De Primeira: Futebol, Futebol e Futebol

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Nov 29

Remo busca saída na conciliação

por Equipe De Primeira11h17

Por Leonardo Aquino

Enquanto ainda absorve o golpe de uma eliminação/rebaixamento na série C, o Remo parece ter acertado a única bola dentro em termos de gestão nos últimos anos. Só foi preciso um pouco de inteligência para chegar a uma solução prática para enxugar as dívidas trabalhistas do clube, estimadas em cerca de 6 milhões de reais. A diretoria decidiu abrir mão de brigar pela sede campestre, um terreno inútil que havia sido arrematado num leilão da Justiça do Trabalho por 3 milhões de reais. A decisão faz com que a própria Justiça suspenda o bloqueio de rendas de jogos e patrocínios. Além de aceitar a perda do patrimônio, o Remo resolveu resistir à tentação de ver a cor do dinheiro: vai manter a bolada nos cofres judiciais, para que seja utilizada no pagamento dos débitos por meio de conciliações.

As audiências estão marcadas para a próxima quinta-feira, 4 de dezembro. Estão na pauta da Semana Nacional de Conciliação, promovida pelo Conselho Nacional de Justiça. O Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região já convocou todos os credores do Remo para um dia inteiro de audiências. O clube já terá direito a utilizar 1 milhão e 600 mil reais para negociar. Não é pouco. Com esse dinheiro em conta, o clube terá um razoável poder de barganha. Isso porque, na conciliação, uma boa oferta para pagamento à vista é sedutora e acaba com o desgaste dos trâmites judiciais “normais”. A diretoria remista espera reduzir pela metade as dívidas, apenas na base do diálogo. Isso não é tão improvável, já que os débitos reais geralmente são inflacionados por advogados.

Desde 2001, crise financeira e dívidas trabalhistas são assuntos comuns no Remo. Em 2006, a situação ficou pior. Os atrasos nos salários se tornaram cada vez maiores. Os problemas de bastidores, mais evidentes. A imagem de mau pagador, mais consolidada. E o atoleiro, mais profundo. Os resultados foram vistos em campo: dois rebaixamentos seguidos e uma grande angústia envolvendo as perspectivas para 2009. Na segunda-feira, três dias antes das audiências de conciliação, o Remo elege o novo presidente para os próximos dois anos. Quem sabe ele já não vai começar o mandato com uma condição mais fácil para comandar uma reestruturação na base da humildade.

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FutebolFutebol Paraense

Nov 25

O fim do Grêmio Maringá

por Jones Rossi20h55

Sim, vou falar do mais que irrelevante futebol do interior do Paraná. E só para relembrar um pouco das origens deste blog, quando éramos revoltadinhos e sujinhos, se aparecer alguém falando mal pode sentir-se mandado à merda desde já.

Vou falar do fim do Grêmio Maringá, ou de sua última ressurreição como Galo/ADAP, como quem se considerou durante muito tempo o maior torcedor vivo do Galo do Norte. Alguém que era tido como um E.T. quando, nos tempos de infante estudante primário no Barddal da Pedro Ivo, anunciava seu amor, estranho amor, pelo Grê-mi-o Ma-rin-gá, escandindo todas as sílabas para que os coxinhas, atleticaninhos, coloradinhos e pinheiristinhas entendessem. Para se ter uma idéia, eu ainda lembro como comemorei feito louco com meu pai um empate por 3 a 3 com o Pinheiros no Erton Coelho, em 88.

Mas em se tratando de Grêmio Maringá, os resultados eram acessórios, como qualquer genuíno torcedor de time pequeno sabe. A maior alegria era simplesmente ser torcedor. Ponto final. Como morador de uma pequena aldeia que resiste a um exército. Como se fizéssemos parte de uma sociedade secreta. Sim, e mesmo em território hostil, de vez em quando dava para encontrar outros membros.

