"A taxa é zero, o juro é alto"
por Equipe De Primeira09h28

Petráglia: "Tô liso, mano!"
por Napoleão de Almeida
E dá pra segurar? “O Ferreira recebeu uma proposta pra jogar 120 dias na Arábia, em troca do salário e de um apartamento na cidade dele de US$ 400 mil”, contou um dos presidentes do Atlético, Mário Petráglia, sobre a negociação do colombiano. A história veio à público nesse mês, durante uma entrevista coletiva da diretoria do clube, para amenizar a pressão pelo desmanche que o time vem passando.
Saíram Ferreira e Claiton, negociados, e Jancarlos que pegou o rumo do Morumbi (Segundo Petráglia, “o São Paulo é o ‘bam-bam-bam’ do futebol brasileiro: bambi, bambi, bambi”). O time caiu em campo, passou pelo ridículo de ser eliminado pelo Corinthians Alagoano na Copa do Brasil e o astral baixou a ponto da torcida ‘devolver’ a taça do Estadual 2008, que já era cantado em prosa e verso.
Bem, explica, justifica, mas não agrada. Ao dizer que o Atlético não tem como competir com outros mercados – coisa que no Brasil, segundo o dirigente, só os “bam-bam-bans” e parceiros do eixo RJ-SP conseguem – Petráglia quis dizer: “vamos nos limitar ao nosso tamanho”. Não se iluda, coxa ou paranista: isso vale para você também. O presidente atleticano quis dimensionar o tamanho do nosso futebol: médio.
Disse que o clube não vai dormir, que está investindo em estrutura e que em breve, o Atlético será menos sucetível ao mercado. Que essa fase é ruim mesmo, já que não há dinheiro. Assim como não há no Coritiba, que perdeu Henrique para o Palmeiras, perdeu Keirrison para alguém (o contrato está para acabar e o K9 já anunciou que não renova) e perderá quantos forem quando o dinheiro chegar. Do Paraná, nem falo. Ano passado o rodízio dos técnicos ocorreu em função das melhores propostas e o preço foi o rebaixamento.
E assim será, enquanto nosso futebol não for verdadeiramente estadual, enquanto não tivermos patrocinadores fortes, enquanto não tivermos sócios em grandes quantidades nos clubes. Enquanto não tivermos dinheiro, em síntese. Duro, mas é assim: preços altos, é pagar ou largar. Nada de taças ou grandes sonhos. Quando os times daqui alçam vôos altos, logo ficam sem combustível.
Chega a ser paradoxal, mas o torcedor quase quer que os times não joguem tão bem assim. É como ter um carrão e não poder por gasolina ou pagar IPVA. A taxa é zero, quando Claitons da vida vêm se reabilitar aqui. Mas o juro é alto na saída.
Pra amenizar, curta o som da dupla Ultramen/O Rappa no vídeo abaixo.
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