14.05.08

Permalink 19:29:43, por Ricardo Schott Email   Portuguese (BR)
Categorias: Música

Resenhas

Umas resenhas que saíram no B:

"FÁBIO JR. E ELAS" - FÁBIO JR. (Sony & BMG) - Gravado em 1998 para um especial da Record, o CD mostra o cantor em bons duetos com mulheres. Numa época em que a canção romântica sofria mais preconceito, ele reuniu Joyce ("Compromisso"), Fernanda Abreu ("Na canção"), Vânia Bastos ("Sorri") e outras. Músicas como "Enrosca" (com Patrícia Coelho) e "Eu me rendo" (com Zélia Duncan) resgatam a antiga fase soul pop do cantor.

"MUSIC FOR THE DIVINE" - GLENN HUGHES (Hellion) - O ex-vocalista do Deep Purple e do Black Sabbath tem seu disco de 2006 lançado no Brasil. O som é uma mistura exata de hard rock e black music, com muito balanço (Chad Smith, baterista do Red Hot Chili Peppers, é co-produtor) e belas músicas, como "You got soul", "Black light" e "Too high". Nas letras, a positividade e a religiosidade que Hughes encontrou ao abandonar as drogas.

"HIGH SCHOOL MUSICAL" - VÁRIOS (Sony & BMG) - O reality show que fará a versão brasileira do HSM chega ao disco. Sucessos como What time is it e Breaking free aparecem em português (com os títulos "Que tempo é esse?" e "Tem que tentar"), no mesmo clima auto-ajuda dos originais. Entre as inéditas, "Como eu vou fazer", que lembra o repertório anos 90 de Angélica, e "O sonho não termina", com participação de Wanessa Camargo.

"A NOVIÇA REBELDE - VERSÃO EM PORTUGUÊS" - VÁRIOS (Sony & BMG) - A montagem da dupla Möeller e Botelho, que estréia dia 22 no Rio, sai em CD com versões em português da dupla, sem prejuízo para os temas originais. Levando-se em conta que Herson Capri (o capitão Georg Von Trapp) não é cantor e interpreta a belíssima "Edelweiss" sem estragar a música, o resultado é bom. "The lonely goatherd" e "So long farewell" garantem boas recordações.

"DISCO 08" - ROCKZ (Independente) - Após a saída do vocalista Diogo Brandão, a banda carioca Rockz ficou à deriva. Uma pena. Nesta estréia (que pode ser baixada no www.rockz.com.br), o grupo faz uima mescla do indie rock dos Strokes com rock para pular, como Barão Vermelho e Stones. Nas letras, papos de noite e bebedeiras, em "Nunca me diverti tanto", "Colorbar", "Relacionamento saudável" e "Ora bolas". Eles só não acertam a mão para baladas ("Devaneio esferográfico").

"DANIELA PROCÓPIO" - DANIELA PROCÓPIO (Independente) - Gravado com participação de músicos como Arhur Maia (baixo), Toninho Horta (guitarra), Carlinhos Brown (vocal) e até Eumir Deodato (arranjos), o disco de Daniela apresenta uma inusitada mescla de jazz e sons africanos e indígenas em temas como "Quase lenda", "Do tamanho do mar" e "Melodia sentimental" (de Villa-Lobos, com letra de Dora Vasconcellos).

Permalink 18:04:38, por Ricardo Schott Email   Portuguese (BR)
Categorias: Música

Caetano Veloso

Hoje tem showzinho do Caetano Veloso no Vivo Rio, a tal abertura do Obra em progresso. Segue aí a matéria que eu e Braulio Lorentz fizemos sobre o ensaio do show e que saiu hoje no B.

NÃO EXIJA ROCKS DE CAETANO VELOSO
O ‘JB’ assistiu a ensaio do show ‘Obra em progresso’; músicas novas fogem do som agressivo de ‘Cê’

Braulio Lorentz e Ricardo Schott

Em sua mais recente turnê, baseada no disco Cê, de 2006, Caetano Veloso angariou fãs que torciam o nariz para seus trabalhos anteriores – como A foreign sound, de 2004, dirigida em parceria com Jacques Morelembaum. Ao lado dos três jovens de sua banda de apoio, chamou a atenção de novos admiradores que pularam ao som das vibrantes Rocks e Odeio você, pediram Alegria, alegria e Tropicália nos shows e ficaram satisfeitos com as referências a Transa, disco folk-roqueiro de 1972, gravado em Londres. No show Obra em progresso, que estréia hoje no Vivo Rio e continua nas quartas de maio (exceto dia 21) e junho (menos dia 25), o cantor mantém a banda Cê, da turnê anterior, mas inclui a dupla de percussionistas gêmeos que tocou na turnê de Noites do Norte, Josino Eduardo e Eduardo Josino. Turnê marcada, por sinal, por ensaios abertos no Canecão.