Em um desses bingos que rolavam nos estádios na década de 80, fui com o meu pai tentar a sorte grande e levar um Chevette para casa. Promovido por um time de futebol, o Pinheiros, a cada prêmio o locutor perguntava o time do caboclo. Coxas e atleticanos eram a maioria. Aparecerem torcedores do Pinheiros e Colorado em bom número. Mas eis que um louco solta, com a boa educação típica do pé-vermelho católico e temente a Deus: "olha, você vai me desculpar, mas sou Galo, sou Grêmio Maringá." É sério, houve uma pequena ovação no estádio e meu pai perdeu a conta de quantos se levantaram para declarar a mesma paixão. Ou loucura, afinal, nosso ídolo era o Marinho Rã...

Meu pai, zagueiro dos bons, homem sério e de poucos sorrisos, embora feliz, nunca foi um fanático por futebol. Era santista como meu avô e gostava do Pelé ("o Negão era foda", dizia, permitindo-se falar um raro palavrão). Mas, contrariando a postura pouco apaixonada em relação ao futebol, viajou para Curitiba para ver a final do Campeonato Paranaense de 1977. Ali, contra arbitragem, bastidores, Evangelino, Couto Pereira, torcida, contra tudo, o Grêmio Maringá venceu o estadual e interrompeu uma série de seis títulos seguidos do Coxa. Ele dizia que era para ter acontecido ainda um ano antes, em 76, mas que a gente tinha sido roubado.

Depois de morar em Floresta, Mallet e Bom Sucesso, a gente se mudou para Curitiba no ano em que o Coritiba foi campeão brasileiro. O melhor amigo do meu pai, que trabalhou com ele no Banestado de Mallet, nos levou ao Couto para tentar ao menos me converter. Não gostei de nada daquilo. Não por se tratar do Coritiba. Mas por achar que seria renegar minhas origens torcer por um time tão grande e forte, tão curitibano, tão pouco interior, pelo menos na minha visão de moleque de seis anos com uma puta saudade da terra vermelha.

Acho que um dos dias de maior orgulho pro meu pai foi quando falei que continuaria torcendo para o Grêmio Maringá. Passou a mão nos meus cabelos e abriu o sorriso. Eu era como ele. E gente como a gente não gosta nem de morar na capital. (Eu reconheço a ironia disso tudo. Eu passei a minha vida planejando voltar para Maringá e acabei em São Paulo...)

Meu pai morreu em 1994 e com ele o Grêmio Maringá. O time foi rebaixado no mesmo ano. Um ano depois, de pura tristeza, meu avô, pai do meu pai, também se foi. Os dois foram enterrados a metros um do outro, no cemitério de Floresta. Desde então voltei umas três ou quatro vezes lá. Duas vezes no Willie Davids. Quando minha mãe estava grávida de mim, costumava contrariar as orientações do meu pai e ia, assim mesmo, ao estádio. Mas, junto com meu pai, não lembro de ter ido sequer uma vez até lá. Há poucas coisas mais tristes que deixar de ir a um estádio de futebol com o pai.

Foi a única vez que chorei por futebol. Quando o Grêmio caiu para a segunda divisão do Paranaense. Era um choro por causa do câncer do meu pai. Os dois em estado terminal. Minha vida ia mudar para sempre. A gente chora por essas coisas também, quando percebe que agora é com você e não tem jeito.

Comecei a trabalhar para ajudar em casa. Nunca abandonei o Grêmio, um time sem um centésimo da mística de um Flamengo ou Corinthians, mas que para mim era o único que fazia sentido. Nunca me sentiria bem sendo apenas um entre 30 milhões de flamenguistas ou 20 milhões de corintianos.

Maringá era para mim como o sol amarelo para o Superman. Pena que o Grêmio estivesse mais para Krypton, prestes a implodir. O Guilherme Voitch vai lembrar do dia em que cruzamos o Paraná em cinco horas para ver Jon Espencer Blues Explosion em Maringá. Era 2001, e o Grêmio levava 20 mil pessoas por jogo na segundona do Paranaense e uma banda do naipe do Jon Espencer se apresentava numa cidade que não era exatamente Nova York. Foram 25 mil contra a Lusinha Londrinense no WD. Parecia o início de uma nova era de ouro. No ano seguinte, fomos vice-campeões paranaenses. O que poderia dar errado?

