Nov 30
Finado Londrina. Descanse em paz!
por Felipe Lessa21h20

Os torcedores do finado Londrina mais uma vez sofreram e estão pessimistas com o futuro do clube. 1995 foram ao Estádio do Café, acompanhar o empate com o Cianorte. Eu, Hugo, Napo, meu pai e meu cunhado, acompanhamos de longe, completando a massa alvi-celeste. Nós, as 2000 testemunhas sofredoras, agonizamos com o gol de empate do Leão do Norte. Aos 45 do segundo tempo.
Creio que tal gol seja bem maior que o decreto final do primeiro jogo da final da Copa Paraná. É o decreto da morte do Londrina. O gol dá indícios que o obituário se tornará público. O Tubarão já morreu, é coisa antiga, um defunto. Talvez ainda viva uma sardinha que não presta para nada, além de alimentar tubarões. Mas o antigo Tubarão já morreu. E a solução para o Londrina é fechar as portas.
Um clube que é campeão do primeiro turno de um torneio e depois muda o time titular na segunda etapa do campeonato merece habitar em um caixão. Nosso estádio é um cemitério de enlatados. Passou a ser quando permitimos que os jogadores do empresário que “financia” o clube fiquem na vitrine, como parte de um acordo em que muitos ganham. Perdem apenas os torcedores. Uns chorões que vivem das lembranças do passado e vão ao Café apenas para lamentar e falar das conquistas passadas.
Somos a escória. Deixamos o Londrina morrer e ainda temos a cara de pau de falar bem das conquistas passadas. Vamos esquecer as coisas ruins, afinal....já passou. Não se fala de tristezas em velório. Fala-se coisas boas e chora. Nada mais....embora o executor dê risada.
O Londrina já acabou. Desde o momento que o treinador não decide mais quem joga, que os atletas de empresários ganham espaço e ninguém faz nada para mudar a caminhada de tudo, acabou. É um sinal de que não existe mais clube, estandarte ou brasão. O Londrina virou uma questão de negócios e por isso acabou.
Para falar a verdade, tenho certeza que metade destes que foram ao estádio lamentaram mesmo foi pelo jogo do São Paulo Futebol Clube, que agora já está com medo de perder seu título. Com toda razão, comemorar Copa Paraná é ridículo para quem já comemorou Taça de Prata, Campeonato Paranaense e grandes vitórias na primeira divisão do futebol brasileiro.
Eu estou de saco cheio do Londrina. Serginho, o goleiro ídolo, voltou no domingo. Apenas domingo. Acompanhar o Londrina é pior que ver o tumulo da avó em dia de finados. Da mesma forma que crianças não gostam de ir ao cemitério, as mesmas crianças torcem para o São Paulo ser campeão por questão de lógica. É um clube que ainda vive. O restante das crianças de pé-vermelho torce pelo Grêmio. De Maringá? Claro que não. O Galo que no passado foi Guerreiro é outro finado.
Essa criançada, adultos também, é corinthiana. Alguma parte palmeirense ou santista. Torcem pelo tricolor gaúcho apenas para gorar os paulistas. Estão certas elas. Eu quando era criança, fui ver Clássico do Café com casa cheia. Eu vi espetáculo de gigantes pelo estadual ou pela segundona do brasileiro. Xinguei gremistas, fui xingado, vi meu clube vencer, outras vezes vi perder e tinha vontade de voltar ao campo. Esse era o assunto na escola.
Hoje, se uma criança fala do Londrina na escola, é piada. Os coleguinhas, sem saber, conseguem prever que só existem negócios no Café e no VGD. O futebol acabou. Os garotos da base que ganharam neste final de semana a Copa Lourival Cruz são apenas mercadoria de alguém. A paixão acabou, embora alguns acreditem em ressurreição ou milagres. Acham que o Londrina ainda existe. O Londrina só vai ressuscitar quando Jesus Cristo retornar ao mundo dos terrestres. Adir, Peter, entre tantos outros....até o momento são lenda, assim como o Inri Cristo. Nunca fizeram milagres. Não sabem fazer. Não se sabe nem se querem fazer.
Nov 29
Remo busca saída na conciliação
por Equipe De Primeira11h17
Por Leonardo Aquino
Enquanto ainda absorve o golpe de uma eliminação/rebaixamento na série C, o Remo parece ter acertado a única bola dentro em termos de gestão nos últimos anos. Só foi preciso um pouco de inteligência para chegar a uma solução prática para enxugar as dívidas trabalhistas do clube, estimadas em cerca de 6 milhões de reais. A diretoria decidiu abrir mão de brigar pela sede campestre, um terreno inútil que havia sido arrematado num leilão da Justiça do Trabalho por 3 milhões de reais. A decisão faz com que a própria Justiça suspenda o bloqueio de rendas de jogos e patrocínios. Além de aceitar a perda do patrimônio, o Remo resolveu resistir à tentação de ver a cor do dinheiro: vai manter a bolada nos cofres judiciais, para que seja utilizada no pagamento dos débitos por meio de conciliações.
As audiências estão marcadas para a próxima quinta-feira, 4 de dezembro. Estão na pauta da Semana Nacional de Conciliação, promovida pelo Conselho Nacional de Justiça. O Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região já convocou todos os credores do Remo para um dia inteiro de audiências. O clube já terá direito a utilizar 1 milhão e 600 mil reais para negociar. Não é pouco. Com esse dinheiro em conta, o clube terá um razoável poder de barganha. Isso porque, na conciliação, uma boa oferta para pagamento à vista é sedutora e acaba com o desgaste dos trâmites judiciais “normais”. A diretoria remista espera reduzir pela metade as dívidas, apenas na base do diálogo. Isso não é tão improvável, já que os débitos reais geralmente são inflacionados por advogados.
