Nov 06
Juntos, nós podemos. Peter dá adeus ao LEC
por Felipe Lessa12h11
Adeus, Peter Silva. Até breve, conselheiros. Foi adiada a eleição do Londrina. Está certo o juiz da 6ª Vara de Trabalho da cidade, Reginaldo Melhado, quando afirma que o LEC vinha sendo “um clube gerido na mais absoluta marginalidade”. Um despacho do Ministério Público (MP), assinado por Melhado, prevê que o interventor judicial Rubens Moretti e o procurador do MP, Heiler Ivens de Souza Natali, apresentem um plano emergencial de administração do Londrina. Vão ter dez dias para isso e por isso não haverá votação neste domingo.
Esse plano prevê a revisão do quadro associativo do Londrina, com anulação dos atos de renúncia a crédito de contribuições dos associados, e a realização de eleições em processo eleitoral devidamente saneado. Também é previsto um projeto de reestruturação administrativa, para implantar democracia e transparência, além de um levantamento da penhora relacionada ao LEC.
Um dos candidatos ao comando do Tubarão e ex-presidente, Marcello Caldarelli, afirmou que já esperava a medida. Esquece ele de comentar os mais de 2 mil títulos remidos doados durante sua gestão. Já o candidato Gilberto Ponce teve cautela e afirmou mudar os conselheiros de sua chapa se a justiça achar necessário.
O certo é que o MP tomou tal atitude depois que a presidência abandonou o clube... VGD, Sede Campestre e o time ficaram abandonados. Torcedores tentaram salvar o clube, a LEEL foi um exemplo, mas foram obscuramente afastados por Peter - que preferiu extinguir a base. Os jogadores “sumiram”. Uns foram parar no Iraty, outros no Juventude. O Londrina vai receber por isso? Ninguém sabe.
Tem também o caso em que foi comprovada falsificação das assinaturas da mãe do atacante Jayme (que o clube perdeu na justiça), como também a de um médico da equipe do Doutor Miguita, que colabora com o clube fazem mais de 30 anos. Questiono: Peter Silva, Cesar Fatel ou Genivaldo Dias. Foi um desses que falsificou? Qual será a sentença ao responsável?
Alias, o presidente Peter Silva também descumpriu o termo de ajuste de conduta firmado com o Ministério Público do Trabalho para o pagamento de ações trabalhistas – depósito de 15% das receitas numa conta judicial.
Graças ao Ministério Público, a farra chegou oficialmente ao conhecimento de todos. O Londrina deve para todo mundo, mas toda cartolagem que chegou no clube desde o início da década de 90 não tem motivos para reclamar do LEC. Afinal, os lucros geralmente vão parar nas “firmas”, os credores no Tuba. É por isso que o juiz classificou o ambiente do clube, ao Jornal de Londrina, como “promíscuo e de completa degeneração ética e moral”.
Bom, tem muita coisa a se falar, mas aos poucos o londrinense vai sentindo que pode novamente a adotar o Londrina para representar a cidade. Não apenas o londrinense, como também muita gente de toda região norte do Paraná, está confiante. Depois de ver capivaras mortas na piscina do clube, ver a camisa alviceleste ser motivo de chacota na própria cidade, saber que iremos perder o Estádio Vitorino Gonçalves Dias e que até mesmo as portas do LEC poderiam ser fechadas, jamais imaginei que diria um dia: Obrigado, Peter. Juntos, nós podemos.
Nov 02
Valmir Gomes é de carne e osso...eu vi
por Felipe Lessa21h51

Quinta-Feira fui até o centro de Curitiba. Minha irmã precisava do carro, e assim eu já agilizava meu deslocamento para o encontro com um amigo que está vendo um esquema de trampo pra mim.
Era cerca de 18hrs, e um acidente na região ajudou a piorar a situação do congestionamento habitual de cada dia. Entre os diversos carros embaralhados, quando o caos estava prestes a acabar, tive meus 2 ou 3 minutos de glória e um bom motivo para sorrir. O mestre Valmir Gomes estava dentro de um carro, dirigindo e falando ao celular.
Primeiro eu o vi pelo retrovisor, atrás do meu meio de locomoção. Fiquei olhando e tive certeza que era a lenda quando estrategicamente dei um jeito de trocar de faixa. Eu estava lado a lado com Valmir Gomes, separado apenas pela estrutura física do veiculo. Baixei a janela e mandei uns berros. Algo tipo "AOOOO, VALMIR. É NÓIS. RIO BRANCO ATÉ MORRER!".