Mas os maringaenses abandonaram o Grêmio. O time, que já havia sido vendido e mudado o escudo, deixou de ser parte da cidade para se tornar propriedade de um empresário maluco. Depois voltou sob as ordens de um time de Campo Mourão, uma bizarrice igual ao Ipatinga comprar o Atlético Mineiro. Agora acabou de vez. Um grupo de empresários quer fazer o Grêmio original voltar por baixo, partindo da terceira divisão do Paranaense. Infelizmente, não dá mais. O Grêmio que eu conhecia morreu com o meu pai. Putz, mas como eu torço para estar errado.

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FutebolFutebol Paranaense

Festa na floresta*

por Equipe De Primeira12h31

por Napoleão de Almeida

Recebi por e-mail o 'poema' a seguir, parte da euforia sampaulina com a iminente conquista do Tri.

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CAMPEÃO? QUE NADA!
BOM MESMO É SER TRI-HEXA!

Não há o que contestar!
Não quero choro nem vela!
Há quem nasce pra ganhar
E quem no fim amarela

Há quem chore sua sina
Há quem xingue revoltado
Chora o velho e a menina
Chora o time rebaixado

Chora a gaita lá nos pampas;
Cai o "bacalhau" no Rio;
E as três cores sacro-santas
já colorem o Brasil

Chora o "Urubu" perdido;
Chora o "Porco" no chiqueiro;
E na toca da Raposa
Chora o povo mineiro

Pelo Sul choram os Coxas-Brancas;
E se revoltam os Inter-Colorados;
Com aquelas caras de carrancas:
Não adianta nem ficarem magoados!

Na Gávea anunciaram a "festa"
para o tal do seu "mengão"
Mas deu São Paulo na testa
É TRI-HEXA CAMPEÃO

Os "machões" em polvorosa
Gritam, xingam, se arranham
Chamam-nos de cor de rosa
Mas em campo só apanham

Há quem ande iludido
Crendo até em assombração
Mas o time mais querido
É TRI-HEXA CAMPEÃO

Já teve até "torcida"
No "Luxa" metendo a mão
Desesperada e perdida
Na "fila" faz um tempão

Pra que tanta covardia?
Pra que tanta apelação?
Todo mundo bem queria
Ser TRI-HEXA CAMPEÃO

15 pontos de lambuja...
para o Grêmio vencer...
Para se fechar a cena...
O SÃO PAULO FEZ O BRASIL TRICOLECER

Olê olê olê olê
Telêeee Telêeee
É tri,é tri ,é tri, é tri
É Muricyyyyyy

autor desconhecido

*Em referência ao São Paulo da Floresta, um dos pais do SPFC.

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Campeonato BrasileiroHumor

O futebol acabou (Eu não falei isso antes?)

por Jones Rossi00h14

Marquinhos, do Vitória, foi contratado pela Traffic. Vai para o Palmeiras, ano que vem. Então resolveu, desde já, vestindo as cores do Vitória, usar uma chuteira VERDE, em homenagem ao PALMEIRAS, seu futuro clube. Sentiu o drama?

Pois bem, não acaba aí. O guri vai enfrentar neste fim de semana, ainda pelo Vitória, o Palestra. Se jogar bem e ajudar a vencer, deixa o Palmeiras e a si mesmo de fora da Libertadores de 2009, como argumentou Juca Kfouri, sempre bancando o paladino da ética, mas desta vez cheio de razão, em seu blog.

Na boa, isso é pior que Palmeiras x Juventude nos tempos de Parmalat.

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Nov 21

O domínio bandeirante

por Equipe De Primeira11h41

*Por Napoleão de Almeida

A Série B está praticamente definida. O Avaí será um intruso entre Corinthians, Santo André e Grêmio Barueri – o Bragantino tenta, o Vila Nova sonha. Mas o que deve dar no acesso não foge de três paulistas ou no mínimo dois.

