Os rubro-negros e seus primos ricos
por Ana Carolina Moreno20h12
O Atlético-PR vem apanhando feio. Cinco pontos conquistados entre os 21 que disputou nas últimas sete rodadas. E a próxima é contra um Santos que finalmente respira aliviado, na casa dele. Eu, que ando seguindo poucos jogos por falta de tempo, mas recebo todas as correspondências da assessoria de imprensa do CAP, acho que o problema é o fracasso do clube em engatar um projeto com um treinador e apostar nele o suficiente para ver os resultados. Está seguindo o exemplo do Corinthians-2007 e, pelo visto, agora não está mais sozinho, pois o Fluminense parece querer engatar a terceira rumo à segundona.
Pessoalmente, não sei se isso é bom ou ruim, mas me sinto iludida, ludibriada até! Passei o ano rodeada de rubro-negros simpáticos com sotaque engraçado falando maravilhas sobre a maior torcida do Sul do Brasil, o estádio mais moderno, os cachecóis europeus, a cerveja que desdenha de liminares e o orgulho daquela estrela (dourada) em cima do distintivo.
Mas aqui, no coração do "eixo do mal", nada disso existe. A camisa do Atlético-PR que eu ganhei na minha primeira visita à Arena está escondida há quase um mês em alguma gaveta aqui de casa. Por motivos de segurança mesmo! Explico:
Não passa um dia sem que eu não veja alguém de longe e já pense "esse aí é atleticano". Um segundo depois já vejo o "bwin" estampado no peito e percebo que a camisa é do Milan. Além do Jones Rossi, fundador desse blog que está devendo comentários sobre a elite do futebol paranaense, e da torcida que se reúne nos jogos do Furacão em São Paulo, parece que só sobra eu como a única remota simpatizante da equipe (veja que, entre Atlético e Coritiba, o que me atrai é só a cor vermelha).
Acho pouco. Acho muito pouco. A pequenez é 'tão grande' que, quando vesti essa camisa pela última vez, quase fui assaltada no Largo Paissandu (centrão de São Paulo, mais ou menos um prostíbulo e albergue a céu aberto, para os de fora).
Entre as 20 pessoas que passavam pelo local, eis que um dos sem-tetos mais audaciosos escolhe justamente a mim para seguir bem de perto pedindo dinheiro, comida, bebida, drogas e o que ele pudesse conseguir. Não é tão incomum, afinal eu tenho cara de tapada e sou constantemente abordada por sem-teto, crianças, palhaços anunciando espetáculos de circo e meninas super simpáticas querendo me fazer ler passagens da Bíblia grifadas com marca-texto em voz alta. Mas dessa vez ele foi bem transparente sobre o motivo da opção:
- É claro que você tem que me ajudar. Olha essa camisa do Milan aí!
- Não é do Milan...
- Claro que é do Milan, olha aí!
- Não é do Milan!
- Ah, tá querendo me enganar? É a camisa do Milan!
- É a camisa do Atlético!
O semáforo de pedestres já tinha ficado verde, ele já tinha desistido e, depois de ouvir Atlético, até achou que eu não batia bem. Deu pra ver, depois que eu falei em voz alta, que ele pensou imediatamente no xará mineiro. Porque eu também pensei nessa possibilidade e se eu não deveria especificar, além do nome do time, o Estado ao qual ele pertencia. Enquanto atravessava a rua ainda cogitei voltar e mostrar o distintivo, as iniciais CAP e explicar que existe um time brasileiro com camisa parecida com a do time do Kaká e do Ronaldinho Gaúcho.
Desisti, é claro. O cara estava bravo inclusive porque nosso debate chamou a atenção dos demais transeuntes (eu, sempre, parecendo mais louca que o louco barbudo atrás de dinheiro fácil). Quando cheguei em casa, encostei a camisa de vez.
Estou esperando uma das duas opções: o Furacão se firmar como time da elite e começar a rivalizar fora do Caldeirão, ou o time cair e me deixar livre para vestir a camisa e comparar o Atlético-PR ao Juventus, à Portuguesa ou a outra equipe "fofinha".
