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Nov 17

Grande Safra e Suas Sementes

por Equipe De Primeira14h06

Um bom time começa por um bom goleiro (e acaba num mau ponta esquerda, como diria aquela piadinha do Nego Pessoa). E a afirmação tem sido a tônica do futebol brasileiro com a atual geração de jovens e bons goleiros como Felipe (Corinthians), Bruno (Flamengo), Diego Cavalieri (Palmeiras), Tiago (Portuguesa), entre outros. Em vários clubes, temos bons e jovens goleiros aguardando uma chance e o goleiro brasileiro virou - a exemplo dos demais jogadores - produto de exportação até para a Itália - país com uma excelente média no nível dos goleiros e que tem brasileiros na meta de três de seus principais clubes.

Mas como o goleiro brasileiro chegou a tal nível de excelência? Eu respondo que é a junção de dois fatores: sistema de treinamento e mudanças nas regras.

Antes da década de 1980, era um tanto raro achar goleiro brasileiro no nível dos estrangeiros. Foi pelo final da década de 1970, que começou o treinamento específico para goleiros, trabalhando características como reflexos, característica símbolo do arqueiro nacional. O treinamento específico de goleiros começou a dar resultado em meados dos anos 80 com o primeiro goleiro brasileiro considerado de nível internacional: Taffarel, curiosamente um ex-jogador de vôlei (do tempo que não tinha nem líbero). Depois dele, veio a geração de Dida, Marcos e Rogério Ceni e agora a de Júlio César, Doni, Hélton e cia. Criou-se uma cultura de goleiros brasileiros, moldados pelo sistema genuinamente brasileiro.

Agora, sistema a parte, o que falei de mudança de regras é o seguinte: depois do fracasso ofensivo da Copa de 1990, a FIFA resolveu acabar com o recuo de bola para o goleiro com o intuito de fazer a boal ficar mais tempo em jogo e de dar mais gols por partida. Bola recuada com pé, o goleiro passou a ter que se virar sem as mãos. Alguns brasileiros não se davam bem, mas a média de nossos goleiros neste quesito é boa, sendo que até o Taffarel, criado antes da nova regra, fazia suas graças e dava algumas treinadas de ponta-esquerda (está certo que isso foi numa fase dele encostado no clube). Dida tem dificuldades até porque estava subido de categoria quando a "nova" regra entrou em ação. Os novos goleiros já são completamente condicionados a sair jogando e sabe como é que é brasileiro com bola no pé...

Defendido por Leonardo Bonassoli

1 comentário
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Comentários:


Comentário de: vanderley soares ferreira

Parabens pela materia sobre goleiros pois sou pai de um jovem garoto que com apenas 14 anos deichou sua casa seus amigos seus pais para viver a magia do futebol, mesmo sofrendo pela distancia que é de 1000 km, tem como objetivo a vontade de ser um grande esportista. hoje com seus 15 anos e 1,92 de altura e nas categoria de base do Palmeiras. eu fico feliz em ver materias muito boas sobre GOLEIROS BRASILEIROS.

PermalinkPermalink 30.11.07 @ 20:27



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