Pelo fim da nova era Dunga
por Leonardo Mendes Jr.21h07
O colega de De Primeira Fabrício K contestou com um fato pretensamente inquestionável o meu pedido para que Dunga seja demitido do cargo de técnico da seleção brasileira. Demitir o Dunga depois de meter 3 a 0 na Argentina?, questionou, em outras palavras, mas com essa idéia, antes de soltar um "Pô... Francamente".
Já que a idéia é mostrar fatos, vamos a eles. A vira-lata Copa América não serve de parâmetro para medir a qualidade do técnico da seleção. Nem hoje, com esse treinador que comete o crime de transformar Júlio Baptista em nosso meia mais avançado. Nem há 18 anos, quando Sebastião Lazaroni se empenhava em manchar o belo currículo da nossa seleção.
Em 1989, com Lazaroni no comando, o Brasil venceu a Copa América jogando dentro de casa. Pôs fim a um jejum de 40 anos, tempo em que a seleção invariavelmente deu de ombros para o torneio e, não por acaso, construiu sua fama de melhor time de futebol do planeta.
Lá estavam a serviço do time nacional Taffarel, Aldair, Mauro Galvão e Ricardo Gomes; Mazinho, Dunga (sim, Dunga), Alemão (ou Silas), Valdo e Branco; Bebeto e Romário.
O começo foi patético, com empates e vaias em Salvador. Mas o fim, promissor para quem optou pela análise simplista dos resultados. Não só quebramos o tal jejum, como o fizemos contra o melhor Uruguai das últimas três décadas, com Francescoli, Rubem Paz e Rubén Sosa, no Maracanã e num 16 de julho - meia vingança do Maracanazo. Antes, tocamos 2 a 0 no Paraguai do Gato Fernandez e 3 a 0 na Argentina do Maradona.
No ano seguinte -- com Aldair, Bebeto e Romário fora; Ricardo Rocha, Careca e Müller dentro --, o mesmo time jogou a Copa de 90. E foi aquele fracasso que já estamos cansados de lembrar. O futebol robotizado, europeizado imposto por Lazarini travou diante de cinco segundos de genialidade de Maradona. Castigo merecido para um time que tinha como única jogada ofensiva - MESMO NO JOGO COM A ARGENTINA - a ligação direta de Dunga e Alemão da frente da zaga para o ataque, sem escalas no meio-de-campo.
É por isso, para não ver as ilusões formadas pelo prazer passageiro de dar uma bela esfregada na Argentina se transformar em vexame e desilusão como no tempo de Lazaroni, que defendo - e continuarei defendendo - o fim mais rápido possível dessa nova era Dunga.
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Alias pelos numeros depois de 39 partidas esta melhor que seus anteriores.
Abraço a todos
