Não é só o Sgt Peppers dos Beatles que está fazendo 40 anos, não. O Canecão, célebre casa de shows e cervejaria carioca, também está alcançando esta marca. Com shows agendados de Moska, Notícias Populares (com a cia de comédia Os Melhores do Mundo), Roberto Carlos e do trio Anna Luísa, Edu Krieger e Gláucia Nasser, o local ainda arrumou espaço para colocar shows de bandas brasileiras novas.
Já se apresentaram por lá grupos como Ramirez, 3 Steps e Som da Rua, e dessa vez os escolhidos foram Moptop (foto) e Móveis Coloniais de Acaju, que tocvam daqui a pouquinho no palco do Canecão (saiba hora, preço e demais informações no site do local). É o projeto Canecão 40 anos - Aqui se escreve a música brasileira
Fomos conversar com a produtora do Canecão, Valéria Collela, para que ela falasse um pouco do projeto e do pessoal que está se apresentando por lá. Curtam aí.
Gostaria de saber como surgiu esse projeto de convidar bandas que estejam despontando no cenário musical para tocar no palco do Canecão. A idéia é comemorar o aniversário da casa lançando novos talentos? Quando assumimos o Canecão em 2000, fazendo a programação das segundas, terças e quartas, a proposta era exatamente a do projeto: formação de platéia, abrir espaço para novos artistas e preços mais baratos que os praticados normalmente na casa. A partir de 2003 quando assumimos a direção geral, nos afastamos um pouco deste princípio. No ano passado já pensando nas comemorações dos 40 anos da casa, propus à direção da casa retomarmos este formato e começamos a trabalhá-lo no início do ano. Com a entrada da Petrobras como patrocinadora da casa conseguiremos manter os preços populares nas segundas, terças e quartas pelos próximos 2 anos. Esses dias terão seus preços de bilheteria a R$ 30,00 e R$ 15,00, o que nos dá a possibilidade de trabalhar com novos talentos ou mesmo artistas já estabelecidos que como Moska, Hyldon, Elza Soares, etc, que normalmente ficavam afastados da programação da casa por incompatibilidade dos preços dos ingressos e o seu público... E o resultado tem sido tão bom que até mesmo shows internacionais como The Gladiators e No Use For a Name optaram em realizar seus shows neste formato.
Como são escolhidas as bandas? Através de pesquisa do mercado, visibilidade na imprensa, conversas com produtores, etc. Faço questão de conhecer todas as bandas que tocam na casa.
Como elas se sentem tocando num lugar com a estrutura do Canecão? A resposta está na própria imprensa... Não tem um grupo que tenha participado deste projeto que nas suas entrevistas não destaque a emoção, a importância, a realização do sonho de estarem no palco do Canecão.
Em termos de bilheteria, os shows de bandas novas têm dado certo? Ou já é esperado que o número de pagantes não seja muito grande? Estamos trabalhando uma nova platéia que cresce a cada dia.
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Jornalista, 32 anos, Niterói/RJ.Bizz, Nitideal, International Magazine, Rock Press, Jukebox, etc.Rock, MPB, samba de raiz, fusões, experimentalismos, rock nacional, indie rock, etc.E-mail: rschott2004@gmail.com
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