Clube – Futebol Feminino
1 - Francieli Teodoro Bueno - Boston Aztec (Estados Unidos) - 17/04/2008

27 - Trieste Futebol Clube
1 -Eduardo Santos Batista - Al Orouba Sports Club (Omã)10/09/2008

28 -Esporte Clube Comercial
1 - Reinaldo Aparecido Barbosa dos Santos - Grupo Desportivo Sourense (Portugal) 29/01/2008

29 - ACE Urano
1 -Cledson Flavio Malek Negozzeki - Fc Gland 9046 (Suíça) - 28/08/2008

Fonte: www.cbf.com.br

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