Não fosse esta mania de colônia...
por Equipe De Primeira02h09
Por Adriano Santi
Poderíamos ter em Curitiba uma sede de Copa do Mundo com dois estádios. Além das mágoas pessoais dos dirigentes da CBF com estado, a falta de apoio que se dá ao Atlético de muita gente do estado, pelo ciúme, por torcer por outro time e não esquecendo principalmente, que a Arena já é um estádio quase concluído, onde o valor a ser gasto seria bem menor e portanto, o "jabá", o superfaturamento de eventuais verbas federais seria quase impossível de existir, um novo Couto Pereira ou qualquer que seja o nome do estádio no futuro, apresentado como mais um local para os jogos seria muito bom pra cidade.
Acho que eu já li ou ouvi alguém falando isto, me perdoe, não lembro quem. E que tipo de torcedor escreve isto. Mas como o time de futebol não paga minhas contas...
Quem sabe uma sede que com dois estádios pudesse receber mais fases da Copa. Não ficasse limitada aos jogos entre Paraguai e Gana, China e Romênia. E olha que o futebol do Paraguai pode até valer a pena, mas, com um estádio, Curitiba deverá ser uma sede com quase nada interessante pra ver, ainda mais pensando no quanto deverá custar o ingresso de cada jogo.
A Arena já pode ser uma vitrine do que pode ser feito com qualidade na cidade e no Alto da Glória poderíamos ter mais uma praça moderna.
Mas não, como pode o outro time dizer que foi sede da Copa do Mundo, aquele timinho...aquela gentinha. Como se não tivemos familiares e bons amigos que torcem e vivem a realidade do "outro" time.
O Rio de Janeiro certamente usará os dois estádios, Maracanã e Engenhão, justo. São Paulo, o Morumbi e quem sabe mais um estádio, aí começa a briga da grana, sem esquecer que em geral reformar é mais caro, ou pelo menos, dificulta a fiscalização do que foi gasto.
Mas não, na província não pode, só na sede da capitania. Imagine o que aqueles colonos, polacos e outros tipos vão fazer. Sim, vão fazer de tudo pra que o estádio “deles”, não receba a Copa. Nem que para isto seja preciso apoiar outras cidades. Vão fazer de tudo para desvalorizar a escolha, reforcando o que infelizmente deve acontecer, jogos de menor importância.
Vão fazer de tudo pra provar que continuam sendo... colonos.
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Comentários:
O Rio de Janeiro pode ter dois bons estádios, mas não tem segurança e nem infraestrutura viária e de transporte coletivo para dar conta de um evento destas proporções. Vai ser uma vergonha federal!!!
É ser muito bairrista achar que Curitiba ou, pior, Atlético e Coxa sejam mais importantes que Munique, Tóquio ou Los Angeles.
Curitiba pode(ria) sim ter dois grandes estádios para a Copa. Não deve nada as cidades citadas. Talvez politicamente, mas esse problema parte daqui mesmo.
SP, Rio, BH e PoA tbm poderiam e nem por isso acharia pretensão demais.
Basta querer e fazer.
Em estádio bacana o torcedor fica pertinho da campo.
A FIFA, por regra, só admite *uma* cidade com dois estádios. E mesmo assim essa é uma exceção raramente usada, porque não é interessante politicamente para os organizadores - uma sede a menos significa menos gente para puxar o saco.
No Brasil, a necessidade de bajular é tamanha que o movimento é inverso - certamente vamos ter *mais* sedes que o normal. As desculpas são as de sempre: o Brasil é um país de dimensões continentais blá blá blá. Na verdade é para colocar mais gente na festa.
Além disso, se uma cidade fosse abrigar duas sedes, o privilégio não seria de Curitiba. Não há motivos convincentes para isso: econômicos, políticos, futebolísticos, nada. Muito menos agradar coxas e atleticanos.
E tentar é de graça!
Obrigado pela audiência, tô fazendo futebol na 91 rock tbm.
Ouça lá!
Não tem nenhum objetivo prático isso, muito pelo contrário.
E por que logo Curitiba, que por mais bela que seja não tem clubes tão influentes assim, poderia ter esse luxo?
28/10/2008 às 00:00:00 - Atualizado em 27/10/2008 às 23:26:55
Fatos
De repente, a família Petraglia passou a ser notícia como prestadora de serviços de construção de arenas e assessoramento de cidades, que pretendem ser sede ou sub-sede da Copa do Mundo de 2014.
O fato em si não carrega nenhuma ilegalidade e, em tese, não contraria a ética. Mas que é difícil dissociar o interesse da empresa diretamente do Atlético, é difícil. É que é impossível dissociar o nome Petraglia da marca Atlético.
Que Mário Celso, o pai, precisa dar uma explicação para os atleticanos, precisa. Pelo menos dizer que uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Ficará, no mínimo, a dúvida, que sempre deve prevalecer a favor de quem fez pelo clube. Esta coluna está à disposição para explicações.
Olha...se o Belinati não fosse cassado...eu juro, mas eu juro que ainda arriscaria uma ARENA LEC na disputa. Correndo por fora, como no pré olímpico em 2000. Mas....na luta!
Se não me falha a memória essas também foram as últimas palavras do padre balonista...
O problema, como bem explicou o Adriano, é que agora a gente sabe que é impossível pelas regras da própria FIFA. E também pelo bom senso. Há várias capitais querendo sediar, e daí inventam que Curitiba vai ter dois estádios. Faça-me o favor. O bairrismo às vezes é mais estapafúrdio que o provincianismo. Vide o que aconteceu com o Rio de Janeiro.