O jogo de uma vida
por Jones Rossi00h27

Não conhecer João Saldanha, para quem gosta de futebol, é a mesma coisa que um padre não conhecer o Papa. Sim, é uma comparação malfeita, já que Saldanha, comunista convicto, não gostava nem de padre nem de Papa.
Como jornalista, sabia colocar o dedo na ferida como ninguém. Muitos antes dos Jucas Kfouris da vida, já identifica o principal problema do futebol nacional: a cartolagem. E entendia de futebol como ninguém. Foi técnico do Botafogo de Garrincha, Didi, Quarentinha e quetais. Se não bastasse, também como técnico, montou a base da Seleção de 70, o equivalente futebolístico ao carro do James Bond, como já disse Nick Hornby.
Acreditem: muita gente saía do Maracanã antes de terminado o jogo porque João já fizera sua análise e apontara o final da partida,
ele era meio vidente e dificilmente errava um prognóstico.
O trecho acima, que atesta o gênio de Saldanha, está registrado no livro "João Saldanha, uma vida em jogo", de André Iki Siqueira, que acaba de ser lançado pela Companhia Editora Nacional.
Abaixo segue um trecho do livro gentilmente cedido pela editora para apreciação dos leitores do De Primeira. Aproveitem a leitura.
João Saldanha: uma vida em jogo. Capítulo 12.
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Comentários:
ele deveria saber muito sobre estatisticas...