A Série A ainda intriga. Hoje, cairíam um mineiro, um catarinense, um paulista e um carioca. A formação pode ser diferente, com um paranaense, um pernambucano ou dois cariocas caindo. Mas se mudar, mudará mantendo um paulista na elite do futebol brasileiro.

O quadro nada mais é do que uma tendência – perigosa – do futebol no país: o Estado de São Paulo impera absoluto. Em um exercício de suposição, com base na classificação faltando duas rodadas na Série B e uma na Série A, teremos em 2009 seis paulistas na elite. Nada menos que 30% do campeonato tem base em São Paulo. Os outros 26 estados da Federação, mais o distrito federal, ficam com o resto.

Não é só isso. Em 10 anos, São Paulo dominou absoluto as conquistas. Foram sete títulos desde 1998 – praticamente oito com a iminente conquista do São Paulo FC – interrompidos apenas por Vasco, Atlético e Cruzeiro. Se esticarmos a tabela para os vices, o quadro fica mais acentuado: dos vinte times que ocuparam os dois postos mais nobres da competição, apenas Atlético-MG e Internacional completam a lista fora de terras paulistas, já que o São Caetano ficou com dois vices.

É demais. É nocivo ao futebol brasileiro. Simples e taxativo assim.

A seguir nesse ritmo, em breve o Campeonato Brasileiro será uma segunda edição, ampliada, do Paulistão (se é que já não é). E a culpa é exatamente do Campeonato Paulista. E claro, das Federações.

Enquanto Coritiba, Grêmio e Sport (entre outros) se esforçam para manter um time meia boca, com verbas pequenas em campeonatos deficitários, o Paulistão e a atenção da mídia (efeito Tostines?) só se valoriza. Santos, São Paulo, Palmeiras e Corinthians lucram ainda mais, trazem mais dinheiro para Portuguesa, Guarani e até mesmo os Barueris da vida, enquanto forças regionais, como Fortaleza e Paysandu morrem nos Estaduais. Nem mesmo o Rio, uma ilha de resistência ao lado da mídia, está conseguindo competir.

A estrutura deficitária do Futebol Brasileiro vai matar o futebol fora de São Paulo a seguir assim. E a solução é muito simples.

Se o Paulistão se basta, atraindo patrocínios e audiência, o mesmo não vale para o Campeonato Paranaense – e todos os outros. Se os craques que ainda estão por aqui jogam em São Paulo, o que resta ao resto? Claro: o resto.

O resgate está na valorização regional do restante. Lamentavelmente, Uberlândia e Atlético Ibirama não são suficientemente atrativos para altos investimentos. Quando um grande-não-paulista põe o time em campo em um campeonato desses, tem prejuízo. Em São Paulo, o América de Rio Preto torna-se maior que o Paraná Clube durante o Paulistão, com mais público e verba.

Passou da hora dos não-paulistas se mexerem e decidirem, doam a quem doer: os campeonatos estaduais têm de dar lugar aos regionais. Copa Sul, com clássicos entre Atlético x Grêmio, Sudeste (ou algo assim) cruzando Vasco, Cruzeiro e, Goiás no bolo, Nordeste com Santa Cruz (lembram dele?) e Bahia medindo forças e principalmente: arrecadando. Os pequenos dos Estados seguem a vida nas Copas Paranás que rendem vagas na Série D, Copa do Brasil e o que for, até mesmo acesso aos regionais. A Copa do Brasil, aliás, pode ser o grande atrativo dos novos regionais.

Não existe outra solução. Não há outro caminho.

Ou melhor, há: render-se ao domínio bandeirante.

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Nov 19

Jabá com o dinheiro dos outros

por Jones Rossi20h52

Vejam a seguinte mensagem que recebi da RPC:

"Olá, Jones!