Desde 2001, crise financeira e dívidas trabalhistas são assuntos comuns no Remo. Em 2006, a situação ficou pior. Os atrasos nos salários se tornaram cada vez maiores. Os problemas de bastidores, mais evidentes. A imagem de mau pagador, mais consolidada. E o atoleiro, mais profundo. Os resultados foram vistos em campo: dois rebaixamentos seguidos e uma grande angústia envolvendo as perspectivas para 2009. Na segunda-feira, três dias antes das audiências de conciliação, o Remo elege o novo presidente para os próximos dois anos. Quem sabe ele já não vai começar o mandato com uma condição mais fácil para comandar uma reestruturação na base da humildade.
Nov 25
O fim do Grêmio Maringá
por Jones Rossi20h55

Sim, vou falar do mais que irrelevante futebol do interior do Paraná. E só para relembrar um pouco das origens deste blog, quando éramos revoltadinhos e sujinhos, se aparecer alguém falando mal pode sentir-se mandado à merda desde já.
Vou falar do fim do Grêmio Maringá, ou de sua última ressurreição como Galo/ADAP, como quem se considerou durante muito tempo o maior torcedor vivo do Galo do Norte. Alguém que era tido como um E.T. quando, nos tempos de infante estudante primário no Barddal da Pedro Ivo, anunciava seu amor, estranho amor, pelo Grê-mi-o Ma-rin-gá, escandindo todas as sílabas para que os coxinhas, atleticaninhos, coloradinhos e pinheiristinhas entendessem. Para se ter uma idéia, eu ainda lembro como comemorei feito louco com meu pai um empate por 3 a 3 com o Pinheiros no Erton Coelho, em 88.
Mas em se tratando de Grêmio Maringá, os resultados eram acessórios, como qualquer genuíno torcedor de time pequeno sabe. A maior alegria era simplesmente ser torcedor. Ponto final. Como morador de uma pequena aldeia que resiste a um exército. Como se fizéssemos parte de uma sociedade secreta. Sim, e mesmo em território hostil, de vez em quando dava para encontrar outros membros.
Em um desses bingos que rolavam nos estádios na década de 80, fui com o meu pai tentar a sorte grande e levar um Chevette para casa. Promovido por um time de futebol, o Pinheiros, a cada prêmio o locutor perguntava o time do caboclo. Coxas e atleticanos eram a maioria. Aparecerem torcedores do Pinheiros e Colorado em bom número. Mas eis que um louco solta, com a boa educação típica do pé-vermelho católico e temente a Deus: "olha, você vai me desculpar, mas sou Galo, sou Grêmio Maringá." É sério, houve uma pequena ovação no estádio e meu pai perdeu a conta de quantos se levantaram para declarar a mesma paixão. Ou loucura, afinal, nosso ídolo era o Marinho Rã...
Meu pai, zagueiro dos bons, homem sério e de poucos sorrisos, embora feliz, nunca foi um fanático por futebol. Era santista como meu avô e gostava do Pelé ("o Negão era foda", dizia, permitindo-se falar um raro palavrão). Mas, contrariando a postura pouco apaixonada em relação ao futebol, viajou para Curitiba para ver a final do Campeonato Paranaense de 1977. Ali, contra arbitragem, bastidores, Evangelino, Couto Pereira, torcida, contra tudo, o Grêmio Maringá venceu o estadual e interrompeu uma série de seis títulos seguidos do Coxa. Ele dizia que era para ter acontecido ainda um ano antes, em 76, mas que a gente tinha sido roubado.
Depois de morar em Floresta, Mallet e Bom Sucesso, a gente se mudou para Curitiba no ano em que o Coritiba foi campeão brasileiro. O melhor amigo do meu pai, que trabalhou com ele no Banestado de Mallet, nos levou ao Couto para tentar ao menos me converter. Não gostei de nada daquilo. Não por se tratar do Coritiba. Mas por achar que seria renegar minhas origens torcer por um time tão grande e forte, tão curitibano, tão pouco interior, pelo menos na minha visão de moleque de seis anos com uma puta saudade da terra vermelha.
Acho que um dos dias de maior orgulho pro meu pai foi quando falei que continuaria torcendo para o Grêmio Maringá. Passou a mão nos meus cabelos e abriu o sorriso. Eu era como ele. E gente como a gente não gosta nem de morar na capital. (Eu reconheço a ironia disso tudo. Eu passei a minha vida planejando voltar para Maringá e acabei em São Paulo...)
Meu pai morreu em 1994 e com ele o Grêmio Maringá. O time foi rebaixado no mesmo ano. Um ano depois, de pura tristeza, meu avô, pai do meu pai, também se foi. Os dois foram enterrados a metros um do outro, no cemitério de Floresta. Desde então voltei umas três ou quatro vezes lá. Duas vezes no Willie Davids. Quando minha mãe estava grávida de mim, costumava contrariar as orientações do meu pai e ia, assim mesmo, ao estádio. Mas, junto com meu pai, não lembro de ter ido sequer uma vez até lá. Há poucas coisas mais tristes que deixar de ir a um estádio de futebol com o pai.
Foi a única vez que chorei por futebol. Quando o Grêmio caiu para a segunda divisão do Paranaense. Era um choro por causa do câncer do meu pai. Os dois em estado terminal. Minha vida ia mudar para sempre. A gente chora por essas coisas também, quando percebe que agora é com você e não tem jeito.
Comecei a trabalhar para ajudar em casa. Nunca abandonei o Grêmio, um time sem um centésimo da mística de um Flamengo ou Corinthians, mas que para mim era o único que fazia sentido. Nunca me sentiria bem sendo apenas um entre 30 milhões de flamenguistas ou 20 milhões de corintianos.
Maringá era para mim como o sol amarelo para o Superman. Pena que o Grêmio estivesse mais para Krypton, prestes a implodir. O Guilherme Voitch vai lembrar do dia em que cruzamos o Paraná em cinco horas para ver Jon Espencer Blues Explosion em Maringá. Era 2001, e o Grêmio levava 20 mil pessoas por jogo na segundona do Paranaense e uma banda do naipe do Jon Espencer se apresentava numa cidade que não era exatamente Nova York. Foram 25 mil contra a Lusinha Londrinense no WD. Parecia o início de uma nova era de ouro. No ano seguinte, fomos vice-campeões paranaenses. O que poderia dar errado?
