Coritiba vence e manda o Flamengo atormentado para casa
por Felipe Lessa01h44

Recepcionar o Flamengo no Couto Pereira, nesta noite de quinta-feira, foi de momento oportuno para o Coritiba protagonizar seu grande ato maquiavélico no Campeonato Brasileiro de 2008. Impiedoso, embora defensivo, o alviverde da terra dos pinheirais proporcionou mais de 90 minutos de tormenta ao rubro-negro, flamenguistas e simpatizantes que chegaram felizes, cantantes e debochados no Alto da Glória.
A tormenta começou quando o Flamengo sufocou para mandar no jogo. Chegaram rápido, mesmo que sem perigo, em cruzamento que finalizado em fácil participação do arqueiro Coxa, Edson Bastos. Nas arquibancadas, a torcida do rubro-negro carioca cantou, vibrou e pensou que tudo estava tão ganho, que nem deram a devida atenção ao momento em que Carlinhos Paraíba tentou o revide, logo em seguida.
Aos 8, os cariocas e simpatizantes pensaram que o momento glorioso chegaria na falha de Edson Bastos, em bola alçada na área do Coritiba. Esqueceram apenas que não foi de forma impensada que o alviverde blindou qualquer forma de transferência do seu goleiro para as próximas temporadas. O dono das traves defensivas do Coritiba falhou, mas teve sorte, a bola foi retirada da área de perigo e a torcida coxa-branca passava a aplaudir. A se entusiasmar com o embate.
Nos minutos seguintes, Coritiba persiste em ficar atrás. No máximo rolando a bola, trocando passes no meio de campo. Os flamenguistas vaiam. Pensam que estão na Gávea, ou no Maracanã. Este foi o erro principal. Erro coletivo dos desatentos representantes do Flamengo. Pediram para agonizar.
O encarregado da vez vestia a camisa 5 do Coritiba. Era Rodrigo Mancha, que pediu cobrança ligeira de lateral pela ponta-direita, segue em direção da mesma torcida rubro-negra que a poucos vaiava sua esquadra e dispara.
Aos 18 do primeiro tempo, uma sapatada certeira decreta o terror flamenguista, a alegria do torcedor do glorioso que comemorou ao ver Bruno buscar a bola nos fundos do gol. “Foi uma felicidade muito grande para mim. É tudo o que eu queria. Deixar essa torcida maravilhosa feliz”, comemora Mancha.
Um golaço, devido a ocasião. Um chute que bateu nas costas do zagueiro, não teve nada de mais, mas foi golaço. O pretexto perfeito para que os donos da casa mostrassem toda raça coritibana. Os cariocas esqueceram que em casa, a defesa do Coritiba é quase imbatível. Sofreu apenas dois gols no brasileiro.
Outro destaque do jogo foi o defensor Felipe, que parou Ibson, Souza, Tardelli e Obina. E não se envergonhou em confirmar: “Jogamos na defesa mesmo. Nos defendemos desde o Keirrison até o Edson Bastos. Assim poderíamos vencer”.
Da determinação de um clube que preferiu os contra-ataques para vencer, quando todos coritibanos se preparavam para xingar Marlos, ele cruza a bola na medida para o K9 ficar na cara do gol, aos 25. Mas Keirrison se enrola, tenta o drible e perde a bola. O que não fez aos 30, quando por pouco, não derruba novamente o goleiro Bruno.
Os otimistas torcedores flamenguistas passavam a se calar. Tudo bem que a grande parte deles era daqui, ou de Santa Catarina, mas, já passavam a tomar conhecimento de que voltariam para casa de cabeça inchada.
De tal forma ficou a torcida do Coxa, aos 2 do segundo tempo, quando o entorpecido Marlos quis enfeitar. Ao contrario do companheiro de equipe, Felipe, que recebia aplausos depois de barrar investida do clube da gávea com um bico. A torcida do mengo se desespera mais. Pede Obina loucamente. A tormenta aumenta.
Sem saber, quando Obina entra no lugar de Tardelli, aos 14 , a desgraça seria maior. Felipe continuaria bicando tudo que aparecesse por ali. O coxa cometeu diversas faltas inclusive. Mas manteve firme sua proposta de jogo. Até mesmo os mais idosos torcedores do Coritiba não guardam esforços para gritar palavras de ordem por se satisfazer com a equipe: “Isso! Isso Coritiba! Vamos Jogar”.
E o Coxa jogou. Se defendeu. Mas não levou nem mesmo quando Obina manda chute perigoso aos 37 e Edson Bastos salva a pátria, formada por mais de 30 mil torcedores do Coritiba no Couto Pereira. Os torcedores sentiam o gosto da vitória local e alegravam-se com a desgraça visitante, já que pouco depois, Fábio Luciano dá mais uma chance ao goleiro do time da casa mostrar que é bom, e que nas suas traves quem manda é ele.
E não teve papo. Definitivamente o flamenguista seria chutado para fora de Curitiba atormentado, em especial, quando ficou sabendo que o Vasco acabava de empatar em casa. Nem o gostinho de tirar sarro do rival eles tiveram. Agora, graças a outro clube da capital paranaense, o Atlético, que perdeu para o Cruzeiro na quarta, foi diminuída a margem de pontos que os cariocas carregam contra o time de Minas Gerais. Definitivamente, de tão feliz que chegou, o Flamengo vai passar alguns dias lembrando que saiu atormentado de Curitiba.
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Comentários:
só olhar de um ponto de vista diferenciado..haaha
Ainda assim, pelo que ouvi do pessoal que conversei no Couto, foram mais de 30 mil que foram ver o time paranaense bater no carioca...hehe
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