Ele ainda estava no telefone. Deu um sorrisinho, fingiu que não era com ele e continuou conversando. Acho que o chapéu pescador da Seleção Paraguaia (doado posteriormente ao Marcão) que eu estava usando e o óculos na cara devem ter feito ele ficar cabreiro. Talvez pensando que eu era um legítimo estivador do Porto de Paranaguá, estilo os que certa vez tentaram pegar Valmir na Estradinha, dando um rolé na capital. Se pá, ele sentiu vergonha pelo comportamento. O meu, claro.
Mantive a tentativa de contato. Mandei novos berros e dessa fez fui mais ousado. Joguei uma pequena bolinha de papel, feita na hora com uma folha de revista feminina que minha irmã havia esquecido no carro. Tentei jogar no carro dele para chamar atenção, não para atingi-lo, que fique claro. Mas eu errei a disparada. Apesar do trânsito lento, acertei no carro errado. Por sorte, o mestre olhou - mesmo que ainda falando ao telefone.
Fiz um sinal de positivo e dei um sorriso faceiro. Valmir Gomes retribuiu, sorrindo para mim mais uma vez. Infelizmente o congestionamento acabou, perto ali da rua dos fundos do Terminal Guadalupe. Pouco depois a lenda arrancou, caiu fora e sumiu pela urbanização central de nossa terra querida chamada Curitibá. Mas eu o vi ao vivo, sei que ele existe. Uma pena que não tinha ninguém comigo, pra escrever o endereço do De Primeira em um papel e mostrar ou entregar para nosso ídolo representante da crônica esportiva paranaense. Nem dá nada. Pelo menos já sei que ele existe, de carne e osso. Eu vi!
Out 27
O prefeito tem culpa sim
por Jones Rossi15h56
A morte de João Henrique Mendes Xavier Vianna, 21 anos, também é culpa do prefeito de Curitiba, Beto Richa. O mesmo Beto Richa que gosta de posar em fotos com membros das torcidas organizadas. Também é culpa do governador. E também é culpa do secretário de segurança e principalmente do ineficaz Ministério Público, um órgão decorativo no que se refere à violência cometida pelas organizadas.
Além da morte de João, houve alguma novidade no pós-Atletiba de domingo? Dezenas de ônibus depredados, brigas na periferia, bombas no estádio. Tudo isso constitui um roteiro previsível em dia de Atletiba. Então, por que nada foi feito? Por que nenhuma precaução foi tomada? Por que os culpados por vandalismos e agressões de outros Atletibas não estão presos ou ao menos impedidos de ir aos estádios?
Vamos dar nome aos bois - ou aos burros. Começando pelo Ministério Público, que não faz cumprir o Estatuto do Torcedor. A lei manda que envolvidos em atos violentos nos estádios sejam proibidos de frequentar estádios em dia de jogo. Têm de ficar na delegacia. Não é isso o que acontece. Houve uma iniciativa isolada da justiça em São José dos Pinhais e só. O MP também teve a chance de extinguir as torcidas organizadas no Paraná. Preferiu passar a mão na cabeça e exaltar supostos programas sociais realizados por elas. Normalmente os promotores aparecem depois de eventos trágicos como o que aconteceu com o João para propor alguma solução mirabolante e que os faça ganhar destaque na mídia.
Passemos ao governo do estado. Claramente a secretaria de segurança não considera o Atletiba um problema. Ou, se considera, toma medidas inócuas para prevenir e controlar os estragos. A Polícia Militar não prende ninguém, nunca. É só fazer o levantamento e ver quantas pessoas estão na cadeia por eventos violentos relacionados ao Atletiba. Arrisco dizer, sem medo de errar: ninguém. É como se portadores de camisas de torcidas organizadas tivessem um salvo-conduto para tocar o terror. Sabem que não serão presos. Pior fica quando a Polícia Militar resolve dar combate. Sai por aí batendo em inocentes. Em um Atlético x Paraná, a PM cegou com um tiro de borracha uma menina que foi ao estádio com o namorado. E existe um setor de inteligência na Polícia Civil, que se infiltre nas torcidas organizadas e saiba quem são os bandidos lá dentro? Se não existe, deveria existir. Se existe, devem estar pastando na grama dos estádios paranaenses em busca de pistas.
E, finalmente, o prefeito galã, o carinha que curte posar ao lado dos membros das torcidas que aprontam essas atrocidades. Um cara que surfou na onda da Copa 2014 sem ter movido um dedo para levá-la para Curitiba. Mas, que na hora de procurar soluções para o flagelo do Atletiba, preferiu não fazer nada. É inconcebível que diante de todas as informações que se têm sobre o que acontece em dia de clássico o prefeito simplesmente lave as mãos. Se o que falo está errado, que a assessoria da Prefeitura me envie a agende de compromissos dele antes do clássico e mostre o que ele fez para evitar a barbárie de domingo. Publicarei aqui no blog.