– Em parte Obra é um ensaio aberto, porque vamos apresentar canções e versões novas. Mas esse nome pode dar a impressão errada de que vamos ensaiar em público – alerta Caetano, em entrevista ao JB pouco antes de ensaiar para a primeira apresentação. – O essencial é que não é um show de sucessos, nem de músicas do Cê. Eles não estão excluídos, mas serão minoritários.

Retorno a ‘Noites do Norte’

Quem espera para o novo trabalho algo que lembre Cê, vai se assustar ao ouvir as músicas novas. Mesmo mantendo a formação composta por Ricardo Gomes (baixo e teclado), Marcelo Callado (baterista) e Pedro Sá (guitarra), acrescida dos percussionistas, o som lembra Noites do Norte, com direito a mesclas de música baiana, pop e rock (a tranqüila Cor amarela) e a sons meditativos, baseados em percussão quase circular e em vocais em falsete (Por quem). Uma música que poderia estar em Cê, desde que rearranjada, é o samba baseado em estilingadas de guitarra e violão Perdeu – barulhenta (para os padrões de Caetano), que ganha distorções e ruídos de guitarra.

– Tem uma música do Gil da época do Tropicalismo que vou cantar, Pé da roseira – adianta Caetano. – O Pedro Sá, ouvindo a gravação, ficou maravilhado com o tratamento dado pelos Mutantes e pelo Gil. Vamos reproduzir mais ou menos o arranjo original, que é uma ciranda do Recife. É do período em que o Gil ficou na cidade e voltou de lá com essa proposta, além das primeiras idéias do Tropicalismo.

Se o anterior Cê ligava-se a Transa, Caetano diz ver relações entre este novo trabalho e o roqueiro Velô, de 1984.

– Na época, inverti o negócio: fiz uma excursão pelo Brasil todo e aí, só depois, gravei o disco – lembra Caetano, que traz de volta as longas temporadas que os artistas de MPB faziam nos anos 70 e 80, mas também nota diferenças. – É um show extenso, que vai durar dois meses. Mas são sempre espetáculos diferentes. Vou fazendo um repertório ao longo do ano e vejo como tudo soa.

Obra em progresso era para ter estreado há uma semana no Vivo Rio. Caetano diz que o atraso não partiu dele:

– Nós estávamos prontos. Foi um problema de produção mesmo. Retornamos mais brevemente do que pensávamos, o que foi melhor ainda. Não sabia se ia ser um atraso de uma semana, de duas, de quatro.

Além de músicas novas e do repertório em constante mutação, os fãs podem aguardar convidados especiais. Jorge Mautner, com quem Caetano já havia feito o show e o disco Eu não peço desculpas, de 2003, será o da primeira noite.

– Pensei na Tereza Cristina para cantar Gema (que ela gravou no disco Delicada). Aliás, pensei em cantar com ela em seu show e não pude. Gostei do fato de ela gravar e gostei da sua versão. Quero chamar o Arnaldo Brandão, que tocou comigo e de quem já gravei Totalmente demais e o Davi Moraes. Muito da inspiração do que a gente está fazendo vem de Pedro e Davi tocarem, nos ensaios de Noites do Norte, levadas de samba na guitarra.

A menção a Teresa Cristina anima Caetano a puxar a lista de nomes que tem ouvido, como Roberta Sá, Mariana Aydar e "o disco de samba da Maria Rita". Entre os artistas de rock, cita a banda baiana Cascadura. O cantor diz que o gênero o acompanha na estrada.

– Gostei também do disco do Radiohead, In rainbows – destaca, citando o disco da banda inglesa, disponível na internet pelo valor que os ouvintes quiserem pagar. – Estava na Europa fazendo shows e baixei as músicas pagando zero real. E recebi tudo. Todo mundo tem que inventar alguma coisa para se adaptar à situação tecnológica nova. Mas não passo muito tempo ouvindo música. Prefiro ler, e gosto de ouvir o que já ouvia, como João Gilberto.