Sempre é triste, especialmente para quem dá esmola na rua, ver um time ser rebaixado. Acreditem, até com o Corinthians me senti mal. Mas o fato é que quatro vão cair, e o Atlético pode muito bem ocupar uma dessas vagas. Brincar de troca-troca de técnico (Ney Franco, Roberto Fernandes, Mário Sérgio, Geninho, já veio outro?) enquanto se perde tempo anunciando recordes de visitas ao site, sessão de charges de humor e contratação do "próximo Pelé", que veio das arábias para jogar no time B, definitivamente não é se concentrar para ficar na Série A. Marketing é importante para a longevidade e o sucesso de um time de futebol. Mas futebol é mais.
Obs: tem também a história de quando vesti essa camisa pela primeira vez. "Ela é flamenguista???" foi a pergunta do vigilante do prédio onde eu trabalhava.
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Todo descaso dos paulistas com o rubro-negris virou ódio?
um time se faz grande por ter 20 milcadeiras vendidas...risos....e nao uma torcidinha que nao coloca 4 mil pessoas em jogos que nao sao contra curintia i parmera.
Se a globis deixasse de divulgar a marca dos times de sp nacionalmente...ocorreria a mesma coisa com o eixo do mal.
Em Araucária, região metropolitana de Curitiba, o time da cidade tem o escudo igual ao do São Paulo; só muda a sigla. Se não fosse time amador, dava até para confundir.
Mas ser o pioneiro na criação não adianta nada: o importante é quem populariza o símbolo, a cor, o nome. No futebol, isso só vem com vitórias. E, nisso, o São Paulo foi mais rápido que a maioria dos clubes brasileiros, na maioria centenários - o Tricolor tem só 73 anos.
(Reflexos disso: saiu ontem uma pesquisa que mostra que temos muito mais torcida na capital paulista que o Palmeiras: 22% contra 14%. O Corinthians tem 33%. O Santos, 5%.)
Mas, na boa, o que paulistano sabe sobre futebol? Ande com uma camisa da Ponte por aí e aparecerá um mendigo te pedindo um dinheiro por que você é amiga do Eurico Miranda...
Sai! Larga d´eu chulé!
Francisco: Eu TENHO uma camisa do Atlético. E eu até USO (usava) a camisa do Atlético! Eu fui na torcida do Atlético no jogo contra o São Paulo (vestindo a camisa do SP por baixo da roupa, é claro), e senti na pele o ódio que VOCÊS têm pela gente. Não é implicância.
Raimundo: vocês estão a um pontinho da zona de rebaixamento, a dois pontos do lanterna. Se você não está preocupado, sou obrigada a repetir a palavra "ilusão" para tentar explicar esse fenômeno.
Francamente, bambinos nunca podem se comparar com torcidas que realmente frequentam estádios.
Passar bem!
Ps: O Atlético do Paraná está fraquinho fraquinho...
O time dos torcedores de internet eh o mais vencedor desse pais... vc querendo ou nao...
Passar melhor ainda!
Seu primeiro comentário foi furado, podia ser qualquer outro time que sua torcida não vai para o estádio. Não tem esse costume. Tudo bem, é questão de gosto e isso não se discute.
Nesse caso FATO = Titulos, conquistas, VITORIAS...
torcidinha infiel essa dos tricoletes...
Se seu time ganha títulos, vence jogos e tudo mais, como explica uma torcida que não põe a cara no estádio.
Que sãopaulino é uma torcida de internet isso é fato.
(ou você tem argumento)
não gostou do tricolete né, morde a língua...
Aproveite e note outro fato: Em qualquer jogo dos bambis tem sempre meia dúzia de gatos pingados.
Sambarylove: o que explica a ausência do torcedor no estádio é o fato de o SPFC ter uma diretoria elitista, mesquinha, sovina que mantém contrato com uma empresa de venda de ingressos burra, cega, incompetente e pouco comprometida com o torcedor, porque seu cliente é a diretoria, que por sua vez é elitista, mesquinha, sovina.
Juarez: quer um band-aid pro seu cotovelo?
Leonardo: me chama de bambi, de tricolete, de trimundial ou de pentacampeã. Aceito todos os adjetivos.
20 mil pessoas é 1/4 do morumbi.
Nos vemos de novo daqui 2 anos... se vcs conseguirem subir ano q vem
Otarios
Grande argumento.