Gostaria de ver ele posar hoje, dia 27 de outubro de 2009, com a mesma cara sorridente ao lado dos organizados da Império - ou Fanáticos, ou Fúria, ou qualquer uma dessas facções. Em um mundo no qual os dividendos políticos valem mais que a moral, mortes como a de João Henrique continuarão acontecendo. E daqui a dez anos, em um Atletiba qualquer, tudo estará igual.
PS: Alô, pessoal que defende clássicos de uma torcida só. Vou mais além. Está na hora de simplesmente acabar com os clássicos. Sim. Sem mais Atletibas. Extinguam o clássico até que todas as providências que evitem as barbáries sejam tomadas. Quando vereadores pegos usando armas estejam na cadeia. Quando quem se envolver em brigas nunca mais pise novamente nos estádios. Aí o Atletiba pode voltar. Até, deve ser adotado o W.O. obrigatório nos clássicos. Já começam sem os eventuais pontos do clássico no Campeonato Brasileiro. Quem sabe assim aprendem.
Feliz, prefeito? pt. 2
por Equipe De Primeira03h06

A foto acima mostra um torcedor do Coritiba desmaiado na calçada e seu carro tombado ao fundo. Segundo relatos de integrantes da comunidade do orkut onde a imagem foi postada, ela é resultado de um incidente entre organizadas de Coxa e Atlético no dia do clássico. A briga ocorreu na região leste de Curitiba.
Parabéns, prefeito. Um já morreu. Por pouco não aumentam as estatísticas.
Out 26
Out 24
Blitz na peixaria do Globoesporte.com
por Ana Carolina Moreno19h42
Vender o peixe da empresa é uma coisa (aliás, uma coisa infelizmente necessária), mas o Alexandre Abreu passou um pouco dos limites da sem-vergonhice.
Eis o texto que publicou no blog Conexão Gontijo na última sexta-feira (link direto):
O reconhecimento internacional da Musa do Brasileirão
A edição britânica da revista “FourFourTwo” descobriu e se encantou com a promoção “Musa do Brasileirão”. A revista dedicou uma página de sua última edição a falar sobre a promoção que agita este site. Todas as etapas da competição foram explicadas e uma foto foi para publicada para que o leitor tivesse uma completa idéia do evento, que já está virando uma tradição no futebol brasileiro. A ultima campeã foi dissecada pela publicação, que fez questão de mostrar o grande esforço das candidatas. A “FourFourTwo” é a maior multinacional das revistas de futebol em todo mundo; são seis edições além da matriz e a brasileira começou a circular no ano de 2009, podendo ser encontrada em todo o território nacional.
Estaria tudo muito bem, não fossem as incongruências que, espero, tenham sido fruto da falta de conhecimento do idioma e da situação da revista em questão. Porque me custaria aceitar que o GE necessita agir com tanta falta de rigor jornalístico.
O estilo "assessoria de imprensa", para mim, é inaceitável, mas se ele quiser, que o use à vontade. "Descobriu e se encantou"? "uma foto foi para(sic.) publicada para que o leitor tivesse uma completa idéia do evento"? "fez questão de mostrar o esforço das candidatas"? Só lamento.
Agora, mentira já é demais. E duas no mesmo texto, para distorcer os fatos e dizer que esse concurso já está virando "tradição no futebol brasileiro"?
A revista não se encantou com coisa nenhuma. Como os próprios leitores comentaram no blog do GE, a publicação ridiculariza o concurso e brinca com todos os possíveis esteriótipos brasileiros. Me diz o que Carnaval tem a ver com a Musa do Brasileirão? A própria linha fina, um dos elementos de primeira leitura da página, usa a expressão "a frankly exploitive competition", que em português se traduz por "uma competição francamente exploratória". Outro elemento de destaque é a legenda no topo da página: "E o vencedor é... todos os machos com sangue quente do mundo inteiro". Não é a mulher que vence, Alexandre Abreu.
Ela só não é mais direta para não atacar frontalmente o absurdo machismo praticado pelo Globo Esporte nessa competição, que para começar nem é uma competição. O regulamento diz claramente que é a equipe do GE quem escolhe as finalistas, ou seja, a mocinha inocente que compra mil biquinis com as cores do suposto time do coração e pede para os amigos produzirem ensaios sensuais caseiros é só massa de manobra para aumentar a audiência do site. A vencedora do concurso em 2007, por exemplo, já tinha feito curso de manequim, títulos de miss e acumulava no currículo aparições na novela global Marmelad... quero dizer, Malhação.
