
Tudo bem que o fato de trabalhar quase trinta dias sem folga contribuiu um bocado para diminuir a minha já quase inexistente paciência. Mas quando a mulher que sentou exatamente atrás de mim no ônibus começou a falar alto, bem alto, muito alto mesmo, com a pobre criança que a acompanhava, eu só tive forças para pegar no braço dele e perguntar "Por que? Porqueporqueporqueporqueporqueporqueporque?" com ar de súplica. E ele? Ele foi rápido e sucinto: "Porque você torce pela Argentina".
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