Quando fez o show Cê no Canecão, Caetano deixou de gravar lá o DVD Cê – Multishow ao vivo, porque havia mesas na pista. Acabou optando por gravá-lo no despojamento da Fundição Progresso. Desta vez, mesmo que haja a possibilidade de sair um CD ao vivo com o repertório da temporada, diz nem ter se preocupado com o assunto.

– Nem perguntei se aqui vai ter mesa ou não vai ter. Eu venho aqui fazer meu trabalho. Fico indiferente se o público está sentado ou em pé, nem penso nisso – assegura o cantor, que, no entanto, ressalta não gostar muito do esquema de casa de show inspirado no Canecão. – Ali foi um acidente. Era uma cervejaria onde as pessoas iam comer, beber, dançar e tinha um pequeno show que durava 30 minutos num palquinho de lado. Depois é que ganhou esse status de casa de show.

29.04.08

Permalink 13:01:38, por Ricardo Schott Email   Portuguese (BR)
Categorias: Cinema

Cine-PE

Estou aqui em Pernambuco cobrindo o 12° festival do audiovisual daqui, o Cine-PE. Seguem aí embaixo duas matérias minhas que jáa saíram sobre o evento no JB. A primeira é sobre um documentário que fizeram sobre a trajetória política de Leonel Brizola. A segunda é uma geral nos outros documentários do festival.

REVELAÇÕES DO CAUDILHO
Ricardo Schott

Em 50 anos de incansável trajetória dedicada à política, Leonel de Moura Brizola (1922-2004) colecionou aventuras, conquistou fãs e inimigos e despertou admiração, à distância, até mesmo de seus mais ferrenhos opositores. Sua controversa e debatida história está exposta, com feridas abertas, no documentário Brizola – Tempos de luta, do escritor e cineasta Tabajara Ruas, a ser lançado no dia 29 na 12ª edição do Cine-PE – Festival do Audiovisual de Pernambuco, em Olinda, que acontece entre 28 de abril e 4 de maio no Teatro Guararapes, no Centro de Convenções. O filme apresenta o ex-governador do Rio em detalhes. Exibe imagens raras, depoimentos marcantes e uma extensa entrevista, na qual expõe sua mais lendária porção: a do frasista. "Quem passa por um exílio vira uma superpessoa, uma planta do deserto", definiu assim o período da ditadura militar em que foi proibido de voltar ao Brasil.

Ruas não esconde seu apreço pela figura de Brizola. Gaúcho da fronteira (nasceu em Uruguaiana), conheceu Brizola (de Carazinho) justamente durante o período em que o político estava no exílio.

– Fiquei exilado de 1971 a 1981 em vários países e encontrei Brizola em Portugal, quando ele estava morando lá – diz Ruas, que valoriza a relação de Brizola com a educação. – Ele foi ao lançamento do meu primeiro livro, Região submersa. Tirei até uma foto dele com meu livro para mandar a meu pai, que era brizolista. Ele sempre acreditou que o Brasil seria salvo pela educação. Esse pensamento continua atual.

O cineasta sentencia que o documentário tem o objetivo de mostrar o "animal político" que Brizola foi, além de seu caráter empreendedor.

– O filme tem um trecho com a família do Brizola, feito no exílio, cujas imagens estão bem ruins. Mas não entramos muito na vida pessoal dele, não – admite Ruas, que diz ter tido bastante apoio da família de Brizola, gravando depoimentos até mesmo de seus irmãos, além de ter tido acesso a raros filmes que mostravam o jovem político Brizola em ação nos anos 50. – Eram cine-jornais, exibidos nos cinemas antes dos filmes. Colocamos tudo isso em Tempos de luta.

Alguns casos folclóricos estão no documentário. Brizola não foi registrado até os 4 anos, por exemplo – sua família não se decidia por um nome e como seu pai, José Brizola, fora lutar na Revolução de 23, o menino nascido a 22 de janeiro de 1922 simplesmente ficou sem registro. O nome Leonel foi inspirado num comandante da Revolução chamado Leonel Rocha, de quem sua família falava. Outros temas controversos são suas relações com o getulismo e com a ditadura militar. Apesar de ter combatido os militares com a Campanha da Legalidade, adversários viam em Brizola um dos responsáveis pelo golpe, graças às suas pretensões eleitorais.

