Loucos por Futebol
por Jones Rossi00h19
Pego emprestado o título do programa da ESPN Brasil para propor aos companheiros de blog um texto sobre a maior aventura (que pode muito bem se transformar em uma bela desventura) que enfrentaram para acompanhar seu time. E peço aos leitores que contem suas pitorescas histórias nos comentários.
A minha alguns já conhecem. Fui até Mogi-Mirim com o amigo Fábio Tortato (aquele do episódio do pão do Marcão) ver a volta triunfante do Atlético à Primeira Divisão. Fui no ônibus (ônibus é figura de expressão) da torcida organizada. A qualidade era tanta que a passagem custou 10 reais. Ida e volta! Por causa do overbooking tive de disputar minha poltrona com um cara mal-encarado que tinha o apelido de "zóio" (alcunha dada a nove entre dez pivetes), por ser negão e ter olhos estalados e vermelhos. Acostumados com ingressos por também 10 reais e cerveja a 2,50, a alegria foi geral ao chegar em Mogi e constatar que o ingresso custava seis e a cerveja apenas um. O único problema foi o motorista igualmente se empolgar. Devidamente municiados com loiras geladas e a camisa rubro-negra, eu e Tortato entramos no Wilson de Barros e nos juntamos à torcida para entoarmos os hinos, devidamente adaptados ao simpático clube interiorano, também conhecido como Sapão: "ôa, ôa, ôa, silêncio na lagoa", cantamos após o gol de Paulo Rink; "ganhamo (sic) lá, ganhamo aqui, bola na rede e pau na bunda do Mogi", foi a bela canção de final de jogo.
A vitória por 1 a 0 garantiu o retorno à elite e nos deixou com o título na mão. E também confirmou minha fama de pé-quente em jogos do Atlético em Brasileiros (o que infelizmente não se repete em Paranaenses, Libertadores e Copas do Brasil), já que o Furacão não perdeu jogo algum em que eu fui naquela Série B. E fui em vários.
Os únicos fatos lamentáveis foram o roubo da camisa do Atlético do Tortato pela Polícia Militar na Anhanguera e a minha mãe ter transformado a camisa do Mogi que eu troquei por uma da Fanáticos em pano de chão. E uma quase potencial tragédia que aconteceu quando um são-paulino bêbado que passava pela rua nos xingou: "bando de flamenguistas malditos". Mas os ânimos se acalmaram celeremente, afinal o dia era de festa.
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