Quem fica com o (doce) abacaxi
por Juan Saavedra23h50

Abel, Geninho, Paulo Autuori, Caio Junior e Muricy; Dorival Junior, Ney Franco e Carpegiani; Evaristo de Macedo, Renato Gaúcho e Jorginho. No banco, Tite. Não é exagero afirmar que um time completo de treinadores já circulou na principal roda de especulações da semana: o nome do novo técnico do Flamengo.
Com a saída de Joel Santana, substituto de Carlos Alberto Parreira no comando da seleção da África do Sul, a cadeira ficará vaga no dia 4 de maio, logo após a decisão do campeonato estadual contra o Botafogo. De acordo com o vice-presidente de futebol do clube, Kleber Leite, o sucessor será apresentado no dia seguinte.
Seja quem for, o novo técnico terá um abacaxi para descascar. Na quarta-feira seguinte, o Rubro-Negro enfrenta o América do México em um jogo de vida ou morte pelas oitavas de final da Copa Libertadores. Se passar, o felizardo estará a seis jogos do título mais importante do continente. Se perder a classificação, começará com o pé esquerdo. A cobrança por resultados será intensa, sobretudo nas primeiras rodadas do Brasileirão 2008.
Uma missão que não é para principiantes, segundo Marcio Braga, presidente do clube. A torcida concorda e espera pelo anúncio de um técnico à altura da competição, conquistada uma única vez, no auge da Era Zico, em 1981.
Kleber Leite pouco fala sobre o assunto, mas deu uma pista ao revelar a data do anúncio oficial. O nome predileto estaria no comando de outro clube finalista em campeonato estadual. Abel Braga e Geninho, os favoritos na bolsa de apostas, já declararam que pretendem continuar nos cargos que ocupam (Inter e Galo, respectivamente).
Para que você possa participar das especulações, o De Primeira preparou um guia. Confira:
Abel Braga - Pelo Flamengo, foi campeão estadual em 2004 e naufragou na final da Copa do Brasil diante de um surpreendente Santo André. A mácula faz seu nome ser contestado por torcedores, mas a maioria reconhece em Abelão as qualidades de quem levou os gaúchos às maiores glórias da sua história, em 2006. A seu favor está o fato de ser um nome querido pela diretoria e com caraterísticas similares ao de Joel Santana, principalmente pela informalidade típica do povo carioca e pelo relacionamento fácil com os jogadores. Mas a contratação não será tão simples. Em entrevista ao Redação Sportv, Abel, contente em Porto Alegre, revelou que pretende subir no ranking de treinadores com maior número de partidas pelo clube. A recente classificação para as quartas-de-final da Copa do Brasil reduziu ainda mais as chances do Flamengo. O Inter deve ter um duelo fundamental com o Palmeiras (se este passar pelo Sport), de olho num calendário cheio em 2009, ano do centenário colorado.
Geninho - Seu nome foi sondado pelo Flamengo, mas o campeão brasileiro de 2001 apressou-se em refutar a hipótese, através da assessoria de imprensa do Atlético-MG. Geninho tem o compromisso de dar ao menos um título aos mineiros no ano do centenário, o que pode acontecer já nas finais do Estadual. Uma possível continuidade dos mineiros na Copa do Brasil, no entanto, pode atrapalhar os planos rubro-negros. O Atlético-MG enfrentaria na sequência o Botafogo. Parece improvável que Geninho deixe o Galo na mão em plena competição.
Paulo Autuori - Tem vários predicados. Duas Libertadores no curriculo, ampla experiência internacional e uma passagem apenas razoável pela Gávea, em 1997. MAs dificilmente sairá do Oriente Médio, onde acabou de renovar seu polpudo contrato com o Al-Rayyan, do Catar.
Muricy - Bicampeão brasileiro, mas ainda alvo dos corneteiros do Morumbi, Muricy teve seu nome especulado até a noite de quarta-feira. Tudo dependia de uma precoce eliminação do São Paulo na Libertadores. O fracasso não veio e Muricy está mantido. O assunto morreu ali.
