O exemplo do Cruzeiro
por Jones Rossi23h28
Não é de hoje, quem manda em Minas Gerais é o Cruzeiro. Depois de um 2003 inesquecível, o time só voltou a se reencontrar ano passado e neste final de semana mostrou que definitivamente está de volta. Neste breve período de entressafra, o Atlético-MG poderia ter retomado o amplo domínio que teve durante os anos 80. Não o fez, e ainda teve de enfrentar seus próprios e graves problemas, como a queda para a segunda divisão.
Cenário semelhante surgiu no Paraná. Entre 2001 e 2006, o Atlético foi três vezes campeão paranaense (2001, 2002 e 2005), foi campeão brasileiro, vice da Libertadores e semifinalista da Sul-Americana eliminando Nacional-URU e River Plate. O Coritiba, depois de um bicampeonato paranaense (2003 e 2004) e uma classificação à Libertadores (na qual foi eliminado na primeira fase) foi rebaixado à segunda divisão do Brasileiro, assim como o Galo. Era a chance do Atlético assumir de vez a condição de maior time do Paraná de forma indiscutível, como o Cruzeiro em Minas.
Não foi bem assim que as coisas caminharam. Apenas um jogo, a derrota por 2 a 0 no primeiro jogo da final do Paranaense para o Coritiba, no estádio rival, serve para colocar em cheque o predomínio atleticano. Neste mesmo campeonato e no mesmo estádio, no primeiro turno, o Atlético venceu pelo mesmo placar. Tinha Clayton, Ferreira e Jancarlos. Hoje não tem mais nenhum deles. E sem eles dificilmente reverterá o resultado.
O problema não é a derrota em si. O Cruzeiro também foi derrotado - e por 4 a 0 - ano passado. E também podemos nos fiar no equilíbrio dos clássicos. Mas a questão é que o Atlético perde uma boa oportunidade de usar sua imensa estrutura, que é semelhante à do Cruzeiro, para fortalecer seu futebol. Sem aliar a modernidade do Centro de Treinamentos e a do Estádio com resultados tudo parece apenas uma obra feita para ser admirada por "parceiros" coreanos ou chineses que de vez em quando vem treinar no Brasil.
Pois se não há como comparar a estrutura de Coritiba e Atlético fora de campo, dentro de campo ambos dão as mãos na eterna mediocridade que é o futebol paranaense. Perdendo para o rival, o Atlético mostra que a única diferença para os tempos de Gune, Pirata e Pateta é que agora eles desfilariam seu mau futebol em lugares bem mais modernos, usando uma camisa igual à do Dallas F.C.
90 comentáriosPermalink
Futebol ParanaenseFutebol Mineiro
Posts similares:
Polaridade invertida
A última chance
4 a 2 é marketing?
(Os comentários abaixo exprimem a opinião dos visitantes, o autor do blog não se responsabiliza por quaisquer consequências e/ou danos que eles venham a provocar.)
Atalho pra o formulário