
Meu puááái me manda e-mails, né? De tudo que ele acha engraçadinho ou relevante, eu ganho uma cópia. Até aí, Neves e o pé de couve. Mas uma dessas mensagens me chamou a atenção, especialmente porque é um assunto que as pessoas teimam em não entender como funciona e atribuem culpa a uma "entidade" que não pode ser presa ou punida.
É a tal da privacidade na internet. E o mal entendido começa exatamente no fato de a maioria das pessoas não entender que só se expõe quem quer. Funciona assim: você faz o seu perfil no Orkut (ou em qualquer outro site afim), escolhendo que informações colocará, de foto a endereço de e-mail. Não tem ninguém te dizendo o que fazer nem que informação divulgar. Oras, se VOCÊ escolheu o que você quer - ou não - divulgar e onde, não pode reclamar de invasão ou afins.
Quer exemplo prático? Toma, benzinho: ninguém nesse blóóógue divulga nome verdadeiro ou foto aqui. A gente escolheu usar pseudônimo e não mostrar nossas lindas e mui simpáticas figuras aqui nesse espaço. Tem mail ali do lado. A gente tem profilé no Orkut. Tem muita gente que nos conheceu por internet ou nos achou nalgum desses sites de amizade. Mérito (ou veia psicopata) deles, mas onde nós mostramos a cara (Mister M) foi por vontade própria. Fim do exemplo.
Com esse deslumbre da poveza, as formas de anti-sociabilidade e algumas sociopatias se proliferaram? De certa forma, amizade. Elas já estavam por aí. Só ganharam maior exposição porque a internet é uma coisa mística e desconhecida da grande massa. Porque, pensa aqui comigo, uma pessoa que acredita num semi-estranho e combina um duplo suicídio, cairia na mesma historinha independente da forma como conheceu o maluquinho. E se uma pessoa já tem a pré-disposição para vandalismo social, internet ou não, ele vai achar uma forma de pôr a atividade em prática.
A internet só virou a nova "sociedade". Porque antigamente sempre diziam "a culpa é da sociedade". Agora só mudou o vilão da oração, porque ninguém pode pegar a internet pela mão e colocar na cadeia ou aplicar qualquer tipo de castigo. E, aí, começa a onda de correntes dizendo que a internet é feia, boba e má. Não, né.
As pessoas, na ânsia dos 15 minutinhos de fama, se esquecem de comportamentos simples que deveriam ser usados em qualquer sitruação. Ora, bolas, se você não dá o seu telefone pra um mané (ou manéia) qualquer no ponto de ônibus, vai colocar no Orkut pra quê? Se você não anda com uma camisa onde se lê o seu endereço, vai divulgar online de bobeira pra quê? Estão vendo como o problema - só pra variar - é com o indivíduo e não com a pobre da internet?
A solução estaria em ensinar pra galera que a vida virtual, nesse aspecto de privacidade, é igualzinha à vida "real". Logo, se você não quer que alguém saiba de algo, é só não divulgar.
Porque Uma Dama Não Comenta também é um blógue sobre comportamento com dicas para melhorar a sua vida. Quase uma socila bem humorada.
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