– Fernando Henrique Cardoso afirma que o golpe de 1964 não foi contra o ex-presidente João Goulart, mas contra Brizola, que era ligado a ele – defende Ruas. – Quando era governador do Rio Grande do Sul, ele fez 5 mil escolas para crianças pobres, iniciou uma reforma agrária e praticamente criou o movimento dos sem-terra, e isso nos anos 60. Também brigou com empresas americanas. Claro que isso incomodava.

Também há depoimentos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que tirou de Brizola a chance de disputar o segundo turno da eleição presidencial de 1989, vencida por Fernando Collor. No filme, Lula reconhece a popularidade de Brizola.

– Ele era uma pessoa muito sedutora, respeitada por seus adversários. Mas era um caudilho, centralizador, que gostava de discussões intermináveis – conta.

Ruas ignorou ex-aliados, como o prefeito Cesar Maia e o ex-governador Anthony Garotinho, que posteriormente brigaram com Brizola.

– Procuramos pessoas que tivessem valor histórico para o documentário –alfineta.

A VEZ DO REAL
Documentários disputam prêmios com filmes de ficção no 12º Cine PE, que começa hoje em Olinda
Ricardo Schott

Dos oito longas-metragens inscritos no 12º Cine PE, Festival do Audiovisual de Pernambuco, que tem início hoje, no Teatro Guararapes, em Olinda, quatro são documentários. Títulos como Brizola, tempos de luta, do cineasta e escritor Tabajara Ruas (que ganhou a capa do B, na reportagem Revelações do caudilho, publicada em 6 de abril), Guia prático, histórico e sentimental da cidade do Recife, do recifense Leo Falcão, O retorno, do paulista Rodolfo Nanni e Olhar de um cineasta, do catarinense Cesar Cavalcanti, entram na competição em pé de igualdade com as principais obras de ficção da mostra, como Bodas de papel, de André Sturm e Nossa vida não cabe num Opala, de Reynaldo Pinheiro. A paridade no festival – que teve 77 longas inscritos para a seleção, sendo 28 de ficção e 49 documentários, totalizando 23 filmes a mais do que no ano passado – é, na opinião dos documentaristas, fruto de uma época na qual o gênero está cada vez mais valorizado no cinema nacional.

- Antes, não era possível colocar um filme como o meu num circuito normal e ter bilheteria, ou a chance de distribuir os filmes como se faz com os de ficção. Hoje existe uma série de políticas públicas que facilita a carreira dos documentários – anima-se César Cavalcanti. – Acho que o gosto das pessoas mudou, o público está gostando mais deste estilo de filme. Estes fatores abriram mais espaço para a gente nas salas de exibição.

Homenagem a Marcos Farias

O seu longa Olhar de um cineasta, por sinal, fala justamente da vida e da obra do escritor, cineasta e crítico catarinense Marcos Farias. Morto em 1985 (seu último filme foi Cruz e Souza, sobre a obra do poeta simbolista), Farias mudou-se para o Rio, aproximou-se do Centro Popular de Cultura (CPC) da União Nacional dos Estudantes (UNE) e conheceu o grupo que lançaria as bases do cinema novo. Entre as produções mais conhecidas do homenageado está o episódio Um favelado do filme Cinco vezes favela, de 1962, dividido também com Miguel Borges, Cacá Diegues, Joaquim Pedro de Andrade e Leon Hirszman.

– Ele tentou criar um pólo de cinema aqui em Santa Catarina, mas os governos do Estado nunca lhe deram ouvidos. Pesquisei com alunos meus de cinema de Florianópolis e ninguém conhecia o nome dele. É um absurdo as novas gerações não o conhecerem – observa Cavalcanti, que gravou depoimentos de várias pessoas importantes para a trajetória de Farias, como os atores Flávio Migliaccio e Angela Leal e o cineasta Cacá Diegues.

Quem também traçou paralelos foi Rodolfo Nanni, um dos mais antigos cineastas em atividade no Brasil, cuja popularidade no meio se deu por filmes como O saci (1951), a primeira grande produção infantil do cinema nacional, baseada na obra de Monteiro Lobato. O retorno traz, como o próprio nome diz, uma volta às locações de O drama das secas, feito em 1958 em parceria com o escritor Josué de Castro.

– Naquela época, fomos filmar no Nordeste e não precisamos pesquisar muito, porque em 1958 havia uma seca enorme – recorda Nanni. – Nós andávamos de jipe pelas estradas e víamos vários retirantes. O filme, que ganhou vários prêmios depois, nasceu dessa viagem de estudos.