Mas voltemos à reportagem... Se por "bizarre challenges" (desafios bizarros) Alexandre de Abreu presume que o repórter Celso de Campos Jr. quis explicar o concurso passo a passo, para que o leitor tivesse a idéia completa do evento, eu diria que seria só uma versão resumida, mas que dá sim para pintar a imagem da competição. Os destaques da reportagem, que afirma que não é preciso muito mais do que um top rasgado para ganhar a contenda: um torneio de bambolê, usado "justificar o zoom de um minuto em cada garota chacoalhando os seus bens", o talento de cada candidata em sambar sobre salto alto e biquini característico da fantasia carnavalesca (é essa parte da tradição futebolística?), e, claro, o desfile em traje de festa, ainda que o autor ache estranho que a maioria delas pareça mais uma assistente de palco de um mágico do que uma mulher vestida para uma festa elegante.
Pelo nome, você já deve saber que Celso de Campos Jr. é brasileiro. Ele é jornalista formado pela Cásper Líbero e, entre outros trabalhos, publicou uma biografia de Adoniran Barbosa, depois de três anos de pesquisa. Celso é correspondente da 4-4-2 inglesa há anos, além de colaborar com outras publicações internacionais sobre futebol. Portanto, ele conhece o tema, conhece o público da revista lá fora e sabe muito bem que imagem as pessoas têm das brasileiras: mulheres pouco cultas que usam pouca roupa porque aqui faz calor e também porque é a única maneira de elas chegarem a ser algo na vida. Não é à tôa que ele guarda para o final de seu texto as aspas da mãe da vencedora da última edição: "esse título mudará nossas vidas", para depois concluir que é ainda mais chocante ouvir da menina vencedora que ela é virgem e está se guardando para o casamento. Tanta hipocrisia depois de tanta submissão choca as pessoas do mundo desenvolvido. Mas parece que ao GE só importa vender seu peixe. Seja ele fresco ou podre.
Abaixo a página escaneada da reportagem.
PS: A Four-Four-Two, apesar de ter bastante renome internacionalmente, bem que tentou publicar uma edição verdadeiramente brasileira, mas hoje se limita a circular traduções de textos produzidos lá fora.
Out 23
Great Cornolhos do futebol paranaense
por Felipe Lessa16h16

Marcelo Caldarelli e Aurélio Almeida sonham em se tornar celebridades. São daqueles caras que a todo o momento fazem algo para aparecer, mesmo que seja uma breve tacada pitoresca. No momento do retorno destas duas personalidades, a vida social de Londrina e Grêmio de Maringá voltou a ser bombástica. Deixa rastro em tudo. Quem sabe, também não dá a sentença: Clássico do Café apenas nos bastidores. Esperando ver quem protagoniza a cena mais cômica do futebol paranaense.
O desenhista Mike Judge, se tiver o interesse de entrar no ramo da pelota, talvez poderia retratar um pouco de histórias parecidas com as dos personagens de Galo e Tubarão em novos episódios de Beavis & Butt-Head.
Afinal, as bizarrices cometidas pela dupla remetem o espectador a desconstruir toda imagem do futebol, para depois reconstruí-la. Basta pensar profundamente sobre cada estupidez cometida por pessoas anônimas desesperadas pela vontade de se tornar públicas. Isso aguça o instinto do povo – até quando este resolve copiar um personagem esquisito e colocá-lo em prática no mundo real.
Nem mesmo a mudança no perfil dos dois seria necessária. Bastava que o roteirista do possível desenho mantivesse os jovens bizarros e pervertidos.
Sedentos por descarregar todo fracasso amoroso acumulado em Highland, Beavis & Butt-Head tentariam se aventurar no interiorzão do Paraná. O objetivo seria “se dar bem” no futebol e finalmente faturar uma garota.
Butt-Head pensaria em algo grande. Alguém poderia dizer que ele tinha dom para ser o salvador do futebol paranaense, que havia uma dupla com 6 títulos estaduais, 1 Taça de Prata, 1 Taça Roberto Gomes Pedrosa e uma 4ª colocação na primeira divisão do nacional prestes a realizar fusão, e ele prontamente acreditaria ser a pessoa certa para comandar o time.
Na saída do Burger World, filial norte-pr, o garoto passaria o migué em Beavis,um pseudo-recente-comunista-velho-camarada-de-falcatruagem que numa outra encarnação havia defendido a Seleção Brasileira. “Estamos sem grana no bolso, mas podemos cobrar R$220 de gordinhos e excluídos. Juntamos a grana e faturamos as garotas. Come to Butt-Head, baby. Hoho ohohoho ohohoh”. E assim estava montado um time com tempero de frango e sardinha para a disputa de qualquer campeonato que aparecesse.
