28.09.07

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Categorias: Música

Relançamento: Laércio de Freitas e o Som Roceiro

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"LAÉRCIO DE FREITAS E O SOM ROCEIRO" - LAÉRCIO DE FREITAS (Cid, 1972)

O visual black power da capa do disco até engana - dá até pra imaginar que se trata de um disco que une música brasileira e soul music, daqueles de deixar os gringos loucos e motivar relançametos piratas em vinil. Um dos principais discos do maestro nascido em Campinas (SP), Laércio de Freitas e o som roceiro, editado orignalmente em 1972, tem até seu lado mais internacionalista, como na gravação, com base na gozação, do clásisco francês "Mamy Blue" ("cumpadi, vamo tocá aí a 'mamãe azur'!", diz o músico no começo, dialogando com seus colegas de banda). Mas trata-se de um disco brasileiríssimo e muito bem humorado.

Soa, em alguns momentos, como se o raciocínio das orquestras e dos maestros no estilo do Paul Mauriat (que, por sinal, transformou a já citada "Mamy blue" em grande hit) ganhasse outras dimensões. EM vez da grandiloquência (e da breguice, porque não) dos arranjos de tais maestros, aparece o bom humor da versão de "Catarina" (uma "homenagem aos bons tempos da Casa Edison", do repertório de Robrto Martins e Oswaldo Santiago, com qualidade de gravação de época), o sambalanço caipira de "Pirambeira" (do próprio Laércio, mas lembrando bastante Joã Donato), a versão marcha-soul de "Chuva suor e cerveja", de Caetano Veloso... e, claro, a gozação da toada festiva "Capim gordura", um dos maiores sucessos da carreira de Laércio, eternizado numa alegre gravação de Luiz Carlos Vinhas.

Pois é: quem quiser recordar um dos mais prolíficos momentos da nossa música, pode até se ditigir ao posto de gasolina mais próximo. O selo carioca Cid relançou, junto com vários outros discos clássicos do seu catálogo, Laércio de Freitas e o som roceiro, numa edição extremamente bem cuidada - e que, como boa parte dos discos do selo, pode ser achada em lojas de conveniência, a preços bem justos. Do piano e do órgão de Laércio e da criatividade de sua banda podiam sair tudo. Desde uma marcha-rancho ("Pontão da serra") cuja introdução dá a entender que vem uma soul music por aí, até uma recordação de Carmen Miranda ("Alô alô", composta por André Filho - aquele de "Cidade maravilhosa" - e virando um quase samba-jazz nas mãos de Laércio, do baterista Lula, do baixista Luiz Roberto, do violonista Luiz Paulo e do ritmista Jorge Arena).

"Capim gordura", a música, foi feita num período em que Laércio morava no México. Assim que voltou ao Brasil, o músico começou a apresentar sua composição em alguns lugares e logo a gravou. No entanto, nem mesmo o fato da capa de O som roceiro trazer a inscrição "autor do 'Capim Gordura' "fez com que o disco se tornasse um grande sucesso de vendas. Para muita gente, será a primeira vez que canções como a modinha "Brioso" e o rastapé "Rastapé" aparecerão - apesar de que, entre colecionadores de discos de MPB, este álbum já é cult faz tempo. Detalhe que chega a ser engraçado o fato de Laércio ter conseguido meter a mão num gênero bastante simplificado (a música caipira, mais roceira) e extrair dali jazz, samba, sons black, tonalidades alegres e festeiras. sons mais contemplativos... tuso o que desse para tirar e deixar o som mais rico.

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Categorias: Música

Armandinho e Dibob - Estúdio Coca-Cola

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Vocês já leram aqui sobre a blitz para conseguir as pulseiras para ir no show acima. Desta vez, nesta sexta-feira (eu só tive tempo de colocar o post agora, quem estiver acompanhando este blog e quiser ir, que se vire), vão rolar mais duas blitz. A saber:

+ 9:30 - Gávea - Colégio Rio de Janeiro (porta)
+ 12:00 - Leblon - Colégio Santo Agostinho (porta)
+ 13:30 - Ipanema - CCAA (dentro)

Outra coisa: a data para as trocas das pulseirinhas por ingresso é sábado agora, 29/9, a partir das 10h. Os locais de troca: Hard Rock Café e Botafogo Praia Shopping (vai no Google pra saber onde fica os dois, que ônibus passa, etc). Importante: menores de 14 anos só entram no show acompanhados por responsáveis.

Se vira pra ir lá, cara. Quem sabe a gente não toma uma Coca-Cola juntos? Para saber mais informações, tá aí o site do evento.