Dá uma olhada só no que fãs do De Primeira andaram publicando na internet:

http://portal.rpc.com.br/reveleoparana/foto.phtml?foto_id=182

Não entendeu? É que o Portal RPC.com.br está lançando um desafio para os 20 blogs mais legais de Curitiba. E nem precisa dizer que o seu é um deles. ;-)

O blogueiro que conseguir, de seus leitores, o maior número de fotos
como essa cadastradas no site Revele o Paraná (www.rpc.com.br/reveleoparana), vai ganhar um IPhone 16 GB da Claro, mais um vale-churrasco de 1000 reais para convidar quem quiser.

Tem um detalhe: para participar, o internauta deve tirar suas fotos em lugares públicos famosos de Curitiba. E fazendo a pose que você viu: "run, Forest, run!" ;-) É essa pose que irá identificar o seu blog no desafio. Cada blog tem a sua.

Além da pose na foto, os leitores devem escrever "deprimeira" como uma das tags identificadoras da foto quando forem cadastrá-la no Revele o Paraná. E é só isso, é muito fácil.

Claro que os seus queridos leitores também podem ganhar. Há duas categorias para premiá-los:

- Troféu "Tourist Guy" de Internauta Onipresente: a pessoa que aparecer
em mais lugares diferentes de Curitiba ganha um IPod Classic de 160 GB;

- Troféu "25 de Março" de Mais Gente Em Um Só Lugar: o leitor que mandar a foto em que mais pessoas estejam reunidas, fazendo a pose do seu blog, em um lugar famoso da cidade, ganha um vale-churrasco de 1000 reais. Deve ser o suficiente para alimentar toda essa turma. :)

É isso aí. O desafio já começou! Ah, sim: o prazo para os seus leitores publicarem as fotos é dia 8 de dezembro.

Em breve, mandaremos notícias do desafio e dicas de divulgação. Até mais!

[]s! :)

Catiuscia Padilha
Portal RPC.com.br
http://www.rpc.com.br/reveleoparana"

Leram?

Então. Como o De Primeira é feito por várias pessoas, não seria justo ficar com o IPhone. Então é o seguinte:

SE O DEPRIMEIRA GANHAR, VAMOS SORTEAR O IPHONE ENTRE OS LEITORES PRESENTES AO CHURRASCO.

Acho difícil nosso blog ganhar, mas está aí um bom motivo para a galera participar. E ninguém poderá dizer que nunca demos nada além da nossa rabugice paranaense ao leitor.

PS: Antes que alguém duvide, a promoção é séria. Confirmei com o pessoal da RPC.
PS2: Este NÃO é um post patrocinado ou coisa que o valha. Só queremos estender a gentileza da RPC ao leitores. Não vamos ganhar nada com isso, a não ser as centenas de cerveja que compartilharemos no churrasco com os leitores.

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Nov 13

O sacrifício para ver a seleção... portuguesa

por Equipe De Primeira16h17

Por Umberto Dissenha Junior, de Brasília

Há pouco, comprei o ingresso para o jogo entre Brasil e Portugal, que será realizado na próxima quarta-feira, dia 19. O MEIO-INGRESSO saiu por "meros" R$ 90 reais, mais R$18,00 de taxa, totalizando R$108,00.

Essa taxa é cobrada pelo site que está vendendo. Detalhe é que a compra SÓ pode ser feita via site. Não há um maldito local vendendo.

Outra informação importante é sobre o volume de ingressos. No Bezerrão (mania brasileira de destruir nomes de estádios), cabem 20.000 pessoas.

No entanto, apenas 9.000 ingressos estão sendo vendidos. Os outros 11.000 (isso mesmo, ONZE MIL), serão distribuídos: cerca de 2.000 para a comunidade do Gama e os outros 9.000 para convidados, magistrados e o escambau.

Escutando ontem a CBN, um dirigente da federação local, ao ser indagado sobre o porquê de tantos convidados, teve a cara de pau e a filha de putagem de responder o seguinte: "Nossos convidados e magistrados podem dar uma retorno melhor que a torcida local".

Foda dar dinheiro para esses cornos, mas é o esforço que estou fazendo para ver a seleção portuguesa.