A idéia do documentário surgiu depois de Nanni desistir de fazer um longa sobre a pintora Tarsila do Amaral.

– Fizemos uma captação, mas o resultado ficou pequeno. Aí pensei em fazer esse retorno de 50 anos no tempo. Acho que nenhum cineasta fez isso. Voltamos mais ou menos ao mesmo trajeto, só não conseguimos chegar ao sul do Ceará.

Relação com as cidades

Apesar de ser ligado a Recife, Guia prático..., que é baseado na obra homônima de Gilberto Freyre, é definido pelo diretor Leo Falcão como um filme que pode interessar a qualquer brasileiro.

– Nele, falo da relação de amor e ódio que o recifense tem com sua cidade. Isso acontece em qualquer lugar do mundo, seja no Recife, Rio ou São Paulo – explica a Falcão. – Sempre alguém vai ter algo de ruim para dizer sobre o lugar onde mora, e sempre vai haver, em qualquer lugar, esse embate entre o progresso e a manutenção das tradições culturais, do qual falo no documentário.

Leo é outro a concordar que os documentários têm agora terreno mais fértil.

- Eu mesmo não sou um documentarista, sou roteirista de ficção. Mas espero fazer outros documentários. O fato do Brasil ter realidades culturais muito amplas propicia um campo temático abrangente para o documentário, e uma riqueza expressiva muito grande.

24.04.08

Permalink 17:57:09, por Ricardo Schott Email   Portuguese (BR)
Categorias: Música

Virada Cultural

O blog La Cumbuca colocou os discos que serão apresentados na íntegra na Virada Cultural em São Paulo, que começa esse fim de semana, para download. Olhem só aqui. Para quem não sabe, na Virada, alguns artistas que vão se apresentar, fazem seu show tocando as músicas de um disco inteiro, na íntegra. Este ano, tem o Som Nosso de Cada Dia, de volta, tocando as canções progressivas, de Snegs, de 1973 (se bem que eu prefiro o Som Nosso, disco black-prog de 1977), o Ultraje A Rigor mandando bala no som de Nós vamos invadir sua praia (1985), o Luiz Melodia cantando as músicas de Pérola negra (1973) e vai por aí. Eu acho imperdível, uma pena que não vou poder estar lá.

Leia mais sobre a Virada Cultural - um puta evento que dá até inveja de como a gestão de culturas é feita em São Paulo - aqui.

AH! Tô com um blog novo agora, no site da Laboratório Pop. Vão lá dar uma lida.

22.04.08

Permalink 10:28:10, por Ricardo Schott Email   Portuguese (BR)
Categorias: Música

Resenhas

Todas saíram no B nesses últimos dias.

"KEEP IT SIMPLE" - VAN MORRISON (Universal)

Após projetos em que interpretava jazz e country, Van Morrison retorna com um disco de inéditas no nível de obras como Astral weeks (1968) e Moondance (1970). O som une country, baladas, blues e até gospel, em faixas como "School of hard knocks", "Song of home" e "Don't go to nightclubs anymore". Há espaço até para um híbrido de folk e reggae, numa música chamada "Soul".

"LAND OF THE FREE II" - GAMMA RAY (Hellion)

Continuação do álbum de 1995 da banda alemã de power metal, que veio ao Rio na semana passada, Land II – ao contrário do que se poderia supor, no caso de uma segunda parte – é um bom presente para os fãs. O grupo impressiona pelo refrão operístico de "From the ashes" e pelos 11 minutos de "Insurrection". Nas letras, temas como a iconoclastia de "Real world" e a preocupação ecológica de "To mother Earth".

"ENCANTO" - SÉRGIO MENDES (Universal)

Quando começou a pôr ketchup na MPB nos anos 60 e 70, Sergio Mendes fazia discos ótimos, a despeito do que achava a crítica da época. Seus novos CDs, que unem som brasileiro ao pop de Will.i.am e Fergie, do Black Eyed Peas, são apenas razoáveis. Mas há brilho na versão batucada de "Águas de março", de Tom Jobim, em "E vamos lá", de Joyce e João Donato, e na participação dos velhos amigos Herb Alpert e Lani Hall em "Dreamer".

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Discoteca Básica

Jornalista, 32 anos, Niterói/RJ.Bizz, Nitideal, International Magazine, Rock Press, Jukebox, etc.Rock, MPB, samba de raiz, fusões, experimentalismos, rock nacional, indie rock, etc.E-mail: rschott2004@gmail.com

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