Mas os maringaenses abandonaram o Grêmio. O time, que já havia sido vendido e mudado o escudo, deixou de ser parte da cidade para se tornar propriedade de um empresário maluco. Depois voltou sob as ordens de um time de Campo Mourão, uma bizarrice igual ao Ipatinga comprar o Atlético Mineiro. Agora acabou de vez. Um grupo de empresários quer fazer o Grêmio original voltar por baixo, partindo da terceira divisão do Paranaense. Infelizmente, não dá mais. O Grêmio que eu conhecia morreu com o meu pai. Putz, mas como eu torço para estar errado.
Festa na floresta*
por Equipe De Primeira12h31
por Napoleão de Almeida
Recebi por e-mail o 'poema' a seguir, parte da euforia sampaulina com a iminente conquista do Tri.
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CAMPEÃO? QUE NADA!
BOM MESMO É SER TRI-HEXA!
Não há o que contestar!
Não quero choro nem vela!
Há quem nasce pra ganhar
E quem no fim amarela
Há quem chore sua sina
Há quem xingue revoltado
Chora o velho e a menina
Chora o time rebaixado
Chora a gaita lá nos pampas;
Cai o "bacalhau" no Rio;
E as três cores sacro-santas
já colorem o Brasil
Chora o "Urubu" perdido;
Chora o "Porco" no chiqueiro;
E na toca da Raposa
Chora o povo mineiro
Pelo Sul choram os Coxas-Brancas;
E se revoltam os Inter-Colorados;
Com aquelas caras de carrancas:
Não adianta nem ficarem magoados!
Na Gávea anunciaram a "festa"
para o tal do seu "mengão"
Mas deu São Paulo na testa
É TRI-HEXA CAMPEÃO
Os "machões" em polvorosa
Gritam, xingam, se arranham
Chamam-nos de cor de rosa
Mas em campo só apanham
Há quem ande iludido
Crendo até em assombração
Mas o time mais querido
É TRI-HEXA CAMPEÃO
Já teve até "torcida"
No "Luxa" metendo a mão
Desesperada e perdida
Na "fila" faz um tempão
Pra que tanta covardia?
Pra que tanta apelação?
Todo mundo bem queria
Ser TRI-HEXA CAMPEÃO
15 pontos de lambuja...
para o Grêmio vencer...
Para se fechar a cena...
O SÃO PAULO FEZ O BRASIL TRICOLECER
Olê olê olê olê
Telêeee Telêeee
É tri,é tri ,é tri, é tri
É Muricyyyyyy
autor desconhecido
*Em referência ao São Paulo da Floresta, um dos pais do SPFC.
O futebol acabou (Eu não falei isso antes?)
por Jones Rossi00h14
Marquinhos, do Vitória, foi contratado pela Traffic. Vai para o Palmeiras, ano que vem. Então resolveu, desde já, vestindo as cores do Vitória, usar uma chuteira VERDE, em homenagem ao PALMEIRAS, seu futuro clube. Sentiu o drama?
Pois bem, não acaba aí. O guri vai enfrentar neste fim de semana, ainda pelo Vitória, o Palestra. Se jogar bem e ajudar a vencer, deixa o Palmeiras e a si mesmo de fora da Libertadores de 2009, como argumentou Juca Kfouri, sempre bancando o paladino da ética, mas desta vez cheio de razão, em seu blog.
Na boa, isso é pior que Palmeiras x Juventude nos tempos de Parmalat.
Nov 21
O domínio bandeirante
por Equipe De Primeira11h41
*Por Napoleão de Almeida
A Série B está praticamente definida. O Avaí será um intruso entre Corinthians, Santo André e Grêmio Barueri – o Bragantino tenta, o Vila Nova sonha. Mas o que deve dar no acesso não foge de três paulistas ou no mínimo dois.
A Série A ainda intriga. Hoje, cairíam um mineiro, um catarinense, um paulista e um carioca. A formação pode ser diferente, com um paranaense, um pernambucano ou dois cariocas caindo. Mas se mudar, mudará mantendo um paulista na elite do futebol brasileiro.
O quadro nada mais é do que uma tendência – perigosa – do futebol no país: o Estado de São Paulo impera absoluto. Em um exercício de suposição, com base na classificação faltando duas rodadas na Série B e uma na Série A, teremos em 2009 seis paulistas na elite. Nada menos que 30% do campeonato tem base em São Paulo. Os outros 26 estados da Federação, mais o distrito federal, ficam com o resto.
Não é só isso. Em 10 anos, São Paulo dominou absoluto as conquistas. Foram sete títulos desde 1998 – praticamente oito com a iminente conquista do São Paulo FC – interrompidos apenas por Vasco, Atlético e Cruzeiro. Se esticarmos a tabela para os vices, o quadro fica mais acentuado: dos vinte times que ocuparam os dois postos mais nobres da competição, apenas Atlético-MG e Internacional completam a lista fora de terras paulistas, já que o São Caetano ficou com dois vices.
É demais. É nocivo ao futebol brasileiro. Simples e taxativo assim.
A seguir nesse ritmo, em breve o Campeonato Brasileiro será uma segunda edição, ampliada, do Paulistão (se é que já não é). E a culpa é exatamente do Campeonato Paulista. E claro, das Federações.
Enquanto Coritiba, Grêmio e Sport (entre outros) se esforçam para manter um time meia boca, com verbas pequenas em campeonatos deficitários, o Paulistão e a atenção da mídia (efeito Tostines?) só se valoriza. Santos, São Paulo, Palmeiras e Corinthians lucram ainda mais, trazem mais dinheiro para Portuguesa, Guarani e até mesmo os Barueris da vida, enquanto forças regionais, como Fortaleza e Paysandu morrem nos Estaduais. Nem mesmo o Rio, uma ilha de resistência ao lado da mídia, está conseguindo competir.
