É proibido não apitar a favor do São Paulo
por Jones Rossi20h01

Há times grandes e times grandes. Há times pequenos que são campeões e continuam pequenos e grandes que continuam grandes mesmo na segunda divisão. A julgar pela polêmica do fim de semana, seria o caso de São Paulo e Corinthians, se ambos não fossem igualmente grandes. Mas a diretoria são-paulina anda demonstrando mentalidade de time pequeno, do tipo que sempre se vê prejudicado. É o que aconteceu no caso do gol anulado por Adriano pelo árbitro Sálvio Spinola.
Pelo jeito, as cicatrizes da derrota para o Corinthians no Brasileiro de 2007, mesmo sendo amplamente favorito, ainda não fecharam. E para agüentar mais um jogo sem ganhar do “time de segunda divisão” foi preciso arrumar uma desculpa. Não importa se Dagoberto não está jogando nada, se o time ainda não se encaixou direito neste início de temporada – mesmo tendo Richarlyson em ótima forma – e se o Corinthians também não seja mais tão fraco quanto o ano passado. É preciso arrumar um culpado.
O interessante nesta questão é notar que pouco importa se o árbitro errou de fato. Até por que seus erros, se existiram ou não, estão longe de ser escandalosos, daquele tipo que motiva multidões de ancinhos e foices em punho a promover expedições punitivas à casa do árbitro. O lance de Adriano foi tão banal que até mesmo se ele validasse o gol haveria quem o questionasse. Muito barulho por nada, que terminou com Sálvio sendo afastado dos jogos do São Paulo, embora o presidente da comissão de arbitragem da Federação Paulista negue.
Talvez a única lição que se extraia dessa história toda seja a de que a diretoria são-paulina não é tudo isso que se pensa. Contrata Adriano, mas também contrata Fredson e Carlos Alberto. Desfaz acordos com parceiros do Clube dos 13, como fez com o Flamengo em relação à taça do penta. Na hora de chorar como time pequeno, todos são iguais.
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Comentários:
Na Libertadores contra Palmeiras (pênalti inexistente) e Atletico Paranaense (fugiu da Arena), Brasileiro 2007 também contra o mesmo Palmeiras (gol anulado), Paraná (pênalti inventado e gol impedido), Internacional (impedimento de ataque do Inter que resultaria em gol e gols do SP em jogadas com falta), eles não falam nada.
O incrível é a força que esse time que sempre foi contra a CBF tem nos bastidores, a ponto de vetar um árbitro pra seus jogos.
Na minha opinião, que paguem pelo que fizeram.