Nos vídeos que intercalam cada episódio, histórias do futebol nortista sendo retratadas. Desta vez, Judge colocaria vídeos notáveis do Canal 100 ao invés de clipes, mantendo apenas o saudoso Rock´n´Roll ao fundo. Mudar de canal, ou não, seria a resposta positiva ou negativa para alguma reportagem.
- “ Hehe hehe hehe. Esse time tem sardinhas. A mascote desse time é a fêmea do Tutubarão. Poderia me dar mole”, diria Beavis, estrepado na aconchegante sala de casa. Prontamente ele seria retrucado por Butt-Head.
- “Shut up, Beavis. Sardinha é sua mãe, que nem conhece o VGD e faz parte da chapa presidencial. Hoh ohohoh oh ohoh ohoh”
No audacioso projeto de Beavis & Butt-Head, algumas fêmeas são convidadas a trabalhar em seu time. Seriam gandulas dos jogos, nas tardes dominicais. Excitariam os garotos com os elogios recebidos das arquibancadas.
Na angústia para que tudo dê certo (saia na imprensa), bastaria também contratar um ator global, incendiar o interior com promessas envolvendo celebridades, grandes equipes e dar tiros para o alto. Pronto! Era a chance de juntar influência na cidade sardinha de galinha e faturar. Tom Anderson, Stewart Stevenson e até mesmo o treinador Buzzcut seriam parceiros – acreditando nas pretensões dos garotos em salvar o futebol local.
Com a grana em mãos, os jovens convidam as modelos gandula para um jantar regado a nachos e cervejas trocadas em permuta com contribuintes do clube: o Londringá. No entanto, ao perceber que as geladas não tinham álcool, Beavis degusta uma enorme quantidade de café e açúcar no refeitório do Burger World – local onde ainda trabalha, apesar das moedas do clube sempre serem esquecidas no bolso. Surge o diabo loiro. Ele fica enlouquecido, delirante. Tapa sua cabeça com a camisa e começa a gritar de forma demente, sem se calar: “Great cornolhio! Great cornolhio! Great cornolhio!”
Receosos, os donos da lancheria convocam a polícia. Essa bebida não estava presente no contrato de permuta, por isso Beavis & Butt-Head tomam uma dura e vão em cana. As garotas deixam o recinto e seguem para casa. O dinheiro dos contribuintes é utilizado no pagamento da fiança.
Com sorte, a dupla pensaria em nova chance de reerguer o futebol do norte para faturar alguém. Talvez utilizando cabeças de gado de desconhecidos ou emprestando carros de concessionárias para suposta premiação de bingos picaretas. Com azar, uma dupla de toupeiras poderia levar o caso a sério, imitar os jovens e os dois times fechariam as portas. Mas se Mike Judge gostar da idéia, com sorte ou azar, o Clássico do Café dos dias atuais pelo menos ainda teria suas histórias bizarras, mas no foco do povo. “Hehehe heheh heheh”. “Ho hoh ho h oh oh”.
Out 22
O fundo do poço está longe?
por Equipe De Primeira20h14
Por Núbia Tavares, após Santo André 2 x 0 Palmeiras
O jogo: Desencanei geral. Futebol pra ninguém ver e que ninguém merece ver.
Defesa: Marcos calou a boca ontem (falou muita merda no jogo anterior) e sofreu com o pior ataque do campeonato. Sem culpa na palhaçada. Sobre a zaga é volta Maurício Ramos e Danilo, please! O Maurício é bom, mas tá pipocando bonito. O Figueroa é um bom ala, mas péssimo na marcação. O Armero é fundamental – para o time de atletismo do Palmeiras.
Meias: Fora Edmilson. Agradeço pelas boas partidas, mas ele não sabe jogar de volante, pensa que é terceiro zagueiro e deixa um espaço gigante no meio de campo. O Souza tá igual o Maurício, sentindo o peso das decisões. Não dá pra jogar no 4-4-2 com essa dupla de volantes nem fodendo. Volta, Pierre, pelamordedeus. E acrescento que não dá pra jogar no 3-5-2 também. Cleiton Xavier não tem o que comentar, futebol ridículo e desprezível. Marquinhos fez ontem sua melhor partida pelo Palmeiras e por isso espero que ele possa ter uma sequencia agora, seja jogando no lugar do CX ou como companheiro de ataque do Vagner Love. Ontem percebi que assim como no jogo contra o Flamengo, o Diego Souza não tocou nenhuma vez a bola para o Vagner Love, que só tocou a bola para o Diego Souza uma vez, no final do jogo - aos 40 minutos do segundo tempo.