A estrutura deficitária do Futebol Brasileiro vai matar o futebol fora de São Paulo a seguir assim. E a solução é muito simples.
Se o Paulistão se basta, atraindo patrocínios e audiência, o mesmo não vale para o Campeonato Paranaense – e todos os outros. Se os craques que ainda estão por aqui jogam em São Paulo, o que resta ao resto? Claro: o resto.
O resgate está na valorização regional do restante. Lamentavelmente, Uberlândia e Atlético Ibirama não são suficientemente atrativos para altos investimentos. Quando um grande-não-paulista põe o time em campo em um campeonato desses, tem prejuízo. Em São Paulo, o América de Rio Preto torna-se maior que o Paraná Clube durante o Paulistão, com mais público e verba.
Passou da hora dos não-paulistas se mexerem e decidirem, doam a quem doer: os campeonatos estaduais têm de dar lugar aos regionais. Copa Sul, com clássicos entre Atlético x Grêmio, Sudeste (ou algo assim) cruzando Vasco, Cruzeiro e, Goiás no bolo, Nordeste com Santa Cruz (lembram dele?) e Bahia medindo forças e principalmente: arrecadando. Os pequenos dos Estados seguem a vida nas Copas Paranás que rendem vagas na Série D, Copa do Brasil e o que for, até mesmo acesso aos regionais. A Copa do Brasil, aliás, pode ser o grande atrativo dos novos regionais.
Não existe outra solução. Não há outro caminho.
Ou melhor, há: render-se ao domínio bandeirante.
Nov 19
Jabá com o dinheiro dos outros
por Jones Rossi20h52
Vejam a seguinte mensagem que recebi da RPC:
"Olá, Jones!
Dá uma olhada só no que fãs do De Primeira andaram publicando na internet:
http://portal.rpc.com.br/reveleoparana/foto.phtml?foto_id=182
Não entendeu? É que o Portal RPC.com.br está lançando um desafio para os 20 blogs mais legais de Curitiba. E nem precisa dizer que o seu é um deles. ;-)
O blogueiro que conseguir, de seus leitores, o maior número de fotos
como essa cadastradas no site Revele o Paraná (www.rpc.com.br/reveleoparana), vai ganhar um IPhone 16 GB da Claro, mais um vale-churrasco de 1000 reais para convidar quem quiser.
Tem um detalhe: para participar, o internauta deve tirar suas fotos em lugares públicos famosos de Curitiba. E fazendo a pose que você viu: "run, Forest, run!" ;-) É essa pose que irá identificar o seu blog no desafio. Cada blog tem a sua.
Além da pose na foto, os leitores devem escrever "deprimeira" como uma das tags identificadoras da foto quando forem cadastrá-la no Revele o Paraná. E é só isso, é muito fácil.
Claro que os seus queridos leitores também podem ganhar. Há duas categorias para premiá-los:
- Troféu "Tourist Guy" de Internauta Onipresente: a pessoa que aparecer
em mais lugares diferentes de Curitiba ganha um IPod Classic de 160 GB;
- Troféu "25 de Março" de Mais Gente Em Um Só Lugar: o leitor que mandar a foto em que mais pessoas estejam reunidas, fazendo a pose do seu blog, em um lugar famoso da cidade, ganha um vale-churrasco de 1000 reais. Deve ser o suficiente para alimentar toda essa turma. 
É isso aí. O desafio já começou! Ah, sim: o prazo para os seus leitores publicarem as fotos é dia 8 de dezembro.
Em breve, mandaremos notícias do desafio e dicas de divulgação. Até mais!
[]s! 
Catiuscia Padilha
Portal RPC.com.br
http://www.rpc.com.br/reveleoparana"
Leram?
Então. Como o De Primeira é feito por várias pessoas, não seria justo ficar com o IPhone. Então é o seguinte:
SE O DEPRIMEIRA GANHAR, VAMOS SORTEAR O IPHONE ENTRE OS LEITORES PRESENTES AO CHURRASCO.
Acho difícil nosso blog ganhar, mas está aí um bom motivo para a galera participar. E ninguém poderá dizer que nunca demos nada além da nossa rabugice paranaense ao leitor.
PS: Antes que alguém duvide, a promoção é séria. Confirmei com o pessoal da RPC.
PS2: Este NÃO é um post patrocinado ou coisa que o valha. Só queremos estender a gentileza da RPC ao leitores. Não vamos ganhar nada com isso, a não ser as centenas de cerveja que compartilharemos no churrasco com os leitores.
Nov 18
Rio Branco: Escrete marrom promete tirar Paranaguá da pré-história futebolística
por Felipe Lessa01h06

Os parnanguaras estão apreensivos. Começa nessa semana a montagem da equipe do Rio Branco para a disputa do Campeonato Paranaense de Futebol 2009. Até então, as atenções estavam voltadas ao futsal, porém o Leão a Estradinha caiu diante do Paraná Clube, na semi-final da série prata, a segundona do estadual paranaense.
Como o time embalou, a diretoria não descarta a participação de atletas do time no futebol de campo. Devem vir também atletas do time júnior do Trieste, equipe amadora da capital dos pinheirais. O tradicional clube de Santa Felicidade além de ceder as peças, vai emprestar o maquinário.
O alvi-rubro parnanguara fará sua pré-temporada no famoso Trieste Stadium, o mais moderno estádio de um clube amador brasileiro.Mesmo assim, o presidente João Frumento foi firme ao dizer: “Quem manda no Rio Branco sou eu.”
Jogadores conhecidos da casa como Ratinho e Baiano também estarão no elenco. Supõe-se inclusive um peneirão com destaques da Copa Litoral, torneio amador entre as seleções dos sete municípios do litoral paranaense.
