Polaridade invertida
por Jones Rossi02h25
O futebol paranaense é estranho. Dono de apenas dois títulos nacionais realmente importantes, é pouco representativo, pobre e fraco. Até o início da década de 90, ainda existiam times fortes no interior, turbinados pela grana do agronegócio. Mas aos poucos os times do interior foram sumindo do mapa, dando lugar à absoluta hegemonia dos três da capital. O Paraná destruiu na década de 90, e o Atlético e o Coxa se reestruturam. Sem concorrência estadual, tudo se reduziu à esfera curitibana. E faz tempo que uma pergunta incomoda: a cidade comporta três times na primeira divisão?
A resposta, desde 2005, é não.
Desde 1996, apenas o Atlético-PR freqüenta a primeira divisão ininterruptamente. Paraná foi rebaixado em 99 e 2007 e o Coritiba passou dois anos na Série B. Nunca os três foram bem em um mesmo campeonato. Neste período, apenas o Atlético chegou perto de um título nacional, vencendo em 2001 e ficando no quase em 2004. Foram 3 classificações à Libertadores do Atlético, e uma do Paraná e do Coritiba. Só Atlético e Paraná passaram da primeira fase. O Atlético, campeão brasileiro, também caiu em 2002 na fase inicial, como o Coritiba em 2004.
Agora, em 2007, quem está por cima é o Coritiba. Ganhou o estadual e está entre os seis primeiros do Campeonato Brasileiro. O Atlético não acompanha o ritmo. E o Paraná conseguiu perder por 3 a 0 para o lanterna CRB, na segunda divisão. Nada impede que no ano que vem aconteça tudo ao contrário. Só é certo que os três não farão bonito juntos.
Outras capitais parecem estar sofrendo do mesmo problema. Em Recife, Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e Porto Alegre os principais times estão se alternando entre primeira e segunda divisão. Gigantes como Grêmio, Atlético-MG, Palmeiras e Corinthians caíram para a Série B, assim como os médios Fluminense e Botafogo. Mas muito se deveu a problemas administrativos graves, e quase todos voltaram disputando títulos importantes, como Grêmio e Fluminense.
No Paraná é diferente. Como imãs com a polaridade invertida, os times se repelem. A ascensão de um significa a queda de outro, não por ser fruto de más administrações, mas como uma condição natural, como se nenhum deles fosse grande o suficiente para ter vida própria.
Uma teoria que circulou na década de 90 entre dirigentes de Atlético e Paraná Clube era a de que Curitiba não comportava três grandes. Houve conversas sérias sobre uma fusão entre Atlético e Paraná. Ainda bem que nunca se concretizou o que seria uma operação meramente empresarial, fruto da visão de engenheiros e publicitários, que enxergam mais números que a paixão das torcidas.
Mas é totalmente desprezível essa idéia? Imaginem Curitiba com um único time para os dois milhões de torcedores da capital e região metropolitana. Seria de cara uma das maiores torcidas do Brasil, poderia facilmente encher um estádio de 50 mil pessoas todos os jogos e fazer frente a clubes como São Paulo e Flamengo, donos de orçamentos absurdamente grandes para os padrões nacionais.
Talvez os engenheiros do Atlético e os publicitários da ala azul do Paraná não estivessem tão errados. E nem os torcedores, que no fundo sabem que torcer por um time não significa apenas vê-lo vencer sempre. E quem disse que o melhor para os trio curitibano é parecer um clone do São Paulo?
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Porto Alegre é uma cidade menor que Curitiba e tem dois times importantes de verdade, com dois mundiais, três libertadores e cinco brasileiros acumulados.
Creio que seja esse o modelo a ser seguido. Grêmio e Inter, não São Paulo ou Flamengo.
E já que o Petraglia gosta tanto do nome "Paranaense", que seja esse o nome do novo time. Tem a ver com os dois clubes.
Digamos que o Paraná caia para a Série C e daí se una com o Atlético, que se manteve na Série A. O "Paranaense" jogaria em que série? A, B ou C? Ou começaria tudo do zero, lá da série "Z"?
Ou seja, o Londrina pelo jeito tem a pretensão única de pagar as dívidas e, daqui uns 4 anos, com o aumento na verda da TimeMania, que deve chegar em 2 anos, com as dívidas pagas e com o encerramento dos três anos obrigatórios de contrato com o Adir e depois sonhar em ganhar algo.
Veja a parceria... o clube fica com 15% das receitas, para pagar dívidas e o empresário leva o resto, se comprometento a "bancar" o clube. Depois disso o LEC pode voltar a pensar em disputar alguma coisa. É triste, mas, como disse o Peter, foi o que apareceu, já que ninguém estava interessado em investir no Londrina e o Adir encontrou alguns "loucos".
A pretensão do Londrina infelizmente é única: continuar existindo. Infelizmente, se o Londrina conquistar a vaga para a Série D 2009, pela Copa Paraná, vai disputar com um rebolo de jogadores, remendos vindos do interior de SP, SC, MG e RS, como de costume, boa parte crias do Adir. No Paranaense deve ocorrer a mesma coisa.
Ainda vai demorar um tempo para a reestruturação que está sendo feita no Londrina dar certo. Até confio na atual diretoria. No entanto, infelizmente, o Tubarão enriqueceu muitas pessoas. Deixou de pagar outras. E assim vai. O Londrina foi usado. Agora, luta para arrumar as cagadas feitas por antigos "dirigentes".
Quanto ao Galo de Maringá, não tenho acompanhado. Vou até dar um jeito de me informar. É outro gigante adormecido no interior. É outro que já fez, por muitas vezes, mesmo quando não era campeão, o trio de ferro tremer. Infelizmente parece que estão fora da Copa Paraná.
