Uniforme novo do Ajax: troca-troca e arrastão holandês
por Felipe Lessa21h48
Toda equipe de futebol gosta de fazer sua troca anual de camisas virar notícia de jornal. E para 2008, daremos um panorama geral. No Brasil, clubes como o Real Brasil, o Corinthians e o Flamengo inovaram na publicidade dos novos uniformes experimentando o uso de mandamentos bíblicos, camisas coloridas ou recordações de antigos fardamentos. O primeiro virou sarro, o segundo deu bronca e o terceiro não vingou.
No Japão, os camaradas do Verdy Tokyo apostaram nos Super Sentais. Aqueles heróis japoneses ao estilo Changemans. Por sorte, não recebemos informações relatando tretas na terra dos samurais. Na Argentina, o Lanus quando inovou, marcou gols e ganhou adeptos no mundo todo, inclusive no De Primeira. Manteve o tradicional uniforme, mas trocou a presença do mascote por uma garota trajada no fino trato. Foi uma evolução, concretizada na Holanda, quando Ajax, torcedores e Adidas divulgaram o novo uniforme, utilizado a partir do segundo semestre de 2008.
Largaram quase 20 anos com a marca do banco ABN AMRO pela seguradora AEGON e legitimaram o troca-troca, acertado por um arrastão financeiro que movimenta mais de 10 milhões de Euros anuais, fora os mangos variáveis que são também de grosso calibre.
Mas o que esperar de um arrastão de branquelos em uma terra que apesar da cannabis liberada, tem fama de tímida e comportada? Os supporters, em campanha organizada pela agencia TBWA, preferiram mesmo foi fazer a boa ação do dia. Pintaram Amsterdã de vermelho e branco trocando camisetas com os populares no estilo "manda seu trapo para cá e vai uma do Ajax para lá. Torce com a gente".
Os marmanjos gritaram como Hooligans. As garotas desinibiram-se como a fanática garota do Lanus e tiraram a camisa para vestir a do Ajax sem problema algum. Todos ficaram felizes. Fizeram a boa ação do dia como previsto nos versos da bíblia. Foi tanta simpatia que o time dos judeus conquistaria a simpatia até de um fanático do Hammas, desde que claro, não fosse um adepto do Feyenoord a passeio no local errado.
Confira a festa...editada, mas real:
3 comentáriosPermalink
Arquitetura
Posts similares:
No chores por mi argentinas...sapequinhas
Novo uniforme
do Demolidor?
Curitiba: III Encontro de Colecionadores de Camisa
(Os comentários abaixo exprimem a opinião dos visitantes, o autor do blog não se responsabiliza por quaisquer consequências e/ou danos que eles venham a provocar.)
Atalho pra o formulário
Comentários:
holandês, pretende abandonar a imagem de "clube judeu", que, segundo
sua direção, gera problemas tanto com seus torcedores como com seus adversários.
"O Ajax é apresentado como um 'clube judeu' e alguns de nossos torcedores
se autoproclamam 'os judeus', como motivo de orgulho", explicou no fim de
semana passado o presidente do clube, John Jaakke. "Quero que fique claro
que o Ajax quer se livrar desta imagem e que fará o que for necessário para
conseguir isso", acrescentou. Este rótulo de clube judeu não se
fundamenta em nenhuma evidência histórica, disse à AFP o porta-voz do clube,
Simon Keizer. "Isto pode ser um reflexo do fato de que nos anos 70 vários
jogadores da equipe eram de origem judaica", acrescentou o porta-voz. Mas
foram os torcedores das equipes adversárias que começaram a chamar de
"judeus" os torcedores do Ajax, que com o passar do tempo assumiram
este apelido, exibindo durante os jogos do time bandeiras israelenses ou
cartazes com a estrela de David. Os torcedores mais violentos chegam a tatuar a
estrela de seis pontas no corpo. "Estou certo que nossos torcedores não
guardam sentimentos anti-semitas. No entanto numa sociedade com uma atmosfera tão
tensa como a qual vivemos atualmente, isto pode provocar este tipo de atitude
entre os torcedores rivais", explicou Jaakke.
O "rótulo" veio da própria torcida...quem tem que decidir são eles!
Duvido que o clube vá fazer uma campanha citando: NÃO SOMOS JUDEUS. E essa história de que TORCEDORES VIOLENTOS tatuam a estrela de 6 pontas...é balela. Violentos, pacifístas e despreocupados sobre tal "rótulo" tem tatuagens com tal bandeira...
É a mesma coisa que comparar com uma nota do SPFC querendo arrancar o apelido de bambis que os outros torcedores deram aos são-paulinos. Tem preconceito no meio. Claro. Incita raiva e talvez possa estar por trás de algumas brigas de torcedores? Não sei. Vai acabar com a violência entre torcedores? Não.
Uma parcela dos europeus nunca vai deixar o assunto morrer ou ser tratado em outro contexto.