Ataque: No primeiro lance em que fez uma jogada e deu um passe, Wagner Lovel colocou o Diego Souza na cara do gol. Chega de bola na área e chutão, combinado? Aqui não é o São Paulo. No mais, Robert, Obina e Ortigoza são todos jogadores medianos.
Muricy: Não sabe o que fazer com o time depois que o Pierre se machucou. Cada hora aparece com um time diferente e deixa os jogadores inseguros e sem saber o que vai acontecer. A verdade é que a última vez que o Palmeiras jogou um futebol bonito, foi contra o Corinthians, quando do Jorginho estava no comando.
Lamentavelmente, gastamos todas as nossas reservas de pontos. Mas ainda estamos em vantagem, porque a tabela dos outros times será complicada nessa rodada, exceto o Atlético.Ainda acredito no caneco porque teremos um tempo até o jogo contra o Goiás, então, dá pro Muricy tentar arrumar a casa (e ele disse que o faria, ontem, após a partida, curiosamente de uma maneira muito fria e calculista). Mas, por preucaução, vou esperar um pouco mais pra comprar a passagem para o Rio.
Out 17
Driblando a Síndrome do Time Pequeno
por Ana Carolina Moreno20h12
Ainda bem que eu tenho amigos fanáticos por futebol aqui na Espanha. Quase que perco o jogo do Dépor contra o Sevilla porque achei que era amanhã, e amanhã estarei viajando. Fui avisada a tempo, ufa!
Primeiro porque finalmente consegui calcular a distância entre a minha casa nova e Riazor, o estádio do Deportivo La Coruña: foram pouco menos de 800 passos dados pelas minhas pernas curtas, uma sensação indescritível. Uma mistura de felicidade e alívio por ter acesso tão fácil a algo tão divertido.
E essa temporada promete ser ainda mais divertida que a anterior. O Dépor tem 15 pontos em 7 rodadas, e só está atrás do invicto Barcelona, o Real Madrid e o Sevilla. Esse último foi a sensação da última rodada: acabou com a invencibilidade dos merengues e a briguinha entre os dois grandes para ver quem perdia primeiro. Temos um brasileiro a mais esse ano: Juca, que desembarcou aqui vindo da Sérvia e agora não precisamos mais depender do Guardado para cobrar o escanteio, ufa!
Filipe vai voltando ao que era antes depois da decepção de estar tão perto do Barça, e agora tão longe. Já deveria ter entrado em campo com a amarela do Dunga, mas isso é história para outro post reclamão.
Lógico que de vez em quando o Dépor volta a sofrer da STP (Síndrome de Time Pequeno). Murcha, desaparece e só realmente começa a jogar o que sabe quando já é tarde demais para garantir a vitória ou até um mísero empate. Vide o Deportivo X Espanyol há umas semanas, que sofrimento!
Mas hoje veio o Sevilla, o fenômeno do campeonato, o maior entre os não-galáticos. Entramos em campo sem o Juca, que está lesionado. E eles sem o Luís Fabiano. Mas Kanouté ainda estava ali, ainda que esse Kanouté parecia bem diferente do que deslizou por Riazor com elegância, educação e uma incrível visão de jogo. Jogamos três vezes seguidas com eles (a Liga e a Copa do Rei). Perdemos as três, uma delas de virada, graças ao camisa 12 deles.
Dessa vez, perderam eles, em um jogaço que, como sempre é o caso dos herdeiros de Bebeto, começou feio. Guardado "metia a pata", como dizem aqui, de maneira consecutiva. Atacávamos mais que eles, só que pior. Até os 37 do primeiro tempo, quando uma bola que eu tinha certeza que ia fora entrou no gol, não sei como.
Estava ali, atrás do gol, e vi o Juán Rodríguez chutar de fora da área. A bola vinha retinha na minha direção e eu vi como ela passou a uns 20 centímetros da trave direita. Só que ela entrou. Viva a brisa do Atlântico Norte!
No segundo tempo, se o Dépor fosse um time sul-americano, voltaria com uma bela retranca para garantir a vitória simples e sortuda. Mas Miguel Ángel Lotina não gosta de mudar seu estilo. E por estilo quero dizer: espera sempre até os 15 minutos do segundo tempo para começar suas alterações, que geralmente têm a ver com colocar o Valerón ou tirá-lo, se ele começou a partida como titular. Valerón, ex-seleção espanhola, é um craque. Passa a bola como um gênio e é o único poder realmente criativo do time. Mas já é mais velho, tem histórico de lesões e infelizmente não agüenta mais o tranco.
