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Ago 14

RE: Polaridade invertida

por Equipe De Primeira10h34

por Napoleão de Almeida

Isso seria uma resposta em comentário, mas me alonguei
Discordo de uma eventual fusão.

O que transforma Grêmio e Inter em gigantes é a rivalidade entre eles. E, claro, um apoio incondicional do Estado em torno dos seus valores.

O problema do Paraná (Estado) é muito mais complexo. O Paraná mesmo vai de Paranaguá até Iraty, nos campos gerais. Dali para frente, no Norte, é paulista; no sul, gaúcho.

E não só no futebol. Nos costumes também.

Quando o Ibope vem e diz que a torcida do Atlético é a maior do Paraná, ele apresenta um empate técnico com o Corinthians, dentro do Estado, e quer dizer na verdade que há mais atleticanos que outros torcedores paranaenses por aqui.

Ou seja: pra ganhar de um paulista em casa, um paranaense precisa de um empate técnico.

Isso só mudará com títulos e ídolos. Um Coritiba campeão brasileiro mantendo Keirrison para 2009, por exemplo, será um caminho. Mas todos sabemos que isso é impossível, pois mesmo que venha a conquista, o ídolo irá embora.

Vida de periferia é assim. O negócio é trabalhar e aproveitar as Sul-Americanas da vida pra ganhar terreno.

Pra encerrar, li uma vez um livro de marketing chamado "Posicionamento". Ele explica que é melhor você ser a melhor tubaína da sua área do que querer brigar com a Coca-Cola. Questão de mercado.

Os paranaenses devem primeiro se estabilizar como quinta força do futebol do País (o Sport Recife tem dois títulos nacionais de elite, assim como o Bahia, dois Estados concorrentes) para daí pensar em encostar nos mineiros, depois gaúchos, aí cariocas e por fim, paulistas.

Com cerca de 60 anos de defasagem.

6 comentários
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Comentários:


Comentário de: Equipe De Primeira Email

Escrevi e pensei: pq raios o futebol carioca é mais forte que o gaúcho?

Os gaúchos são os segundos do País.

E a questão é estatística: 2 mundiais, 3 libertadores e 10 títulos nacionais de elite. Cariocas? 1 mundial, 2 libertadores e 15 titulos nacionais de elite (aqui, incluindo Copa União, Robertão e Taça Brasil).

Há equilíbrio, mas o Rio que está em segundo é o Grande.

PermalinkPermalink 14.08.08 @ 10:41



Comentário de: Jones Rossi Email

Pois é, como diz o Menon, antes do Atlético querer ser o maior do mundo, seria bom ser pelo menos o maior do Paraná.

PermalinkPermalink 14.08.08 @ 15:50



Comentário de: Felipe Lessa Email



É...o Paraná sempre foi complicado.
O pessoal do norte não tem identidade alguma com o sul, que despreza o norte, que prefere São Paulo. O pessoal dos lados de toledo e cascavel prefere os gaúchos, mas, ainda assim, aceitam curitiba como uma capital, em segundo plano.

Volto a colocar sobre a complicação do Paraná. Se você vai até Londrina ou Maringá, vai ver um radicalismo extremo anti atletiba e curitiba, porém, uma devoção pelos grandes paulistanos que chega a superar os clubes locais.

Repito, mais uma vez. É complicado. Se você colocar também que no interior do Paraná se transmite futebol paulista e não dos times locais, nunca que os tidos como pequenos vão se fortalecer, ganhar identidade e credibilidade com seu povo. Diversas dessas cidades de interior nem tem jornais. E quando tem, preferem noticiar o que está de fora, como forma de ganhar leitores.

Acho difícil que os clubes da capital aumentem suas torcidas no interior. Na verdade, isso é tudo que eu queria. Mas que, os da capital paulista também percam os que tem...Gostaria que os clubes dessas cidades conquistassem a simpatia do povo local. Que o curitibano, seja torcedor de fato para o trio de ferro. O londrinense do Londrina. O maringaense do galo, e assim vai.

O futebol é bem mais bonito quando feito da identificação de um povo pelo seu clube, sua bandeira, pelas raízes e histórias de um time. Mas, hoje não dá. A globo falsifica o áudio para agradar corinthianos, assim aumenta a massa de torcedores do mesmo e facilita seu trabalho. Não precisa passar 40 jogos para ganhar audiência. O futebol está morrendo!

PermalinkPermalink 14.08.08 @ 17:41



Comentário de: Fabricio Grzelak

Antigamente as ondas de rádio e TV só traziam jogos do campeonato paulista, exceto quando o Londrina jogava e lá vinha a Paiquerê passar jogo do Tubarão. Estive em Rolândia no mês de Junho e vi que muitos jovens estavam empolgados com o Nacional Atlético Clube, mais conhecido como " Nacional de Rolândia", nem dá para dizer que é uma " segunda opção", porque quando que o Nacional vai enfrentar um time de SP ou RJ, nunca. Portanto ficamos nessa de que torcemos para um time grande e sempre para o time da nossa cidade.
Excelente matéria essa, gostei, não fala somente do bairrismo do norte, cita também a afinidade do oeste paranaense com os gaúchos, que aliás, nos jornais de Cascavel sempre tem uma página de esportes dedicada para a dupla grenal.

PermalinkPermalink 14.08.08 @ 21:53



Comentário de: Carol

Essa história da Tubaína não só é verdade como também realidade. Caso da Dolly, que domina a periferia, onde a Coca-Cola é muito cara.

Todo mundo fala que ficar contando título é bobeira (e por isso não torcem pro São Paulo, por exemplo), mas no fim, hoje em dia, é só assim mesmo que os pequenos vão segurar a atenção da mídia e, conseqüentemente, dos torcedores.

PermalinkPermalink 14.08.08 @ 23:24



Comentário de: eliseu

Acho que fusão não existiria nunca. Porque o atlético não precisa.
A área social do Paraná vai de mal a pior. Tem muito "clube social" pipocando na região metropolitana de Curitiba e, isso, aliado ao povo com menos grana, dá um resultado ruim. Fonte confiável diz que a coisa anda muito ruim lá. Mesmo considerando as baixas de inverno.
Assim, o que sobraria do Paraná ao CAP? a vila olímpica pra virar CT? não precisa. a vila capanema? O time? A torcida? Isso sim ajudaria muito! Colocaria o Atlético de vez na posição de "dono do Estado".

Acho que a polaridade aqui ajudaria aos dois grandes da capital.
Mas novamente concordo com o Napoleão. Faz parte de um contexto que aqui não existe. Aquela coisa mais "argentina" que os torcedores gre-nal têm. Não imagino a torcida de algum time paranaense, ou melhor, de qualquer estado do Brasil, cantando o hino da bandeira, ou o hino do Estado, durante a derrota do seu próprio time... os gaúchos fazem.

Teve uma vez que rolou uma pesquisa na RBS. Era do tipo "se o inter acabar para quem vc torce?" a resposta era quase sempre outro time da região de POA ou interior do RS. Com a torcida do grêmio, a mesma coisa.

PermalinkPermalink 18.08.08 @ 13:21



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