

Foto de Henrique Fanti, surrupiada do Impedimento
O futebol é uma coisa masculina, sempre foi. Não adianta, você, mocinha, ter paixão. Não adianta entender mais que vários. Não adianta que você xingue mais do que os elementos mais mal-encarados da torcida mais violenta. E nem adianta fazer parte da tal torcida. Diferente deles, a gente não sabe quem fez o 14° gol (que, aliás, foi anulado*) na Copa de 50. Não sabemos a escalação do time campeão do primeiro campeonato * insira aqui o adjetivo correspondente à sua naturalidade *. A gente não tem memória pra essas coisas. A gente, mulher, consegue identificar 8 nuances de uma mesma cor, mas saber se quem fez o gol decisivo foi o camisa 9 ou o 11 é coisa de menino.
Nós nunca saberemos como é ganhar a primeira bola e correr pra comemorar com os meninos da rua; o que é ser sempre mandando pro gol; ou provocar o amiguinho que perdeu. Eles nunca saberão como é emocionante o primeiro beijo e como a gente se lembra dele, e de todos os segundos que antecederam e de tudo que a gente sentiu. Nós somos café-com-leite quando o assunto é futebol. Não por falta de quaisquer conhecimentos ou ausência de paixão, é porque a gente menina. Ou você vai dizer que ouve atentamente quando um moço (que não é o seu hair-stylist ou o gay amigo) fala sobre cabelo, maquiagem e roupa? Não, isso é assunto feminino. Assim como o ambiente boteco-discussão de futebol não te pertence, amiguinha. E nem a mim.
O importante é que a gente se mete lá e vai colocar dedo na cara e derrubar a cerveja. Estamos aí, lutando pra, pelo menos, sermos ouvidas em conversas que começam com “você viu o jogo ontem?”. Talvez, isso nunca aconteça, mas não desistamos, meninas! Jamais.
O senso comum diz que antigamente era melhor. Os especialistas confirmam. E é aqui que a gente entra de sola, mulherada. Antigamente o futebol era mais bonito e os shorts menores. Sim, existem mulheres que não ligam pra isso, mas existem aquelas que ligam e as que adorariam um estímulo para perder horas de seu fim de semana num estádio ou em frente à TV. Pensa só, querida, além de ver os gols da rodada, você pode dar aquela manjada inocente num par de coxas aqui, num bumbum ali e unir o útil ao agradável. Porque Ronaldinho, o Gaúcho, é mais feio do que bater na mãe em véspera de Natal, mas que pernas! E é injusto ficar esperando um carrinho ou um tombo pra espiar músculos nos quais esse moços investiram tanto tempo e trabalho, não é mesmo?
Poderia-se aqui, até mesmo, relacionar a perda de qualidade do futebol com o aumento progressivo dos shorts. Até que se chegou nessa chateação atual com bermudas disformes e que só deixam joelhos à mostra. Oras, e quem quer ver JOELHO? Faça-me o favor, FIFA. Enfim, fato é que nós queremos voltar à época de ouro do futebol, nem que seja só fashionisticamente. Porque a mudança no futebol mundial precisa começar por algum lugar.
*Observação meramente ilustrativa
Posts similares:
O marketing vai matar o futebol brasileiro
Este Brasilzão de meu Deus...
Tô brincando!
As damas não comentam, mas você pode falar