Para um jogo como o contra o Sevilla, que ataca muito bem, melhor mesmo ter deixado o Valerón no banco na primeira parte, para o caso de os andaluzes marcarem e o time precisar arrancar pelo menos um empate. Mas o Dépor não tem vocação (nem talento) para a retranca. Então entrou Valerón para dar mais gás ao ataque. Não foi aos 15, devo admitir... Foi aos 12'50''. Ê Lotina...
Dépor e Sevilla lutaram por meia hora. Sufoco pros dois lados, faltas feias, manha, indignação de torcedores. Sorte nossa que Luís Fabiano foi poupado, porque faltou ao Sevilla justamente um matador dentro da área. Kanouté errou passes demais, tinha a mira descalibrada e estava visivelmente irritado com a produção do time. Nem de longe parecia o exemplo de dedicação e pacifismo pelo qual é conhecido.
E pensar que eu quase perdi tudo isso. Ainda bem que fiz os amigos certos.
PS: Quarta-feira parece que vou ao Porto X APOEL lá no Estádio do Dragão. Duvido que eu faça um post sobre isso, mas sempre pode chover né?
PS2: Filipe Luís é um dos jogadores mais populares do Deportivo, mesmo depois de quase ter ido ao Barça. Todo mundo pede fotos com ele, as meninas suspiram, os moleques pedem que ele não vá pra Catalunha e ele me disse que o Luís Fabiano foi poupado porque joga a Champions na terça. Bendita Champions! Ano que vem o Dépor chega lá... 
Out 16
O Império Sudaca na Copa 2010
por Equipe De Primeira20h30

Por Daniel Soares e Felipe Lessa
O gol de Bolatti contra o Uruguai no final do segundo tempo garantiu não somente a Argentina na Copa do Mundo da África do Sul em 2010. Com a presença dos discípulos de Maradona, ao lado de Brasil, Chile e Paraguai, os sulamericanos formaram uma linha de frente representativa para tomar o velho continente de assalto no combate a ocorrer nas terras de Nelson Mandela.
Caso os uruguaios avancem na repescagem, diante da Costa Rica, a artilharia sudaca terá a força máxima de suas nove conquistas mundiais contra os europeus na disputa pelo maior número de títulos da competição, atualmente empatada. Entre os campeões do velho continente, Itália, Alemanha e Inglaterra estão na lista de representantes da Uefa. São velhos conhecidos de peleja, que fazem valer o ditado de que a Copa não existe apenas para prolongar os feriados brasileiros.
O Brasil garantiu sua classificação com três rodadas de antecedência, vencendo a Argentina no berço de Che Guevara. Apesar da frustrante última jornada, onde entorpecida pela altitude a seleção canarinho perdeu para a Bolívia e depois esbarrou em casa no ferrolho venezuelano, o complexo de vira-latas tão criticado nos tempos de Nélson Rodrigues deu lugar ao otimismo. Após alguns anos desprezada pelo seu povo, a Seleção voltou a ter verdadeiros ícones de identificação nacional como Luís Fabiano, Kaká e Julio Cesar. O escrete de Dunga está praticamente pronto. Ainda assim, precisa aperfeiçoar sua técnica de furar retrancas que deixaram o brasileiro angustiado com outros empates, como a Colômbia e Bolívia em casa.
O segundo posto sulamericano veio com a vitória chilena sobre o Equador. A condição de aríete do artilheiro das eliminatórias com 10 gols, Humberto Suazo, é digna de um possível ensaio de capa no HQ El Condorito - que já ilustrou sua seleção em um passado não muito distante. Junto de Benitez e do Mago Valdivia, o selecionado de El Loco Bielsa fez renascer a nostalgia de 98, quando com Salas e Zamorano demarcavam território no ataque do Chile. No entanto, se o treinador argentino quiser manter o status de herói por las calles de Santiago, problemas defensivos como a desatenção que os fez tomar de 4 do Brasil em Salvador precisam ser solucionados.
Com os mesmos 33 pontos dos chilenos, os paraguaios decepcionaram e ficando com o terceiro lugar. Ao perder para a Colômbia em casa, o time liderado por Salvador Cabañas desperdiçou a chance do simbólico título das Eliminatórias, o combustível que faltava para o êxtase de toda nação. Vestimentas albirojas passaram a figurar no cotidiano de todo país que, apesar do tropeço no final da fase classificatória, pela primeira vez almeja o sonho de vencer a Copa do Mundo. Mas para permanecer sonhando, precisam invocar o espírito que ganhou as ruas e transformou o período da Eliminatória em momentos tão patrióticos quanto aquele início dos anos 30, quando nossos vizinhos derrotaram os bolivianos na Batalla Del Chaco. O Paraguai precisa driblar a incapacidade na hora de definir, evitando que se repita qualquer recordação de 98. Na ocasião, o forte time com Arce, Gamarra e Chilavert caiu diante da França no mata-mata da Copa do Mundo.
