
Divagando sobre a já internacionalmente famosa teoria da faixa etária do sapato, de repente fez-se a luz e tudo ficou claro como água.
(com toda essa luz e tanta água, isso tá parecendo festa de inauguração da árvore de natal da lagoa, mas nem é. juro. prestenção.)
Sabe aquele velho papo de que as mulheres amadurecem mais cedo do que os homens? Então. Os homens não são retardados. Eles só têm pés maiores.
(eu disse "pés maiores". não adianta. eu sei exatamente no que você pensou. ô mente pervertida. francamente.)
Se alguém me dissesse que eu iria reagir desse jeito, eu provavalmente nem acreditaria. Imagina, tá maluco? Mas confesso: chorei. Chorei quando soube da morte dele. E ainda não consigo assistir a esse tipo de homenagem sem me emocionar.
Não importa se a minha mãe ainda assinava meu boletim escolar quando ele lançou seu último disco decente. Talvez o fato de ter crescido durante a fase boa dele faça toda a diferença. Foi uma referência forte na infância/adolescência de toda uma geração, gostando ou não do seu tipo de música. Vejo uma reação semelhante entre pessoas na minha faixa etária. A famosa faixa do sapato (depois não digam que eu não avisei: ultrapassar na idade o número do seu sapato é a largada da velhice).
Quanto aos ensaios puxados para um retorno aos palcos.. sei lá. Sinto um cheiro de Norma Desmond no ar. E nem é porque ela também tinha um macaco (ok, esquece o sapato. Lembrar do Bubbles, isso sim, é o maior atestado de velhice). É pela volta da estrela decadente. Sabe-se lá o que o cara tava fazendo para recuperar pelo menos uma parte da antiga forma, do antigo fôlego? Porque o povo que comprou ingresso não esperaria um show intimista, ele sentado num banquinho tal qual João Gilberto sussurando "no one wants to be defeated", né? Ia ter que rebolar.
Essa entrevista de 1980 é legal por várias coisas: primeiro porque ele já era bem famoso, mas nada comparado ao furacão-thriller que ainda estava por vir. E era uma graça. Dá pra ter uma idéia de como ele seria um cara bonito hoje em dia se não tivesse mexido no rosto daquela maneira bizarra. Além disso, ajuda a compreender tudo o que a gente viu acontecer com ele depois disso, ele fala praticamente as mesmas coisas sobre solidão e timidez que depois repetiria na famosa entrevista para a Oprah em 1993.
Dez anos antes da Oprah, em 1983, ele já admitia que tinha medo de gente. O que é perfeitamente compreensível quando levamos em conta sua história de vida até ali. Uma espécie de "MJ Begins". É muito estranho ver esse rascunho do futuro dele. Estranho ver isso tudo agora, que já sabemos o final.
Sabia que "Thriller" quase se chamou "Starlight Love"? Juro. Palavra de Quincy Jones.
Nem vou listar as minhas músicas preferidas. Talvez "Rock with you", talvez "Billie Jean". Vou fazer o seguinte: lanço o desafio impossível-ficar-parado-não-importa-a-sua-idade com "Blame it on the boogie".
É isso.
Michael Jackson morreu.
Ainda não caiu muito bem a ficha.
Caro torcedor da Copa das Confederações:
Favor enfiar gentilmente a corneta no cu.
Eternamente grata,
G.
Preciso de um namorado, urgente!
Já estou ficando louca, acabei de fazer 28. Se eu chegar aos 30 sem casar, não caso mais! Vai ficar ridículo as minhas fotos cheias de rugas e meu filho quase na faculdade carregando as alianças, tenha dó!
Aff, foi só um desabafo!
Daniela Fernandes Pereira
Daniela, sua tolinha,
Se você esperava conseguir um noivo através desta coluna, não deveria informar que tem um filho, porque homens dispostos a casar costumam não querer filhos pré-fabricados. Eu, particularmente, não tenho o menor problema com mamães, mas não suporto casamentos.
Mestre Delih
Lá vai a noiva.
Já conhecia alguns desses clipes literais, mas o Carlones mandou o melhor de todos.
- Cadê a fulana?
- Foi passar um fax.
Todas as outras pessoas ditas normais entenderam que ela estava na outra sala, onde fica o aparelho de fax. Eu, como qualquer pessoa realmente normal, entendi que ela estava no banheiro.
Por essas e outras que eu não sou exatamente a pessoa mais popular do escritório.