21.09.07

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Categorias: Música

Fodido e Xerocado

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"FODIDO E XEROCADO" (Livro)

Uma idéia no mínimo inusitada. Os paulistas Daigo Oliva e Mateus Mondini, numa época em que os fanzines praticamente inexistem - e em que tudo virou e-zine, blog ou fotolog - lançaram um zine de fotos, o Fodido e Xerocado. "Um fotozine que em cada edição reúne cerca de 20 fotos de bandas punks que, na maioria das vezes, usam de seu tempo e energia com a prática do faça você mesmo e passam por roubadas das mais variadas espécies, mantendo o punk vivo, onde quer que ele possa chegar", diz a dupla no release distribuído à imprensa.

Se a idéia de lançar um fotozine já te parece inusitada, e se eu disser que os dois fotógrafos partiram para o livro? Fodido e Xerocado - Por favor, olhe para mim mostra algumas das melhores fotos já fetas pela dupla, em shows de punk realizados em sua maioria em São Paulo. Para uma edição independente (parceria dos "selos" Cospe Fogo Gravações e Augusta Edições) o resultado saiu pra lá de caprichado - a partir da capa, que estampa uma foto em preto-e-branco de João Gordo, dos Ratos de Porão, num show em Pirituba (SP).

O livro mostra um belo painel do que existe em termos de festivais de punk rock no Brasil - funcionando, nesse caso, como escoadouro do pouco que ainda existe de engajamento legítimo no rock nacional - e ainda expõe a entrega dos artistas e a relação público-platéia em belíssimas fotos. Os pulos de músicos de bandas como Cinder e Eu Serei a Hiena, em festivais como Animal Liberation Fest e Verdurada, mostram que o gênero ainda guarda uma energia difícil de ser vista no rock mais radiofônico.

Tem ainda fotos que mostram moshs mal dados, o microfone passando de mão em mão no show da banda O Inimigo, a homenagem a velhos punks nativos como Redson (Cólera) e Fábio (Olho Seco), o retrato de uma geração que já é veterana mas ainda é jovem (como o pessoal do Mukeka Di Rato), a cara ensanguentada de Duane Peters, do US Bombs e as fotos do célebre show de Iggy Pop no festival Claro Q É Rock. Um excelente painel do punk atual, que dá a impressão que, enquanto muitos roqueiros não sabem, tem todo um clima de celebração rolando na garagem ou na biboca mais próxima. Para adquirir sua cópia de Fodido e xerocado - Por favor, olhe para mim, vá ao site da Cospe Fogo Gravações (www.cospefogo.com)

20.09.07

Permalink 02:10:57, por Ricardo Schott Email   Portuguese (BR)
Categorias: Música, Orkut, Publicidade

Armandinho e Dibob - Estúdio Coca Cola

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Pois é, eu vou nesse troço aí. A gravação vai ser no dia 7 de outubro, às 17 horas, no Hard Rock Café, na Barra da Tijuca. Não, não passei a gostar nem de Armandinho (fiquei chocado outro dia ao saber que o cara tem TRINTA E SETE ANOS e faz música de garoto de doze anos) nem de Dibob. Acontece que o Estúdio Coca-Cola vai ser realizado no Rio, após passar por outros estados, e me convidaram pra dar uma chegada lá. A proposta de unir artistas com estilos diferentes é bem interessante - já apareceram duplas como Nando Reis & Cachorro Grande e Lenine & D2. Vamos ver no que vai dar o encontro do reggae praieiro paraguaio e do emo playba da Barra... Pior que do jeito que eu ando com a cabeça sei lá onde, capaz de eu sair de lá gostando.

Falando um pouco mais do estúdio Coca-Cola: além de apresentar combinações musicais pouco usuais, a idéia da parada é envolver o público das bandas e artistas no processo. Quem não é vip vai ter que CORRER ATRÁS das pulseirinhas.

Nesta sexta-feira agora (21/09) começam as blitz para distribuição de pulseirinhas em diversos locais do Rio de Janeiro. Cada pessoa vai ganhar DUAS pulseiras de cada artista (ou Dibob ou Armandinho) e daí vai ter que trocar UMA delas com alguém que também tenha duas pulseirinhas. Só entra no show quem tiver uma de cada (espero que não adotem isso em micaretas ou raves, daria até morte).