A intenção do Rio Branco, segundo Frumento, seria montar de fato uma base rio-branquista, para até o centenário do clube, que hoje tem 95 anos, colocar na história um título de campeão paranaense. Para isso até mesmo as categorias de base serão remontadas.
O Leão pretende voltar ao zero para chegar ao topo. Não tem dívidas, mas também não tem estrutura. No entanto, se a promessa for cumprida, mesmo com o agrupado escrete de amadores que o clube está alicerçando, um futuro próspero promete entrar para a história do terceiro mais antigo clube de futebol do Paraná em atividade. Frumento promete tirar o Rio Branco da Pré-história de quem foi usado para a política e a construção de riquezas...pessoais.
Nov 17
Gandula bandido. Diretores heróis! Torcedores gozados.
por Felipe Lessa00h30
Nem os gandulas respeitam mais o Londrina Esporte Clube. No domingo a derrota diante do Nacional de Rolândia, por 2 a 0, a torcida do tubarão que já andava atordoada teve mais um motivo para lamentar. Virou motivo de piada por parte de um, um garoto, gandula do pai do LEC, que resolveu entrar para a historio do caçula gigante.
A cada gol do NAC, suas crias londrinenses agonizavam com o sarro vindo de dentro de campo. O gandula atormentou, zoou e gozou ao estilo mais devastante que o do Serginho Malandro. Cada Ricardo Toledo, Bruno, Diogo, Maurício, Carlos Lima, Gustavo, Souza, Edson Cambará, Carlos Renato, Maicon, Paulinho, Índio, Thompson, Robert e Gilberto Pereira que entrava na cabeça dos torcedores do Londrina eram um punhado de malandrops disparados pelo jovem torcedor naqueano, em momento laboral.
A comediagem londrinense ficou enfurecida. Choramingou, esperneou, xingou, mas não deu certo. Peter Silva cumpriu o papel de casa, supostamente planejado por antepassados diretores do londrina, gente que agora atua na casa mater, o Eric George, 30 quilômetros distantes. Amigos de curta data. Adriano Coelho, por exemplo.
Sem massagem, Robert e Fernando bateram no tubarão. Sem massagem, Team Peter teve de baixar a cabeça novamente para o molengão esquadrão do papai araponga, Adir Leme. Bom exemplo do ridículo: Serginho, o goleiro é o único grande nome do Londrina, é mantido no banco.
Faz parte dos negócios. Já existe inclusive outra suposição. A de que não há acordo assinado entre Adir e Peter. É um daqueles acordos boca a boca, daqueles que dizem: “Morde o seu, que eu mordo o meu. Depois a gente briga, joga a culpa em algum outro babaca que roubou, mas virou notícia sendo menos bandido que a gente, e comemora!Essa torcida do Londrina é bem menos bandida que a gente. É molecadinha”. Chucros, mas bombinhos.
Não duvido. Começa a fazer corpo o contraste de informação repassado por Peter para mim e para o JL (Jornal de Londrina). Aquilo que poderia ser um erro casual, talvez possa ser aquilo que Freud classificou um dia como ato falho. Quem sabe algo como: 20% dos jogadores seus vem pra mim em uma venda. 80% vai para você. E no contrário, idem. Ok? Nessa a gente burla algo entre 15% a 20% do Londrina e ainda vira herói!
Será que o gandula sabe disso? Talvez. Talvez não. Creio que não. Se soubesse, o sarro seria pior! Com razão. Com apoio de todo o consciente torcedor do Londrina. Pois os babacas torcedores do Londrina irão chorar, espernear e xingar. Como bons vagabundos que são, xingar o gandula. Pois Peter e Adir serão heróis. Depois vão embora.
Nov 13
O sacrifício para ver a seleção... portuguesa
por Equipe De Primeira16h17
Por Umberto Dissenha Junior, de Brasília
Há pouco, comprei o ingresso para o jogo entre Brasil e Portugal, que será realizado na próxima quarta-feira, dia 19. O MEIO-INGRESSO saiu por "meros" R$ 90 reais, mais R$18,00 de taxa, totalizando R$108,00.
Essa taxa é cobrada pelo site que está vendendo. Detalhe é que a compra SÓ pode ser feita via site. Não há um maldito local vendendo.
Outra informação importante é sobre o volume de ingressos. No Bezerrão (mania brasileira de destruir nomes de estádios), cabem 20.000 pessoas.
No entanto, apenas 9.000 ingressos estão sendo vendidos. Os outros 11.000 (isso mesmo, ONZE MIL), serão distribuídos: cerca de 2.000 para a comunidade do Gama e os outros 9.000 para convidados, magistrados e o escambau.
Escutando ontem a CBN, um dirigente da federação local, ao ser indagado sobre o porquê de tantos convidados, teve a cara de pau e a filha de putagem de responder o seguinte: "Nossos convidados e magistrados podem dar uma retorno melhor que a torcida local".
Foda dar dinheiro para esses cornos, mas é o esforço que estou fazendo para ver a seleção portuguesa.
Nov 10
Soberania em risco
por Felipe Lessa00h10

Todo poder de fogo das consideradas grandes equipes brasileiras está em risco. Aproveitado que o preço entre procurar a matéria prima é o mesmo do produto pronto, em algumas situações o ato é demasiado vantajoso, o Milan resolveu invadir o Brasil.
O rubro-negro milanês estará promovendo em dezembro uma série de peneiradas recreativas em terras que já foram canarinhas. Trata-se de um fenômeno interessante, já que boa parte dos garotos brasileiros sempre sonhou em jogar ou viver o dia-a-dia de um grande clube.
Além de poder encontrar novas pérolas brazileiras, ainda ajudam a catequizar toda a criançada. São poucas as equipes “pequenas” que conseguem manter as pratas da casa em campo. Poucas conseguem fidelizar novos torcedores. Na primeira oportunidade, os melhores acabam nas mãos de empresários e grandes nomes do cenário nacional. Agora internacional. Já os "torcedores", trocam o clube da casa pelo da telinha da Globo na primeira oportunidade. Afinal, é sonegada qualquer forma de informação dos vermes da bola.
