E se o Brasil for ouro?
por Equipe De Primeira09h19
Por Napoleão de Almeida
E se Dunga conseguir levar o Brasil ao inédito ouro olímpico? Será que o técnico da Seleção, odiado por muitos e tolerado por outros tantos, vai, finalmente, ganhar o respeito da opinião pública?
Outras feras, unanimidades anteriores, já tentaram, mas não conseguiram a proeza. O melhor exemplo é o decantado Vanderlei Luxemburgo. Luxa, rei no futebol brasileiro (especialmente com Felipão no Chelsea), foi fritado após perder uma Olimpíada. Se disfarça, se renega... mas a CBF e o Brasil querem essa medalha de ouro.
Claro. Pense em uma competição mundial que o Brasil possa disputar um dia (não vale a Eurocopa, espertinho) e lá estará, na história, a Seleção Brasileira entre os campeões. MENOS nos Jogos Olímpicos.
E depois de times badalados, de equipes cheias de futuros craques, eis que Dunga, quietinho, vai dando um padrão de jogo a esse time, que tem um Ronaldinho recuperado e vários valores que serão, sem dúvida, jogadores de alto nível em pouco tempo. Renan, Rafinha, Breno, Hernanes, Thiago Neves, Anderson, Diego, Pato e Lucas, todos menores de 24 anos, ainda não estão perto de atingir o ápice. E já jogam o que jogam.
Vem aí a Argentina, com um time tão bom ou até melhor que o nosso. Mas eles, mais que ninguém, tremem contra a amarelinha. E Dunga, contra os vizinhos, nunca perdeu. Pelo contrário: já surrou duas vezes e até Copa América levantou.
Dunga, que nunca dirigiu nem um Bragantino da vida, pode chegar à única conquista que o Brasil não tem. Dunga, a aposta da CBF para esperar Felipão, vai acertando uma equipe que não fez nada daquilo que pregamos como ideal para uma preparação olímpica. Raríssimos amistosos, poucas convocações. E lá estamos, na semi-final. Vai entender.
Brasil, campeão olímpico de futebol, é o sonho da CBF e da FIFA. Com o país do futebol, maior vencedor da história do esporte, chegando à conquista, a tendência do esporte sair dos jogos é enorme. O Brasil faz muita pressão para que o COI mantenha os jogos para não passar o carão de ficar sem esse. E é com Dunga - pasmem! - que podemos chegar lá.
Se o Brasil chegar ao ouro, Dunga terá, novamente, surpreendido a todos. Não o vejo como um grande técnico: parece não conhecer muito de tática, é grosseiro com a imprensa e já convocou muito mal (né Afonso?). Mas, contra tudo isso, estão os resultados de Dunga, já de cara, um vencedor.
O povo quer Telê, quer espetáculo. E, por alguma razão, não gosta de Dunga. Mas é do filho bastardo que pode vir o ouro inédito.
Torço por Dunga, com todos os senões e uma boa dose de otimismo. Acho mesmo que desta vez vai.
Em tempo
Custava à CBF e a Nike colocar uma bandeira do Brasil no lugar do escudo da CBF??
A amarelinha, sem nenhuma referência ao país, nunca explicitou tanto a intenção comercial quanto agora.
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Sobre a camisa...é fueda. Nike Football Club!
Nos resta torcer para que o Nike Futebol Clube fique com a medalha de ouro.