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FutebolPolíticaSeleção Brasileira

Nov 06

Diego contra os professores

por Equipe De Primeira18h01

Por Luis Augusto Simon

A escolha de Maradona para dirigir a seleção argentina pode ser - e tomara que seja - um contraponto à ditadura dos "professores" que inundam o futebol brasileiro. O personagem, cujo estereótipo mais forte é Luxemburgo, ganhou muita força. Passou a ter importância maior que o craque. São os mais procurados por entrevistas - um cara pode fazer três gols no jogo e sempre haverá espaço para o depoimento do "professor" - e comentaristas buscam explicar o resultado de um jogo apenas e tão somente pelas táticas aplicadas pelo "professor".

Ganham milhões por isso. Luxemburgo, quando estava no Corinthians, chegou a colocar um ponto no ouvido de Ricardinho, em partida contra o Santos. Um fato que é a subversão do futebol. Onde ficam a criatividade, a espontaneidade, a opção pela jogada "errada" que se transforma em um golaço se você tem um "professor" falando em seu ouvido?

Com Maradona, isso pode terminar. Ele, com certeza, dará mais liberdade de criação aos jogadores. Ele acredita e sabe que o craque é que resolve. Há dois problemas, é lógico

1) Craque não sabe ensinar. Treina pouco e espera que alguém resolva, como ele resolvia em seu tempo. Só que o tempo dele passou.

2) É capaz del DIEZ querer jogar.

Bem, de uma forma ou de outra, ele não faria o que o professor Luxemburgo fez ontem. Mandou os seus reservas para um alçapão enfrentar um jogo nervoso e foi fazer um bico na TV Globo.

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Nov 02

Tuna Luso é campeã!

por Equipe De Primeira23h42

Vou dar agora aos amigos leitores do De Primeira uma notícia que não era veiculada há 16 anos: a Tuna Luso é campeã! A última vez que a terceira força do futebol paraense havia conquistado um título foi em 1992: o brasileirão da série C. Ano passado, os cruzmaltinos chegaram a levantar o troféu do primeiro turno do campeonato estadual, mas convenhamos: conquista parcial não conta.

Agora vem a parte curiosa da notícia. O título foi em um torneio amistoso e a decisão foi contra um clube que não existe mais. Eu explico. A Copa do Centenário foi criada pela Federação Paraense de Futebol com dois objetivos: comemorar os cem anos do primeiro campeonato estadual e movimentar Remo e Paysandu depois da eliminação da série C. Seria um quadrangular em turno e returno envolvendo a dupla Re-Pa e os outros dois clubes com títulos paraenses no currículo: a Tuna Luso e o União Esportiva. Só que o União havia sido extinto na década de 60. Para representa-lo, o Ananindeua forneceu o elenco.

Na primeira rodada, Tuna e União levaram a melhor sobre Remo e Paysandu, respectivamente. O público foi decepcionante: pouco mais de mil torcedores na rodada dupla no Mangueirão. Tendo em vista o fracasso nas arquibancadas, a dupla Re-Pa pediu para abandonar a competição. A FPF atendeu e mudou o regulamento. O torneio seria decidido numa final entre Tuna e União. A Tuna teria a vantagem do empate por causa do melhor saldo de gols (vencera de 3x1 na primeira rodada, contra os 2x1 do União Esportiva).

A decisão, neste domingo no Mangueirão, também não ficou muito atrás da primeira rodada em termos de público. Mesmo na preliminar de Águia e Duque de Caxias pela série C, a partida não atraiu mais do que algumas centenas de torcedores. Para piorar, foi um jogo duro de assistir. Com a exceção de um bom ataque da Tuna no primeiro tempo e três belas chances do União/Ananindeua no segundo, foi difícil editar um compacto com os melhores momentos. Resultado: 0x0. Sem prorrogação e nem pênaltis, a Tuna conquistou um título da forma mais sem graça. Mas pelo menos o troféu foi parar na empoeirada prateleira, o que já é motivo suficiente para festejar.

**** Por Leonardo Aquino

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