Tá a fim de ir? Então se vira: só 800 pessoas vão poder entrar. As blitz acontecerão nos seguintes locais:

21/09 - Sexta-feira

+ Jardim Botânico - Col. Divina Providência - 09:00 (Dentro)
+ Catete - Colégio Zacarias - 12:00 (Porta)
+ Laranjeiras - CCAA - 13:30 (Dentro)

22/09 - Sábado

+ Tijuca - CCAA - Hadock Lobo - 09:00 (Dentro)
+ Barra - Praia da Barra (BarraMares) - 10:30
+ Botafogo - Pista de Skate Rio Sul - 12:00
+ Lagoa - Pista de Skate Lagoa - 13:00

23/09 - Domingo

+ Barra - Pista de Skate - 10:00
+ Barra - Pista de Kart Barra - 11:30
+ Recreio - Praia do Pepê - 14:00

Pra saber um pouco de como é o esquema, rolou um lance parecido no Espírito Santo, quando teve Estúdio Coca-Cola com D2 e Dead Fish (porque é que esse show não veio pro Rio?). Leia sobre isso aqui. Osite do festival, com direito a blog, tá aqui.

17.09.07

Permalink 10:17:56, por Ricardo Schott Email   Portuguese (BR)
Categorias: Música

Z1bi no SeuTubo

Clipezinho novo do Zumbi do Mato, da música "Calendário 1999".

Permalink 10:16:03, por Ricardo Schott Email   Portuguese (BR)
Categorias: Música

Fábio Góes *

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"SOL NO ESCURO" - FÁBIO GÓES (Reco-Head)

Se você esbarrar com alguma resenha dizendo que o músico paulista Fábio Góes faz uma MPB derivada de grupos como Radiohead, ou de bandas meio post-rock (Mogwai, em especial), até que dá pra dizer que tem a ver - o clima "perdido", até meio psicodélico, de algumas músicas, chega a lembrar o trabalho desse povinho, sim. Mas fica mais fácil entender o trabalho de Fábio pelo prisma da MPB mesmo - sempre lembrando que música popular brasileira não é aquele feudo construído nos anos 60 e que é dominado por uns poucos até hoje. Ela se renova, ganha características eletrônicas, pode unir climas folk e sons que só poderiam ter saído do Brasil... e na atualidade, com as facilidades da tecnologia, pode ser feita na garagem de casa, comercializada em pequenos selos, mostrada no MySpace e angariar fãs por todo lado.

O resultado foi que, graças a uma página no MySpace e à experiência como trilheiro - trampou em filmes como Abril Despedaçado (Walter Salles) e Cidade de Deus (Fernando Meirelles), o que significa que você já escutou músicas do cara sem nem saber disso - Fábio Góes acabou chegando para muita gente no boca-a-boca. Seu disco, Sol no Escuro, saiu por uma pequena etiqueta chamada Reco-Head, distribuída pela distribuidora indie Tratore. Teve muita gente dizendo que foi o mehor disco de MPB do ano passado. E, na boa, pelo menos aqui no meu aparelho de som, se não é o melhor, tá no Top 5. Difícil separar o Fábio autor do disco do Fábio autor de trilhas - a cada música, aparecem climas diferentes e imagina-se clipes diferentes, como se cada música, no fundo, tivesse sido feita para um filme que só existe na cabeça de Fábio. Ou que ele queira que exista na cabeça do ouvinte. Uma coisa surge lá no fundo, ao se ouvir o clima melancólico e os diálogos piano-violão de algumas faixas: esse poderia ser o som que Guilherme Arantes poderia estar fazendo hoje, ou mesmo uma espécie de lado meio "Clube da esquina" do post-rock. E olha que não é exagero.

Sol no Escuro começa com a faixa título e com "Sem mentira", duas músicas baladeiras e preguiçosas, com discretos arranjos de metais e poucos acordes, além de letras oscilando entre a psicodelia, o romantismo e a experimentação poética. O disco começa a mudar de rumo em "Automático", mais alegrinha, conduzida no violão por um ritmo meio samba-rock. Já "Mundo acumulado", com cara de Jorge Ben, leva a coisa para um lado mais soul-MPB - essa música poderia estar tranquilamente no repertório de Marisa Monte, desde que rearranjada. Pois é, o começo até deu uma enganada, mas Fábio pertence à mesma geração que vem unindo experimentalismos, MPB, rock, melancolia e suingue - e isso fica bem claro no quase rap "Estatística". Não por acaso, um nome bem representativo dessa galera, a cantora paulista Céu, aparece cantando no jazzinho "Sun of your eyes".

Para quem gostou das músicas mais tranquilas do começo, ainda tem faixas como a balada de violão "Mel" e a ensolarada e setentista "Surfista", que por sinal tem uma das melhores letras do disco, usando a figura do surfista como uma espécie de metáfora da vida. E, falando em letras, no fim do disco vale conferir a ironia da quase infantil "Salmão" (sente só "meu salmãozão / gosto de carne crua, mas só quando a carne é sua"). Peça o disco pra Reco-Head, que por sinal disponibilizou quatro faixas do CD no site dedicado ao cantor.