E o Milan por aqui é o bumerangue que volta na testa de clubes como o São Paulo, Palmeiras, Flamengo, entre outros. Estarão provando do próprio veneno. Sofrendo com um duro golpe do capitalismo. Tudo o que foi feito para manter a soberania dos "mais queridos" está sendo derrubado pelo capital. Quem sabe um dia desses nós não ligamos a TV na Globo e damos de cara com Kaká versus Adriano, no Campeonato Italiano. É o processo de evolução natural, pois já estão fazendo o trabalho de base por aqui. Nossos tiranos que se cuidem!
Nov 06
Diego contra os professores
por Equipe De Primeira18h01
Por Luis Augusto Simon
A escolha de Maradona para dirigir a seleção argentina pode ser - e tomara que seja - um contraponto à ditadura dos "professores" que inundam o futebol brasileiro. O personagem, cujo estereótipo mais forte é Luxemburgo, ganhou muita força. Passou a ter importância maior que o craque. São os mais procurados por entrevistas - um cara pode fazer três gols no jogo e sempre haverá espaço para o depoimento do "professor" - e comentaristas buscam explicar o resultado de um jogo apenas e tão somente pelas táticas aplicadas pelo "professor".
Ganham milhões por isso. Luxemburgo, quando estava no Corinthians, chegou a colocar um ponto no ouvido de Ricardinho, em partida contra o Santos. Um fato que é a subversão do futebol. Onde ficam a criatividade, a espontaneidade, a opção pela jogada "errada" que se transforma em um golaço se você tem um "professor" falando em seu ouvido?
Com Maradona, isso pode terminar. Ele, com certeza, dará mais liberdade de criação aos jogadores. Ele acredita e sabe que o craque é que resolve. Há dois problemas, é lógico
1) Craque não sabe ensinar. Treina pouco e espera que alguém resolva, como ele resolvia em seu tempo. Só que o tempo dele passou.
2) É capaz del DIEZ querer jogar.
Bem, de uma forma ou de outra, ele não faria o que o professor Luxemburgo fez ontem. Mandou os seus reservas para um alçapão enfrentar um jogo nervoso e foi fazer um bico na TV Globo.
Nov 05
O Londrina e seus 2000 vagabundos
por Felipe Lessa12h25

Em tempos de parcerias, contratos milionários e modernidade, o Londrina Esporte Clube por sorte não é o maior ou mais sofisticado nem de Londrina. Por lá, grande é o Corinthians. Ao alviceleste apenas restaram uns 2000 chucros, bêbados e desgraçados. Talvez por isso meu pai nunca gostou de minha constante freqüência nos jogos do tubarão. Por ali, apenas os mais desqualificados foram os que ficaram para apoiar o clube da cidade.
O restante dos munícipes carrega rancor, ódio e profundo medo do Tubarão. O Londrina é o clube dos vagabundos. E essa é a fama de torcida, diretoria e jogadores. Esqueçam as hospitalidades e gentilezas cantadas no hino de João Arnaldo. Isso é coisa da cidade, mas no LEC é apenas fachada. E por isso o Londrina não é o maior clube da cidade. É um clube de elite. Apenas para os escolhidos.
Com certeza a idéia do atual e primeiro presidente engomado foi quebrar o estereótipo, os paradigmas. Fazer do Londrina um gigante moderno clube paranaense. Na teoria, é um ponto simples da evolução. Na prática não dá certo. Não deu, Peter não consegue. Dificilmente alguém vai conseguir. O pensamento, a atividade e o caráter primitivo faz parte da retórica do Londrina.
Vai ser assim para sempre. Foi assim que o Londrina chegou ao auge de sua história em 62, 77, 80, 81 e 92. Mas foi assim que chegou ao lamentável em 98, 2000 e 2004. E dessa forma talvez um dia o LEC volte ao lugar máximo do futebol brasileiro e ainda seja campeão. Eu acredito nisso, pode ter certeza. Nada impede que no ano seguinte o tuba abandone tudo e possa apenas jogar a Copa Paraná, decorrente de uma dívida qualquer acertada entre ex-jogador e ex-dirigente.
Esse é o Londrina querido. Londrina odiado. Imprevisível. É o clube das estrelas diferenciadas. Daquelas que vão além do Bem Amado. São estrelas como o Zambeta, ex-presidente, mestre, torcedor exemplar, que comprava jogadores com cheques voadores diferenciados. Mentia ser fazendeiro, usava os trajes de galope e assinava cheques com uma caneta paraguaia que a tinta sumia 2 horas depois. Zambeta, que já se foi, foi o homem forte do tubarão. Homem de pulso que peitou a diretoria toda do Vasco em São Januário, na batalha de 77. Peitaria qualquer um.
Outro exemplar cidadão da casa é palmeirense. O maior dos presidentes, Franchello, amava tanto ao clube que no primeiro sinal de perigo não pensava para ligar na entidade máxima do futebol brasileiro ou justiça desportiva e ameaçar. Ameaçando os diretores afirmando ser presidente do Brasil procurador da república, até mesmo agente do exército, o maior dos londrinenses dava o seu recado. E quando a ameaça não dava certo, sempre havia um contato telefônico que colocasse um fim da energia elétrica de nossa confederação ou tribunal maior.
LEC é o clube do Caldarelli, que fazia pagaento em bois. Dava tiros para cima quando achava conveniente. LEC é o clube de um repórter cabra macho, que as vezes desmunheca, e que em toda a Copa do Mundo aparece em coletivas de imprensa com agasalho e camisa do Londrina ao invés de sua equipe de reportagem. Sem falar nos extras das viagens. negociando a exportação de prostitutas brasileiras na Europa e EUA.
São muitas nossas estrelas. O herói de 92 sempre foi da boemia. O presidente da gestão do campeonato é fundador do maior rival, o Grêmio de Maringá. O da campanha Quem Ama Não Difama organizou o jogo do seu querido Timão em Londrina. Mas sempre vai aos jogos do Londrina para ficar batendo no peito e dizendo: Eu sou humilde e bato no peito. Amo o tubarão.
