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Dez 21

Loucuras

por Equipe De Primeira12h06

Por Cristian Toledo*

Nunca fui de viajar para acompanhar jogos de futebol - compensei isso no trabalho. Mas lembro de grandes maluquices que fiz aqui mesmo, ao assistir a partidas impressionantes. A primeira que me vem à mente aconteceu em 1992: eu e meu irmão fomos ver Coritiba x Juventus. Era um domingo de sol, e ficamos no segundo anel da reta da Mauá. O Coxa tinha Jorge Vieira como treinador e uma equipe horrorosa. O Moleque Travesso tinha um time esquecível, e como destaque o fulgurante Márcio Griggio. E foi ele quem mandou no jogo, abrindo 2x0 para os visitantes. Aí usamos nossa última esperança - começamos a pedir pela entrada de Tostão, que estava no banco. O velho ídolo entrou em campo, e o Juventus venceu por 3x0.

Anos antes, estava no Alto da Glória com meu pai, que é paranista. Era um jogo do Coritiba contra o Grêmio Maringá do Jones e de tantos mais. Acho que era 1990, e uma das esperanças alviverdes era o recém-contratado Ronaldo, o Lobisomem. Ele entrou no segundo tempo, depois de dez minutos de pedidos da torcida - "Ronaldo! Ronaldo! Ronaldo!", gritávamos. Ele entrou, e no primeiro lance que teve, dominou pela direita, tropeçou na bola e caiu com ela e tudo pela lateral. O estádio inteiro não teve dúvidas: "Fora Ronaldo! Fora Ronaldo! Fora Ronaldo!".

Outra lembrança bizarra: 1996 (creio eu), Joaquim Américo e suas arquibancadas metálicas. O Atlético estreava na reta final da competição contra o União Bandeirante. No banco, estava Cabralzinho, que foi a pior coisa que Leão fez no comando rubro-negro. Ele usava (ou parecia usar) os ternos do ex-treinador, já que todos ficavam sobrando nas mangas. Do outro lado, estava o famoso Lio, que também entrava no ritmo dos terninhos, à la Luxemburgo. O destaque do jogo foi Edenílson Pateta, que parecia querer se vingar do clube que o renegou. E a salvação atleticana também estava no banco de reservas: Matosas, que marcou o gol da vitória aos 48 minutos do segundo tempo, em uma impressionante cobrança de falta.

Quando precisei viajar, fui a estádios inóspitos como os de Barueri (indo de trem até lá), Mogi das Cruzes (eu vi in loco o gol de Kléberson do meio de campo) e afins. Mas isso fica para outra história.

* Texto publicado no antigo De Primeira, no dia 7/10/2003

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