

"Uma história de amor sem ponto final", dizia o refrão do samba do Salgueiro esse ano. Só depois do carnaval eu descobri que ele cantava errado o tempo todo. "TODA HISTÓRIA DE AMOR TEM PONTO FINAL". O que, convenhamos, só faria sentido num samba-enredo escrito pelo Morrissey.
Comprovando que o roteirista da minha vida é um fanfarrão:
Quando o horário de verão começou, eu estava de férias. Ou seja, me roubaram uma hora de lazer.
Quando o horário de verão terminou, eu estava de plantão de madrugada. Ou seja, me devolveram uma hora de trabalho.
Agora me diga, em que dimensão do universo conhecido isso pode ser considerado justo?

Quando a Madonna veio ao Rio de Janeiro em novembro do ano passado, fomos premiados com um apagão master no país inteiro depois de uma chuva torrencial no Rio. Um caos pra chegar em casa, noite mal dormida sem ventilador ou ar condicionado, a já esperada falta de água no dia seguinte. Inferno.
E daí?, você me pergunta. Daí que a mulher chegou ontem na cidade trazendo um temporal bizarro, com direito a enchente, chuva de granizo e árvores boiando nas ruas alagadas.
A culpa não é do El Niño. La niña Madonna faz um estrago bem maior.
Cariocas, vamos gritar todos juntos: "MADONNA, VOLTA PRA CASA!"
Sorry.
Fiquei longe do computador por motivos de tendinite maior.
Mas é aquilo, né? Quando o universo te premia oficialmente com uma dor de cotovelo, é hora de alugar uma quitinete no Catete, adotar cinco gatos, usar robe o dia todo e esperar por dias melhores.