Furacão ressurge e Timbu é devastado na noite dos desesperados
por Felipe Lessa06h57
O clima relativamente frio, contemplado pela chuva que caiu antes das 20h30, propiciou ambiente perfeito para um jogo de desesperados na noite desta quarta-feira, na Arena da Baixada. Atlético Paranaense e Náutico duelaram em Curitiba, buscando mais que três pontos na tabela.
A ambição de ambas equipes era escapar do rebolo do rebaixamento e iniciar uma reconquista da moral de seus brasões, tanto com os torcedores, como também entre o próprio amontoado de jogadores. Tratava-se de uma tarefa difícil, onde os mais radicais arriscavam empate, ou então, um placar magro, chorado, sem favorito ou zebra.
A desesperança tanto fez parte do evento, que dos 17 mil associados do rubro-negro, pouco mais de 12 mil se dirigiram ao Joaquim Américo para acompanhar o jogo.
O Atlético ficou quatro jogos sem ganhar. Em casa, perdeu para o Botafogo e ficou no empate com o Figueirense. Fora, foi derrotado por Vitória e Sport.
Tais resultados haviam ajudado a colocar o rubro-negro no G-4 de baixo, o que causou a queda do treinador, Roberto Fernandes, do diretor de futebol de futebol, Alberto Maculan, e de Antônio Carlos Gomes, do departamento de fisiologia.
E na entrada interina de Tico, no comando da equipe, mais Edinho Nazareth, na direção de futebol, o time venceu. Para os que têm fé, por ajuda divina. Para os que preferem a razão, pelas conversas que os novos comandantes tiveram com os jogadores, pela forma como colocaram o Atlético para jogar.
Terminou 2 a 0 , com gols de Rafael Moura, aos 18 do primeiro tempo, e Danilo, aos 36 da etapa final. O placar deu uma leve afrouxada na corda que estava no pescoço de dirigentes, jogadores e, em especial, torcedores. O atleticano de arquibancada além de não encher os bolsos com as receitas do clube, ainda paga mensalidade para aceitar as piadas de torcedores do rival, o Coritiba, que divide a 5a posição do campeonato nacional com o Vitória, depois de na mesma quarta-feira, bater no Vasco em São Januário.
Mas tudo bem, o Atlético promete agora partir para a reconquista de espaço. Contou com a volta de Kelly, subiu para a 14a posição com 20 pontos, voltou a vencer no Joaquim Américo e mandou o Náutico para a ribanceira da ZR, completando oito partidas sem levar os três pontos para os Aflitos. O Atleticano, ontem ao menos, sorriu um pouco, ao saber que o alvirubro de Recife está tão desesperado que foi buscar ajuda psicológica.
Mais. O atleticano pode sorrir sabendo que tem no gol a segurança de Galatto, que mais uma vez fez belas defesas. O torcedor sorri por saber que tem um novo ídolo, mais um goleiro, que a exemplo do último grande arqueiro, Ricardo Pinto, veio de fora para se consagrar na equipe da Rua Buenos Aires.
A alegria atleticana fica na esperança da fé em Chico, cria da casa, considerado por torcedores e imprensa, o melhor em campo na partida de quarta. Tudo bem que a situação atleticana não é das melhores. No entanto, repito. A torcida voltou a sorrir. Está feliz da vida. Pediu até mesmo um "fica, Tico".
A esperança agora é seguir o exemplo do coxa e bater nos cariocas, na 19a rodada do Campeonato Brasileiro. Para tal, a equipe vai contar com a presença do artilheiro rubro-negro na competição, Alan Bahia, que executou goleiros rivais por 5 vezes. O volante não jogou contra o Náutico, pois cumpria suspensão pelo terceiro cartão amarelo. A torcida rubro-negra ficou tão feliz que nem chegou a comentar nada sobre a provável extinção da cerveja com álcool nas arquibancadas. Chegou a hora do time se reencontrar. Vencer o Flamengo que está em crise, no Rio de Janeiro, virou obrigação. Se não, o desespero continua.
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Comentários:
e o zico, vai apenas fazer uma visita mesmo?
se aceitar, vai ser proposta.
Se recusar, vai ser visita.
Talvez ele pare para pensar.....ae vai ser visita que se tornou proposta.