Podem ter conquistado o que for. Mas vocês não terão o poder de apagar da história dois fatos marcantes : a fuga de uma decisão na arena da baixada na final da libertadores de 2005 e a eliminação nas quartas do brasileiro de 2001 (que delícia). esse mesmo cover do milan, um dia fez os tricoletes chorar.
IA E GRANA DE RESTO O FURACÃO TEM A MELHOR TORCIDA DO SUL DO PAÍS ..................E A MELHOR ESTRUTURA......AGORA FALE COM PESSOAS DESCENTES NÃO COM PORTEIROS E MENDINGOS QUE NUNCA SAÍRAM DO EIXO RIDICULO RJ-SP....FL; Tem que perguntar pra quem não tem como viajar, pra quem nunca saiu do eixo mesmo (ou que nasceu fora do eixo, lá no Nordeste, e veio pra cá tentar juntar dinheiro pra comprar uma casa na cidade Natal).
Tem que perguntar pra quem não tem grana pra conhecer o mundo, não tem tv a cabo, pra quem sequer sabe quantos estados existem abaixo de São Paulo.
Time grande é time que tá na boca do povo.
De que adianta perguntar pro Juca Kfouri se ele sabe reconhecer a camisa do Atlético-PR? Ou pra alguém que acabou de voltar de férias por Camboriu, Curitiba, e Foz do Iguaçu?
Ilusão, eu digo e repito.
odem ter conquistado o que for. Mas vocês não terão o poder de apagar da história dois fatos marcantes : a fuga de uma decisão na arena da baixada na final da libertadores de 2005 e a eliminação nas quartas do brasileiro de 2001 (que delícia). esse mesmo cover do milan, um dia fez os tricoletes chorar."
NOS TEMOS CULPA do MEIO ESTADIO NAO TER A CAPACIDADE PRA ABRIGAR um jogo de final de Libertadores??
Tudo bem.. em 2001 vcs ganharam, todos os meritos pra voces... nao sou mau perdedor, reconheco que voces foram e podem ser superiores que a gente sim, nao somos invenciveis (ao contrario de voces... que perdem e inventam desculpas, historias, etc)
Agora... quer que eu mostre aqui quantas vezes nos fizemos voces chorar? Nao vou perder meu tempo...
Tipica cabeça de time pequeno... daqui 20 anos, Leonardo, vc vai lembrar disso... do mesmo jeito que o ASA de Arapiraca vai lembrar daqui 50 anos que tirou o Palmeiras da Copa do Brasil
Pe no chao pessoal... vcs sao mt arrogantes ta loko.
Meu texto não tem ódio nenhum, é uma simples percepção do que eu ouvi e do que eu vi depois.
Mas vamos ao esclarecimento que você pediu: Eu sou são-paulina, jornalista e não odeio o CAP nem de longe. Olha aqui uma foto minha zoando o boneco coxa-branca da kombi do Furacão!!! http://farm4.static.flickr.com/3281/2509336267_62b5a5c5f6_m.jpg?v=0
Não sou obrigada a odiar um time só porque a torcida dele assinou um pacto para odiar o meu time para o resto da vida. Só porque temos episódios conflituosos no passado.
Tenho um bando de amigo atleticano. Tenho uma camisa do Atlético, poxa vida! Vocês é que estão cegos de ódio e não conseguem conceber que eu possa fazer uma crítica bem intencionada. Criticar não é odiar.
Vocês estão julgando minhas palavras apenas pelo fato de eu ser são-paulina. Acham que ser são-paulina é automaticamente odiar o Atlético e qualquer coisa relacionada a ele. Ou então acham que ser atleticano é automaticamente odiar o São Paulo ou qualquer coisa relacionada a ele.
Embora muitos de vocês tenham me chamado de Bambi, não chamei nenhum de vocês de Patético, de Brisa, de meio estádio.
E eu tô falando do presente. No presente, vocês estão na corda bamba. Se bobearem, vão cair. Vocês perderam a Libertadores e não é isso que deixou o time a um ponto da ZR. Vira a página antes que o estrago seja ainda maior.
E não te dou saudação porcaria nenhuma porque você não merece. Fique aí vivendo do passado. Coisa que, pelo visto, é só o que vocês querem fazer. Mais um iludido para eu adicionar à minha lista.
