Futebol-arte, por Renato Gaúcho
por Jones Rossi10h13

Ontem o Fluminense aplicou uma goleada incontestável: 5 a 1 sobre o Volta Redonda. Mas poderia ter sido facilmente 10 a 1 ou mais. Os melhores momentos editados no site da Globo tem quase 10 minutos – pelo menos foi a impressão que me deu ao ver pelo menos 473 gols perdidos por Washington, Dodô, Thiago Neves e Leandro Amaral. O Volta Redonda só atacou uma vez, e fez o gol na falha do goleiro Diego.
Não sei se foi a saída de Gustavo Nery, mas o Fluminense parece ter encontrado seu ponto de equilíbrio, apesar de parecer um time bastante desequilibrado. São três atacantes com praticamente as mesmas características que, no entanto, estão se virando bem. E tem um meio campo também ofensivo, com Thiago Neves chegando ao ataque a todo momento. Poderia ser a receita do desastre. Parece que não é.
O que está dando certo no Flu é a indiscutível qualidade do elenco. Que adversário vai se lançar ao ataque com três caras como Washington, Leandro Amaral e Dodô rondando sua área, e Thiago Neves aparecendo em velocidade a todo momento? Pelo que vi ontem, nem é preciso se preocupar, por exemplo, com uma má jornada do meio-campo. Washington e Dodô voltaram várias vezes para buscar a bola. Dois gols saíram dos pés de Washington atuando praticamente como volante: roubando bolas no meio campo para servir Leandro Amaral.
Há duas coisas que podem, no entanto, tirar o Fluminense de sua rota. Logo aparecerá Fernando Calazans e toda a mídia carioca tirando a teia de aranha de suas colunas empoeiradas e bradando a volta do futebol-arte. Dodô, Thiago Neves e Leandro Amaral serão respectivamente a reencarnação de Garrincha, Pelé e Zizinho. O perigo é que eles começarão a achar que é isso mesmo.
O segundo obstáculo é o grupo encardido que o Flu terá na Libertadores: o campeão sul-americano Arsenal, o LDU nas alturas e o Libertad de Nicolas Leoz, presidente da Conmebol. Futebol tão ofensivo não é recomendado na Liber, e há o risco de cair na primeira fase. Seria a tragédia pelos lados das Laranjeiras. Mas, mesmo com um time tão ofensivo, o contra-ataque parece ser uma das armas da equipe. E o técnico é Renato Gaúcho, talvez o mais consistente desta “nova geração”. Este pode ser o ano do Flu.
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Comentários:
E Washington é ótimo dentro da área, mas desastroso fora da área, diria até um mongo, mesmo que em um jogo "dificílimo" ele tenha se saído bem. Quem acompanhou o Atlético de 2004 sabe disso.
Esse ataque não dar certo é tão fácil quanto o Atlético ganhar Atletiba.