P.S.: No selo Reco-head tem um link para um single do Fábio (em que ele usa o pseudônimo de FGoes) chamado "Pictures". Na apresentação diz: "FGóes fazendo rock, as custas de uma canção perdida. Em inglês, só pra tirar onda. Só que não dá pra ouvir uma vez só". Nem ouvi ainda, baixem aí e me falem.

* publicado em minha coluninha do Leia na íntegra

13.09.07

Permalink 21:44:07, por Ricardo Schott Email   Portuguese (BR)
Categorias: Música

Alow

Tenho duas coisas pra mostrar pra vocês:

1) Resenhei os ultimos (pelo que parece) shows de bandas novas que subiram ao palco do Canecão: Rockz, Reação em Cadeia, Mutreta e Eletro. Tá na Rock Press.

2) Descobri que tenho um primo que faz um som meio indie-pop. É o Brandon Schott. Ele mora nos EUA e acabou de lançar um disco, tem até MySpace. Nem ouvi ainda, conheçam o site dele e ouçam o som do primão.

Permalink 01:44:44, por Ricardo Schott Email   Portuguese (BR)
Categorias: Música

A descoberta da América

Caetano diz que ninguém agüenta mais ele falando de tudo

O cantor e compositor Caetano Veloso disse nessa terça-feira, durante o lançamento de seu CD e DVD Multishow Ao Vivo - Cê, no Rio de Janeiro, que ninguém mais o agüenta opinando sobre tudo.

"Vocês têm razão, ninguém agüenta mais ouvir Caetano Veloso falando de tudo", dizia o cantor em vídeo exibido pouco antes de ele falar do novo trabalho.

Fonte: Terra

Em homenagem à descoberta do Caetano, tentei achar no YouTube o dia em que ele foi no programa do João Gordo, bateu na mesa e gritou "SE HOJE EXISTE SEPULTURA AGRADEÇAM A MIM!!". Mas ninguém pôs isso lá...

10.09.07

Permalink 00:43:03, por Ricardo Schott Email   Portuguese (BR)
Categorias: Música

Vanguart / 3 steps / Martiataka / NV / Altifalante

vanguart

"VANGUART" - VANGUART (LC Editora / Outracoisa)

Quando vi o Vanguart ao vivo pela primeira vez, atirei no que vi e (não) acertei no que não vi - achei a postura e a voz do vocalista um tanto parecidas demais com as de Thom Yorke, do Radiohead. Vanguart até não desmente isso em algumas (poucas) faixas. O lance do grupo é fazer uma espécie de atualização do folk e do country, que até passa perto de bandas como Wilco, mas que, em especial, traz referências de gente mais antiga do gênero - como dá para observar em músicas como "Just to see your blue eyes see", "Christmas crack", "Hey ho silver" (se bem que essa, com um pesinho e uns vocais gritados, dava até para entrar no repertório dos Pixies) e na canção de boteco "Semáforo", além da faceta country-com-violão-e-gaitinha da bela "The last time I saw you".

No lado mais "moderno" (digamos assim) do disco, tem baladas lindíssimas como "Cachaça", "Enquanto isso na lanchonete" e "Los chicos de ayer" - esta, cantada em espanhol e com levada folk-latina. Conheça na banca mais próxima - o disco está na nova Outracoisa, que traz Max Cavalera na capa - ou no site www.vanguart.net.

"3 STEPS" - 3 STEPS (Demo)

O grupo carioca 3 Steps, pelo que diz o release, se formou em torno das canções da Dave Matthews Band, que costumavam tocar. Hoje, em seu EP - no site, a banda disponibiliza também o audio de alguns shows - o grupo continua demonstrando influência dos neozelandeses em várias músicas, como "Pode seguir" e "O lobo da estepe", além de toques de Pearl Jam em "Volto a você".

"ROCK´N ROLL COMBUSTÍVEL" - MARTIATAKA (Independente)

A onda hard rock vem aparecendo bastante em algumas festas roqueiras do Rio, tipo a Starfuckers. Para acompanhar a, digamos, moda (?), vale a pena dar uma escutada nessa banda de Juiz de Fora. Hard rock bom pra caramba, com alguns momentos de energia poser, mas apontando para bandas como Blue Oyster Cult, Lynyrd Skynyrd, Guns N Roses, The Darkness, etc. As letras têm uma espécie de sabedoria rocker, que há muito não se via no rock nacional - em poesias intensas como as de "Aprendendo a morrer", "Bula", "Corra, coelho", ou mesmo na gozação meio blues, meio rock stoniano de bêbado, de "Mundo bar". Conheça em www.martiataka.com.