Ney Franco - Desmentiu publicamente que tenha existido um contato. Deve ser verdade. Seu estilo contido na beira do gramado, antítese do "Vamuláporra", não deixou saudades entre os torcedores, que ainda não esqueceram a eliminação para o Defensor, no ano passado, apesar de somar dois títulos ao seu currículo durante o ano em que ficou no Rio. Teria a seu favor o fato de conhecer boa parte do elenco rubro-negro. Mas suas chances são pequenas.
Evaristo de Macedo - Evaristo é Flamengo - disso nenhum torcedor tem dúvidas. Sua última passagem pela Gávea, em 2003, não deixou boas lembranças: o clube foi eliminado pelo Fluminense na Taça Rio com uma goleada de 4 a 0. É um excelente contador de histórias e sabe envolver os jogadores, que respeitam seu passado de ídolo no Real e no Barça. Mas a idade já pesa um pouco para uma rotina de viagens seguidas. Seria uma solução acessível, para um mandato-tampão, diante da excassez do mercado.
Caio Jr - Depois de uma elogiada temporada pelo Paraná e um ano apenas razoável pelo Palmeiras, quando deixou escapar a classificação para a Libertadores na última rodada, o treinador caiu de padrão e foi para um alviverde menos baladado. O Goiás disputa sua vida na Copa do Brasil contra o Corinthians no dia 30 de abril. Independentemente do resultado, uma proposta carioca pode seduzi-lo a pedir uma liberação do Goiás. Caio sabe formar bons times, mas sua experiência ainda reduzida pouco o recomenda para a fase de mata-matas da principal competição sul-americana. Seria uma opção caso o Flamengo não consiga convencer nenhum de seus nomes prediletos.
Carpegiani - Com ele, o Flamengo ganhou suas maiores glórias no início dos anos 80, nos campos e no banco. Seu prestígio como técnico subiu no final dos anos 90, com a boa campanha do Paraguai na Copa de 1998. Na última década, porém, ficou devendo em suas passagens pelo São Paulo, Flamengo e, mais recentemente, pelo Corinthians. Pode ser uma opção pela falta de opção.
Dorival Junior - O técnico do Coxa foi outro que pegou o elevador para o andar de baixo. Depois de uma passagem elogiada pelo São Caetano, fez um turno fantástico pelo Cruzeiro durante o Brasileirão de 2007. O sucesso subiu à cabeça e o treinador fez doce diante de uma proposta de renovação antecipada de contrato. A decadência do time no segundo turno, que quase custou a vaga na Libertadores, acabou por demolir seu conceito na Toca da Raposa. Um convite para assumir o Flamengo pode seduzi-lo, embora seja quase um "famoso quem" no Rio.
Jorginho - O assistente de Dunga tem uma experiência pequena como treinador, limitada ao América de 2006. Mas tem muita identidade com o Flamengo, onde despontou no futebol brasileiro. Seria uma aposta de risco da diretoria e parece improvável que Jorginho abandone seu trabalho no decorrer das Eliminatórias.
Tite - Esnobou o Flamengo quando o clube estava na UTI da tabela do Brasileirão 2005. Um fato que diminui suas chances, embora seja um dos poucos desempregados que reúnam o binômio experiência e curriculo. Seu histórico recente - especialmente o fracasso no Galo, em 2005 - demoliu a imagem de supertécnico que costruira no Grêmio.
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E o Romário, peixe?
Meu palpite (ok, é chute) vai pro Tite.
Em mais de um jornal aqui do Rio na verdade.
Eu gosto dele só pq ele parece ser do tipo diciplinador.
E eu quero um tecnico pra largar a chibata nesses jogadores preguiçosos do Fla. rs
Não quero tecnico bonzinho e amiguinho de jogador não.
Já que na Gávea é uma bagunça, tem que ter alguem que ponha ordem. Defendo essa tese.
Qualquer um que tiver esse requisito (alem de entender um pouco mais de montagem de esquemas-taticos que jogo que o Joel, o nem é dificil) e q não seja as velhas barangas de sempre ja tá bom.
SRN
Carol, melhor o Romário ficar com o showbol, mesmo.
