Madruga eterno
por Jones Rossi19h50

Por Marcelo Forlani*
A primeira vez a gente nunca esquece. E a minha estréia na Rua Javari, estádio do Clube Atlético Juventus, só seria melhor se fosse no dia 2 de agosto de 1959, quando Pelé marcou seu gol mais bonito. Mas é sem pesar que relato agora um pouco do que foi o Juventus x Linense, que valia não apenas a Copa FPF, mas também uma vaga na Copa do Brasil 2008 - o atalho para Tóquio.
Domingo, 25 de novembro, 10h da manhã e nós (cerca de 3.000 torcedores e eu) já estávamos lá, esperando os times entrar em campo. De um lado um Juventus empolgado pela vitória de virada na última partida. Do outro, um “mordido” Linense, que precisava vencer por dois gols de diferença para sair do estádio com o troféu maior e medalhas douradas no peito.
Empolgado pela torcida, o Moleque Travesso abriu o placar no primeiro tempo em um belíssimo chute de Elias, que entrou no ângulo esquerdo de Gilberto. Parecia que a taça já tinha dono, principalmente depois que um gol da Linense foi anulado por impedimento e um pênalti foi marcado em favor do clube grená. O destino estava escrito, devia imaginar qualquer um dos moradores da Mooca.
Que nada! Jhonny errou tão feio quanto o escrivão que registrou seu nome e deu moral à equipe do interior, que empatou a partida ainda no primeiro tempo em gol de Gilsinho.
Na segunda etapa, precisando balançar a rede juventina mais duas vezes, o Linense foi com tudo para cima. Virou o jogo com Shizo, mas ainda faltava um. A vontade era grande. Com a possibilidade de uma bola alçada na área, o arqueiro da Linense perguntava se podia ir para a área. A torcida do Juventus, querendo aumentar a tensão, dava o seu apoio, mas o técnico Vilson Tadei pediu que Gilberto ficasse.
Mas a pressão deu resultado quando, aos 46 do segundo tempo, uma jogada do ataque da equipe interiorana terminou com o árbitro apontando para a cal. Pênalti marcado e convertido por Fausto.
O silêncio que antecedeu a cobrança e o próprio gol só foi quebrado quando, ao fim do 48º minuto, uma confusão perto da área acabou nos pés de João Paulo, que chutou. A bola, fanfarrona como sempre, foi até o zagueirão Samuel, desviou sua trajetória e, pela segunda vez, entrou na meta defendida por Gilberto.
Nas arquibancadas e também na varanda vizinha, onde uma área VIP é montada sem a cobrança de ingressos, a alegria era total.
Mais rápidos do que qualquer Ben Johnson dopado, o pessoal da organização invadiu o gramado para montar o palco da premiação, que enfim teria o Juventus, dono de melhor campanha, no alto do pódio. Não sem antes um empurra-empurra generalizado perto da torcida do interior e outras discussões entre atletas da Linense e torcedores grenás. Um deles, mais emputecido, bravejou para o jogador: “Ah, vai se fo&^%, seu caipira! Você nem conhece o metrô!”, o que obviamente levou todos os que estavam por perto ao riso e acalmou as coisas.
Os são-paulinos que me desculpem, mas o gigante Morumbi não tem um centésimo da graça da Rua Javari. Suas arquibancadas curtas, que só permitem os torcedores se sentar no intervalo, e a proximidade do campo dão ao local um charme todo especial. Tem ainda o canolli e o pós-jogo no Bar do Elídio, onde se recorda cada partida do Estádio Conde Rodolfo Crespi. E esta final, com certeza, ainda vai animar muitas cervejadas por lá.
*Marcelo Forlani é um dos mentores do site www.omelete.com.br, barra brava juventino e autor das fotos abaixo. Seu Madruga, ídolo da Mooca, aparece em uma delas.
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deve ser ser legal torcedor pra times pequenos (sem depreciação, muito pelo contrario) e tradicionais. tem todo um charme e um clima que deve ser muito bom.
e melhor, ninguem enche seu saco e odeia seu time. rsrsrs
mas fazer oq...essas coisas nao se escolhem e eu torco pra um gigante adormecido que um dia talvez acorde (flamengo).
e que mesmo sem encomodar quase ninguem a anos (so o vasco) é odiado como o anti-cristo por todos. sei la pq.
se bem que nao to numa situação tao diferente da sua pelo menos em relação a torcer pra um time mesmo sem perspectiva de ganhar grandes titulos. sou de uma geração que nunca viu o fla ganhar nada espressivo. so estaduais fracos e uma copa do brasil esvaziada.
mas mesmo assim eu torço (pq nao consigo deixar de faze-lo) e comemoro cada titulo como uma copa do mundo. é o que me resta. e mesmo assim é especial.
Mas Marcelo... O timão é grande e vai ressurgir das cinzas.... quem viver verá!