"NV" - NV (independente)

A banda carioca NV estréia em CD mostrando uma saraivada de hits em potencial (as baladas pesadas "Me enganou" e "No meio da estória", o rock´n roll "Mais do que o som", o punk-metal "Atitude", o metal-funk "O quadro" e o tom quase nu-metal de "Correria") e uma competência instrumental digna de músicos que provavelmente partiram do meio metálico para uma sonoridade mais comercial, embora com peso. Alguns detalhes, como certos riffs e os vocais dão a entender que tem um pouco de Detonautas, O Rappa (como no rapzinho de "Melhor caminho") e Legião Urbana ali. Conheça em www.bandanv.com.

"ALTIFALANTE" - ALTIFALANTE (independente)

Vindo do Ceará, o Altifalante - que, em vários momentos, lembra bastante o Skank e antigas formações mineiras, como o Radar Tantã - lançou um disco repleto de baladas de violão, daquelas pra cantar junto, com pegada rock´n roll e um lado bem MPB nas letras e em algumas melodias. São os casos da alegrinha "Por perto", da fofa "O feijão e o sonho", da balada pesadinha "Tanto faz", do new rock "Pequeno monumento" e da bossinha "Girassóis". Conheça pelo site www.altifalante.com.

* estamos sem máquina e sem scanner - só deu pra colocar foto da primeira banda e ainda assim não foi da capa do disco. Visitem os sites das bandas!

04.09.07

Permalink 12:58:50, por Ricardo Schott Email   Portuguese (BR)
Categorias: Música, Tecnologia

SeuTubo - Silverchair

Videozinho novo do Silverchair, da música "Straight lines". Neguinho vinha me falando direto do novo disco deles - que eu só consegui baixar semana passada em breve vai aparecer por aqui.

Permalink 01:20:01, por Ricardo Schott Email   Portuguese (BR)
Categorias: Música

Razorlight

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"RAZORLIGHT" - RAZORLIGHT (Universal)

Nos últimos tempos, o Duran Duran vinha aparecendo discretamente no rol de influências de algumas bandas novas - o Franz Ferdinand, entre elas. No caso dos londrinos do Razorlight, as influências do DD vêm misturadas com outras referências. Em Razorlight, seu segundo disco, tem uma mistura disso com indie rock, a fase anos 80 de Bowie e o som pop do INXS (em "In the morning", a faixa de abertura). O quarteto formado por Johnny Borrell (vocais, guitarra), Andy Borrows (bateria), Carl Dalemo (baixo) e Bjorn Agren (guitarra) parece se esforçar em chegar à canção pop mais perfeita, que mais agrade ao grupo - seja ela uma quase emulação de "Stand by me", de Ben E. King (sucesso com John Lennon), como é o caso de "Who needs love?" ou um soulzinho-rock, "Hold on", inspirado em Motown, mas com um lado qualquer que parece tirado de Slade e Shocking Blue.

Só que, por enquanto, a banda ainda está "em busca". Boa parte das dez faixas de Razorlight seriam legais, inovadoras e fariam sucesso caso fossem lançadas em algum lugar dos anos 70 ou 80. Lançadas hoje, soam um pouco inconclusas, como se o grupo fosse legal para criar riffs bacanas de piano, batidas interessantes, sons circulares que pegam o ouvinte (como a abertura da folk "America", que dá a entender que vem por aí uma chupação de "Human nature", de Michael Jackson), mas ainda assim faltasse alguma coisa.

Da mesma forma que muita gente reclama que os discos hoje em dia vêm com quatro ou cinco músicas legais e o resto meio encheção de linguiça, Razorlight soa estranho, com várias idéias legais que mereciam uma melhor finalização - caso de músicas como "Before I fall to pieces" e "I can't stop this feeling I've got". É o tipo de disco que agrada à primeira audição, mas que deixa no ar uma impressão de que tudo jpa foi feito antes - e o que talvez seja mais complicado de engolir é o fato deles ainda mandarem bala numa "Pop song 2006", que é uma das canções com menos brilho do CD. Não fuja do Razorlight, mas vá com calma.



Discoteca Básica

Jornalista, 32 anos, Niterói/RJ. Bizz, Nitideal, International Magazine, Rock Press, Jukebox, etc. Rock, MPB, samba de raiz, fusões, experimentalismos, rock nacional, indie rock, etc. E-mail: rschott2004@gmail.com

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