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Mar 16

Cadê a provocação?

por Equipe De Primeira08h47

Tuta provoca os rubro-negros: cadê a flauta??
Tuta provoca os rubro-negros: cadê a flauta??

por Chrystian Grassi*

O Campeonato Paranaense de futebol já foi uma competição charmosa, cheia de rivalidade, grandes jogos, estádios cheios, grandes jogadores, e muita provocação.

Me recordo bem das festas das torcidas, com bandeiras, fogos, papel picado, balões e muita, muita provocação. Os grandes clássicos com o estádio lotado, e no interior a rivalidade que fazia a torcida ir aos estádios para ver o seu time enfrentar os grandes da capital.

As comemorações hilariantes, os dribles desconcertantes, e os comentários inflamados, faziam dos jogos um espetáculo.

Que nosso campeonato perdeu muito em qualidade técnica, sem grandes ídolos, financeira sem grande apelo financeiro por parte dos patrocinadores, principalmente em emoção, são elementos notórios, mas como se perdeu ao longo destes anos?

Uma comparação rápida com o campeonato carioca, que se analisado friamente não tem nada de especial, além dos quatro grandes clubes e o Maracanã, o que sobra? Palpável, nada! Mas tem o que os cariocas sabem de melhor fazer, se promover. Não me refiro a isso como sendo algo pejorativo, mas louvável, pois sabem valorizar o que é deles. Bairrismo, cariocas, gaúchos e paulistas são especialistas, e nós paranaenses o que temos?

Quando me refiro a provocações imagino algo salutar, folclórico, descontraído. Como as apostas entre os jogadores de times adversários antes de um clássico, sempre em cestas básicas, ou a comemoração de um gol com uma coreografia engraçada, a dança da bundinha fez história, as provocações dos jogadores ao adversário, um mestre neste assunto é o Vampeta, sabe como ninguém como promover um jogo, talvez tenha aprendido com Dada Maravilha ou Túlio.

É deste tipo de alegria e promoção que carece nosso futebol, quem é o Rei das Araucárias? É o Keirrison falar na TV que fará mais gols que o Marcelo Ramos. É o goleiro do Paraná, Fabiano Heves, afirmar que não tomará gols do artilheiro do campeonato. Este tipo de provocação que me refiro. Entre as torcidas e em programas de televisão não tem graça, só gera confusão, baixaria e não promovem o espetáculo. Além de correr o risco de gerar desavenças e brigas nos estádios, afastando ainda mais o publico.

Temos carências de ídolos, times competitivos para brigar por títulos nacionais. E principalmente nos falta gostar do que é nosso. Somos paranaenses, temos que torcer pelos nossos times, lotar nossos estádios e nos vangloriar por sermos torcedores do Londrina, Cascavel, Foz, Coritiba, Rio Branco, não importa a cor da camisa, e sim a alegria que ela pode nos dar.

*Chrystian Grassi é jornalista da Rádio Mais!AM 1120

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