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Out 27

Entre os vândalos

por Jones Rossi00h12

O roteiro até prometia. Matt Buckner, um estudante de Harvard, vai para a casa da irmã, em Londres, e acaba se envolvendo com a torcida organizada do Westham United (o primeiro time de Tevez e Mascherano na Inglaterra). Esta é a premissa do filme “Hooligans”, estrelado por Elijah Wood (o Frodo de “O senhor dos anéis”).

Expulso injustamente da prestigiada universidade de Harvard, Buckner resolve dar um tempo na casa da mana, que se casou com um inglês e vive em Londres. Em seu primeiro dia, ele conhece o cunhado Peter Dunham, chefe da torcida GSE (Green Street), organizada do Westham.

Os dois vão a um jogo e na saída quase apanham da torcida adversária. E o filme segue nesta toada: jogos, brigas e cerveja. À medida que o tempo passa, Buckner vai se tornando um dos principais membros da torcida, despertando a desconfiança e o ciúme de outros integrantes dos GSE.

“Hooligans” tem seus momentos, como quando os GSE entoam seus hinos ou quando Peter revela sua atividade fora da torcida. Mas o filme é superficial demais. Nem mesmo quem nunca sentou em uma arquibancada de estádio consegue acreditar nas cenas de brigas entre as torcidas.

A facilidade com que Buckner se enturma com a torcida, mesmo sendo um americano com parcos conhecimentos futebolísticos, também não convence. Para piorar, mesmo tendo um físico nada avantajado, ele se torna um dos expoentes da torcida na hora das brigas. Difícil de engolir.

Outra falha é como o tema “torcidas organizadas” é abordado. O filme tenta colocar honra nas brigas entre os torcedores, dando uma idéia errada do que realmente acontece nas organizadas, que costumam primar pela covardia e violência sem sentido.

Era uma bela oportunidade de fazer uma obra que mostrasse de forma convincente os bastidores de uma torcida organizada européia. Boas fontes de inspiração não faltam, como o livro “Diário de um skinhead” do espanhol Antonio Salas, ou mesmo “Entre os vândalos: a multidão e a sedução da violência”, do americano Bill Buford, que, como o protagonista, Buckner, se infiltrou em uma torcida inglesa. Mas parece que o diretor Lexi Alexander deu uma de técnico inglês e jogou na retranca, fazendo um filme pior que um 0 x 0 entre Inglaterra e EUA.

Veja o trailer abaixo:

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7 comentários
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Comentários:


Comentário de: Thiago

Irei deixar uma resenha aqui sobre o seu comentário

Gostei muito do filme e não concordo com as criticar que voce impos aqui,primeiro que é um excelente drama/ação,nenhum pouco monotomo como um 0x0 entre eua e ing

Ele se enturma facil entre a torcida,simplesmente pq é cunhado do CHEFE DA TORCIDA e escondeu o fato de ser jornalista,e isto é evidente até quando Bover falou que só estavam tratando ele bem por causa do PETE

A violencia pode ter sido exagerada mas nada que surpreenda,o filme é surpreendente,emocionante e inteligente

e concerteza vale a pena assistir,não concordo com o que vc postou a respeito dele

Atenciosamente
Thiago Brunetti

PermalinkPermalink 21.11.07 @ 16:46



Comentário de: Jones Rossi · http://www.interney.net/blogs/deprimeira

Thiago, obrigado pelo comentário. Sempre que quiser sugerir outros filmes e comentar outros filmes, fique à vontade para nos contactar no e-mail blogdeprimeira@gmail.com

Veja também a resenha que o blog fez do filme Zidane, um retrato do século XXI: http://www.interney.net/blogs/deprimeira/2007/10/06/zidane_um_retrato_do_seculo_xxi

PermalinkPermalink 21.11.07 @ 17:05



Comentário de: Felipe Lessa Email

g.s. hooligans = uma merda
filme de um cara que nunca brigou na vida e vira quase um lider de uma das mais populares torcidas inglesas....risos...e um dos mais respeitados..risos...
Quem quiser conhecer sobre hooligans ingleses assista: FOOTBALL FACTORY


Otima resenha

PermalinkPermalink 31.01.08 @ 22:47



Comentário de: MARYAH

Eu achei esse filme muito massa PETER então uma coisa linda
a violência não me surpreendi em nada póis é a realidade o filme tem muita ação e uma bela produção...

PermalinkPermalink 02.05.09 @ 23:47



Comentário de: kaique

eu ache muito bom eu queria esta la no meio da confusao junto com todos

PermalinkPermalink 14.08.09 @ 22:05



Comentário de: Adriano Axel · http://www.adrianoaxel.blogspot.com/

Ah, se você leu Entre os Vândalos, de Bill Buford, realmente esqueça esse filme... A narrativa de Buford é ao mesmo tempo sociologicamente relevante (ou antropologicamente inclusive, psicologicamente, enfim...) e também uma leitura de entretenimento enquanto suspense, ação, essas coisas. Inumeras vezes você fica aflito, pensando "meu deus, o que você está fazendo aí? saia já daí!" ou então tem sentimentos de repulsa, medo, nojo ou náusea com a narração da violência fria vista ali, nos olhos. E a sinceridade do autor é notável. A violência existe porque é boa, boa no sentido de prazerosa. Há algo de visceralmente envolvente na violência e ele viu isso e relatou isso. Nada de ética das torcidas organizadas. Selvageria instintiva, prazerosamente instintiva. Asquerosamente instintiva, e só isso. Absolutamente nada a ver com o filme!

PermalinkPermalink 15.01.11 @ 20:41



Comentário de: Ultras Antifa

Cara, com todo respeito, tu não entende de torcidas de futebol, pelo menos não as de fora do país:

"Outra falha é como o tema “torcidas organizadas” é abordado. O filme tenta colocar honra nas brigas entre os torcedores, dando uma idéia errada do que realmente acontece nas organizadas, que costumam primar pela covardia e violência sem sentido."

Isso só existe no Brazil, até porque na Inglaterra e na europa inteira não existem torcidas organizadas, e não venha com desculpa de ter usado as aspas, esse termo não se justifica em relação aos hooligans, não deveria nem estar no texto, e sobre a covardia, novamente tu foca no Brazil e esquece que está falando de torcidas européias, novamente com todo respeito uma boa dica é depois de ler livros e filmes, dar uma olhada em como tudo acontece de verdade, na vida real. abraço

PermalinkPermalink 21.02.11 @ 15:06



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