25.07.07

Permalink 10:08:18, por Ricardo Schott Email   Portuguese (BR)
Categorias: Música

Tá foda

Olha só: é PROVÁVEL que este blog só volte ao normal em agosto - ou um pouco antes. Estou fazendo uns projetos meio complicados e tá foda pra sentar a bunda em casa, ouvir música, etc.
Por enquanto, você fica com a minha coluna no Nitideal, sobre os shows das bandas Magic Numbers e The Rakes no Rio - no festival Indie Rock, que começa hoje.

19.07.07

Permalink 13:02:33, por Ricardo Schott Email   Portuguese (BR)
Categorias: Música

Canastra e Lasciva ao vivo

Resenha do show do Canastra e do Lasciva Lula no Canecão, na Rock Press. Leia aqui.

16.07.07

Permalink 13:38:09, por Ricardo Schott Email   Portuguese (BR)
Categorias: Animais

Deu pra perceber que tá complicado de atualizar o Discoteca Básica? Pois é, mas é só nessas semanas. Daqui a pouco melhora.

Permalink 13:35:22, por Ricardo Schott Email   Portuguese (BR)
Categorias: Cinema, Música

Julieiie & The Licks

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"FOUR ON THE FLOOR" - JULIETTE & THE LICKS (Hassle)*

Confirmada como uma das atrações do Tim Festival, a banda Juliette Lewis & The Licks não teria muita coisa para impressionar ninguém. Bandas lideradas por atores ou atrizes quase sempre têm a tendência de soarem chatas. Mas aí só para quem não presta atenção no lado mais obscuro e underground de Hollywood, que já deu ao mundo um cara estranho como Johnny Depp e agora vê a transformação de uma atriz meio sumida do mercado (a gatinha Juliette Lewis) em roqueira.

E roqueira com admiração por Iggy Pop, diga-se de passagem. O problema é que isso não chega a ser uma grande credencial - admirar é uma coisa, mas fazer um trabalho que passe longe da pentelhação é outra bem diferente. Fora que a atriz de Cabo do medo não é a única vocalista do rock recente a admirar o velho punk e a falar grosso com um microfone na mão - tem quem vá ver semelhanças entre os discos lançados pela atriz e bandas como Hole, Distillers (tem MUITA coisa no disco que lembra o grupo da gritalhona Brady Dale) e até o trabalho solo da ex-baixista do próprio Hole, Melissa Auf Der Maur. E tem muito desse pessoal ali, não tem nem como esconder.

O disco mais recente de Juliette e seus capangas é o Four on the floor, com a atriz fantasiada de índio na capa. O disco teve a colaboração de um amigo mais que especial - David Grohl, ex-batera do Nirvana e guitarrista dos Foo Fighters, que gravou demos com o grupo e, na falta de um baterista, ficou para gravar o disco. O CD novo é o primeiro disco inteiro do grupo a ter um som realmente bem resolvido. O EP Like a bolt of lightining impressionava pela sonzeira, pelo encontro punk-metal, pelos refrões ganchudos e pelos gritos e gemidos de Juliette - tudo isso levou o prestigiado site Allmusic a classificar o som da menina e de seus amigos como "Van Halen encontra Iggy Pop" (Van Halen? Como assim? Esse pessoal ta doido?). Mas era só um EP.

O disco que veio depois, You're speaking my language, era um rascunho e nada mais que isso. Produzido pela hitmaker Linda Perry (aquela da banda 4 Non Blondes, maravilha-de-um-hit-só dos anos 90, com “What’s up?”), começava com um punkão que parecia uma repetição barata das idéias do EP (a faixa título), seguia com o sonzinho frágil (e até mal gravado e mixado) de "Money in my pocket" e chegava na baladinha pentelhíssima "The long road out of here". Nada que acrescentasse na vida de ninguém, nem que fizesse as pessoas não acreditarem que The Licks era apenas a forma de Juliette se manter na mídia após sua carreira de atriz dar uma minguada. Mas sedimentou a reputação da banda entre muita gente importante.

Four on the floor dá uma renovada num som que parecia já condenado à repetição eterna logo no primeiro disco. As sombras roqueiras-femininas-radicais dos anos 90 ainda estão lá (e o clima gritalhão de Juliette ainda tem muito de PJ Harvey), e ainda bem. O que resta para o ouvinte é se divertir com uma banda cujo compromisso é apenas o de soar o mais barulhenta possível, como no rock´n roll "Smash and grab" e na quase metálica "Hot kiss", que abrem o disco. Os vocais roucos e, por vezes, quase masculinos de Juliette, tornam tudo mais rebelde e agradável.

Para imaginar como vai ser o show do grupo no Tim, vale dar uma sacada nas fotos que rolam pela internet da indumentária de palco da cantora (no You Tube tem vídeos) e sacar canções como o punkão "Killer", o punk-new wave grudento de "Sticky honey" e "Purgatory blues", a saraivada de "fuck you" da garageira "Death of a whore", o tom meio The Cult de "Get up", etc. Realmente impressionante.

* publicado em minha coluna do Nitideal



Discoteca Básica

Jornalista, 32 anos, Niterói/RJ. Bizz, Nitideal, International Magazine, Rock Press, Jukebox, etc. Rock, MPB, samba de raiz, fusões, experimentalismos, rock nacional, indie rock, etc. E-mail: rschott2004@gmail.com

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