O inverso da falta de superação paraguaia na hora de definir foi o que deu aos argentinos a quarta e última vaga direta. A seleção albiceleste penou com a derrota expressiva para a Bolívia fora de casa e o vexame de perder para o Brasil em Rosário. Maradona balançou no cargo de treinador, mas no fim desabafou com alegria. Seu time brigou até o fim para garantir sua vaga sem precisar da repescagem. Apesar da suposta displicência de Messi, valeu o espírito combative de Verón e Palermo. Contra o Peru, em Buenos Aires, por duas vezes passaram perto da tormenta. Cederam o empate no final do jogo, passaram na frente e quase tomaram um gol do meio de campo. Contra o Uruguai, o gol veio apenas no fim. Mas veio, e com a ajuda do Equador ainda permitiu que a Celeste Olímpica de Diego Forlán ainda possa garantir a última vaga do continente para o Mundial, contra o representante da Concacaf.
Vale lembrar que o adversário uruguaio na repescagem será o time de Renê Simões. No jogo contra os EUA, em Washington, a Costa Rica precisava vencer para garantir a vaga no Mundial. Fizeram 2x0 em menos de 30 minutos e passaram a aguardar o fim do jogo. Tomaram um gol no início do segundo tempo e continuaram aguardando o fim do jogo. O castigo veio aos 49m30: empate americano. Com a vitória de Honduras sobre El Salvador, os hondurenhos estão na Copa.

Recordando um passado próximo: nossas participações desde 98
Na Copa do Mundo de 1998 também tínhamos a representação de Brasil, Argentina, Paraguai e Chile. Somava-se a Colômbia. A campanha sulamericana foi a melhor em solo europeu dos últimos 30 anos. Quatro seleções se classificaram para as oitavas. O Paraguai foi eliminado pela França no gol de ouro, conforme comentado acima e Brasil e Chile tiveram que se pegar. 4X1 pra nós. O Brasil terminou vice-campeão e um gol holandês no finzinho evitou que a Argentina nos encontrasse nas semifinais.
Em 2002, Uruguai, Equador e até a Argentina ficaram fora na primeira fase. O Paraguai foi mais uma vez eliminado nas oitavas, daquela vez pela Alemanha. O Brasil seguiu representando a América do Sul até a conquista do título. Em 2006, Brasil e Argentina não passaram das quartas-de-final. O Paraguai decepcionou e ficou em terceiro no seu grupo, perdendo para Inglaterra e Suécia e vencendo apenas Trinidad & Tobago. A boa surpresa foi o Equador, que num início arrasador venceu Polônia e Costa Rica. Depois perdeu duas vezes ao enfrentar duas seleções européias de tradição: a Alemanha (3x0), em jogo que valia a primeira colocação do grupo (o Equador tinha a vantagem do empate) e para a Inglaterra (1x0), nas oitavas-de-final.
Resultados nas 3 últimas Copas:
Brasil
1998 - vice
2x1 Escócia
3x0 Marrocos
1x2 Noruega
4x1 Chile
3x2 Dinamarca
1x1 Holanda (4x2 penaltis)
0x3 França
2002 - Campeão
2x1 Turquia
4x0 China
5x2 Costa Rica
2x0 Bélgica
2x1 Inglaterra
1x0 Turquia
2x0 Alemanha
2006
1x0 Croácia
2x0 Austrália
4x1 Japão
3x0 Gana
0x1 França
Argentina
1998
1x0 Japão
5x0 Jamaica
1x0 Croácia
2x2 Inglaterra (4x3 penaltis)
1x2 Holanda
2002
1x0 Nigéria
0x1 Inglaterra
1x1 Suécia
2006
2x1 Costa do Marfim
6x0 Sérvia-Montenegro
0x0 Holanda
2x1 México
1x1 Alemanha (2x4 penaltis)
Paraguai
1998
0x0 Bulgária
0x0 Espanha
3x1 Nigéria
0x1 França
2002
2x2 África do Sul
1x3 Espanha
3x1 Eslovênia
0x1 Alemanha
2006
0x1 Inglaterra
0x1 Suécia
2x0 Trinidad & Tobago
Chile
1998
2X2 Itália
1x1 Áustria
1x1 Camarões
1x4 Brasil
Uruguai
2002
1x2 Dinamarca
0x0 França
3x3 Senegal