É tanto teatro, tanta cena, que até mesmo a falta de educação de sua torcida contracenando o jogo atirando sacos plásticos lotados de urina nos visitantes vira folclore. Cada jogo do Londrina é um eterno culto aos vagabundos. Uma classe que não se mistura. Pois ninguém quer se misturar com a mesma. No dia que os vagabundos se unirem em torno de uma única causa chamada Londrina, serão imbatíveis. O problema é que então podemos virar fenômeno de massa, aquilo que o atual presidente sempre tentou fazer. Porém assim, os 2000 vagabundos vão perder a razão de existir. E o clube acaba.
Nov 03
Londrina: reconquista e decadência
por Felipe Lessa15h45


Com direito a invasão de campo, choro de treinador e decreto de status de herói inesquecível para alguns jogadores, o Londrina Esporte Clube foi campeão do 1º Turno da Copa Paraná. A vitória sobre o Foz do Iguaçu por 3 a 2 no Estádio do Café tirou a mordaça que teimava em calar cada torcedor alviceleste.
A sensação é a mesma de 92. Desde essa época Londrina não comemorava tanto. Foi o ano em que o tuba passou pelo Atlético nas semi-finais, bateu o União na final e levou o caneco do Campeonato Paranaense para as prateleiras da Vila Casoni, para o VGD.
Ainda assim, se valerem torneios menores, em 94 o alviceleste se mostrou maior que o trio de ferro e ficou com o título da Copa Curitiba. Em 96, faltou pouco para subir à elite do futebol brasileiro. Em 98, Varley de Carvalho vendeu o sonho da torcida para a diretoria do Gama, em Brasília. Um ano depois, a mesma torcida que invadiu o campo na tarde de ontem era obrigada a comemorar o último título londrinense de forma tímida e de certa forma envergonhada.
Campeão Paranaense da segunda divisão. Reconquista do direito de jogar na elite dos pinheirais, cataratas, cafezais, plantações de soja, algodão e cana de açúcar. Os tempos de reconquista são os mesmos de hoje, no entanto, em 2008 ainda não há nada ganho.
A primeira fase da Copa Paraná não tem valor algum. Apenas uma vaga na final da competição, caso o LEC não vença o segundo. Esse é o verdadeiro perigo, afinal o Londrina tem vocação de vice no torneio. Em 99 ao menos a derrota veio com estilo, em um Clássico do Café. Grêmio de Maringá campeão.
Em 2007 a mesma torcida que comemorou a conquista do turno inicial em Cianorte chorou em ares frescos. O Londrina sucumbiu diante do J. Malucelli no estádio ecológico Janguito Malucelli e a comemoração anterior de nada valeu. É a mostra da carência da torcida londrinense, que sem ganhar títulos importantes precisa comemorar o que aparece para se manter viva.
Agora é preciso vencer o segundo turno e recuperar todo espaço perdido, ou então....a comemoração será em vão. Para levar a vaga na Copa do Brasil 2010 e no Brasileiro da Série D 2009, é preciso ser campeão definitivo, não apenas do turno. Não se trata do ato de desmerecer os feitos do treinador Nei Cesar. Do goleiro Serginho. Trata-se do início da reconquista....ou da edificação da decadência do Tubarão.
Situação que infelizmente é mais ampla que o 11 contra 11 destes heróis dominicais da antiga capital do café. Pois a reconquista de terreno e poder de fogo no Londrina Esporte Clube fará com que as contas bancárias de ex-diretores, ex-presidentes, entre outros office-boys da notícia possam sucumbir.
Nov 02
Tuna Luso é campeã!
por Equipe De Primeira23h42
Vou dar agora aos amigos leitores do De Primeira uma notícia que não era veiculada há 16 anos: a Tuna Luso é campeã! A última vez que a terceira força do futebol paraense havia conquistado um título foi em 1992: o brasileirão da série C. Ano passado, os cruzmaltinos chegaram a levantar o troféu do primeiro turno do campeonato estadual, mas convenhamos: conquista parcial não conta.
Agora vem a parte curiosa da notícia. O título foi em um torneio amistoso e a decisão foi contra um clube que não existe mais. Eu explico. A Copa do Centenário foi criada pela Federação Paraense de Futebol com dois objetivos: comemorar os cem anos do primeiro campeonato estadual e movimentar Remo e Paysandu depois da eliminação da série C. Seria um quadrangular em turno e returno envolvendo a dupla Re-Pa e os outros dois clubes com títulos paraenses no currículo: a Tuna Luso e o União Esportiva. Só que o União havia sido extinto na década de 60. Para representa-lo, o Ananindeua forneceu o elenco.
Na primeira rodada, Tuna e União levaram a melhor sobre Remo e Paysandu, respectivamente. O público foi decepcionante: pouco mais de mil torcedores na rodada dupla no Mangueirão. Tendo em vista o fracasso nas arquibancadas, a dupla Re-Pa pediu para abandonar a competição. A FPF atendeu e mudou o regulamento. O torneio seria decidido numa final entre Tuna e União. A Tuna teria a vantagem do empate por causa do melhor saldo de gols (vencera de 3x1 na primeira rodada, contra os 2x1 do União Esportiva).
A decisão, neste domingo no Mangueirão, também não ficou muito atrás da primeira rodada em termos de público. Mesmo na preliminar de Águia e Duque de Caxias pela série C, a partida não atraiu mais do que algumas centenas de torcedores. Para piorar, foi um jogo duro de assistir. Com a exceção de um bom ataque da Tuna no primeiro tempo e três belas chances do União/Ananindeua no segundo, foi difícil editar um compacto com os melhores momentos. Resultado: 0x0. Sem prorrogação e nem pênaltis, a Tuna conquistou um título da forma mais sem graça. Mas pelo menos o troféu foi parar na empoeirada prateleira, o que já é motivo suficiente para festejar.
**** Por Leonardo Aquino
Primeiro os pretos, depois os pobres, agora os gays
por Felipe Lessa19h50
João Emanuel Carneiro está entrando para a história do futebol brasileiro de forma inusitada. Apesar de uma carreira repleta de títulos, Emanuel ainda não havia marcado gols e também não escreveu especificamente sobre o esporte. No entanto, com a cena apresentada 30 de outubro em A Favorita, Rede Globo, o nobre autor foi protagonista de mais um duro golpe para a quebra de paradigmas no futebol brasileiro.
Aproveitando da credibilidade e alcance de uma novela da Globo, o autor de renomados filmes como Central do Brasil (1998) e Castelo ra-tim-bum (1999), mais novelas como Cobras & Lagartos (2006) e Da cor do pecado (2004), apresentou uma cena que chocou e irritou muitos torcedores.
Apresentou Armandinho (Iran Malfitano), um personagem homossexual, saltitante e revoltado com o presente que Halley (Cauã Reymond) comprou para o seu futuro filho: uma camisa do Corinthians. Acontece que personagem gay que recentemente oficializou um casamento de fachada com a corinthiana Maria do Céu (Débora Seco) e oficiosamente seria o pai da criança ficou desgostoso com a idéia de manipularem a opção clubística da criança, afinal ele é são-paulino.
Pela cena, o autor foi de certa forma massacrado. Muitos torcedores do tricolor paulistano estão indignados. Os adeptos de outras equipes caíram em gargalhadas. Alguns jornalistas chamaram injustamente João Emanuel de preconceituoso por reforçar o estereotipo gay do torcedor do São Paulo. No entanto, a opção do autor foi a mais correta possível. De forma alguma pareceu preconceituosa.
Emanuel aproveitou e poderá aproveitar ainda mais o estereótipo do “bambi” tricolor para conscientizar parte da população brasileira que ainda não aceita o cidadão gay tanto no futebol como na sociedade. É o princípio da mudança no tricolor, já que os torcedores organizados do mesmo São Paulo Futebol Clube se sentem envergonhados com a condição de ter entre seus 11 combatentes um suposto homossexual, Richarlyson.
Apesar das dificuldades o personagem gay, tanto em novelas como na vida real, está conseguindo quebrar os estereótipos e preconceitos. Muitos homossexuais não brincam de bonecas, passam batom ou usam roupas femininas. Apesar de um maior apego ao fino trato, boa culinária, viagens exóticas, logicamente existem aqueles que gostam de futebol, do esporte, e não das pernas masculinas.
Nem mesmo as torcidas organizadas brasileiras fogem da regra. Em passado não muito distante, entre os anos 70 e 80, torcidas de times tradicionais se formaram pelo público gay. Apesar de ser contra a segmentação da sociedade, criar uma organizada segmentada foi uma necessidade para Flagay (Flamengo), Gayrani (Guarani) e Coligay (Grêmio). Dentro de uma facção “comum” estes torcedores teriam que se esconder. Nas suas novas “firmas” não.
Talvez pelo reflexo de ontem, dos tempos da segmentação, hoje já existe uma pequena aceitação aos gays em torcidas organizadas. A maioria das torcidas recriminam, mas a Esquadrão Vilanovense, do Vila Nova de Goiás, é um exemplo diferenciado. Seu presidente Mario Abrão Júnior é homossexual e está conseguindo impor o espaço da luta contra o preconceito dentro da entidade ao qual ele representa.
Estes com certeza têm uma visão diferenciada daquela que afirma que o autor da novela é preconceituoso quando apresenta um personagem homossexual e são-paulino. Afinal, o pessoal do Vila convive com presidente e alguns componentes gays em arquibancadas, viagens, cervejadas e bate papos sobre futebol.
Trata-se de gente que não é são-paulina, gosta de futebol e já se acostumou com a diversidade na sua vida social. E com a novela e esse o papel do autor. É trazer o debate, o conflito, a busca da aceitação...a quebra das mesmas barreiras que já tentaram barrar pobres e negros do futebol brasileiro.
A quebra das barreiras sempre foi conquistada por aqui pois o futebol brasileiro é peculiar, é único. Fugimos da regra. Nosso histórico não é de branquelos, engomados e machões atrás de uma pelota. Por aqui, demos exemplo fora de campo. Dentro dele também. Temos Kaká, o menino branco bom de bola do Morumbi. Tivemos Arthur Friendenreich, o filho de um israelita alemão com a mulata brasileira que marcou 1329 gols, entre eles o que deu o título do sul-americano de 1919 ao Brasil. Tivemos Pelé, o negro da técnica e física impecável, o rei dos reis do futebol. Temos referências das classes ricas. Das classes pobres. E por fim, quem sabe um dia não surge um asiático, indígena, um boliviano....um homossexual de renome em nosso futebol.
O Brasil está na linha de frente de todas as diferenças sociais. No entanto, mesmo com todas as diferenças brasileiras, é um país que sempre ajusta tudo ao seu jeito brasileiro. Ajusta tudo para que as coisas sejam mais dignas e iguais para todos. E os perturbados que se acomodem. Se o recado enviado no dia 30 de outubro for mantido, mais uma barreira será derrubada no Brasil....Por aqui o esporte além de perder a característica burguesa, ganhou cor e novos adeptos. João Emanuel Carneiro tem sua parcela de responsabilidade no processo. Cabe agora ao Estado punir os infratores.
Lembre-se:
Torcedores e jogadores homossexuais existem ou podem existir em todos os times. Além do São Paulo, Flamengo, Grêmio e Guarani, o próximo clube a ser notícia na ala gay pode ser o seu. Pode ser o Corinthians, o Palmeiras, o Vasco, o Fluminense, o Atlético Mineiro. Qualquer um pode ser o time dos gays.
Saiba Mais:
Coligay - Organizada do Grêmio

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